sexta-feira, 20 de junho de 2008

Ògún

Ògún (em português: Ogum) é, na mitologia Yorùbá, o Òrìṣà ferreiro, senhor dos metais. O próprio Ògún forjava suas ferramentas, tanto para a caça, como para a agricultura, e para a guerra. Na África seu culto é restrito aos homens, e existiam templos em Ondo, Ekiti e Oyó. Era o filho mais velho de Odùduwà, o fundador de Ifé, identificado no jogo do merindilogun pelos Odù EtaOgundá, Odí e Ogundá.

Ògún é considerado o primeiro dos
Òrìṣà a descer do Ọ̀run (o céu), para o Àiyé (a Terra), após a criação, visando uma futura vida humana. Em comemoração a tal acontecimento, um de seus vários nomes é Oriki ou Osin Imole, que significa o "primeiro orixá a vir para a Terra".

Ògún foi provavelmente a primeira divindade cultuada pelos povos yorubá da África Ocidental. Acredita-se que ele tenha wo ile sun, que significa "afundar na terra e não morrer", em um lugar chamado 'Ire-Ekiti'.

É também chamado por Ògún, Ogoun, Gu, Ogou, Ogun e Oggún. Sua primeira aparição na mitologia foi como um caçador chamado Tobe Ode. É considerado o Òrìṣà ferreiro, Senhor dos metais, responsável por forjar suas próprias ferramentas, tanto para a caça como para a agricultura e para a guerra. Na África seu culto é restrito aos homens, existiam templos os estados de
Ondo, Ekiti e Oyo.
É filho de Odùduwà e Yembo, irmão de Ṣangô, Òṣòssi, Òsun e Eleggua. Ògún é o filho mais velho de Odùduwà, o herói civilizador que fundou a cidade de Ifé. Quando Odudua esteve temporariamente cego, Ògún tornou-se seu regente em Ifé.

Ògún é um Òrìṣà importantíssimo na África e no Brasil. Sua origem, de acordo com a história, data de eras remotas. Ògún é o último imolé.

Os Igba-Imolé eram os duzentos deuses da direita que foram destruídos por Olodumaré após terem agido mal. A Ògún, o único Igba Imolé que restou, coube conduzir os Irun Imole, os outros quatrocentos deuses da esquerda.

Foi Ògún quem ensinou aos homens como forjar o ferro e o aço. Ele tem um molho de sete instrumentos de ferro: alavanca, machado, pá, enxada, picareta, espada e faca, com as quais ajuda o homem a vencer a natureza.

O guerreiro

Era um guerreiro que brigava sem cessar contra os reinos vizinhos. Dessas expedições, ele trazia sempre um rico espólio e numerosos escravos. Guerreou contra a cidade de Ará e a destruiu. Saqueou e devastou muitos outros estados e apossou-se da cidade de Irê, matou o rei, aí instalou seu próprio filho no trono e regressou glorioso, usando ele mesmo o título de Oníìré, "Rei de Irê". Tem semelhança com o vodum Gu.

Ògún era o filho predileto de Odùduwà; essa preferência devia-se à sua abnegação, pois, quando estava construindo o mundo, esparramando terra com sua espada de cristal para formar os continentes, a mesma partiu-se; mas ele não desanimou e voltou para continuar o trabalho com sua espada de ferro. Essa afinidade fica evidente quando Odùduwà vem ao mundo e é amparado e escoltado por Ògún nas festas grandes nos terreiros. A primeira cidade que Ògún construiu foi Irê, deixando seu filho na chefia do governo, em seguida partiu para fundar ou conquistar outras cidades. Muito tempo depois, ele retornou, mas teve a impressão de que ninguém o reconheceu e ficou colérico. Naquele dia, por fatal coincidência, acontecia uma cerimônia onde não era permitido falar, o que teria causado a Ogum a Impressão de que o estavam desprezando. Outra lenda afirma que ele não teria reconhecido a cidade que fundara, tratando a população como inimiga. Enfurecido Ògún foi dizimando a todos. Mais, tarde, quando seu filho pôde falar com ele, então percebeu o erro, mas já era tarde demais. O guerreiro ficou tão arrependido que preferiu morrer. Assim, ele baixou sua espada em direção ao chão e, da mesma maneira que a utilizara para destruir seus inimigos, com um gesto violento abriu um grande buraco no chão e afundou terra adentro. Esta emoção, somada à força do guerreiro, transformou Ògún num Orixá. Ògún é o Òrìṣà guerreiro da Nação Nàgó, defende as leis e a ordem, representa todas as batalhas da vida humana, na luta pelo dia-a-dia, está presente em tudo aquilo em que é preciso lutar para se alcançar a vitória.

Com Ògún os homens aprenderam a manufaturar o ferro e o aço, a Ògún pertence o "obé" - a faca utilizada para os sacrifícios

Alguns Oriṣás Ògún cultuados entre os
Nàgó'Kobi:

Ògún Avagã ou Ògún Olóde = Ligado ao Bara seu assentamento fica do lado de fora do templo, geralmente na frente da casa, é o Ògún  caçador. Uma divindade solitária.

Ògún Meje
= É o mais velho de todos os Ògún, geralmente recebe oferendas em campos como lado de fora de cemitérios ou encruzilhadas.

Ôgúnjá = é um Ògún, como indica seu nome, particularmente combativo.

Ògún Ajàká = É o “Ògún guerreiro”, o sanguinário.


Ògún Lebede
(Alagbede) = É o Ògún ferreiro.


Ògún Oniré ou Onira
= É o título do filho do Ògún que reinou sobre Iré, o dono de Iré, primeiro filho de Odúduwà.

Ògún Adjiolaiá = Ògún que faz juntó com òṣún e algumas vezes com Yemonjá
.

Saudação: Ogunhê
Dia da Semana:
Segunda-feira para Ògún Avagà, Quinta-feira para os demais.
Número:
07 e seus múltiplos

Cor: Azul escuro, podendo acompanhar vermelho ou amarelo dependendo do Ògún, sendo Vermelho x Verde para Avagà.


Guia:
Vermelho e Verde escuro para Ògún Avagà, azul marinho para os demais, ou azul marinho com vermelho para Ògún Onira, azul marinho com azul claro ou amarelo para Ògún Adjiolaiá..

Oferenda:
Costela bovina frita e farofa de farinha de mandioca, dependendo do Ògún a costela pode ser frita no Epo Pupa, algumas famílias oferecem a feijoada, mas preferimos a carne que representa a caça.

Ferramentas: Alicate, espada, faca, bigorna, búzios, moedas, martelo, tenaz, lança, ferradura, entre outros


Ave:
Galo prateado (penas pretas e brancas)

Quatro pé:
Cabrito malhado

Sete folhas mais utilizada para Ogum: Iji opé, Ida orixá, Atoribé, Okiká, Ojusaju, Peregun, Ewurô


Ògún mata seus súditos e é transformado em Òrìsà
Ògún, filho de Oduduwá , sempre guerreava, trazendo o fruto da vitória para o reino de seu pai. Amante da liberdade das aventuras amorosas foi com uma mulher chamada Ojá que Ògún teve seu filho Òṣòssi. Depois amou Oyá, Ọ̀ṣún e Obá, as três mulheres de seu rival, Ṣàngó. Ògún seguiu lutando e tomou para si a coroa de Irê, que na época era composto de sete aldeias. Era conhecido como o Onirê, o rei de Irê, deixando depois o trono para seu próprio filho.
Ògún era rei de Irê, Oni Ire, Ògún Onirê. Ògún usava a coroa sem franjas chamada acorô. Por isso também era chamado de Ògún Alacorô. Conta-se que, tendo partido para a guerra, Ògún retornou a Ire depois de muito tempo. Chegou num dia em que se realizava um ritual sagrado. A cerimônia exigia a guarda do silêncio total. Ninguém podia falar com ninguém. Ninguém podia dirigir o olhar para ninguém.
Ògún sentia sede e fome, mas ninguém o atendia. Ninguém o ouvia ninguém falava com ele. Ògún pensou que não havia sido reconhecido. Ògún sentiu-se desprezado. Depois de ter vencido a guerra, sua cidade não o recebia. Ele, o rei de Ire! Não reconhecido por sua própria gente! Humilhado e enfurecido, Ògún, com sua espada em punho, pôs a destruir tudo e a todos. Cortou a cabeça de seus súditos. Ògún lavou-se com sangue. Ògún estava vingado. Então a cerimônia religiosa terminou e com ela a imposição de silêncio foi suspensa.
Imediatamente o filho de Ògún, acompanhado por um grupo de súditos, ilustres homens salvos da matança, veio à procura do pai. Eles renderam as homenagens devidas ao rei e ao grande guerreiro Ògún. Saciaram sua fome e sua sede. Vestiram Ògún com roupas novas, cantaram e dançaram para ele. Mas Ògún estava inconsolável. Havia matado os habitantes de sua cidade. Não se dera conta das regras de uma cerimônia tão importante para todo o reino. Ògún sentia que já não podia ser o rei. E Ògún estava arrependido de sua intolerância, envergonhado por tamanha precipitação. Ògún fustigou-se dia e noite em autopunição.
Não tinha medida o seu tormento, nem havia possibilidade de auto compaixão. Ògún então enfiou sua espada no chão e num átimo de segundo a terra se abriu e ele foi tragado solo abaixo. Ògún estava no Ọ̀run, o céu dos deuses. Não era mais humano. Tornara-se um Òrìsà.

Ògún cria a forja
Ògún e seus amigos Alaká e Ajero foram consultar Ifá, queriam saber uma forma de se tornarem reis de suas aldeias, após a consulta foram instruídos a fazer Ẹb, e a Ògún foi pedido um cachorro como oferenda.

Tempos depois, os amigos de Ògún tornaram-se reis de suas aldeias, mas a situação de Ògún permanecia a mesma. Preocupado, Ògún foi novamente consultar Ifá, e o adivinho recomendou que refizesse o Ẹb
, ele deveria sacrificar um cão sobre sua cabeça e espalhar o sangue sobre seu corpo, a carne deveria ser cozida e consumida por todo seu Egbé, depois, deveria esperar a próxima chuva e procurar um local onde houvesse ocorrido uma erosão, ali devia apanhar da areia negra e fina e colocá-la no fogo para queimar.

Ansioso pelo sucesso, Ògún fez o Ẹbọ enquanto isso acontecia, Èṣù, travesso que era, e para sua surpresa, ao queimar aquela areia, ela se transformou na quente massa que se solidificou em ferro, o ferro era a mais dura substância que ele conhecia, mas era maleável enquanto estava quente. Ògún passou a modelar a massa quente, Ògún forjou primeiro uma tenaz, um alicate para retirar o ferro quente do fogo, e assim era mais fácil manejar a pasta incandescente.

Ògún então forjou uma faca e um facão, satisfeito, Ògún passou a produzir toda espécie de objetos de ferro, assim como passou a ensinar seu manuseio, veio fartura e abundância para todos.

Dali em diante Ògún Alagbedé, o ferreiro, mudou, muito prosperou e passou a ser saudado como Aquele que Transforma a Terra em Dinheiro.

Ògún
dá aos homens o segredo do ferro
Na Terra criada por Obàtálá, em Ifé, os Òrìsàs e os seres humanos trabalhavam e viviam em igualdade. Todos caçavam e plantavam usando frágeis instrumentos feitos de madeira, pedra ou metal mole, por isso o trabalho exigia grande esforço.

Com o aumento da população de Ifé, a comida andava escassa, era necessário plantar uma área maior. Os Òrìsà então se reuniram para decidir como fariam para remover as árvores do terreno e aumentar a área da lavoura.

Òsanyìn, o Òrìsà da medicina, dispôs-se a ir primeiro e limpar o terreno, mas seu facão era de metal mole e ele não foi bem sucedido. Do mesmo modo que Òsanyìn, todos os outros Òrìsàs tentaram um por um e fracassaram na tarefa de limpar o terreno para o plantio.

Ògún, que conhecia o segredo do ferro, não tinha dito nada até então, quando todos os outros Òrìsàs tinham fracassado, Ògún pegou seu facão, de ferro, foi até a mata e limpou o terreno. Os Òrìsà, admirados, perguntaram a Ògún de que material era feito tão resistente facão, Ògún respondeu que era de ferro, um segredo recebido de Orumiláia.

Os Òrìsàs invejavam Ògún pelos benefícios que o ferro trazia, não só à agricultura, mas como à caça e até mesmo à guerra. Por muito tempo os Òrìsàs importunaram Ògún para saber do segredo do ferro, mas ele mantinha o segredo só para si.

Os Òrìsàs decidiram então oferecer-lhe o reinado em troca de que ele lhes ensinasse tudo sobre aquele metal tão resistente, Ògún aceitou a proposta. Os humanos também vieram a Ògún pedir-lhe o conhecimento do ferro, e Ògún lhes deu o conhecimento da forja, até o dia em que todo caçador e todo guerreiro tiveram suas lanças de ferro.

Mas, apesar de Ògún ter aceitado o comando dos Òrìsàs, antes de mais nada ele era um caçador, certa ocasião, saiu para caçar e passou muitos dias fora numa difícil temporada, quando voltou da mata, estava sujo e maltrapilho. Os Òrìsàs não gostaram de ver seu líder naquele estado, eles o desprezaram e decidiram destituí-lo do reinado.
Ògún se decepcionou com os Òrìsàs, pois, quando precisaram dele para o segredo da forja, eles o fizeram rei e agora dizem que não era digno de governá-los, então Ògún banhou-se, vestiu-se com folhas de palmeira desfiadas, pegou suas armas e partiu, num lugar distante chamado Irê, construiu uma casa embaixo da árvore de acocô e lá permaneceu.
Os humanos que receberam de Ògún o segredo do ferro não o esqueceram. Todo mês de dezembro, celebram a festa de Iudê-Ògún. Caçadores, guerreiros, ferreiros e muitos outros fazem sacrifícios em memória de Ògún.

Ògún
é o senhor do ferro para sempre.

Ògún
torna-se o rei de Irê.
Quando Oduduwá reinava em Ifé, mandou seu filho Ògún guerrear e conquistar os reinos vizinhos. Ògún destruiu muitas cidades e trouxe para Ifé muitos escravos e riquezas, aumentando de maneira fabulosa o império de seu pai. Um dia, Ògún lançou-se contra a cidade de Irê, cujo povo o odiava muito. Ògún destruiu tudo, cortou a cabeça do rei de Irê e a colocou num saco para dá-la a seu pai. Alguns conselheiros de Oduduwá souberam do presente que Ògún trazia para o rei seu pai. Os conselheiros disseram a Oduduwá que Ògún desejava a morte do próprio pai para usurpar-lhe a coroa. Todos sabem que um rei deve ver a cabeça decapitada de outro rei. Ògún não conhecia esse tabu. Oduduwá imediatamente enviou uma delegação para encontrar Ògún fora dos portões da cidade. Após muitas explicações, Ògún concordou em entregara cabeça do rei de Irê aos mensageiros de Oduduwá . O perigo havia acabado. Ògún fora encontrado antes de chegar ao palácio de seu pai. Como Oduduwá queria recompensar o seu filho mais querido, presenteou Ògún com o reino de Irê e todos os prisioneiros e riquezas conquistadas naquela guerra.
Assim Ògún tornou-se o Onirê, o rei de Irê.

Ògún
livra um pobre de seus exploradores.
Um pobre homem peregrinava por toda parte, trabalhando ora numa, ora noutra plantação. Mas os donos da terra sempre o despediam e se apoderava de tudo o que ele construía. Um dia esse homem foi a um Babalawo, que o mandou fazer um Ẹbọ na mata. Ele juntou o material e foi fazer o despacho, mas acabou fazendo tal barulho que Ògún, o dono da mata, foi ver o que ocorria. O homem, então, deu-se conta da presença de Ògún e caiu a seus pés, implorando seu perdão por invadir a mata. Ofereceu-lhe todas as coisas boas que ali estavam. Ògún aceitou e satisfez-se com o Ẹbọ. Depois conversou com o peregrino, que lhe contou por que estava naquele lugar proibido. Falou-lhe de todos os seus infortúnios. Ògún mandou que ele desfiasse folhas de dendezeiro, mariwo, e as colocasse nas portas das casas de seus amigos, marcando assim cada casa a ser respeitada, pois naquela noite Ògún destruiria a cidade de onde vinha o peregrino. Seria destruído até o chão. E assim se fez.
Ògún destruiu tudo, menos as casas protegidas pelo mariwo.

Ògún
chama a Morte para ajudá-lo numa aposta com Ṣàngó.
Ògún e Ṣàngó nunca se reconciliaram. Vez por outra se digladiavam nas mais absurdas querelas. Por pura satisfação do espírito belicoso dos dois. Eram os dois, magníficos guerreiros. Certa vez Ògún propôs a Ṣàngó uma trégua em suas lutas, pelo menos até que a próxima lua chegasse.
Ṣàngó fez alguns gracejos, Ògún revidou, mas decidiram-se por uma aposta, continuando assim sua disputa permanente. Ògún propôs que ambos fossem a praia e recolhessem o maior número de búzios que conseguissem. Quem juntasse mais, ganharia. E quem perdesse daria ao vencedor o fruto da coleta. Puseram-se de acordo.
Ògún deixou Ṣàngó e seguiu para a casa de Oyá, solicitando-lhe que pedisse a Iku que fosse à praia no horário que tinha combinado com Ṣàngó. Oyá aquiesceu, mas exigiu uma quantia em ouro como pagamento, que recebeu prontamente. Na manhã seguinte, Ògún e Ṣàngó apresentaram-se na praia e imediatamente o enfrentamento começou. Cada um ia pegando os búzios que achava. Vez por outra se entreolhavam. Ṣàngó cantarolava sotaques jocosos contra Ògún. Ògún, calado, continuava a coleta. O que Ṣàngó não percebeu foi a aproximação de Iku. Ao erguer os olhos, o guerreiro deparou com a morte, que riu de seu espanto. Ṣàngó soltou o saco da coleta, fugindo amedrontado e escondendo-se de Iku. À noite Ògún procurou Ṣàngó, mostrando seu espólio. Ṣàngó, envergonhado, abaixou a cabeça e entregou ao guerreiro o fruto de sua coleta.



Pai José Bispo dos Santos ou Bobó de Iansã veio de salvador Bahia, se não me engano e se instalou primeiro no rio de janeiro, dono do ilé - Ilê Oyá Mesan Orun.
Mais tarde ele veio para SP, trazendo o Èṣù xorokwé, como era de costume sempre dizia que de osé no igba de Èṣù sorokwé do ògún, e assim foi que nasceu o ògún xorokwé.
(História contada por tata Matâmoride, filho de Kaobakessy.)

Saiba mais sobre o Èṣù (Òrìsà)
Xorokwé foi um guerreiro e feiticeiro, que devo ter lido em algum itãn de ifá, que dizia quem foi, ele se assemelha a Èṣù. Que não é ògún, sendo que Xorokwé começou a ser cultuado como Èṣù entre o povo Jeje Mahi, o Èṣù de ògún, pois ele é extremante esperto, bruto e malvado, ligado a torturas e sem piedade alguma. Difícil de lidar e cuidar, do tipo enquanto ògún é guerreiro e luta com honra, o vodun xorokwé, não tinha isso, ele passaria por cima de todos e tomaria as medidas conforme quisesse sem levar em consideração trazer escravos, mataria a todos da pior forma possível, do tipo sangue nos olhos.
Para ter idéia da sua personalidade, se não lhe agrada o que lhe foi ofertado ele pune seus filhos com desgraças.

Sua cor é azulão com vermelho.


Por isso pouco mexiam com ele, por falta de maior esclarecimento quem sabe ele pulou do Jeje Mahi para a Angola, sendo cultuado como Òrìsà dentro da angola e mais tarde no ketu.Hoje ele é cultuado na Angola e no ketu como todos sabem, um meta - meta, mas sua origem é outra.

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