terça-feira, 23 de março de 2010

A estrutura da Umbanda comentada.

Muitas matérias explicam o sincretismo e a estrutura religiosa da umbanda, porem não concordo com a maioria das matérias que retratam um conceito à parte da essência que a fez quebrar fronteiras e sair pelo mundo, partindo da nossa terra e tocando o coração dos povos estrangeiros, nestes anos venho estudando a cultura afrobrasileira e suas divindades e percebo que os Umbandistas e seus sacerdotes ainda sofrem para se estabelecer e apresentar sua tradição.

Para entender como funciona esta estrutura existe a necessidade de conhecer a sua origem e a cultura do candomblé. Claro que não podemos negar a influencia que a mesma proporcionou à umbanda. Tanto que poderá notar que não existe Umbanda pura a menos que esta não use atabaques, pembas, ervas, vestimentas coloridas entre outros itens que passam despercebidos porem fazem parte da cultura africana. Por isso se você acha que pertence a um culto sem influencias estrangeiras desista, pois ela absorveu muito das maiores religiões e costume deste povo brasileiro.

Falando em influencias e sincretismo religioso notaremos que a Umbanda possui grandes vínculos com o cristianismo tanto quanto o candomblé , mas não vamos confundir um terreiro de Umbanda com uma sacristia e muito menos que ele é um candomblé light. Por isso eu sou a favor da abolição das imagens católicas e da valorização da cultura da Umbanda.

O sincretismo cristão oferece certo conforto disfarçado aos visitantes, pois o visitante ao chegar o encontra imagens de santas e santos que tranqüilizam e harmonizam o ambiente, mas não deve durar muito, pois toda moeda tem duas faces, este consulente tropeçará mais tarde com o lado "B" do sincretismo, percebendo que as imagens representativas dos Exús e Pomba Giras afogam toda esta harmonia e sufocam a fé e credibilidade deste casamento. Basta pensar no que as crianças pensariam ao ver uma imagem com chifres deformada e pés de bode, e a Pomba Gira nua parecendo uma prostituta, será que é realmente necessário?

Considerando estes pequenos valores depreciativos da imagem religiosa, eu penso que vai além quando vemos os adeptos da mesma visitando a igreja, um sacerdote deve oferecer conforto e fé, porem se esta fé é duvidosa então não terá alcançado a sua meta, pois entramos numa religião para chegar ao sanctum espiritual, se o membro do templo não tem a plena certeza de ter encontrado o seu caminho, não passará de um visitante com encargos e afazeres. Por isso eu penso muito nas conseguencias e resultados obtidos pela religião, mas ao ver uma mãe de santo velhinha e marcada pelos anos de trabalho umbandista, ajoelhada para beijar a mão do padre e ele olhando para ela com aquela expressão de salvação e de indulgência, faz com que eu repense sobre os valores do sincretismo.

Se a Umbanda possui sacerdotes e sacerdotisas logo pensamos que estão aptos para ministrar rituais e eventos sagrados. Por isso eu acho dispensável para os adeptos da religião batizarem seus filhos na igreja, afinal não vemos judeus, mulçumanos, budistas batizando seus filhos na igreja católica.

Referente ao conceito e estrutura religiosa ela é um pouco mais complicada, pois abordamos influencias e estruturas estrangeiras. A Umbanda teve inicio pó-liberdade dos escravos, não creio que vá muito alem de 150 anos, mesmo assim o que importa é saber que alguns dos antigos escritores e estudiosos desta religião fizeram para estruturar. Mas esta organização veio com grande força e estrutura nas mãos do Matta e Silva que escreveu vários livros, porem um único que me chamou atenção, justamente “Umbanda para todos” que estrutura as entidades cultuadas alinhando falanges, falangeiros e finalmente os Orixás da Umbanda. Porem o que a população não entendeu foi à mensagem que ele outorgou para o Umbandista, ele deve ter observado a estrutura do candomblé e para isso percebeu que toda linha necessitava de um chefe desta linha e acima mais um e depois uma entidade que administrasse todo este universo.

Neste período os umbandistas já recebiam influencia do kadercismo, que por sinal buscava uma evolução e inspiração no cristianismo, com uma contradição terrível que era trabalhar com entidades baseadas nas mais baixas energias vibratórias, e claro que para uma cultura Européia e estrangeira que não aceitavam caboclos, nego-veios e Exu trabalhando nas sessões. Acredito que estes dois fatores impulsionaram ao Matta e Silva promover entidades para Orixás, mas quem são estes orixás cultuados numa religião que tradicionalmente venera espíritos?

Seria um erro fugir do preconceito e formar um grande equivoco para isso ele seguiu as estruturas religiosas das casas de Candomblé da atualidade, baseando no seguinte pensamento;

- Baseado na evolução das entidades, ao chegar ao topo da evolução simplesmente não teria nada que fazer e receberiam uma aposentadoria final? Foi justamente pensando neste after que ele nomeou as entidades mais evoluídas para comandar as entidades que buscavam a evolução através do passe.
Trabalho espiritual + reencarnação + transição = Evolução e ascensão (Orixás).

- Logo um Caboclo de Oxosse seria comandado por um falangeiro de Oxosse, que seria chefiado por um determinado Orixá. Porem este orixá ao qual nos referimos não possui ligação alguma com o Orixá ao qual é cultuado nas casas de Candomblé. Pois o que a maioria não entende é que nem todas as divindades são orixás e nem todos os orixás podem ser cultuados.

Orixás – As divindades Yorubá são divididas em duas classes. Os Funfun que desceram do Orun e nunca tiveram vida e os Ebora, que são aqueles que nasceram dos deuses africanos aqui na terra. Oxalá desce do Orun e não nasceu aqui, como muitos pensam.

Vodoun - São as divindades dos povos Djedje, algumas divindades surgem de antepassados divinizados ou seres da natureza. São diferentes dos Orixás e muitos não são cultuados entre os povos Yoruba.

Nkissi – Os deuses Bantus são antepassados divinizados por NZambi, a nação de Angola teve grande influencia na Umbanda, pois era a única que aceitava entidades nos seus terreiros, Porem esta influencia não justifica que sejam os mesmo cultuados, fator ao qual me apego é que os Nkissi nao são entidades nem Orixás.

- Não existindo limites para a classificação das divindades começou a disputa das atuais escolas Umbandistas, para criar algumas divindades ou renascer, ao qual sou contra, pois tradição não se faz com abuso da criatividade, tradição se faz com raiz e dedicação, mantendo a relação do passado com o presente. Isso não quer dizer que deveremos ver terreiros de Umbanda a luz dos candeeiros, pois tenho certeza que podemos evoluir e manter tradições.

- Não existindo uma base linear para padronizar as linhas, tudo teve inicio nas sete que mais tarde os chefes de terreiros acharam necessidade de consagrar mais alguns, porem as básicas são;
Entidades
Caboclos de Ogum
Caboclo de Oxosse
Caboclo de Xango
Sereias de Oxum
Sereias de Yamanja
Sereias de Iansa
Nega-veia
Nego-veio
Caboclos curandeiros
Linhas
Falangeiros

Falangeiros de Ogum
Falangeiro de Oxosse
Falangeiro de Xango
Falangeiras de Oxum
Falangeiras de Yemanja
Falangeiras de Iansa
Falangeiras de Nana
Falangeiras de Nego-veio
Falangeiro de Ossanhe
Falangeiros
Orixás

Ogum
Oxosse
Xango
Oxum
Yemanja
Iansa
Nana
Obalaye / omulu
Ossanhe
Oxalá




A lista acima apenas ilustra as principais linhas, falanges e entidades cultuadas na Umbanda, não citei as linhas auxiliares pelo fator delas trabalharem na vibração das linhas que classifiquei acima, a maioria das linhas auxiliares trabalham cruzadas com estas linhas para que não percam suas energias primárias.



- Observe a lista dos orixás e perceberá a presença de Ossanhe, ele que tem uma posição importante dentro do culto, nos seus rituais e fundamentos, baseado na carência de substituir o Ejé (sacrifício animal) que os Umbandistas foram buscar nas ervas a sua força. Nestes rituais acrescentamos banhos, defumação, bate-folhas, amacis, sacudimentos e fundamento.



Alguns sacerdotes costumavam atribuir à Oxosse o culto das folhas, mas todos sabemos que Oxosse é uma exímio caçador diferente de Ossanhe que realmente conhece as forças das ervas, retratado nos antigos feiticeiros (caboclos).



- Estes orixás não pertencem às divindades africanas que são cultuadas nos terreiros de candomblé, basta perceber que bastaria Oyá ou Xapanã descer num terreiro para levar todos Egun ali presente. O erro ou o ponto favorável é que através do sincretismo eles receberam o mesmo nome que as divindades africanas.



- O conceito de Egun no ritual da Umbanda é totalmente errado, pois Egun é uma abreviação de Egungun, que para a cultura mãe africana, são espíritos não havendo distinção entre certos ou errados, simplesmente são espíritos que podem ser encontrados nos templo religiosos, as minhas entidades e de qualquer médium são Egun, e eles são respeitados e cultuados dentro da cultura.



Outro ponto importante a comentar é sobre os Egun, o conceito que a Umbanda desenvolveu sobre os espíritos é que eles não possuem sexo, e escolhem vir como homem ou mulher, porem este conceito está muito errado, e foi dentro do culto de Egungun que chego as considerações a seguir;



- Sango foi o primeiro Egungun, foi em Oyo que teve o inicio ao culto de Egungun, baseado neste item pude notar que apenas os Egungun dos homens será cultuado, as mulheres não são cultuadas. Desta forma devemos reconsiderar conceitos e regras que perderam o seu fundamento. Mas não é preciso sair da Umbanda para entender a mesma regra, aonde uma entidade como o nego-veio irá trabalhar toda a vida espiritual do médium na forma de nego-veio e não mudara para nega-veia. Desta forma devemos entender que para o espírito existe um sexo, e devo considerar que os espíritos devem ter passado a mensagem que não existe sexualidade ou vida sexual ativa para os espíritos e infelizmente entenderam que para o espírito não existe sexo. Porem se isso fosse correto teríamos grande problema com o rei de Oyo – Sango.

Já na atual Umbanda eu tenho referencias de sacerdotes que fizeram algo por ela, como Carlos Buby (São Paulo) que reorganizou a Umbanda com rituais e conceitos, apesar de desconsiderar o seu conceito estrutural das divindades cultuadas por ele, afinal Orisá africano somente nas casas de candomblé possuem fundamento para cultuar, mas no quesito entidades ele realmente tem uma organização considerável.



Outro Bàbá que venho observando seu trabalho é o Ricardo Bandeira (Sorocaba) que está promovendo um excelente trabalho cultural e conceitual na Umbanda, um setor muito carente da religião que passa despercebido por muitos, quanto ao seu ritual infelizmente não tive contato ainda para poder apresentar algo, porem uma boa Orí traz bons frutos, desta forma eu sei que deve levar muito bem seus rituais.



Mesmo citando aqui a obra do Matta e silva eu não tenho mais considerações a fazer além das citadas aqui, eu acredito que a intenção do autor e Umbandista foi valorizar as entidades da Umbanda e classificá-las para que fossem respeitadas, mesmo tropeçando com alguns textos e reflexões que jamais adotaria, pois acho que muito conteúdo se transformou em romance. Visto a situação amarga que vemos a Umbanda sofrer na atual realidade com autores e pensadores modernos que distorcem os caminhos da mesma.



É fácil notar que a religião espírita e o candomblé são respeitosamente referenciada nas novelas e documentários, diferente da Umbanda que quase nunca aparece, caso ocorra sempre tem que ser feito numa linguagem distorcida e caricata.  
Por Erick Wolff8

13 comentários:

  1. Erik,

    Eu gostaria de comentar mas não sei o que falar. O tema ficou amplo demais e não compreendia aonde quis chegar.

    Falar de umbanda hoje é muito compicado, é uma colcha de retalhos e é impossível falar de forma geral. Comentar sobre a história como começou, o kardecismo, a quimbanda, o pós primeiro congresso, etc já é uma novela cheia de interesses.

    Sobre os inúmeros sincretismos é outro capítulo, mas, no meu modo de ver e simplificando bastante, a umbanda é católica com uma influência pouco estruturada da matriz africana ou do Candomblé. Existe um maluco chamado Saraceni que quer porque quer estabelecer uma teogonia de Umbanda africanizada. Ele quer isso porque gostaria que fosse assim e e uma fábrica de livros editados por uma editora que edita qualquer coisa.

    Mas, dentro da umbanda este é apenas um movimento, existem centenas de outros. O fato é que a umbanda não vem ganhando com o processo de africanização, ou melhor candomblecização que esta sendo feito, eu tenho vergonha desse pessoal que passou anos na umbanda, diz que ama a umbanda e seus guias e ai faz o orixá no camdomblé.

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  2. Marcos vamos por partes, agradeço o comentário, porem como você mesmo disse, o texto foi amplo para registrar um conteúdo ao qual eu devia à própria Umbanda afinal eu me empenho em matérias focadas na cultura do Candomblé e o tempo passa e eu quase não dou atenção ao povo da Umbanda.

    Segundo, qto aos escritores romancistas da Umbanda realmente, rsss, n tem o que falar, qualquer comentário positivo ou negativo seria mera midia espontânea... por isso prefiro nem comentar.... rs

    Qto ao africanismo, eu acho que a Umbanda é umbanda, não adianta querer ser algo que não é, toda fantasia acaba tendo que ser retirada após o carnaval... Por isso que com todos respeito eu acho que a Umbanda é linda muito bem fundamentada, sem o que estão querendo fazer com ela, que acaba perdendo sua identidade e seu foco....

    E qto a sua indignação sobre quem ama seus guias e seus rituais e faz o santo no blé, Ué não entendi tem gente que fez santo no blé e se iniciou no culto de Ifá, qual a diferença seguir dois caminhos desde que não misture, e olhe que vejo varias misturas nos dois campos.... concorda?

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  3. Saudações à todos:

    Gostaria de registrar aqui uma Umbanda que conheci lá pelos anos 70, e que hoje acredito não existe mais.

    Era chamado "Terreiro do Seo Dito", um senhor negro, médium vidente e clariaudiente, gente simples, não tinha diploma, mas gostava de estudar.

    Diziam ser uma casa de Umbanda Branca. Não tinha orixas, nem comidas de orixa, não tinha colares de orixá, não tinha canticos de orixa, não tinha saida de orixa nem de caboclo. Era uma Umbanda branca, mas a casa era lotada.

    Tinha pretos-velhos às segundas, caboclos às quartas e desenvolvimento às sextas ... esporadicamente tinha gira de exu, mas vestidos de branco, nada de quimbanda.

    O congá era um misto de santos católicos com caboclos e pretos-velhos.

    Tinha banho de ervas, descarrego com polvora, e em casos considerados extremos, iam no mato fazer um descarrego com aves.

    Tenho saudade desse tempo ... pois o que vejo hoje no youtube está muito longe disso que conheci.

    A Umbanda hoje evoluiu muito ... evoluiu ?

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  4. Caro Luiz

    Sabe aquela historia que conta que as pessoas buscaram tanto a perfeição que a vaidade afastou do divino..... pois hj hj em dia o que mais vemos....

    Qto aos orixás, não acho que é errado a umbanda cultuar seus orixás, afinal cada uma tem uma estrutura, porem, eu acredito e na vdd é até possível ver nos búzios que não são divindades africanas que são cultuadas.... eu acho que as pessoas se confundem e confundem mais as coisas e logo acabam vitimas das suas próprias confusões.... A Umbanda possui suas divindades distantes das africanas mas possui seus orixás... o pbm que receberam os mesmos nomes e influencia.,... uma pena pois gera mais confusão ainda.....

    Quimbanda – outro fator que acho depressivo demais, as pessoas para intimidar e forjar poder, acabam dizendo que tocam quimbanda para impressionar leigos, péssimo deprecia a própria umbanda e as entidades..... falta d e cultura e conduta....

    O sincrestimo – sou contra, mas respeito quem faz, afinal na casa de cada um fazem o que querem, mesmo achando que a religião maior sempre impera sobre a menor mesmo sendo umbanda o sincretismo católico vai destruir a menor....


    qto a evolução , realmente evoluiu e criou um híbrido que muitas vz n sabemos nem o que é que estamos fazendo ali ou o que está sendo apresentado à nossa frente!!!!!
    abcs

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  5. Erik,

    Não.

    Sou muito tradicionalista e ortodoxo em muitas coisas, não somento por o ser mas tenho meus motivos e como você colocou o assunto, eu considero a mais completa maluquice, sem sentido e até mesmo marmotagem, pessoas que são de umbanda, fazem orixá no candomblé por um motivo desconhecido e depois querem continuar a trabalhar com guias de umbanda.

    Isso é um absurdo e uma vergonha para o candomblé e para a Umbanda. Não se mistura orixá e guia de umbanda. Quando se faz o orixá de verdade e se pratica continuamente essa religião os guias de umbanda se afastam. A pessoa ou faz uma coisa direito ou faz a outra.

    Onde tem orixá não tem egun.

    Para o Candomblé é uma vergonha uma pessoa que fez o seu orixá, se transformou em um elegun ficar recebendo exu e pombo-gira como acontece. Abro um parentese apenas para os caboclos mas isso é outra conversa mais longa.

    Não existe sincretismo possível entre candomblé e umbanda. Assim é uma vergonha, coisa para se esconder um axé tradicional de candomblé ter uma pessoa que toca umbanda na sua casa.

    Para a umbanda é uma vergonha o médium precisar fazer orixá no candomblé para alguma coisa. É como dizer que a umbanda é um lixo e não vale para nada.

    Essa coisa de omoloco não existe, é baboseira. Esses candomblé que se dizem de angola para poder ter umbanda é um bando de maluco.

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  6. Luiz,

    existem muitas casas decentes tocando umbanda. Não são todas iguais porque não tem umbanda igual, e são dezenas de linhas boas de umbanda.

    Existe muita gente perdida, mas, sim, existe casas onde se pode ir e frequentar, com todo mundo de branco, sem sacrificios e vaidades.

    Todo culto evolui a umbanda também, se adapta aos tempos e a própria sociedade que a frequenta, mas, enquanto tiver gente disposta a fazer o bem haverá umbanda.

    O que esta destruindo a umbanda é o candomblé ou a mistura com ele.

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  7. Erik,

    sobre Ifá e canmdomblé. Não, não se misturam.

    Um elegun jamais poderá ser um babalawo. Uma babalorixpa jamais poderá ser um babalawo.

    Um ogan poderá ser um babalawo, mas, quando assim o fizer o seu comportamento e atuação dentro do candomblé vão ter que mudar muito.

    Eu não acho que Ifa e Candomblé podem se juntar, não na mesma pessoas. Podemos ter os cultos convivendo.

    É claro que um elegun, um adoxado poderá ser um awofakan se esse caminho lhe for aberto, mas para por ai.

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  8. erik,

    eu já debati o tema de umbanda e candomblé ao extremo. Se quiser ver isso é só entrar no grupo candomble ketu que existe no yahoo, sou moderador lá e aprovo a sua entrada. É talvez um dos grupos mais antigos de candomblé com um arquivos de mensagens de muitos milhares e centenas de temas.

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  9. Sabe Marcos, marmotagem nos vemos até na mais alta cúpula do mais puro culto, como pudemos ver algum tempo atrás vários incidentes infelizmente o mundo gira em torno de pessoas inocentes e pessoas interesseiras movimentando a engrenagem do poder.... n poderemos fazer nada alem de acreditar que ao menos em casa será tudo limpo....


    Qto a Umbanda e o blé, bom eu acho que vc deve estar falando baseado numa vertente religiosa africana, diferente de angola e até mesmo Nàgó levando em consideração que Ketu é Nàgó porem Nàgó não é Ketu concorda?

    “Onde tem orixá não tem egun.”

    Desculpe, mas o culto de Egun teve inicio em Oyo, e acho que muita coisa mudou desde então.


    “Para o Candomblé é uma vergonha uma pessoa que fez o seu orixá, se transformou em um elegun ficar recebendo exu e pombo-gira como acontece. Abro um parentese apenas para os caboclos mas isso é outra conversa mais longa.”

    Não existem dois pesos duas medidas, se passou boi passa boiada, eu acho que não existe diferença entre um e outro... mas concordo que não deve ser feito confusão como tenho visto Exu e Pomba gira sendo sento para Orixá... o que me diz?


    “Essa coisa de omoloco não existe, é baboseira. Esses candomblé que se dizem de angola para poder ter umbanda é um bando de maluco. “
    Sabe Marcos eu acho que estamos fugindo do assunto e entrando em questões pessoais, questionar desta forma uma nação ou Umbanda é algo que pode se transformar em crime, e gostaria que por gentileza não se referisse desta forma numa pagina que administro ao culto Omoloko, conheço muito pouco este ritual, porem não posso subestimar uma cultura e ou um ritual que se estabeleceu nesta terra... acho que ainda mais por não conehcer o seu ritual não posso julgar, desta forma peço gentilmente que por favor n se refira desta forma a eles..

    Grato.

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  10. Marcos


    “sobre Ifá e candomblé. Não, não se misturam.”

    Concordo com as varias colocações que colocou, porem gostaria de perguntar as iniciações de Ifá são feitas para orixá?

    Poderia explicar como funciona as iniciaçoes de Ifá e quais os procedimentos a quem sao iniciados os seguidores de ifá, claro que na medida do possivel.

    Grato

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  11. Qto a comunidade;

    no presente momento eu realmente estou atrapalhado, mas em breve terei imenso prazer de fazer parte desta comunidade... porem eu acho que muito se debate e pouco se faz... acho que muita coisa deve ser feita, porem é tão difícil poder trabalhar quando as pessoas já estão fechadas a novas conversas e trabalhos...

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  12. Não. a iniciação para Ifá é feita para orunmila, não existe orixá envolvido no processo.

    Você é iniciado para orunmila, e recebrá alguns assentos adicionais dependendo de quem faz. Um exu com certeza para o jogo.

    Os cubanos tem várias manias, uma delas é te dar os guerreiros outra te dar igba dos seus orixas, mas isso, é muito mais um envolvimento deles com o pessoal de lukumi, um compartilhamento de mercado porque quem faz a parte de orixá são os lukumi.

    Mas não confundir assento com iniciação. Você é iniciado para orunmilá e ponto. Os assentos complementam a energia que precisa (exu, ogun e osayin).

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  13. “Não. a iniciação para Ifá é feita para orunmila, não existe orixá envolvido no processo.”
    Não entendi bem, se não existe orixá envolvido no processo então pq precisam das divindades - exu, ogun e osayin – então existe vinculo com as divindades, que são sentas segundo qual ritual?
    Poderia nos explicar qual o conceito ritualístico que são cultuados?

    “Você é iniciado para orunmila, e recebrá alguns assentos adicionais dependendo de quem faz. Um exu com certeza para o jogo.”
    Então a iniciação está vinculada a Orixá.

    “Os cubanos tem várias manias, uma delas é te dar os guerreiros outra te dar igba dos seus orixas, mas isso, é muito mais um envolvimento deles com o pessoal de lukumi, um compartilhamento de mercado porque quem faz a parte de orixá são os lukumi. “
    Eu preferiria focar o povo Ypruba para não confundir...... então é feita uma iniciação ao qual precisa das divindades Yoruba, logo precisa sentar... mas Orunmilá é um ara-orun que n possui poder e sim sabedoria correto?
    mas inicia-se para ele? Sendo cultuado no ori ou inicia-se para determinadas divindades seguindo determinados rituais para completar a iniciação de ifa, sendo que orunmila não é um orixá.

    Abcs
    amigo

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