quarta-feira, 22 de abril de 2026

CELEBRAÇÃO DO OLOYE YEYE AJUGBOTOSUN OF OYO

Coletamos estes vídeos que registram o OLOYE YEYE AJUGBOTOSUN OF OYO, da Iya Osunronke.

 
 Cerimônia de instalação do Oloye


E neste vídeo Celebram

"Hoje celebro mais que um oye/título , celebro uma caminhada guiada pela fé, pela disciplina e pela força do sagrado. 

Nada disso foi sozinha. Houve mãos que orientaram, vozes que aconselharam e sacerdotes que sustentaram cada passo com sabedoria, fundamento, humildade e Aṣẹ. 

Esse reconhecimento carrega o nome de todos que parteciparam de alguma forma para manter viva a chama do conhecimento ancestral e a Identidade Yorùbá. 

Receber esse título é honrar o compromisso de seguir fazendo mais, com verdade, respeito e propósito. Que essa conquista não seja um ponto final, mas um novo começo ainda mais forte. Gratidão a todos os sacerdotes e à espiritualidade que nunca deixou faltar direção. 

Seguimos firmes, porque quando o propósito é verdadeiro, o caminho sempre se abre. 

Kabiesi Obá Alaafin Kabiesi Sàngó 
Ore yeye Ọṣun 
Asaorisa ti gbogbo wa ni 

Akika Asegé" 

Fonte https://www.facebook.com/reel/1870939580254331

O REINO DE SHABÈ NA REPÚBLICA DO BENIM

Coletamos esta postagem do perfil Adetutu Akikenju VI Onishabe, publicado em 22/04/2026 às 9h30min, na mídia social Facebook.


"O REINO DE SHABÈ NA REPÚBLICA DO BENIM
Publicação: Kabiyesi Oba Adetutu Akinmu, Onishabè


1- O TERRITÓRIO DO ANTIGO REINO
O antigo reino cobriu quase 8.000 km2, dos quais aproximadamente 2.000 km2 estavam na atual Nigéria. Este território foi claramente definido por duas vias navegáveis: o rio Oyan a leste e o rio Ouémé a oeste. O rio Okpara, que atualmente forma a fronteira com a Nigéria, flui através do meio desta bacia hidrográfica. Os limites do território do antigo reino eram as aldeias de Iwoye, localizada a 5 km a nordeste de Dirin (Kétou) e Guinirou, além de Tchaourou.
 Este foi o território do reino antes da colonização francesa em 1894. (Mapas 1)
 


2- O TERRITÓRIO ATUAL
A administração colonial, estabelecida sob o reinado de Oba Akenmu Mamadou (1888-1925) em 1894, dividiu o território longitudinalmente ao longo do rio Okpara, arbitrariamente escolhido para marcar a fronteira entre as regiões francesas e britânicas. A maioria do antigo território Shabè, agora excluindo sua porção nigeriana, foi assim incorporada à colônia de Daomé.  Sob administração colonial, o antigo reino passou por várias reformas, mudando do distrito de Savalou-Carnoville (Agbassa) até 1909, para o distrito de Savè até 1920, depois para a subdivisão de Savè (dentro do distrito de Savalou) até 1958, compreendendo três cantões: Savè, Kilibo e Ouèssè. Esta subdivisão tornou-se a sub-prefeitura de Savè sobre a independência do Daomé em 1960.
(Mapa 2)


O Reino de Shabè compreende atualmente aproximadamente 140 aldeias ou chefes tradicionais, mais de quarenta dos quais têm mais de duzentos anos e estão distribuídos pelos oito distritos da Comuna de Savè, os nove da Comuna de Ouèssè e os dois da Comuna de Tchaourou.
 Tem uma população de aproximadamente 250.000 habitantes (RPH-4, 2013) e uma área de mais de 6.000 km2.
O país de Shabè se estende do sul (rio Ouémé) ao norte por mais de 100 quilômetros, fazendo fronteira com o Reino de Parakou e os estados de Ogun, Oyo e Kwara, na Nigéria.





Imagem comprobatória


 
 Versão em português  (tradutor online)

Link https://www.facebook.com/share/p/1JgnVNnGCV/

A LINDA TRAJETÓRIA DA FAMÍLIA PIRES NO BATUQUE DO RIO GRANDE DO SUL

Coletamos este depoimento do perfil do Pai André de Oxalá Ylle Oxala Bocum Oxum Panda, ao qual faz uma homenagem à família Pires, nela relata que a bisavó era oriunda do Candomblé.  
Ainda no texto ele relata que foi batizado no Batuque do R.S., e chama o ritual de Oribibo.
 


"A LINDA TRAJETÓRIA DA FAMÍLIA PIRES NO BATUQUE DO RIO GRANDE DO SULTexto por Pai André de Oxalá Ylle Oxala Bocum Oxum Panda 
Publicado em 14/04/2026 e acesso em 22/04/2026 às 8h40min. 

Esta raiz vem de 1860 oriunda da escravidão ( Filha de Escrava) Paulina Rekelme viveu 96 anos ( Tinha sua Obrigação de Candomblé) minha ( Bisavó)

Avó de minha saudosa Mãe Maria de Lourdes, eu André sou a quarta geração de acordo com o depoimento de meu Pai carnal José Antônio Pires ( vivo ) com 82 anos, o mesmo afirma que minha saudosa Mãe teve convívio durante seus primeiros anos de vida 5 anos com sua avó ( materna).
 
Nasce em 1951 minha mãe no dia 11 de Maio uma criança com muitas dificuldades e com uma mediunidade ímpar.
 
O tempo passa...
Em Janeiro de 1970 eles se conhecem José Antônio Pires e Maria de Lourdes, meu pai e minha mãe. meu Pai trazendo uma força espiritual de minha avó Paterna Dionísia Pires oriunda do Kardesismo, deste casamento, nascem 3 filhos.
 
Andre Pires 1973
Elaine Pires 1975
Rosane Pires 1976
 
Nasci com problemas sérios de saúde e um estrabismo nos dois olhos, totalmente strabico, com uma anemia incurável foi aí que meu Pai carnal teve um sonho, um aviso de que irria me perder, 9 meses depois de eu nascer, mas em 23 de Abril de 1974 no Axé de Xangô Aganju Loní da saudosa Mãe Theresa filha de Santo de Airton Albuquerque de Oxum.

Fui batizado na Nação por saúde a 52 anos, os Orixás respondem e o Pai Oxalá Bocum me assume, Mãe Thereza fez a confirmação de minha cabeça logo após realizou o Batismo com Duas Galinhas Brancas, uma quartinha branca, uma guia branca ( Aribíbó) que estão comigo todos estes anos de minha vida. Neste dia mudou toda minha vida!

Após o batismo já se passando 5 anos meu Pai marca a viajem de Trem Húngaro de Uruguaiana para Porto Alegre, destino a casa de PAI JOAO VÓ DE OXUM DOCÔ
( BACIA JEJE VOODO) 

Isso em 1978 no aniversário de Mãe Oxum Docô ,foi realizado o (OBORI) adjunto e mais 5 santos (encostados) deixando pra o proximo ano o apronte em vasilhas de 4 pés e axes de Búzios e Facas.

Em 1979 dia 23 de setembro realizou-se o apronte de minha mãe Maria de Lourdes, e eu André Pires, meu Pai neste momento já era Pronto de Vasilha pela Mãe ( Ilca de Yensã Dirã) 17 Júlio de 1970 completando este ano 56 anos de Vasilha de Ogum Onira e outros.
 
Estando ali presente no meu apronte e de minha mãe carnal...
Pai João vó de Oxum docô/ Meu Pai de Santo nesta data!
Pai Tião de Bara Lode
Pai Airton de Oxum
Pai Cleon de Oxalá
Pai Perica de Xangô
Mãe Taia de Xapanã

E outros Babás e Yabás amigos chefes religiosos da época que saudoso Pai João vó era amigo ou ( João das Guias ) como carinhosamente chamavam .
 
Heranças ;
Orixá Oxum Balé ( Saudosa Mãe Carnal)
Umbanda de minha finada Vó Paterna Seara ( Cacique 7 Flechas), herdo também a Umbanda de minha Saudosa Mãe, Seara ( Cacique Oxossi ) de Ogum Beira Mar,
Exu Destranca Rua nasce em 23 agosto de 1989 no fundamento de Kirumbo feito este Exu pela faça de POMBAGIRA MARIA PADILHA DAS DAS ALMAS de minha Mãe carnal vindo este fundamento da feitura de Saudoso JORGE THEODORO da Rainha das Almas ( Pai Jorge de Yemanjá Bocí )
Abaixo na foto em pé minha Mãe carnal
Sentada minha primeira mãe de Santo Mãe Thereza de Xangô Aganju loní
Eu estou agarrado a minha Avó Paterna Mãe de meu Pai carnal .
Foto colorida artificialmente @destacar"

 

OYA DIRÃ CULTUADA NO PÁTIO

Neste vídeo publicado em 3 de março de 2026, no nosso canal do Tiktok, reúne vídeos de sacerdotes da Kambina, inclusive o livro Nação dos Orixás, do Paulo Tadeu, que registra os costumes e tradições da família dele.

Estudaremos o caso da Oya Dirã, cultuada como orixá que fica no pátio ou no quarto de orixá.

 


@erickwolffz ESTUDO DE CASO: Oyá Dirã e Oyá Atimbowa #batuque #oya #iansa ♬ som original - erickwolffz

terça-feira, 21 de abril de 2026

ESCLARECIMENTOS DE MÃE ALINE DE OYA DIRÃ

Coletamos esta postagem da mídia social Facebook, com o intuito de registrar os costumes e tradições do Batuque, segmento Kambina.

Mãe Aline Roman é filha de mãe Thais de Xapanã, neta de pai Cleon de Oxalá, segmento Kambina. Mãe Aline relata que é filha de Oyá Dirã, e fundamenta que Oya Dirã é um orixá de rua.

 
"MÃE ALINE DE OYÁ
Postado em 18/04/2026 
 
Com respeito ao Orixá que habita o Orí de cada irmão(a), bem como a veracidade da sua feitura. Eu caminho com firmeza, sem invadir, sem julgar, sem ultrapassar o que não me foi permitido.
 
Honro o destino de cada um, porque sei que cada cabeça carrega seu tempo, sua verdade e seu sagrado. Minha palavra não é imposição — é direção. Minha força não é controle — é fundamento. 
 
E minha espiritualidade não negocia caráter.
 
Com respeito a todos, eu não ultrapasso, eu não invado, eu não negocio.
 
Cada cabeça carrega seu destino E eu não brinco com destino.
 
Minha palavra não pede espaço - ela abre caminho. Minha presença não disputa -ela se impõe com fundamento. E minha espiritualidade não se vende, não se molda e não se corrompe.
 
Não existe melhor Orixá, nem pior - existe feitura.
 
Não é sobre comparação, é sobre fundamento. Não é sobre quem brilha mais, é sobre quem sustenta o que carrega.
 
Cada Orí responde ao seu destino Cada caminho exige verdade.
 
Orixá não erra - quem falha é a feitura mal cuidada, o caráter desalinhado, a falta de compromisso com o sagrado.
 
Aqui não tem ranking espiritual. Tem responsabilidade, tem raiz, tem respeito .
Mãe Aline de Oyá 📍Ilé Àse Oyá Dirá
🇦🇴 Nação Cabinda - Batuque do Rio Grande do Sul." (acessado em 20/04/2026 às 10h58min) 
 
VÍDEO:
 
Transcrição:
  • [00:00] "Gente, boa tarde. Eu me chamo Mãe Aline de Oyá e no decorrer desta semana me deparei com um vídeo falando sobre Orixás de rua, especificamente sobre Oyá Dirá. E nada melhor que uma filha legítima de Oyá Dirá para falar sobre Oyá Dirá."


  • [00:18] "Eu não estou aqui para entrar no mérito fundamento. Eu respeito todas as casas, todas as roças, todas as nações. Porém, eu, como filha legítima de Oyá Dirá, estou aqui para esclarecer o que é carregar um Orixá de rua no ori, como é carregar a força de Oyá Dirá no meu ori."


  • [00:35] "Sem entrar no mérito fundamento e com respeito a todas as formas de se cultuar Oyá Dirá... venho neste momento tentar acabar de vez com as polêmicas de rechaçamento sobre carregar um Orixá de rua no ori."


  • [00:48] "No decorrer desta semana, me deparei com um vídeo nas redes sociais falando sobre a feitura de Oyá Dirá. E muito me espanta a forma como as pessoas se referem ao Orixá Oyá Dirá de forma ainda pejorativa, principalmente de um Orixá que traz e carrega uma força imensurável, onde somente um filho legítimo deste Orixá tem capacidade para falar sobre como é carregar no ori."


  • [01:10] "Neste vídeo, há um paradoxo entre a força dos Orixás de rua tal como energias negativas e, vejam bem gente, até mesmo espíritos obsessores."


  • [01:25] "Então, novamente digo para vocês, eu não estou aqui para polemizar a feitura e como se cultua o Orixá Oyá Dirá, mas estou aqui para dizer para vocês que somente quem carrega um ori legítimo de um Orixá de rua tem propriedade para falar deste assunto, sobre o que é carregar essa força de um Orixá de rua em nossa vida."


  • [01:40] "Eu sou filha de Oyá Dirá, as minhas obrigações são feitas na rua. Eu carrego a essência de um Orixá de rua e mudar isso seria mudar toda a minha trajetória de vida, seria mudar toda a minha ancestralidade."


  • [01:55] "É como se fosse uma caixa preta, cada um, cada pessoa, cada ser humano possui a sua. Eu sou uma mulher casada, eu sempre trabalhei a minha vida inteira, eu sempre estudei, sou formada em Administração de Empresas. A minha casa é uma casa próspera, o meu axé é um axé próspero."


  • [02:15] "Então, o que eu quero dizer para vocês é: parem de aplaudir aquilo que vocês não têm conhecimento e propriedade no assunto." (os grifos são nosso)

Imagem comprobatória 


 Link https://www.facebook.com/reel/2804346706565176

quarta-feira, 8 de abril de 2026

AGANMA: VODUN LIGADO A ORIGEM DA CRIAÇÃO

Neste ensaio registramos a divindade Aganma, um vodun masculino representado pelo camaleão.
 
 

Culto de Mawu e Lisa no Vodu
Por Robson Ifáwole

[...] Lisa pode ser chamado também de Alökpe (Alökpe significa mão pequena, isso seria uma apelido de Lisa referindo-se a pata de um camaleão o seu animal sagrado ao qual Lisa é simbolizado) o culto a Lisa teria aparecido primeiro com os Aja por isso refere-se à cidade de Aja o nascimento de culto a Lisa em uma lenda no qual Lisa teria descido do céu em forma de um camaleão (Aganma) assim se tornando o patrono dos Ajanu e por sua aparição em forma de camaleão ganhou o apelido de Alökpe.

A filiação desse vodun é muito difícil de se estabelecer em uma só verdade porque isso se estenderia a outras duas famílias de culto vodun, a familia xévyoso e a família Sapata. Porém as versões mudam de acordo com as famílias de culto. De acordo com um sacerdote de um templo de Djèna, do par primordial Mawu e Lisa nasceu Agé, o caçador, Gu o ferreiro e ji a serpente do arco-íris ( arco-íris é chamado de Aydo-hwedo) e só mais tarde apareceriam os voduns do panteon de Hevyoso e Sakpata. Antes disso estão os voduns reais, começando por Yegu Tenu Gesu mais conhecido por Ajahuto e no panteon vodun chamado de Agasu.

De acordo com o sacerdote de Djèna, Mau e Lisa teriam existido antes de tudo e todos pois eles criaram os voduns e os homens como também tudo o que a no planeta Terra. Mau é simbolizada pela a Lua, representando o elemento feminino e Lisa o Sol ( Lisa também é também representado pelo camaleão chamado Aganma.

De acordo com a tradição Ajanu (Ajanu= vindo de Aja) esse animal é anacrônico e sua aptidão ao Mimetismo faz dele um animal muito misterioso tornando-o intimo a Lisa e assim Lisa tendo o poder de fazer uma metamorfose de cameleão o seu animal preferido. Outro mito diz que Lisa; pode ter criado todas as coisas e teria escolhido o camaleão, um dos seres mais primitivos, para sua representação. Outra versão menciona que a Lisa apareceu desta forma para os Ajanu em uma forma de passar respeito, pois o camaleão é um animal sagrado para os Ajanu) representando o elemento masculino. Em todo caso, estas duas divindades são inseparáveis dentro dos pensamentos dos Fon que os vê como o par primordial, herança dos nossos mais antigos antepassados, as divindades responsáveis da criação. [...] ( o grifo é nosso) acessado em 08/04/2026 às 13:00
 
Imagem comprobatório
 
Fonte - https://pt.scribd.com/document/53882572/COLEGIO-DE-MAWU-E-LISA 


Nesta imagem o vodun Aganma (o camaleão ) está em destaque.
 
[...]Tohossou, Aganma (la Prosperità, il Camaleonte), Sakpata - Cyprien Tokoudagba - Africa Today - Vetrina Roma - Roma [...]  acessado em 08/04/2026 às 13:10
 
Imagem comprobatória:
 
Fonte - https://www.flickr.com/photos/spalluzza/2401782430/in/photostream/ 

 


TIKTOK ERICK WOLFF