terça-feira, 28 de abril de 2026

TRADIÇÃO BATUQUE OYO IGBOMINA

Esta postagem registra os costumes da tradição do Batuque segmento Oyo, Igbomina:


"A Religião de Matriz Africana é cara?
Não Não é!
 
O que transforma a religião cara é a ganância de Pds e Mds mal intencionados que transformam 
 
as casas de axé em verdadeiros centros de comércio!
 
E acabam por transformar nossos ritos para poderem prostituir a nossa religião!
 
Até porque NEM TODO MUNDO TEM QUE TER OBRIGAÇÃO!
 
 
Antigamente era sim, tu poderia ser:
 
 Devotos
 
Pagadores de Promessa
 
Seguros na Quartinha
 
Com Mieró coberto
 
Seguros de Sanapismo
 
Seguros de Aribibó
 
Feitos de Borito de 1/2 quatro pé
 
Feitos de Borito de Quatro Pé
 
Feitos para Orisá
 
Prontos
 
Prontos e aprendiz de Bàbá ou Iyá
 
Bàbás e Iyás Presos
 
Bàbás e Iyás Libertos
 
tinha gente que morria devota, ou com segurança de quartinha! Mas é lógico antigamente todos 
 
os Bàbás ou Iyá TRABALHAVAM! Possuíam profissão e muitos eram inclusive funcionários 
 
públicos!

Antigamente quem autorizava uma obrigação acima de tudo era os búzios Orunmilá!
 
só para se ter uma ideia um Pronto aprendiz de Bàbá, após devidamente autorizado por Orunmilá 
 
a levar seus santos para casa, ainda enfrentava uma sabatina dos Anciões da Bacia, onde o 
 
mesmo só alcançaria seu intuito se respondesse com autoridade e conhecimento empírico as 
 
perguntas religiosas!
 
O que vejo hoje é uma fábrica de Pds e Mds que além de não possuírem a devida autorização de  
 
Orunmilá para carregar este título, também nunca foram sabatinados pelos Anciões de sua bacia 
 
e ai vemos aberrações disfarçadas de Bàbás e Iyás!
 
Bom o que quero dizer é que a nossa religião não é e nunca foi cara!
 
Cara é a malandragem e safadeza de alguns marginais do axé!"
 
 
Link https://www.facebook.com/share/p/1DaBjk5Cvp/ 
 
Imagens comprobatórias:



 

OXALÁ OROMILAIA NÃO É ORUNMILA-IFA, POR ANDRÉ DE AGANJU

Coletamos esta postagem, postada em 22/12/2024, na pagina Baba André de Aganju, plataforma do TikTok. 

Nela abordaram o tema Oxalá Oromilaya nao é Orunmila. Vejamos:

 

@babalorixaandredexango Oromilaia ou Orunmila-ifá #feitiço #bruxaria #batuque #apometria #umbanda #prosperidade #xango #fundamento #pombagira #exu #deus #orixas #terreiro #pretovelho #egum #espiritualidade #abundancia #LIVEhighlights #TikTokLIVE #LIVE ♬ Fluidez Suave - Naiara Costa Da Silva

"paiandredeagandju
Babalorixá André de Xangô
Oromilaia ou Orunmila-ifá #feitiço #bruxaria #batuque #apometria #umbanda #prosperidade #xango #fundamento #pombagira #exu #deus #orixas #terreiro #pretovelho #egum #espiritualidade #abundancia #LIVEhighlights #TikTokLIVE #LIVE
Fluidez Suave - Naiara Costa Da Silva
Tramandai"


"erickwolffz

[@Ijo Ifa Ogbeyonu] [@roberto six]
estás ideias do orunmilaismo batuqueiro está proliferando, penso que seja o momento dos seguidores de ifa orientarem e difundirem em redes sociais a diferença para que não gere mais equívocos entre oxalá orunmila e orunmila ifa.

Ijo Ifa Ogbeyonu

Lhe confesso que é uma surpresa para mim esta sua afirmação de Orunmilaismo batuqueiro, pois estou a 12 anos aqui no RS dedicado exclusivamente a Esin Orisa Ibile e nenhum pai de santo do batuque me chamou para conversar sobre Oxalá de Oromilaia e Orunmila Ifa terem qualquer semelhança, nem sequer os babalorixas e iyalorixas ou filhos de santo do batuque que já consultaram comigo chegaram a me perguntar sobre isso. Mas lhe garanto, se há confusão ou má informação não somos nós da religião tradicional yoruba que estamos difundindo e evidentemente que se isso chegar até nós, seremos os primeiros a desfazer este mal entendido.


erickwolffz

Caro irmão Roberto, com todo o respeito, mas orunmilaia já é aculturação reflexo desta tentativa, pois em 1982, quando me iniciei usávamos e ainda uso Oxalá oromilaia

roberto six
Sem ser desrespeitoso com qualquer sacerdote, mas é horrorosa a ideia de um Iniciado em Orunmila imaginar a possibilidade de aglutinação entre ambas divindades.

Ijo Ifa Ogbeyonu

Divindades completamente diferentes de religiões completamente diferentes. Tentar fundir o culto de Orunmila Ifa e o Batuque criaria uma aberração que poderia Ifatuque ou Batufa. Eu sugiro que quem deseje saber sobre Religião Tradicional Yoruba que procure seus iniciados e quem quiser saber sobre batuque que procure os iniciados no batuque. Para se encontrar respostas com a mesma pessoa, no RS só conheço o Babalorixá


@roberto six

que também é Babalawo. Não conheço mais ninguém com autoridade para falar destas duas religiões já que não conheço nenhum outro gaúcho que ocupe estes dois cargos sacerdotais.

erickwolffz

Correto, hoje a tendencia é misturarem o Ifatuque ou Batufá, que tem confundido os seguidores do Batuque tradicional.


Ijo Ifa Ogbeyonu

Me perdoe, mas discordo da sua opinião redondamente. Até porque, quem o Sr conhece do batuque que é iniciado em Ifa? Ora, se os pais de Santo do Batuque não são iniciados no culto à Orunmila Ifa, a suposta confusão (ifatuque ou batufa) estaria acontecendo por osmose com aquilo que é visto de fora. E lhe atesto isso porque o Baba


@roberto six

de Bara Lode (Babalawo Ifasola) tem sua casa de Batuque aberta a 16 anos pelo menos e está no Ifa desde 2015 (isefa) e foi iniciado (Itefa) em 2020 e jamais misturou as religiões. Então, a suposta mistura se dá por aqueles que sem serem iniciado no Ifa inventam dentro de suas casas de batuque aquilo que ouvem pelas redes sociais, mas sem conhecimento impirico por iniciação.


Ijo Ifa Ogbeyonu

A verdade é simples, todos nós sabemos, o povo afro gaúcho do batuque foi ensinado a não estudar/ler e lhes foi imposto aprender exclusivamente com sua próprio pai de santo, castrando assim a capacidade intelectual dos adeptos/iniciados no batuque e isso está disseminado como consciência genérica atualmente: aprenda religião (batuque) começando pela cozinha da casa do seu pai de santo.

erickwolffz

Tenho que concordar em parte, quando diz que se quer se aprofundar em ifa, fale com seguidores de orunmila, no entanto, ifa faz parte de RTY, entretanto não é a RTY, desta forma, quem quiser se aprofundar em orisa deve procurar os seguidores de orixá, pois ifa não responde por eles.


erickwolffz

Quanto a estudar tenho que completar que, Bascon entre outros famosos pesquisadores não eram iniciados e fizeram grandes trabalhos que até hoje são base e fonte de estudos inclusive de iniciados.


Ijo Ifa Ogbeyonu
Orunmila Ifa é Orisa. Apenas pontuando isso.

Ijo Ifa Ogbeyonu

Exatamente, e por não serem iniciados não praticavam. Eis o motivo de serem trabalhos acadêmicos. Daí concluir que um pai de santo do batuque que se iniciar no Orisa Orunmila Ifa irá misturar as religiões seria basicamente subestimar a capacidade intelectual dele o que o Sr e nem eu fizemos com Bascon.


erickwolffz

Não disse que não era orixá, mas que fique claro que o babalawo não pode falar pelos orixás que não foi iniciado, isso é básico.


Ijo Ifa Ogbeyonu

Com certeza, isso é elementar para qualquer Babalawo que se dê o mínimo de respeito. Agora imagine os doutores em Orunmila Ifa dissertando verdades pela internet sem sequer terem sido iniciados. Aí que vem minha frase: quer saber sobre Orunmila Ifa procure um Babalawo, quer saber sobre Batuque, procure um pai de santo.

erickwolffz
Foi justamente o que disse, sua fala vale para todos inclusive ifaistas e batuqueiros.

erickwolffz

Bom, sinto pela sua experiência enquanto no Batuque, no entanto, não generalize nem culpe todo o Batuque por isso, pois, além de partilhar conhecimento, hoje muitos sacerdotes estão trabalhando conteúdo bom sobre o batuque.


Ijo Ifa Ogbeyonu

Mas não é as prática aqui no RS, tanto que em grupos de batuque Orunmila Ifa e Ifa são debatidos frequentemente e conclusões absurdas são passadas como verdades absolutas justamente por quem não é iniciado na Esin Orisa Ibile. Recebi cotidianamente mensagens de pessoas do batuque que vem me perguntar se aquilo que o Pai de Santo. Fulano de tal falou sobre o Ifa confere. Isto demonstra o quanto as pessoas pregam contra algo que desconhecem. Poucos criam conteúdo. Informativo e imparcial de verdade como este vídeo do Baba André fez.


erickwolffz
Me desculpe mas possuo grande apreço pelos pelo baba citado e por vc, então me abstenho que qualquer comentário de cunho pessoal…

Ijo Ifa Ogbeyonu
Entendo perfeitamente. Evidentemente que é minha opinião acerca da conduta dele comigo. Jamais esperaria sua opinião a respeito da ação dele e da minha reação.

Ijo Ifa Ogbeyonu
Consegui. Bom, este senhor deste link, me perdoe a franqueza, eu não posso levar ele a sério devido a atitudes dele diretamente comigo, afinal por postagens contraditório-filosóficas ele me bloqueou. Isso mostra que não é uma pessoa acessível e que se revolta ao ouvir o que não gosta/concorda. Tanto que aquele vídeo do link que indiquei, eu falava dele e pra ele, mas não o citei publicamente porque nem tive a oportunidade de conversar com ele, já que fui bloqueado. Enfim, é mais um jovem iniciado fazendo aquilo que os jovens iniciados fazem de melhor, confusão. Tanto o desconsiderei após o bloqueio que hoje citei o Baba @roberto six como sendo o único babalorixá que conheço aqui no RS que também acumula o cargo de Babalawo. Fora o fato de que nunca estive pessoalmente com ele, então de fato não o conheço.

erickwolffz
@roberto six e @Ijo Ifa Ogbeyonu
caros amigos, estamos num momento que há acadafros inclusive iniciados em ifa e batuque, que defendem que Oxalá oromilaia e Orunmila ifa são a mesma divindade…

erickwolffz
Mesmo com todas as informações que já fornecemos contestando, e inclusive observo que também é o tema que os irmãos abordam.

Ijo Ifa Ogbeyonu
Bom, o Sr me desculpe eu não conhecer ninguém que pregue isso, tanto que citei o único babalorixá do batuque que conheço que também é Babalawo e ele não entende ou prega que Oxalá Oromilaia e Orunmila Ifa sejam a mesma coisa ou sequer possuam semelhança. E àqueles que pregam isso ou entendem desta forma, sugiro estudo, já que é o único meio de sanar ignorância (falta de conhecimento)

erickwolffz
Há sim um babalorixa do lado Oyo, iniciado em Ifa na família Aworeni, que afirma Oromilaia do batuque ser Orunmila Ifa.

erickwolffz
@Babalorixá André de Xangô
muito bom este vídeo, segundo ifatokun aare isese Alaafin Oyo, orunmila não usa e não sabe jogar búzios, desta forma ele não tem poder para abençoar o jogo do Batuque… oromilaia é um alaje de Oxalá, que o Batuque adotou… sendo que Obatála é considerado o pai da adivinhação até os dias de hoje…

roberto six
Bàbá Erick, está claro as competências de Orunmila Ifá, tanto quanto a de Orunmilaia, o fato é quando há a tentativa de unificar conceitos fica escancarado que o indivíduo desconhece o papel de cada

roberto six
divindade em suas distintas tradições, não existe possibilidade alguma de associação entre Orunmila e Orunmilaia.

roberto six
Como citado anteriormente, tenho casa de batuque aberta a 16 anos e em 2025 completo 10 anos dentro do culto de Ifá, 5 anos com Isefa, e amanhã 31/01/25 completo 5 anos de iniciado, Itefa.

erickwolffz
Baba… Sim concordo, venho falando há muito tempo que Oxalá oromilaia não é orunmila ifa… mas tem crescido um movimento de ifatuque onde pegam elementos de ifa… e ao mesmo tempo dos batufa que não possuem rituais de sala e precisam de rodas de batuque para dançar.

roberto six
Pratico os dois cultos de forma paralela, sem a necessidade de misturar qualquer conceito ou fundamento.

erickwolffz
Concordo que não são a mesma divindade

erickwolffz
Caro @Ijo Ifa Ogbeyonu
cabe ressaltar que os itan do odu de erindinlogun não tem nada a ver com os itan de odu ifa, ainda que alguns itan apareçam em ambos… e que segundo ifatokun aare isese alafin oyo o endilogun é mais velho que o ikin…

Link https://www.tiktok.com/@paiandredeagandju/video/7451348597028818182

Imagens comprovatórias:









BORI PARA ORI NO OYO, IGBOMINA

Neste ensaio registramos uma postagem sobre o culto de Ori preservado no Batuque do RS, publicamos na mídia social Facebook.


"Por Roger Olanyan T'Aganjú

Existe ironia no post abaixo.....
"Bori Não Inicia Ninguém"
"Bori não paga e nem Cobre nenhuma Obrigação"
"Bori não dá Direito a nada"
"Bori, qualquer estranho pode Tomar"
O Bori é uma Oferenda a Cabeça, uma Forma de cultuar o Orisá Primordial Ori.
Então parem de Dizer que tomou Bori Feitura,Bori Calçado até pq os mesmos não existem.
O Errado começa onde o Certo deixou de ser Praticado, muita coisa errada sendo posta em Prática e o que é certo muitas vezes não tem valor." 

Dos comentários:

Alex S. Zok Faria
Acredito que dependa da tradição. No batuque gaúcho bori é considerado feitura. Do faz bori que pertence ao ilê, gente "de fora" não toma bori. Pode tomar ebó para cabeça,e existe ebós específicos, mas não é considerado filho(a) da casa.

Lauro Bonho
Mas Ori é orixa?
E sem obori pode-se considerar iniciado na nação dos Orixas?
Apenas perguntas de um curioso.
Abraços pai.

Mário Oxalá Obokun
[Lauro Bonho] no Batuque do RS Orixa está sempre presente em Obrigação de Bori.
No batuque do RS sim... quem faz Bori é iniciado.. No Batuque do RS não existe bori para quem não é iniciado.

Roger Leite
[Lauro Bonho] muitos negam a existência por desconhecerem!
Mas negar que ori é aparte, é a mesma coisa que negar que a religião é negra!
Encerro minha participação por aqui! Rsrsrsrs

Mário Oxalá Obokun
[Roger Leite] não é a mesma coisa ... encerro minha participação por aqui kkkkk

Roger Leite
[Mário Oxalá Obokun] já participou de iniciações no Oyo por exemplo?

Mário Oxalá Obokun
[Roger Leite] sim... várias

Roger Leite
[Mário Oxalá Obokun] então tu sabe que existe culto a ori separado no batuque. Principalmente no Oyo Igbomina nem cantiga de orixá é cantada no ato do bori!

Mário Oxalá Obokun
[Roger Leite] Não podes generalizar. Não é em todas as casas igbomina que é assim. Inclusive em muitas que fui cantaram sim para Orixá.
Não pode-se confundir culto a Ori "separado de "exclusivo". São coisas diferentes.
E nestas que tu participou, as pessoas não eram iniciada na casa?

Roger Leite
[
Mário Oxalá Obokun] então te respondo com a tua primeira frase...
Não podes generalizar!

Trilunna Esotéricos
Ori é o orixá primordial. Sem a permissão de Ori, nada acontece.

Paulo Ricardo Muller
[Lidiane Liidy Rodrigues Neves] desculpa em entrar na conversa lavou com ervas na cabeça já fez ligação com o orixá se vai seguir na as mão ou na religião e outra coisa aprontamento ou pronto e a pessoa o orixá já a e pronto e só encargos que não levam a nada ser filho e muito importante ter um Pai ou Mãe sempre


Fonte - https://www.facebook.com/share/p/1GZd5PRWPZ/

 




YEMANJÁ COME CARNEIRO

Debate sobre o tema Iemanjá comer carneiro ou não.

Em 20/05/2025, Dra Paula Gomes fala sobre o costume de Iemanjá comer carneiro em Oyo, Nigéria.


Em 20/05/2025, o Teólogo dr. Baba Hendrix, comenta sobre o costume de de uma família entregar carneiro para Iemanjá no Batuque do R.S.


"Por Hendrix Silveira 

Yemanjá come carneiro.
#hendrixsilveira #afroteologia #filosofiaafricana #teologia #orixas #orixás #orixa #orixalidade #ancestralidade #batuque #batuquers #ileaseorisawure #yemanja #carneiros"

 

Comentários:

Ola desculpe a correção mas Yemoja não é uma orisa dos egba isso já foi completamente desacreditado, inclusive fiz duas matérias em Abeokuta em dois templos diferentes de Yemoja que os próprios egba , Ibara e gbagura dizem que ela veio do norte ( Ibara egba e gbagura -
povos de Abeokuta ) a propósito Abeokuta foi fundado em 1830.
A cidade principal que yemoja viveu se chama Saki no estado de Oyo - ali a principal mitologia dela acontece : ela se casou com o rei Okere ( título de reinado como ALAAFIn em oyo )
O rio Ogun ( yemoja) se origina no norte de oyo, tanto que o maior reservatório de água de área yoruba è feito com água do rio Ogun dentro do estado de oyo .
Contribuindo com o tema : Do norte ao sul de área yoruba yemoja é cultuada, estive em mais de 10 templos em todos yemoja come carneiro.
 
[Yemojagbemi Omitanmole Arike] Não me culpe. Culpe Pierre Verger, que além de afirmar que ela é cultuada em Abeokutá, diz que em Ijexá nunca se ouviu falar em Yemanjá. Que por muito tempo se disse que viveu quase 10 anos na Nigéria e Benin.
 
[Hendrix Silveira] não estou lhe culpando , apenas atualizando já que as buscas por orisa não terminaram com verger . A fonte continua viva ! Verger fez um trabalho incrível , contudo talvez faltou apurar algumas outras fontes - aliás diz ele que ela surge em algum lugar entre Abeokuta e Ibadan ( caminho longuíssimo aí ) de duas cidades que foram fundadas em 1830.
As fontes estão vivas, yemoja tb è cultuada em Abeokuta só não tem origem ali …
Abeokuta è fundada em 1830, depois que os egba que migraram até ali ficaram escondidos na Olumo Rock durante 3 longos anos … história bem facinho de encontrar, a história de yemoja esposa de okere bem famosa e bem registrada tb por outros pesquisadores (realmente não temos só verger ) veremos Saki Norte de oyo como um dos cenários mais conhecidos desta orisa. Ou seja… ela não só esta presente no território de oyo como tem protagonismo em uma cidade do Estado.
 
[Yemojagbemi Omitanmole Arike] Entendo que as tradições de matriz africana são dinâmicas e por isso podem sofrer alterações de interpretação ao longo do tempo. Percebo que é de certa forma comum um povo determinar que a sua divindade principal possui uma origem externa. Acontece com Oduduwa, Obatalá, Orunmilá, sendo que este último é dito que tem origem em Meca. Há também, a interpretação de que o Itan que narra a fuga de Yemanjá seja uma representação simbólica da fuga dos egbás e sua chegada em Abeokutá.
 
[Hendrix Silveira] acho que não é sobre a dinâmica exatamente a questão è sobre avaliar a área yoruba toda apenas por um autor : Verger , existem dezenas de outros autores antes e depois dele que registraram culto e como disse as fontes estão vivas e lembram de sua história ..
Reafirmo dezenas de outros autores não falam de yemoja sendo egba nem os próprios egba.
Nunca ouvi essa interpretação do Itan de yemoja nem mesmo narrada pelos próprios egba … gostaria de ouvir essa versão pode me dar a fonte exata ? Sacerdote que falou?
 
https://olumorock.ng/about-olumo/ a história sendo contada por eles mesmos .. yoruba fonte viva falando sobre si. Os egba e Olumo rock .
 
Voltando ao Carneiro e então a literatura antiga .. Willian Bascom que registrou muitos versos do erindilogun de África yoruba ano 1980 bem próxima a publicação Orixás de Verger : registra no odu Ogunda : yemoja fica feliz a com carneiro apresenta até mesmo uma canção .. que me lembrou bastante uma canção de candomblé.
 
Bibliografia: Bascom, William Sixteen Cowries – Yoruba Divination from Africa to the New World - Coleta Salako Oyo - Nigéria- Página 450
Compartilho o Verso traduzido:
1. "Otere, ile ayo;
2. “Otere, ile ayo:
3. “ Isso foi feito com sucesso por aqueles que vieram antes.
4. “ Deverá ser anotado por aqueles que vem depois.
5. Consulta feita para Yemọja Atárámàgbá
6. Moashogbobogbayo
7. Yemọja o que você precisa fazer para ter uma vida agradável/longa/próspera?
8. Ela colocou a mão na cabeça e foi consultar os sacerdotes
9. Eles disseram que ela tem que oferecer 26.000 búzios
10. Eles disseram que ela tem que oferecer um galo
11. Eles disseram que ela tem que oferecer um pombo
12. Eles disseram que ela tem que oferecer ègbo ( canjica branca)
13. Eles disseram que ela tem que oferecer ewa¹ ( Feijão)
14. Ela deveria fazer o ébo
15. Yemọja coletou os itens do ébo e ela fez o ébo
16. Ela propiciou²
17. Yemọja começou a ter filhos
18. Yemoja começou a ter prosperidade , Ela ficou rica
19. Ela estava dançando e muito feliz
20. Ela estava louvando seus adivinhos
21. E os adivinhos estavam louvando os Orisa
22. Ela dizia que seus adivinhos falaram a verdade
23. “Otere, ile ayo”
24. “Otere, ile ayo”
25. “ Isso foi feito com sucesso por aqueles que vieram antes.
26. “ Deverá ser anotado por aqueles que vem depois
27. Adivinhação feita para Yemoja Atárámàgbá
28. Moashogbobogbayo,
29. Ela cantou:
30. “Se eu vir iyán (comida preparada para yemoja), vou dançar
31. Yemọja
32. Se eu vir um carneiro , vou festejar
( Bó ríyán a jó Yemọja Bó rágbò a yò̩ Yemọja...)
33. Yemọja
34. Òrìsà disse
35. As deidades ordenaram
36. Onde nós vemos em Ogunda.
 
Notas:
1- Barcelos, Renata : Alteração da tradução do original em Inglês de Bascom Ewa traduzido para milho para Ewa traduzido para feijão. Church Missionary Yoruba: A diccionary of the Yoruba language : na tradução Beans (feijão) inglês = ewa.
 2– Bascom escreve: ò kérù, o tu. Traduz como: She appeaed the goods, Reinterpretação da tradutora: Ela propiciou.
Kérù: v èro - èro= Propiciar (Abraham, R. C. (1958) Dictionary of Modern Yoruba)
3- Avaliação Canção Yemoja : Nathan Lugo.
4- Correção Nathan Lugo"
 
 
Imagens 


 
Em 21/05/2025, Renata Arike posta sobre o culto de Iemanjá em Oyo, Nigéria. 

 

Em 22/05/2025, Hérick Lechinski postou um artigo sobre o carneiro de Iemanjá.

YEMỌJA “COME” CARNEIRO CAPADO?
Por Hérick
Postado em 22/05/2025
 

Bom, vi o bonde do pessoal falando sobre o oferecimento de carneiro capado para Yemọja e resolvi acompanhar o bonde também.

Primeiro, é de grande importância o esclarecimento, principalmente para aqueles que não sabem, Òrìṣà nenhum come bicho, ou bebe sangue de bicho, pois, Òrìṣà não é vampiro. 

Quando sacralizamos, abatemos religiosamente um animal para um Òrìṣà, o motivo são dois, o primeiro, através do sangue daquele animal, que contém grande parte do seu poder vital, e através do poder do Òrìṣà transferimos aquele poder vital do animal para nós, e segundo, alimentar nossa comunidade através da carne daquele animal abatido, estes são os dois motivos de abatermos animais para os Òrìṣà. Como vamos transferir a vitalidade e o poder daquele animal para nós, é completamente indispensável que o animal esteja o mais perfeito possível, para que aquele poder (ÀṢẸ) venha o mais perfeito possível para nossas vidas. 

Quando abato um galo, receberei vitalidade, vigor, proteção, etc. Quando abato um carneiro, irei receber calma, força, invencibilidade, etc. Os chifres de um bicho são símbolos de força, poder e proteção, já que é com seus chifres que eles se protegem e brigam, como então vou oferecer um animal mocho, sem chifres? O pênis, o órgão reprodutor do animal tem o poder de fertilidade e reprodução, como vou oferecer e receber o àṣẹ de um animal sem seu órgão reprodutor? 

Sabe o que gosto da minha religião? Ela tem explicação para tudo, só não sabe quem não aprendeu.
Agora falando de Yemọja, na Nigéria, a maioria, senão todas, as famílias de culto à Yemọja oferecem Àgbò (carneiro) para ela, além da simbologia e poder próprio do carneiro, é também dado a sua ligação com Ṣàngó e Egúngún. Ainda desconheço uma família que não sacralize carneiro para Yemọja, pode ser que exista, mas ainda desconheço. Já no Brasil, no Candomblé Kétu, algumas tradições do mesmo também oferecem carneiro para Yemọja, mas nunca soube de ser capado, sei de bode capado para Ọ̀ṣun Ọ̀pàrà no Candomblé Kétu, mas nunca escutei falar de carneiro capado para Yemọja no Candomblé Kétu. Ah mas se oferece em alguma tradição do Batuque, tudo bem. 

Concluo este artigo dizendo que, dentro do Ẹ̀sìn Òrìṣà Ìbílẹ̀ (Culto Tradicional Iorubá aos Orixás) não temos o hábito de sacralizar animais mutilados para Òrìṣà ou Ẹgbẹ́ Ọ̀run ou Egúngún, pelos motivos já descritos, achamos ilógico, masssss, é importante deixar claro que, respeitamos as tradições religiosas do Candomblé e do Batuque, mesmo não concordando com elas, é nossa obrigação respeitá-las e nem tudo do Candomblé ou do Batuque deve se basear como se faz na Nigéria, Benim, Togo, etc., porque o Candomblé e o Batuque são religiões afro-brasileiras, tradições africanas recriadas no Brasil e adquirindo tradição própria, por isso denominadas afro-brasileiras e não africanas.

Que cada um possa seguir suas tradições e com respeito a do irmãozinho, se não está contente, muda de religião, é simples, agora não se pode usar a régua de uma, para medir a outra.
Me empolguei, o texto ficou grande! Hehehe.
Éépà Omi o!
Yemọja á gbè wá ooo!
Hérick Lechinski, Paranaguá, 21 de maio de 2025
Uma criação IA minha, de Yemọja recebendo um carneiro de um devoto

 Fonte - https://web.facebook.com/share/p/1Beii9on1v/

 Imagem



RIO GRANDE DO SUL LIDERA PRESENÇA DE RELIGIÕES DE MATRIZ AFRICANA E REVELA IDENTIDADE PRÓPRIA NO SUL DO PAÍS

O jornal Porto Alegre 24h, publicou um artigo que revela a realidade das religiões de matrizes africanas no sul do país.  

 

"Por Bruna Canali (jornal Porto Alegre 24H)

Postado em 27/04/2026, acessado em 28/04/2026 às 8h36min

O Sul do Brasil também é território de Axé — e com características únicas que desafiam estereótipos. Dados recentes do IBGE revelam que o Rio Grande do Sul é, proporcionalmente, o estado com maior número de adeptos de religiões de matriz africana no país.

Diferente do imaginário popular, que costuma associar essas práticas principalmente ao Candomblé, no território gaúcho são outras vertentes que predominam: Umbanda, Quimbanda e Batuque. Essas tradições estruturam a vivência religiosa em grande parte dos terreiros, com fundamentos, entidades e rituais que refletem a construção histórica e cultural da região.

Em cidades como Porto Alegre, essa presença se intensifica ainda mais. A capital gaúcha figura entre os municípios com maior concentração de praticantes dessas religiões, consolidando-se como um importante polo de expressão espiritual afro-brasileira.

Segundo os dados, cerca de 3% da população do estado se declara adepta dessas religiões — índice significativamente superior à média nacional. O número evidencia não apenas crescimento, mas também maior visibilidade e afirmação dessas tradições no Sul.

Entre as vertentes, o Batuque se destaca como uma das expressões mais antigas e enraizadas da cultura afro-gaúcha. Já a Umbanda segue em expansão, dialogando com diferentes públicos e contextos urbanos. A Quimbanda, por sua vez, mantém uma identidade própria, muitas vezes cercada de preconceitos, mas firmemente presente no cotidiano religioso.

O cenário reforça uma ideia central: o Axé no Sul não é uma reprodução de outras regiões, mas uma tradição construída ao longo do tempo, com identidade própria e forte enraizamento cultural.

Mais do que números, os dados revelam diversidade, resistência e a pluralidade de formas de viver a espiritualidade no Brasil.


Foto: Reprodução/Ilustrativa"

Fonte - https://poa24horas.com.br/noticias/2026/04/rio-grande-do-sul-lidera-presenca-de-religioes-de-matriz-africana-e-revela-identidade-propria-no-sul-do-pais/#goog_rewarded

 

quinta-feira, 23 de abril de 2026

ALAAFIN SIYANBOLA LADIGBOLU I

Este ensaio tem por finalidade registrar os costumes e tradições do povo Ioruba.

Na pagina Historical Nigeria - Yoruba, publicaram o seguinte artigo:

 

 

"Alaafin Siyanbola Ladigbolu I: O Monarca por Trás de “A Morte e o Cavaleiro do Rei”, de Wole Soyinka


Como a morte de Alaafin Siyanbola Ladigbolu I em 1946 inspirou uma das maiores obras-primas da literatura africana e revelou o choque entre a tradição iorubá e o domínio colonial.

Alaafin Siyanbola Ladigbolu I (Reinado de 1911 a 1944) permanece um dos monarcas mais icônicos da história iorubá — um governante cuja morte reverberaria muito além dos muros do palácio, inspirando uma das obras mais celebradas da literatura africana. Seu reinado marcou um período de transição política, resiliência cultural e interferência colonial no Império Oyo.

Conhecido pelo reverente nome real “Iku Baba Yeye” — que significa “aquele que pode comandar a morte” — Alaafin Ladigbolu I personificava a grandeza e a autoridade sagrada da monarquia tradicional iorubá. Ele foi um governante tradicional forte que manteve o prestígio do trono de Oyo durante as primeiras décadas do domínio colonial britânico, navegando pela complexa relação entre o antigo sistema político iorubá e a administração colonial moderna.


A Morte Que Abalou um Império
Alaafin Siyanbola Ladigbolu I faleceu em 1944, e sua morte marcou o início de uma série de eventos que se tornariam um símbolo cultural e filosófico da identidade iorubá. Tradicionalmente, quando um Alaafin morre, espera-se que seu Eleshin Oba (o Cavaleiro do Rei) o siga para a vida após a morte por meio de um suicídio ritual — um dever sagrado destinado a preservar a harmonia cósmica entre o mundo dos vivos e o dos ancestrais.


No entanto, quando chegou a hora de realizar esse antigo rito em 1946, oficiais coloniais britânicos intervieram. Vendo o ritual através de uma lente legal ocidental, o Oficial Distrital Britânico prendeu o Eleshin Oba, acusando-o de tentativa de suicídio — um ato criminalizado pela lei britânica.
 

Essa interrupção de uma tradição iorubá profundamente espiritual foi vista pelo povo como uma violação catastrófica da ordem sagrada. O filho do Oba Eleshin, que na época negociava na Costa do Ouro (atual Gana), correu para casa para cumprir seus deveres filiais. Ao descobrir que seu pai ainda estava vivo — e, portanto, havia falhado em cumprir sua responsabilidade espiritual — o jovem, horrorizado com a profanação da honra ancestral, tirou a própria vida.
 

A tragédia não apenas expôs o choque cultural entre a metafísica iorubá e o racionalismo colonial, mas também ressaltou o impacto devastador do mal-entendido imperial sobre os costumes indígenas.
 

Da História à Literatura
Este evento histórico foi pesquisado e registrado pela primeira vez pelo acadêmico franco-brasileiro Pierre Verger na década de 1960. A história mais tarde cativou a imaginação do ganhador do Prêmio Nobel, Professor Wole Soyinka, que a transformou na poderosa peça de 1975, “A Morte e o Cavaleiro do Rei”.
 

A peça de Soyinka não é meramente uma recontagem do incidente histórico — é uma exploração filosófica do dever, do destino, da honra e da tensão metafísica entre o espiritual e o secular. Através do seu uso magistral da cosmologia iorubá e da linguagem poética, Soyinka retrata as consequências trágicas da arrogância cultural e a complexidade moral tanto do poder colonial quanto da obrigação indígena.
 

O reconhecimento global da peça solidificou seu lugar como uma das obras literárias mais importantes da África, frequentemente estudada por seu profundo retrato do conflito intercultural e da beleza trágica da filosofia iorubá.

O Legado do Alaafin
O reinado de Alaafin Siyanbola Ladigbolu I, embora marcado pela interferência colonial, permanece um símbolo da resiliência e da autoridade iorubá. Ele governou durante um período em que a monarquia de Oyo estava se redefinindo sob as pressões da governança moderna, da expansão missionária e do controle político britânico.

Seu nome e legado continuam a ter significado espiritual em Oyo, onde o título de Alaafin permanece um dos mais reverenciados na Iorubalândia. Sua vida e morte se encontram na interseção da história, da espiritualidade e da literatura — um testemunho de como um único evento na história real iorubá se tornou um tema eterno de reflexão filosófica e artística.

Contexto da foto: 
Alaafin Siyanbola Ladigbolu I, Alaafin de Oyo (1911–1944).
Evento: Morte e o ritual real interrompido que inspirou "A Morte e o Cavaleiro do Rei".
Nota cultural: “Iku Baba Yeye” — Aquele que comanda a morte e, ainda assim, é pai de todos.

Referências:
1. Verger, Pierre (1964). Notes sur le Culte des Orishas et Vodouns à Bahia, la Baie de Tous les Saints, au Brésil et à l'Ancienne Côte des Esclaves en Afrique.
2. Soyinka, Wole (1975). Death and the King’s Horseman. London: Methuen Publishing." (tradução google)


Fonte acessada em 23/01/2026, às 18h - https://www.facebook.com/share/p/1JwjWh65Lq/
Imagem comprobatória - 



Neste artigo, coletado na página 




"Uma foto rara de um adivinho, Alaafin de Oyo e o quase lendário Capitão William A. Ross, que ajudou o Alaafin de Oyo a recuperar a proeminência como governante supremo dos iorubás. Ele residiu em Oyo de 1914 a 1931 e era amigo da Princesa I. Ross."

Fonte acessada em 23/01/2026, às 18h - https://www.facebook.com/share/p/1CLoKjVMv5/
Imagem comprobatória 



TIKTOK ERICK WOLFF