quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Desabafo de um umbandista

*Por  Betotam

Minha indignação, sempre existiu, e acho que se fosse de outra religião, seria considerado  ortodoxo confesso que até um pouco xiita na maioria das vezes, mas me controlo, ou melhor, meu pai e irmão de santo me controlam.

Mas tem horas que as coisas fogem do controle, enquanto somos humilhados e marginalizados pela maioria dos evangélicos e católicos, sempre achei que éramos mais próximos dos “kardecistas, mesa branca”, mero engano.


Destarte, que sempre gostei dos livros  ditados à escritora Zibia Gaspareto, inclusive os ditados pelo o espírito Lucios, mas ao ler o livro Ninguém é de ninguém, fiquei perplexo, e confesso que extremamente revoltado, me questionei, o meu gosto por este tipo de leitura, bem como rapidamente digitei um texto extremante arrogante diria ofensivo.


Por isso pedi ajuda ao meu Irunmolè para que assim não o fosse, e com calma pensei melhor para reescrevê-lo, claro que não foi ditado por nenhuma entidade este texto, até por que quando falamos em entidades na umbanda não estamos falando em seres que tenham estudados e saibam escrever, nem usam tecnologia que ainda não temos na terra, para se comunicar, nem mesmo pedi para que me ditassem um texto, até por que esta é uma opinião pessoal,  estou fazendo apenas o papel de defensor da minha crença, do meu amor as minhas entidades e aos meu orixás.


Voltando ao livro em questão,  afinal de contas este foi o start para começar a escrever. A historia é bonita e como sempre em forma de romance, até que em um determinado ponto da historia, um dos personagens necessitando de um “favor” para conseguir algo, que na nossa cultura vulgarmente chamam-se de “amarração”.

“Favor” este, que é solicitado em um sonho, como um pacto com o diabo
.

Se fosse só isso, tudo bem! Não teria me chocado tanto assim, porém é firmado que esta entidade é um Exu. (Para quem não sabe Exu é uma entidade na umbanda e um orixá para algumas nações do candomblé, sendo apenas o nome em comum, pois são coisas distintas.)


Como se não bastasse tamanha atrocidade, cometida por este espírito Lucios, ainda há referências depreciadoras dos terreiros de umbanda, como se fosse coisas do mal, que só servissem para fazer trabalhos como os citados no livro.

Desta forma, nota-se que o  Exu da umbanda,  está sendo caracterizado neste livro como sendo uma entidade ignorante, que domina as pessoas e que nada mais faz do que vampirizar a energia delas, mentira Exu não é e nunca será assim.


Está ai um preconceito que os espíritas “Kardec” demonstram para com a umbanda desde dos primórdios existe, e me enoja.


A umbanda só existe por causa deste preconceito, fato este notório, pois ao que não sabem o Caboclo 7 Encruzilhada e demais entidades do fundador da umbanda eram proibidas de se manifestarem no médium Zélio, sendo então que o referido caboclo resolveu fundar uma religião onde poderiam ser manifestar nos médium, sem a interferência do espíritos que se dizem evoluídos e claram acreditam em Jesus e Deus


Mas vir a chamar espírito obsessor  de Exu é demais. Concordo que Exu seja o primeiro patamar para a evolução espiritual de espírito, mas convenhamos que nem todos os Exus são como os descritos no livro acima mencionado, não pode haver esta medíocre comparação.


Eu mesmo por ser umbandista tenho meus Elegbaras e sei que de forma alguma eles trabalham desta forma, como as descritas no livro, muito menos se prestariam a serviços como o que relatados.


A meu ver isso não passa de preconceito do espírito que ditou o livro, pois está generalizado entidades que ele desconhece, ele não faz parte desta religião.


Quer ditar romance água com açúcar para a médium ganhar $$$, por que se fosse um trabalho que tivesse a caridade prestada, os mesmo seriam de graça e não se cobraria para obter a informação.


Claro, pois na umbanda não se cobra pelo atendimento, não se cobra pelo material utilizado, é gratuito o tratamento, e também não há tempo contado para receber um “passe” como acontece na Federação Espírita.

Mas ao contrario deste espírito, que a meu ver é pouco evoluído, nos umbandistas não ficamos a criticar o espiritismo, não ficamos deteriorando a fé deles, ao contrário os deixamos quietos no lugar deles, mas claro, sempre consertando os erros que ele fazem ao tentar ajudar as pessoas.

Penso que se com oração e bom entendimento tudo se resolvesse não teríamos prisões e sim conventos e monastérios, onde a palavra do Deus deles resolveria e com amor oração ele os infratores não matariam mais.


Assim, segue o desabafo de um Umbandista,  que está cansado de  ver sua religião sendo discriminada por todas.


Agora penso que será que não estamos a ponto de viver uma Gihad dos quem acreditam em Cristo contra as demais religiões, será que voltamos à era das caças as bruxas? A idade média esta voltando????

Pois se for assim, quero ser uma  Joanna D’arc  e morrer queimado na fogueira por amor aos meus orixás e ao meu Irunmolè.

*Betotam – Umbandista há 10 anos, idade 28 anos, formado e pós graduado.

50 comentários:

  1. Quanto à indignação sobre o tal livro devo fazer minhas considerações, eu li as páginas que se refere a critica, e realmente são péssimas, elas retratam uma face deturpada da Umbanda ao qual com certeza não passa devaneios de uma mente atrofiada.

    Posso afirma que um espírito de luz não se daria ao trabalho de perder seu tempo na terra psicografando tanta besteira para uma pessoa, muito menos uma romancista de fama. Segundo, nestas paginas que passei os olhos deu para perceber claramente que o seu conteúdo registra a personalidade e conceito do Autor,seja ele a autora que assina ou o seu Ghost writer, ao qual deve pagar muito bem para que escreva seus romances.

    infelizmente a falta de informação e o preconceito é um mal até mesmo entre os acadêmicos, que muitas vezes desconhecem a diversidade religiosa e se aproveitam da inocência do público para promover terrorismo e fazer campanha intencional contra demais religiões.

    Num jogo sujo e mal intencionado eu achei de muito mal gosto o gibi que li, seria impossível chamar de literatura um livro como este conteúdo paupérrimo e dissimulado.

    Lamentavelmente eu tenho que concordar com o senhor Betotam.

    ResponderExcluir
  2. Precisamos parar de perder tempo com essa gente, e levantar nossos templos e nossa bandeira e é claro que devemos ensinar e orientar com o melhor de nos não o que anda acontecendo por ai li umas revistas de candonble onde se ensinam de tudo,dão ate certificado,logo logo como ja esta acontecendo nem sera preciso se iniciar no santo é so fazer um cursinho pegar um diploma e abrir seu ponto comercial. Tenho um terreiro em ubatuba e me dou ao respeito e me imponho por isso me dou muito bem com outras religiões e as mesmas me respeitam quanto a gostarem do que eu pratico ja é problema deles pois não sou obrigado tbm a gostar de rosa e verde e sou apaixonado por azul,acho que precisamos primeiro e nos preoculpara com nossa cultura, temos é de fazer o melhor e claro aparecer nos mostrarmos fortes,sadios oferecendo amor,carinho e estendendo a mãos aos que realmente necessitam de amparo e ajuda isso é caridade. E pra comemorar a intolerancia estou abrindo outra casa em Taubaté e vou abrir outra em outra cidade sabe porque? nossos templos precisam se espalhar e oferecer nossa cultura,precisamos encomodar e muito nossos inimigos é assim que certas denominações nos chamam de demonios e inimigos então que tal encomodar-mos nosso inimigos abrindo nossos templos e oferecendo amor e sabedoria fica meu comentario me perdoe se não agradei mais é o que eu penso e olha que mes que vem farei 42 anos de umbandista e farei 28 de santo raspado amo meus orixas e me entrego a caridade dia apos dia abraço a todos vamos a luta.

    ResponderExcluir
  3. Não sei se podemos recriminar isso. Todo mundo dorme na cama que faz, a Umbanda fez a sua e toda a fama que tem vem dos seus próprios méritos.

    No mundo real é assim que isso existe. Casas e mais casas ou pessoas e mais pessoas cobrando trabalhos, consultas e feitiços diversos. Com qualquer finalidade.

    Se dizem Umbandistas, Se são de fato é questionável concordar ou discordar porque não existe parâmetro para isso. Existe o bom senso.

    Quanto ao Kardecista ser elitista e discriminador, é fato. Sempre foi. Aliás, se a gente ler os livros do Kardec vai encontrar lá a negação do trabalho da Umbanda. A Umbanda usa a codificação Kardecista, por teimosia ou falta de opção porque se fosse ser literal ela não pode existir.

    Quanto a Exu ser associado com o mal, qual a novidade nisso? Todo trabalho para o mal é feito através deles. O problema é que este tipo de guia trabalhará para o bem ou para o mal dependendo de quem o opera ou da casa onde está, mas, não será jamais uma espírito dotado da ética própria de somente fazer o bem. Dessa maneira é muito comum e indefensável a posição do uso deste tipo de entidade.

    Dessa forma não vejo porque rejeitar essa versão. Sim, incomoda principalmente a quem não pratica assim mas não podemos dizer que seja um absurdo ou factóide midiático....

    O mundo é de fato complexo, o livro não esta errado no que coloca mas isso não é uma verdade absoluta. Quem não pratica assim tem todo o direito de se sentir incomodado, mas não pode negar que isso ocorra exatamente assim também.

    Mas a culpa é da Umbanda que tolera esse tipo de prática.

    ResponderExcluir
  4. “Não sei se podemos recriminar isso. Todo mundo dorme na cama que faz, a Umbanda fez a sua e toda a fama que tem vem dos seus próprios méritos.”
    Desculpe marcos, mas você está tremendamente enganado, equivocado e perdido, pois podemos visitar vários terreiros de Umbanda, eu falo Umbanda, não to falando das tais escolas de Umbanda e das misturas que vemos por aí... Pois a Umbanda que eu tenho visto e que conheço não tem não, a bagunça se dá quando o sacerdote vai para a nação e começa a usar Ifá, orisa e exu para cobrar, sem falar do povo que geralmente atende seus cliente e que não tem nada haver com sessão de Umbanda e ou ritual algum.

    “No mundo real é assim que isso existe. Casas e mais casas ou pessoas e mais pessoas cobrando trabalhos, consultas e feitiços diversos. Com qualquer finalidade.”
    Sim existe, mas não é Umbanda, e falo como sacerdote da cultura afrobrasileira (Nàgó), não como Umbandista. Pois eu acredito que como sacerdote não devo deixar que maldigam uma religião. A estrutura da Umbanda e o ritual realmente não exige muita coisa alem de folhas e algumas velas para atender, não devemos generalizar. Quando na verdade a realidade não é esta, contudo, pode ser que ao redor não tenha bons exemplos de casas de Umbanda, pode ser um caso.

    “Se dizem Umbandistas, Se são de fato é questionável concordar ou discordar porque não existe parâmetro para isso. Existe o bom senso.”
    Sim bom senso, algo que as pessoas estão perdendo o bom senso e a referencia tanto de Umbanda quando o espiritismo e claro que o culto afro aqui no Brasil, pois isso sim tenho visto muitas barbarias, e tenho postando muita coisa sobre isso.

    “Quanto ao Kardecista ser elitista e [...] opção porque se fosse ser literal ela não pode existir.”
    Olha , realmente eu concordo, um dia eu fui falar com um senhor kardecista sobre a cultura afro, ele respondeu, quanto menos tiver melhor, pois nossa liturgia baseia-se na cultura Européia e acho primitivo demais estes cultos afro, deveriam extinguir-se.....
    Agora, o pior quando resolvem inventar como as escolas e faculdades umbandistas que estão tomando conta de tudo...

    “Quanto a Exu ser associado com o mal, qual a novidade nisso? Todo trabalho para o mal é feito através deles. O problema é que este tipo de guia trabalhará para o bem ou para o mal dependendo de quem o opera ou da casa onde está, mas, não será jamais uma espírito dotado da ética própria de somente fazer o bem. Dessa maneira é muito comum e indefensável a posição do uso deste tipo de entidade.”
    Bom vai do ponto de vista de cada um, afinal cada um sabe o que tem em casa, eu não uso meus assentamentos para maldade, RSS, tem que use, visto que falei lá em cima, precisa ver onde e o que está ao redor de cada um....

    “Dessa forma não vejo porque rejeitar essa versão. Sim, incomoda principalmente a quem não pratica assim mas não podemos dizer que seja um absurdo ou factóide midiático....”
    Não, não podemos, mas se não deixar claro que é Umbanda - vão achar que umbanda é festa de pinguço, se não estabelecer o que é candomblé - vão achar que candomblé é uma Umbanda com ejé, e se não definir o que é Ifá - vão achar que Ifá é um oráculo como o Iching.


    “Mas a culpa é da Umbanda que tolera esse tipo de prática.”
    Como disse acima, qualquer buraco já falam que é umbanda, mesmo não sendo uma casa de Umbanda, qualquer macumba com bicho falam que é candomblé, mesmo não sendo um culto a orisa. E finalmente qualquer awo-ifa se diz que é Oba e é babalawo, uma pena pois sabemos que para ser um verdadeiro babalawo precisa nascer e viver no meio, pena que hoje em dia é tão difícil distinguir quem é quem, vemos até mulher iniciando awo-ifa, ou vou alem vemos até Ifá rodando na cabeça do povo, isso é Ifá?

    concorda que existe muita intolerancia mutilando a nossa cultura (Orisa, Umbanda ou Ifá)

    ResponderExcluir
  5. “Não sei se podemos recriminar isso. Todo mundo dorme na cama que faz, a Umbanda fez a sua e toda a fama que tem vem dos seus próprios méritos.”
    Desculpe marcos, mas você está tremendamente enganado, equivocado e perdido, pois podemos visitar vários terreiros de Umbanda, eu falo Umbanda, não to falando das tais escolas de Umbanda e das misturas que vemos por aí... Pois a Umbanda que eu tenho visto e que conheço não tem não, a bagunça se dá quando o sacerdote vai para a nação e começa a usar Ifá, orisa e exu para cobrar, sem falar do povo que geralmente atende seus cliente e que não tem nada haver com sessão de Umbanda e ou ritual algum.

    “No mundo real é assim que isso existe. Casas e mais casas ou pessoas e mais pessoas cobrando trabalhos, consultas e feitiços diversos. Com qualquer finalidade.”
    Sim existe, mas não é Umbanda, e falo como sacerdote da cultura afrobrasileira (Nàgó), não como Umbandista. Pois eu acredito que como sacerdote não devo deixar que maldigam uma religião. A estrutura da Umbanda e o ritual realmente não exige muita coisa alem de folhas e algumas velas para atender, não devemos generalizar. Quando na verdade a realidade não é esta, contudo, pode ser que ao redor não tenha bons exemplos de casas de Umbanda, pode ser um caso.

    ResponderExcluir
  6. “Se dizem Umbandistas, Se são de fato é questionável concordar ou discordar porque não existe parâmetro para isso. Existe o bom senso.”
    Sim bom senso, algo que as pessoas estão perdendo o bom senso e a referencia tanto de Umbanda quando o espiritismo e claro que o culto afro aqui no Brasil, pois isso sim tenho visto muitas barbarias, e tenho postando muita coisa sobre isso.

    “Quanto ao Kardecista ser elitista e [...] opção porque se fosse ser literal ela não pode existir.”
    Olha , realmente eu concordo, um dia eu fui falar com um senhor kardecista sobre a cultura afro, ele respondeu, quanto menos tiver melhor, pois nossa liturgia baseia-se na cultura Européia e acho primitivo demais estes cultos afro, deveriam extinguir-se.....
    Agora, o pior quando resolvem inventar como as escolas e faculdades umbandistas que estão tomando conta de tudo...

    “Quanto a Exu ser associado com o mal, qual a novidade nisso? Todo trabalho para o mal é feito através deles. O problema é que este tipo de guia trabalhará para o bem ou para o mal dependendo de quem o opera ou da casa onde está, mas, não será jamais uma espírito dotado da ética própria de somente fazer o bem. Dessa maneira é muito comum e indefensável a posição do uso deste tipo de entidade.”
    Bom vai do ponto de vista de cada um, afinal cada um sabe o que tem em casa, eu não uso meus assentamentos para maldade, RSS, tem que use, visto que falei lá em cima, precisa ver onde e o que está ao redor de cada um....

    ResponderExcluir
  7. “Dessa forma não vejo porque rejeitar essa versão. Sim, incomoda principalmente a quem não pratica assim mas não podemos dizer que seja um absurdo ou factóide midiático....”
    Não, não podemos, mas se não deixar claro que é Umbanda - vão achar que umbanda é festa de pinguço, se não estabelecer o que é candomblé - vão achar que candomblé é uma Umbanda com ejé, e se não definir o que é Ifá - vão achar que Ifá é um oráculo como o Iching.


    “Mas a culpa é da Umbanda que tolera esse tipo de prática.”
    Como disse acima, qualquer buraco já falam que é umbanda, mesmo não sendo uma casa de Umbanda, qualquer macumba com bicho falam que é candomblé, mesmo não sendo um culto a orisa. E finalmente qualquer awo-ifa se diz que é Oba e é babalawo, uma pena pois sabemos que para ser um verdadeiro babalawo precisa nascer e viver no meio, pena que hoje em dia é tão difícil distinguir quem é quem, vemos até mulher iniciando awo-ifa, ou vou alem vemos até Ifá rodando na cabeça do povo, isso é Ifá?
    Pena que existe muita intolerância sobre a nossa cultura, uma pena que até os membros da cultura não vejam a própria cultura, que existe pbm eu sei vc sabe tdos sabemos, mas nem tudo é o que falam, e os mais fracos pagam pelos erros de gente que nem pertence a cultura.

    ResponderExcluir
  8. Erik,

    não estou perdido não, sei do que estou falando, vivo no mundo real.

    Não, os lugares que se perdem não são aqueles que a pessoa vai para nação. Isso é apenas um pedaço do problema, uma versão do problema.

    Gostaria que as coisas fossem simples e bem maniqueístas, seria muito mais fácil de explicar, mas o caos tomo os seus próprios caminhos.

    Assim a realidade que eu convivo, Rio de Janeiro, onde isso começou, é de que as casas e principalmente pessoas de Umbanda se perderam sozinhas. Se perderam ao mercantilizar os benefício e as trocas. Se dizer de Candomblé ou se dizer babalawo é apenas mais um modismo entre os muitos que surgem.

    Sem qualquer tipo de preconceito, mas, desde que uma pessoa tira o pão dele (e a gasolina azul) do trabalho na casa dele gradativamente toda aquela ética, se havia vira pó.

    É claro que existem lugares e pessoas muito boas, já disse a realidade é complexa. Mas a fama que se construiu em torno da Umbanda e da figura de exu é exatamente essa.

    Todos os envolvidos com Umbanda sofremos esse problema, mas, que foi causado por outros umbandistas.

    Sinceramente, hoje em dia com a enorme diversidade que a Umbanda tem, é impossível se dizer o que seja umbanda pura, ou branca ou qualquer adjetivo que se busca para significar virtude. Qualquer linha pode se considerar tanto Umbanda quanto a outra, não existe nenhum modelo de referência a ser usado. Como disse o caboclo das 7 encruzilhadas, "Umbanda são os espiritos em terra fazendo caridade" todo o resto é opcional.

    É muito duro conviver na Umbanda fazendo o melhor possível quando a casa mais próxima se diz da mesma Umbanda, tem os mesmos tipos de guias trabalhando e se dispõe a fazer qualquer tipo de coisa. Claro que não são todas, de novo, seria muito simples colocar todo mundo em um grupo só ou no grupo das certas ou das erradas. Mas tem as meio certas ou meio erradas e por ai vai.

    Assim, lamento, existem boas pessoas e más pessoas, todas se dizem de Umbanda e as más contribuem enormemente para que a imagem da Umbanda seja também associada ao que é ruim. Na prática é impossível a gente dizer para uma pessoa que tal casa não é de Umbanda, ou que não é uma Umbanda certa. Isso não existe, para quem ve é tudo a mesma coisa.

    Hoje em dia, em função sim da mistura com o Candomblé que malucos estão fazendo já esta ficando dificil separar uma coisa da outra, o que era tão simples já esta ficando complicado.

    Como a gente não vai lá fechar a casa dos outros o que nos resta é fazer o nosso trabalho.

    ResponderExcluir
  9. quanto mais nos pedrejem... quantos mais falem de nos... tudo isso eh medo da nossa amada e querida umbanda , falem o que quizerem mas quando sentir dor de barriga eh a umbanda com os guias , orixas ,santidades, chefes de falange e seus comamdados que ali estaram prontos para os socorrerem, prestando a verdadeira caridade, nao importando quem quer que seje, fazendo o bem sem olhar a quem.
    E usando de uma fala muito dita,.... nao ha a sauvação se não houver a caridade ...
    nao olhem pelo lado materialista e sim pelo lado espiritual ai sim aprenderam a importancia de tudo e de todos.

    AXÉ A TODOS NAO IMPORTANDO A SUA CRENÇA SEU CREDO

    ResponderExcluir
  10. Caro Marcos,
    Antes d e dar continuidade a leitura do seu post, eu quero frisar o seguinte, agora eu entendi a realidade que vive, o senhor postou sobre o “Rio de Janeiro”, que não tem nada haver com o resto do país, sinto informar, mas aqui em São Paulo, muitas das casas de umbanda ao qual já pisei, as giras d e Exu são fechadas para os membros da casa, visitante, não tem contato,. Sua realidade não é a mesma que vivemos aqui, agora eu entendi melhor o que quis dizer e devo concordar que pode ser que isso aconteça e seja a sua realidade, mas não é a mesma do Brasil.


    “Sinceramente, hoje em [...] o resto é opcional.”
    Bom realmente concordo que não existe Umbanda pura, pois colocou atabaque, pemba e guias de conta, sem falar nas imagens já não é mais pura, agora branca, rssss, se houver a branca tem a preta, vermelha , amarela, azul e verde....... vivo falando isso para os Umbandistas.....

    “É muito duro conviver na [...] das certas ou das erradas. Mas tem as meio certas ou meio erradas e por ai vai.”

    Como eu disse não é a realidade de São Paulo e minas, onde tive oportunidade de conviver muito....

    ResponderExcluir
  11. Makuiu aos mias velhos e aos mais novos...

    A umbanda ou espiritos chamados guias ou ate mesmo Minkisi Orisá ou Vodun, serão sempre "espiritos atrasados " e nao eletizados como dr, freis e cardeais no Kardec, por isso acho de suma importancia separar de vez a umbanda do kardecismo ate porque chega uma hora que elas se contradizem e ao meu ver é um tiro no pé de quem "faz" as duas.

    Tatetu Oluandeji

    PS: Vamos dar vai valor em nossas energias sem ter a necessidade de agregar algo mais.

    ResponderExcluir
  12. Makuiu Tatetu Oluandeji

    volto a dizer que a visão da Umbanda no Rio de janeiro é totalmente diferente da tocada no resto do país, saber falar difícil, não quer dizer que seja mais ou menos evoluído, o que posso garantir e provar é que aqui em São Paulo os espíritos que baixam são evoluídos e chego a pensar que tanto quanto os do espiritismo, pois vem para trabalhar orientar e trazer conforto... até mesmo os Exu trazem ensinamentos e aprendizado que comungam com a realidade, a Umbanda aqui em São Paulo possui entidades que evoluíram muito e com certeza podem palestrar em muitos templo Kardecistas e ensinar muita coisas para os espíritas, isso garanto à todos e posso provar.
    Quanto a mistura concordo planamente, os conceitos espíritas sobre reencarnação segundo o espiritismo estão defasados e não servem para a Umbanda, não sei porque insistem tanto em misturar, e pior, o tal sincretismo é um veneno para a Umbanda, acho um crime.

    ResponderExcluir
  13. Oluandeji

    Não concordo com a vião do kardec, não acredito em jesus cristo, nem em Deus... para mim nada mais é do que uma invenção.

    Mas nem por isso fico criticando, e publicando livros e mais livros falando isso.

    Então que os kardecista se retirem em sua insignificancia e nós na nossa.

    Só que não sou imbecil ao ponto de ser obrigado a ver a minha religião depreciada,e ainda falar eles na dele e nós na nossa.

    Pois quanto os evangélicos chutam a santa dos católicos o mundo caiu neh??

    Agora sou obrigado a ler as baboseiras que li e achar que não podemos reagir por que a umbanda é assim mesmo.

    Os umbandistas que fizeram isso, por que não somos unidos, não temos um código ou uma biblia.

    Tenho o livre direito de exerce a minha fé, desde que esta não prejudique ninguém. Não falo mal da religião deles e não irei tolerar isso, seja de Zibia, seja do Papa.

    ResponderExcluir
  14. Erik,

    Veja, pode ficar nervoso bater pé e fazer o que quiser. Mas não me aborreço com esses estresses, porque eu não invento nada do que digo.

    Assim vou mais uma vez tornar claro o que estou dizendo.

    Minha opinião é que a Umbanda sim é mal falada porque são inúmeras as violações as regras mínimas de decência, decoro e ética. Ao lado de casas que são procuradas como lugares de apoio e auxílio sobrevivem as pencas lugares pouco orientados onde pessoas também se dispõe a fazer amarrações, feitiços e muitos tipos de iniquidades que o dinheiro pode comprar.

    Ao lado desse posicionamento de assistir pessoas em dificuldades e doentes e que faz as pessoas verem como uma coisa boa, vive o lado de cobrar por isso, prometer resultados não garantidos ou impossíveis e vender favores do mundo espiritual.

    Como eu disse a realidade não é maniqueista, não existe as casas boas e as más, existe todo o tipo de lugar. A visão negativa que muitas pessoas tem da Umbanda não é inventada e sim alimentada nas próprias fileiras da Umbanda.

    Nesse contexto, sim, são os exus os guias que servem a esse propósito e a visão que muitas pessoas tem dessas entidades é temerosa, uma imagem ligada a figuras sinistras, comportamentos estranhos e grosseiros, etc, etc..

    Não podemos assim falar que quando se fala mal da Umbanda ou de exus, as pessoas o façam sem justificativa. Pelo contrário.

    Então não tentem me convencer que vivem em um mundo diferente e assim não sabem porque as pessoas falam mal de exu e tem uma imagem negativa da Umbanda Me poupem disso.

    Da mesma forma não venham descontar em mim apenas porque eu lembro a todos que o mundo é assim ou porque as pessoas tem motivos para falar.

    Quero lembrar para quem não prestou atenção que não estou fazendo o meu juízo disso ou entrando no mérito de isso é certo ou errado, se é bom ou ruim. Apenas lembro que isso existe, que é assim no mundo em que vivemos e que essa imagem não é de graça.

    E continuo, não vou fazer juízo disso, não interessa isso aqui. Não interessa o que eu acho certo ou errado ou o que eu faço ou não faço, o tema aqui é a reação a isso estar escrito em um livro.

    O que digo é, sim é ruim, mas onde esta o absurdo nisso? por acaso alguém já não viu isso no mundo real?

    Eu poderia encerrar aqui mas existe uma coisa eu não vou deixar sem resposta. Sim, eu disse que vivo no mundo real e no Rio de Janeiro e não na suiça, não entendo porque a enorme vontade de restringir essa realidade como se fosse particular do Rio.

    De fato não vou a SP nem ao Sul para procurar marmoteiros ou feiticeiros. Mas uma pequena consulta ao youtube, vai encontrar todo o tipo de bobagem feito em SP e Sul.

    retroagindo um pouco, sugiro consultar o livro do Renato Ortiz, A morte Branca do Feiticeiro Negro. Sugiro consultar porque é a única forma de sabermos o que se fazia no passado, porque no presente como eu disse basta ir no youtube.

    No capítulo sobre "metamorfose da memoria coletiva africana" e depois em outros locais ele faz uma grande diferença entre a Umbanda como era praticada no Rio e em SP. Ele diz que no Rio de Janeiro o culto se organiza em seita, assim como a origem da federação de umbanda que definiu a teologia básica usada até hoje foi aqui e naquele período, década de 30 e 40 havia uma forte influencia das federações na organização das casas e no cumprimento da doutrina definida.

    Mas em SP, a desagregação social foi muito grande e a prática da Umbanda foi baseada em individuos feitceiros e mágicos e a religião se torna apenas magia. Ele cita Roger Bastide como referência história (A macumba paulista).

    ResponderExcluir
  15. Outro autor paulista relata muito bem a ética dos pais de santo em SP. Reginaldo Prandi no seu livro, o Candomblé de SP, no capítulo 11 sobre moralidade e depois no capitulo 16 fala sobre a completa falta de ética que apenas confirma o que Roger Bastide já dissera, e observe, existem as transcrições das entrevistas, coisas de arrepiar.

    Aaahh, as vão dizer, isso é Candomblé e não umbanda! Não isso são pessoas que inclusive vieram de uma para outra ou convivem com as 2. Isso também esta nesse documento que pode ser gratuitamente baixado no sítio do próprio autor.

    Vejam, não estou aqui abrindo mais uma troca de adjetivos, apenas, atenção, apenas mostrando que, lamento, isso não esta restrito ao Rio de janeiro.

    Claro que se você não conhece essa realidade Erik, ótimo, melhor para você. Eu por exemplo não vou mais em casa de ninguém, não preciso nem ver nem conviver com o que não me interessa, mas, infelizmente, a menos que tenha havido uma epidemia que tenha eliminado todos os pais de santo de SP e começado tudo de novo, não tem como não ser uma realidade contínua.

    Assim, só para encerrar e permitir que você e outros possam voltar publicar sua revolta contra o mundo que vivemos, o que estou dizendo:

    - Kardecismo e kardecistas sempre foram elitista. Os livros de Kardec negam a possibilidade da Umbanda existir.
    (alias é só ouvir o jeito esnobe como eles falam nos programas de rádio)

    - Umbanda e exu são associados a feitiços e amarrações.

    - existem muitas casas onde ao lado do trabalho tradicional da Umbanda, existe espaço para atender clientes que querem qualquer coisa.

    ResponderExcluir
  16. Marcos

    “Veja, pode ficar nervoso bater pé e fazer o que quiser. Mas não me aborreço com esses estresses, porque eu não invento nada do que digo.”
    Ueh, rsss, nunca fiquei nervoso, apenas acho que vc generaliza o que vê na sua região e acha que tudo é a mesma coisa, acho estranho dizer que a realidade é assim quando na verdade a sua realidade é assim. Com muita tranqüilidade, to acostumado a ver casas que não são de baixo nível e muito menos como cita, é este fanatismo que se iguala ao fanatismo dos protestante, quando postou sua matéria falando mal da Umbanda eu e ninguém se quer comentamos, pois vimos que não passar de uma visão cerrada no mundo ao que vive fato atestado e documentado, que não podemos mudar a sua vivencia baseada na nossa, tanto que veja, que ainda insiste, mas fique tranqüilo que nem eu e ninguém aqui está nervoso com seu post, apenas achamos que poderia não generalizar e sim restringir ao seu meio cultural. Básico e restrito.

    “Minha opinião é que a Umbanda [...] dinheiro pode comprar.”
    Tá vendo é a base cultural que vive e não a realidade do resto do brasil, diferença cultural e regional.

    “Ao lado desse posicionamento de assistir pessoas em dificuldades e doentes e que faz as pessoas verem como uma coisa boa, vive o lado de cobrar por isso, prometer resultados não garantidos ou impossíveis e vender favores do mundo espiritual.”
    Marcos, eu começo a perceber a situação critica que se encontra o Rio, não sabia que estava desse jeito uma pena, pois realmente é preocupante.

    sinto meu caro, mas n tenho nada que falar, espero que alguma divindade ou espírito ilumine os templos cariocas, bom encerro aqui, pode ir mandando mais posts qdo quiser...publicarei todos....
    quem sabe ajuda

    ResponderExcluir
  17. Eu percebo que ao seu ver a única vertente religiosa que ficou pura e maculada foi o culto a Ifá e o candomblé ou eles também possuem pessoas inescrupulosas?

    ResponderExcluir
  18. Independentemente de como a umbanda é tocada, se bem o mal. O problema aqui é deixar que falem mal.

    Não acho que temos que tolerar sermos tratado como somos.

    Cada casa é uma casa, mas isso não quer dizer que eu tenha que ser obrigado a ler as baboseiras que foram escritas, nem a falta de consideração.

    Marcos, quer dizer que por achar que o Kardec é mais elitista vc se cala e se fecha na concha, desculpa mas não é essa atitude que se espera de ninguém.

    Temos que lutar pelos nossos direitos, assegurados.

    Então temos que lutar pelo nossos direitos, e não aceitarmos o que vem acontecemos, temos que lutar pelas nossas crenças.

    Desculpe mas, neste caso $$$ é o que pouco importa, por que se fosse assim, não teríamos o presidente que temos.

    Entendeu???

    ResponderExcluir
  19. Bom, vou consultar esse livro, que está emprestado com um amigo, mais terei a curiosidade de ler novamente o trecho citado.

    Mas mesmo sem ler, volto a uma visão sobre este tema, independente do conteudo proposto no livro.

    Não somos anjinhos nem demônios, não somos bons nem maus, não somos perfeitos nem imperfeitos, somos sim.

    Tudo isso ao mesmo tempo...

    Então, tem Exu que fala macio e tem Exu que Arranca o couro, tem ser humano que fala macio e tem ser humano que arranca o couro.

    Não concordo com uma visão PURA E CASTA de nada.

    Quem se sente ofendido, se sente assim pelo ORGULHO que carrega.

    Sobre Exú, seja ele Orixá ou Catiço, segue uma Lei, que poucos entendem.

    Mas nunca vi nenhum Exú preocupado com o que falam dele.

    Portanto, o maior interessado não esta preocupado com as visões que se tem dele, porque devo eu ou voce se preocupar com isso.

    Agora dizer que Exú não faz isso ou aquilo, que é bonzinho e de luz, bla, bla, bla, me desculpem, mais essa é a prova CABAL que não se entende nada sobre o assunto.

    Duvidas???

    Peça pra um Exú lhe ensinar.

    Abraços,

    ResponderExcluir
  20. Antes de mais nada realmente não deve conhecer Exu, pois ele ensina.
    Talvez pelos caminhos que anda nem sejam exu que lide, mas lhe garanto que os verdadeiros Exu ensinam e muito.
    Vou lhe mostrar um pouco sobre o orisa exu que com certeza nem ele deve conhecer;

    Esú torna-se o amigo predileto de Orumiláia.
    Como se explica a grande amizade entre Orunmila e Èṣù, visto que eles são opostos em grandes aspectos?
    Orumiláia, filho mais velho de Ọlọrun, foi quem trouxe aos humanos o conhecimento do destino pelos búzios.

    Èṣù, pelo contrário, sempre se esforçou para criar mal-entendidos e rupturas, tanto aos humanos como aos Òrìṣàs. Orumiláia era calmo e Èṣù, quente como o fogo.

    ResponderExcluir
  21. Mediante o uso de conchas adivinhas, Orumiláia revelava aos homens as intenções do supremo deus Ọlọrun e os significados do destino. Orumiláia aplainava os caminhos para os humanos, enquanto Èṣù os emboscava na estrada e fazia incertas todas às coisas. O caráter de Orumiláia era o destino, o de Èṣù, era o acidente. Mesmo assim ficaram amigos íntimos.
    Uma vez, Orumiláia viajou com alguns acompanhantes. Os homens de seu séqüito não levavam nada, mas Orumiláia portava uma sacola na qual guardava o tabuleiro e os Obi que usava para ler o futuro.
    Mas na comitiva de Orumiláia muitos tinham inveja dele e desejavam apoderar-se de sua sacola de adivinhação. Um deles mostrando-se muito gentil ofereceu-se para carregar a sacola de Orumiláia. Outro também se dispôs à mesma tarefa e eles discutiram sobre quem deveria carregar a tal sacola.

    ResponderExcluir
  22. Até que Orumiláia encerrou o assunto dizendo: "Eu não estou cansado. Eu mesmo carrego a sacola".
    Quando Orumiláia chegou a casa, refletiu sobre o incidente e quis saber quem realmente agira como um amigo de fato. Pensou então num plano para descobrir os falsos amigos. Enviou mensagens com a notícia de que havia morrido e escondeu-se atrás da casa, onde não podia ser visto. E lá Orumiláia esperou.
    Depois de um tempo, um de seus acompanhantes veio expressar seu pesar. O homem lamentou o acontecido, dizendo ter sido um grande amigo de Orumiláia e que muitas vezes o ajudara com dinheiro. Disse ainda que, por gratidão, Orumiláia lhe teria deixado seus instrumentos de adivinhar.
    A esposa de Orumiláia pareceu compreendê-lo, mas disse que a sacola havia desaparecido. E o homem foi embora frustrado.
    Outro homem veio chorando, com artimanha pediu a mesma coisa e também foi embora desapontado. E assim, todos os que vieram fizeram o mesmo pedido. Até que Èṣù chegou.

    ResponderExcluir
  23. Èṣù também lamentou profundamente a morte do suposto amigo. Mas disse que a tristeza maior seria da esposa, que não teria mais pra quem cozinhar. Ela concordou e perguntou se Orumiláia não lhe devia nada. Èṣù disse que não. A esposa de Orumiláia persistiu, perguntando se Èṣù não queria a parafernália de adivinhação
    Èṣù negou outra vez. Aí Orumiláia entrou na sala, dizendo: "Èṣù, tu és sim meu verdadeiro amigo!".

    Depois disso nunca teve amigos tão íntimos, tão íntimos como Èṣù e Orumiláia.

    ResponderExcluir
  24. Èṣù leva aos homens o oráculo de Ifá

    Em épocas remotas os deuses passaram fome. Às vezes, por longos períodos, eles não recebiam bastante comida dos seus filhos que viviam na Terra.
    Os deuses cada vez mais se indispunham uns com os outros e lutavam entre si guerras assombrosas. Os descendentes dos deuses não pensavam mais neles e os deuses se perguntavam o que poderiam fazer. Como ser novamente alimentados pelos homens? Os homens não faziam mais oferendas e os deuses tinham fome. Sem a proteção dos deuses, a desgraça tinha se abatido sobre a Terra e os homens viviam doentes, pobres, infelizes.

    ResponderExcluir
  25. Um dia Èṣù pegou a estrada e foi em busca de solução. Èṣù foi até Iemanjá em busca de algo que pudesse recuperar a boa vontade dos homens. Iemanjá lhe disse: "Nada conseguirás. Xapanã já tentou afligir os homens com doenças, mas eles não vieram lhe oferecer sacrifícios".
    Yemonjá disse: "Èṣù matará todos os homens, mas eles não lhe darão o que comer. Ṣàngó já lançou muitos raios e já matou muitos homens, mas eles nem se preocupam com ele. Então é melhor que procures solução em outra direção. Os homens não têm medo de morrer. Em vez de ameaçá-los com a morte, mostra a eles alguma coisa que seja tão boa que eles sintam vontade de tê-la. E que, para tanto, desejem continuar vivos".

    ResponderExcluir
  26. Que sirva para lhe mostrar que os espíritos que muitos tem lidado não devem ser exu, pena que muitos adoram usar o nome dos outros para irem na carona da fama, né...

    Quanto aos catiços, realmente não perdem tempo divagando, vão a labuta. Os que conheço ensinam muito, quem sabe não teve sorte de cruzar na sua vida com um Exu de verdade.

    Mas enfim o mundo é assim alguns vivem a sonhar com um mundo lindo outros vivem neste mundo lindo

    Àdimó

    ResponderExcluir
  27. Vida louca, discordo totalmente do seu pensamento.

    Se não não temos orgulho de sermos umbandista, então esta na religião para que?

    Para ganhar títulos e posar de pai ou mãe de santo???

    Não, temos que ter sim orgulho de crer no que cremos.

    Como falei, cada exu trabalha como quer em suas respectivas casas, se ensina sei que ensina, basta ser um bom médium para conseguir entender a mensagem.

    Por isso continuo indignado como nossa religião e tratada, e mais indignado ainda com a passividade dos umbandistas.

    por que se continuar assim onde iremos parar? Simplesmente irão fazer de tudo para fechar os terreiros e nos proibir de exercer a nossa fé, no que acreditamos.

    ResponderExcluir
  28. Bom gente realmente tenho que concordar que a situação está feia, o povo anda encontrando muita alma penada que anda s e passando por Exu, é não estou sendo puritanista, mas pelo que ando lendo aqui, realmente estão mistificando até Exu, rsss, me desculpem, mas é aquele negócio cada um sabe onde poe a sua cabeça, pena que alguns preferem enfiar no meio das pernas, tive e tenho muita sorte de conhecer bons templos de Umbanda, Candomblé, e iniciados de Ifá.

    Claro que já vi muita marmota dentro de cultura Yoruba, mas prefiro ignorar e não me misturar, para não generalizar tudo estragando com o culto de Ifá, blé ou Umbanda, existe gente porca e do mal em qualquer lugar, mas sabe aquela historia de que as energias se atraem?

    pois é eu vivo no meio de gente do bem, conheço muita gente do bem, me sinto bem e tenho certeza que o povo do mal vai ficar longe, né.

    ResponderExcluir
  29. Erik,

    sabe eu acho mais produtivo se você ler o conjunto e responder ao conjunto que foi escrito, péssimo o hábito de ficar colando pedaços e respondendo a pedacinhos.

    Como voltou a referência, não tente imaginar que o Rio seja pior que algum lugar. Já conversei com pessoas do Nordeste e é a mesma coisa, gente do bem e gente perdida. Se quer minha opinião os lugares onde tem as piores situações, descritas rizivelmente por pessoas que visitaram são SP e Sul.

    Mas Esu não tem qualquer relação com Exu, acho que se perdeu nessa....

    ResponderExcluir
  30. “sabe eu acho mais produtivo se você ler o conjunto e responder ao conjunto que foi escrito, péssimo o hábito de ficar colando pedaços e respondendo a pedacinhos.”
    Rsss, marcos são tantos doideiras que temos que abreviar para não virar um dossiê, de tanta asneira que postam. .. né marcos rsss

    “Como voltou a referência, não tente imaginar que o Rio seja pior que algum lugar. “
    Poxa , mas é você que está pintando o rio como o pior lugar, não sabíamos que era assim, aqui em São Paulo não é assim não viu....

    “Mas Esu não tem qualquer relação com Exu, acho que se perdeu nessa....”
    meu caro se perdeu no meio do texto mas vale ressaltar o que a postou
    [Sobre Exú, seja ele Orixá ou Catiço, segue uma Lei, que poucos entendem.]
    marcos seja objetivo então, meta o pau em quem quer meter mas não generalize, pois acabamos tendo uma visão horrível da situação do rio, nós de são não estamos sofrendo este escárnio que esta rolando no rio, e posso citar boas casas até fora de São Paulo como o templo do Ricardo Barreira, que por sinal é um Pai de santo (Umbanda ) QUE VEM FAZENDO MUITO PELA RELIGIÃO.
    Àdimó

    ResponderExcluir
  31. Não é o primeiro livrinho que sai com estas pérolas... Tambores de Angola do Robson Pinheiro é um dos mais ridiculos que ja li e nele mais uma vez foi exposta uma visão kardecista sobre a Umbanda...Mais uma vez Umbanda foi chamada de "baixo espiritismo"...
    Sobre Exu os mais loucos são os escritos por rubens saraceni onde até Pomba Gira virou Orixá.. O grande X dessa equação é que os bons se calam e deixam os maus tomarem conta... Até hoje não vi Sacerdotes de Umbanda reunirem e entrar com uma ação na justiça contra esses livros que deturpam o real sentido do que é praticado em seus Terreiros... Se um livro esta falando mal de algo que faz parte de uma religião isso é intolerância e intolerância religiosa é crime... O que vejo ai não é a questão se Umbanda de A é boa ou a se B é melhor... o problema é que alguém de fora esta avacalhando com a Umbanda e providências devem ser tomadas.

    ResponderExcluir
  32. Compreendo, mas as entidades entraram no culto yoruba, nao são todas as casas, mas algumas casas sentam PG e Exu catiço no ritual de Orisa, não sei como, mas sei que é feito.

    Eu tenho certeza de que o Exu e a PG possuem muita força e sabedoria, porem no mundo dela (umbanda) nao concordo qdo foge do reino dela e entra no culto yoruba, da mesma forma que nao concordo qdo o Orisa entra na Umbanda, cada um no seu quadrado concorda?

    ResponderExcluir
  33. wemerson...até que enfim, alguém que vê o mesmo problema que eu, nos livros escritos pelos Kardecs.

    O problema é que as pessoas se calam, elas mesmo se menosprezam, achando que não podem fazer nada.

    Podemos e devemos botar a boca no trombone.

    Quanto a achar que PG é orixá, isso além de ser loucura do Rubens, é falta de cultura das pessoas que praticam a umanda e não sabem a diferença de orixá de umbanda e orixa do blé, acham que é tudo a mesma coisa.

    Enfim loucuras à parte, temos que lutar para não vermos nossa religião menosprezada e humilhada por outras.

    ResponderExcluir
  34. Erik,

    que seja, vamos considerar assim, paulistas, o Rio é o pior lugar do mundo. Não visitem.

    Essas coisas que eu descrevo de ter pessoas de bem, pessoas do mal e pessoas que se equilibram entre o bem e o mal (usando seu próprio senso) é só aqui no Rio que ocorre. Em São Paulo não é assim, só tem pessoas do bem.

    Dessa maneira a tal escritora, Gaspareto, não, que é paulista, veio no Rio e viu isso, ou então o espírito que falou com ela veio no Rio e viu isso, dessa maneira, o que ela escreveu é legítimo e não fruto do preconceito dela ou do espírito para com a Umbanda, já que eu que vivo no Rio estou endossando a descrição dela.

    Vamos considerar também que a referência que ela fez de forma alguma é uma crítica geral a Umbanda e sim a descrição de uma prática que pode existir na Umbanda, do Rio é claro. A gente tem que ser compreensivo com as pessoas e pensar que a obra dela fala por ela e não uma simples referência.

    Em tese é igual a essa pratica de receber um texto contínuo com idéias encadeadas e ao invés de responder ao contexto com outra concepção com início, meio e fim, destacar parágrafos para responder, ignorando outros,. né.... ;-)

    Enfim, a autora por uma simples referência de uma coisa que ocorre no Rio de Janeiro (somente) e necessária para o contexto do seu contou, ou romance, não pode ser considerada uma pessoa que discrimina a Umbanda.

    ResponderExcluir
  35. Marcos, você não tem coerência, você não esta falando nada com nada.

    Fugiu do assunto....

    Não esta em pauta Rio e São Paulo, todos sabem da rixa entre os dois Estados.

    A questão aqui é que o preconceito que a umbanda sofre, seria a mesma cosia que falar que o candomblé só serve para matar bixo e mais nada.

    Como se chama-se o sacerdote do blé de açougueiro.

    Vc iria permitir isso e ficaria achando que porque é mais elitisado isso pode acontecer???

    O problema é este, as pessoas fogem... e vc por esta atitude, tem preconceito contra vc mesmo, já que se acha inferior as demais pessoas.

    Então na minha opinião, tenha mais auto estima e se valorize mais, por que vc não é melhor nem pior que ninguém é igual a todo mundo.

    Tem direito e deveres como todos.

    Apenas falta ter vontade para exerce-los.

    ResponderExcluir
  36. Wemerson,

    O termo baixo espiritismo historicamente é usado paras descrever o trabalho da Umbanda na qual espíritos incorporam usando formatações diversas.
    Não assombra ainda hoje ser usado, acho que deveria estar fora de moda, sem dúvida é um termo pejorativo.
    Eu acho a abordagem do Saraceni muito ruim. Ele virou uma máquina de escrever livro. Ele busca formatar uma Umbanda africana trazendo para umbanda orixás do Candomblé e africanizando tudo. Eu dei uma atenção inicial mas depois ficou impossível.
    No campo aberto que é a teologia da Umbanda ele procura criar mais uma alternativa. A Umbanda é por demais sincrética e por isso fica muito dificil dizer ou estabelecer o que é ou o que não é.
    Talvez o que mais possa ser usado seja o resultado do congresso de 41 e que é retratado nos livro do Mata e Silva. São idéias muito próximas do que se faz hoje, mas que foram ao longo desses muitos anos sendo atualizadas, como a posição de Exu que era associado a um segmento negativo (muitas nem trabalhavam ou trabalham com ele) e hoje muitas casas tratam como uma entidade normal destinada a trabalhar pelo bem das pessoas.

    ResponderExcluir
  37. Marcos....

    Mais uma vez discordo de vc... vc que esta determinando o que é normalidade....

    O que seria uma entidade normal...

    Vc esta parecendo o Saraceni ditando o que é e o que não é.

    Na sua casa vc pode falar o que é e o que não é normal, mas não queira falar isso para as outras casa.

    Começo a desconfiar que a santeria de cuba é melhor que o blé do brasil, por que são estruturados , não perdem tempo metendo pau na religião nativa, ao invés de evoluir.

    Por que pai de santo virtual é facil, quero ver um bom pai de santo que bota a cara a tapa como fazem os cubanos, que estão saindo melhor do que o do brasil.

    ResponderExcluir
  38. Bobrtj,

    Estou te ensinando história apenas isso. Explicando porque as pessoas usam expressões e termos que podem ser desconhecidos para você.

    Assim, para falar de Umbanda você tem primeiro que conhecer. A prática e também a história dela, como evoluiu, quais foram as questões do passado, que momentos críticos viveu. Conhecer a história evita que se repita os erros do passado no presente. Ter prática significa viver isso.

    Com um pouco mais de conhecimento você vai entender 1/2 das coisas que eu escrevo, e olha que as coisas que eu escrevo são muito simples. Mas, com um pouco mais de tolerância ou com um pouco mais de dúvidas do que certezas, vai aprender a ler e refletir no conteúdo que as pessoas expressam para compreender o que elas querem dizer.

    Eu tenho gasto mais tempo repetindo o que disse ou respondendo ao que eu não disse (não sei se entendeu essa frase).

    A primeira coisa que qualquer já deve ter notado é que aqui nesse tópico eu sou a única pessoa que não fala mal de ninguém. Pelo contrário, desde o início apenas defendo o direito das pessoas falarem o que pensam ou o que conhecem sem que sejam taxadas de adjetivos variados. A única pessoa que foi criticada e falaram mal, foi de mim, eu estou ainda aqui exercendo esta possibilidade de falar, e dando também oportunidade aos críticos de se manifestarem.

    Pois é, estamos falando aqui de Umbanda e você tocou em Candomblé, que não tem nada a haver com isso, porque como eu disse quem esta falando mal dos outros não sou eu. Mas, se você conhecesse Candomblé e não blé iria entender porque o Lukumi é uma religião muito menos rica e porque eles tem aquela pobreza que é a regla de ocha. Mas fica para outro assunto.

    Em relação a pergunta sobre exu eu expliquei em minha postagem, como eu já disse, leia e entenda primeiro, mas, posso me explicar. de novo, dando mais oportunidade para comentarem algo que eu não disse.

    Entre os guias de umbanda Exu no início da Umbanda, sempre foi considerado uma entidade negativa, ligada a quimbanda, aos fetiços. Quando se falava de magia negra e feitiços e amarrações, isso era quimbanda e era exu. Os demais guias da Umbanda, nas suas 7 linhas, todos eram associados a energias positivas e nunca associados a qualquer ato de malefício (que significa fazer o mal a alguém).

    Como já comentei antes, muitas casas até hoje nem trabalham com exu. Muitos médiuns antigos nunca incorporam qualquer exu. Com a evolução das própria casas Exu foi se integrando como um guia que trabalha pelas pessoas e até mesmo pela saúde das pessoas. Assim Exu passa a ser tratado em muitas casas sem qualquer tipo de distinção.

    Muita gente nem adota o hábito de fechar a cortina do conga quando se vai trabalhar com exu.

    ResponderExcluir
  39. Bobrtj,

    Sobre o seu comentário em relação a rixa de estados, lamento, não estou falando disso, apenas confirmei a colocação do Erik que as coisas que eu falei só acontecem no Rio, assim encerrando essa polemica sobre se existe em mais algum outro lugar.

    Lembra o que eu falei, lei-a ma-is de-va-gar e pro-cu-re en-ten-der o que eu ou qualquer um quis dizer antes de procurar interpretar tudo de uma forma negativa ou pejorativa.

    Entendeu? o tal espírito da Gaspareto viu aquilo no Rio e contou para ela, entendeu? Ai a Gaspareto é um boa pessoa, entendeu, que não tem preconceito com a Umbanda, entendeu? Tudo aquilo que ela já escreveu de bom, ou possa a vir escrever, não vai ficar maculado só por uma passagem dessa, entendeu?

    Isso não muda também o fato de os kardecistas e o kardecismo terem preconceito contra a umbanda, entendeu?

    Tem mais alguma coisa que eu não disse que eu possa explicar?

    ResponderExcluir
  40. Erik,

    Você sabe que eu sou de Ifá e você sabe que eu sou de Candomblé, hoje em dia nessa ordem, e deve supor que em ambos os casos com participação ativa (não sou um não praticante ou um teórico como muito gostariam de achar).

    De forma alguma eu aqui ou em qualquer outro lugar digo que Ifa ou Candomblé fogem de qualquer maneira de qualquer quadro de problemas. Eu não disse isso em nenhum momento.

    Os problemas de comportamento e ética que existem são relativos a natureza humana e por isso se repetem em todos os lugares, de forma igual.

    Assim o que o faz supor que eu esteja aqui falando mal da Umbanda (o que não fiz) e dizendo que os outros cultos sejam melhores? (o que também não disse)



    e você sabe que eu sou de Ifá, na realidade hoje em

    ResponderExcluir
  41. Caro Marcos

    Sinto informar, mas seus posts estão incisivos e críticos, infelizmente todos que estão lendo estão se sentindo mal com a sua colocação, generalizando o conteúdo, o Betotam, teve seu espaço aqui para manifestar a sua posição da mesma forma que o senhor, porem, o problema é a forma de se expressar dizendo que a realidade da Umbanda é uma ao qual eu mesmo não participo e não concordo em momento algum. Esta realidade que o senhor vem participando ao qual eu não vejo aqui em SP, tão pouco nas cidades que visitei, diferenças ritualistas, claro que existe, falta de informação claro que existe, mas não é assim tão suja quanto tem postado, eu acredito que seja uma visão particular e não a realidade mundial como cita.

    Qto a ser inciado, sim eu sei e eu acho que está claro no seu perfil do blog ou orkut, qualquer um tem acesso ao conteúdo. Não sei porque esta me dizendo isso pois já postamos várias vz sobre o assunto, poderia ser mais claro?

    ResponderExcluir
  42. Erik,

    Em relação as 2 ultimas postagem respondendo ao bobrtj, sim crítica, incisiva e talvez mais alguma coisa. Acho que todos podem ter opinião e discordar mas, respondi em tom equivalente as colocações dele, bem diretas, críticas e incisivas.

    Em relação ao que postei, claro, posso me explicar.

    Você em um post anterior colocou
    "Eu percebo que ao seu ver a única vertente religiosa que ficou pura e maculada foi o culto a Ifá e o candomblé ou eles também possuem pessoas inescrupulosas? "

    Veja, eu não tinha percebido essa postagem, lamento falha minha, e estou apenas respondendo tardiamente.

    Assim, não tenho qualquer intenção de dizer que Ifa ou candomblé sejam melhores ou piores. Nem fiz qualquer referencia a isso em qualquer momento. Se você esta citando essas duas é porque sabe que pertenço a elas. Assim primeiro eu digo, sim, faço parte e isso não é nenhum segredo, mas, não faço proselitismo, não defendo e nem considero ninguém melhor.

    Eu acho que tudo no mundo real tem bons, ruins e indecisos. Os bons são os que fazem diferença e são a maioria silenciosa.

    Me mande um e-mail que eu explico, agora, a você o meu envolvimento com a Umbanda. Não trato de vida pessoal em postagens, mas faço por e-mail (ogbeogunda@gmail.com) e vai entender a falta de sentido das críticas que estou recebendo.

    Erik, como eu já disse tenho gastado a maior parte do tempo respondendo o que eu não disse.

    Vou reafirmar. Não falei mal de ninguém. Não critiquei ninguém (fora os kardecistas, claro) e restrinjo meus comentários ao Rio de Janeiro que é onde eu vivo. Tudo iniciou porque eu penso que a Gaspareto não tem preconceito com a Umbanda só porque usou aquela passagem. O que mais eu preciso dizer de novo?

    ResponderExcluir
  43. Marcos,

    Não preciso que vc me ensine história, até por que não sei qual a sua base para tanto, segundo sei bem da história.

    Este tipo de conhecimento por favor, guarde para vc.

    Eu sei ler e muito bem obrigado, apenas não concordo o seu posicionamento, e não sou obrigado a concordar.

    Acho que, independentemente de ser umbanda do rio ou de São Paulo.

    Quando vc escreveu a seguinte frase "Todo mundo dorme na cama que faz, a Umbanda fez a sua e toda a fama que tem vem dos seus próprios méritos."

    É falar mal sim, no meu mode de ver, que não quer dizer que seja o seu, então mais uma vez eu falo, guarde os seus comentários para vc.

    Eu usei o blé exemplificando, mas se quiser posso ir mais devagar para que vc entenda.

    Vamos lá, venha com o tio para ver se vc consegue compreender

    A santeria dá a cara a tapa, se mostra e impões sua opinião, é isso que a umbanda tem que fazer, e não fazer como blé faz, ficar no muro.

    Não podemos ser diplomáticos em situações como estas.

    Mais uma vez te falo, não importa se foi no rio ou em são paulo, e sim como foi dito.

    Mais um expemplo para vc enetender:

    Eu não acho que ela tenha escrito algo de bom... eu nunca disse isso, só que quero respeito.

    Eu respeito o Jesus dela e ela me respeita.

    Leia a nossa CF que vc vai entender ao que me refiro (ops CF para ficar BEM claro para vc Constituição federal).

    Eu entendi bem que o kardecismo tem preconceito com a umbanda é isso que to falando (será que vc leu que o tópico é sobre isso)

    Só que eu e demais umbandistas que nos achamos iguais aos kardecistas, não somos inferiores como vc acha que é já que assim disse "Quanto ao Kardecista ser elitista e discriminador, é fato. Sempre foi. Aliás, se a gente ler os livros do Kardec vai encontrar lá a negação do trabalho da Umbanda. A Umbanda usa a codificação Kardecista, por teimosia ou falta de opção porque se fosse ser literal ela não pode existir."

    Então, vamos deixar a briga para que quer brigar e quer brigar, o que pelos seu modo de ver as coisas não lhe cabe referida tarefa.

    ResponderExcluir
  44. Caro marcos
    Não me refiro ao Beto, mas ao que você posta, mesmo sabendo que não gosta de cola e responde, mas acho importante mostrar o que posta para poder discutir;
    “Veja, pode ficar [...]o nada do que digo.”
    “Minha opinião é que a Umbanda sim é mal falada porque são inúmeras as violações as regras mínimas de decência, decoro e ética. Ao lado de casas que são procuradas como lugares de apoio e auxílio sobrevivem as pencas lugares pouco orientados onde pessoas também se dispõe a fazer amarrações, feitiços e muitos tipos de iniquidades que o dinheiro pode comprar.”
    Uma realidade que não concordo, é uma visão pessoal e regional que está sendo comparada ao mundo.... logo acho pesado e equivocado.

    “Assim, não tenho qualquer [...] considero ninguém melhor.”

    Mas existe a pior segundo seus posts = Umbanda

    “Eu acho que tudo no mundo real tem bons, ruins e indecisos. Os bons são os que fazem diferença e são a maioria silenciosa. “
    Bom tens plena razão, muitos se ofendem e se calam, algo que não faço.....

    ResponderExcluir
  45. Beto,

    tá. no próximo assunto eu desenho, neste, basta para mim.

    Erik,

    Não, a Umbanda, não é a pior, isso é ilação sua. Como disse tenho uma visão distinta do que ocorre por isso entendo a razão das críticas. Entender a razão não me faz gostar delas ou mesmo ser tolerante com quem as motiva, mas, eu teria que ser hipócrita se fingisse que tudo é bom. Com disse sua percepção é distinta da minha e assim sua tolerância.
    Mas o fato de eu ter visto algo diferente não me faz o vilão dessa história.

    ResponderExcluir
  46. Bom, volto a dizer é a sua visão não tem como generalizar...

    ResponderExcluir
  47. Erik,

    já concordei com você e entendo perfeitamente porque reagiram com tanto vigor ao que eu disse.
    Lamento se trouxe essa visão particular. Acho que devem manter o crédito com a escritora e esperar mais para saber se de fato ela tem preconceito contra a Umbanda.

    ResponderExcluir
  48. Eu mandei algumas perguntas para a escritora, já foram encaminhados, vamos aguardar.

    ResponderExcluir
  49. Marcos,

    Concordo com vc, que temos que esperar sim a autora se manifestar.

    Mas a grande questão são as pessoas que não são tão preparadas já leram o livro e já tiraram suas próprias conclusões.

    Desta forma, o estrago já esta feito, por mais que ela se retrate.

    ResponderExcluir