sábado, 12 de setembro de 2026

QUANDO OS COSTUMES ANTIGOS, NA VISÃO MODERNA, VIRARAM BOBAGEM E IGNORÂNCIA...

POR MOISES MARQUES

(Pai Moisés de Oxalá)

11/09/2026 

Nenhuma descrição de foto disponível. 

Sou do tempo em que o Orixá, após a obrigação, depois que o okutá recebia o seu quatro pé, era deixado descansar. Só depois era colocado na vasilha e, então, levado para a prateleira.
 
Sou do tempo em que, quando o Orixá iria para a casa de um filho, ele era retirado da prateleira e deixado descansar, para só depois ser levado para a casa desse filho.
 
Sou do tempo em que tínhamos cuidado com os filhos de Bará que estavam em obrigação. Perto da cabeça deles não poderia haver banana, e eles também não comiam dessa fruta, pois ela "inquizilava" Bará.
 
Sou do tempo em que, para passar em frente a um Orixá em transe, nos curvávamos em sinal de respeito. Também não passávamos diante dele carregando um copo de água, uma faca ou qualquer objeto pontiagudo sem que estivesse devidamente coberto por um pano.
 
Sou do tempo em que não podíamos gritar dentro do quarto de santo quando estávamos lidando com o okutá. Não se gritava o nome da pessoa que estava ocupada ou em transe, pois se acreditava que o Orixá poderia se assustar e fugir.
 
Se derrubassem o okutá no chão, ou se batessem com os assentamentos, dizia-se que o Orixá poderia ir embora.
 
Sou do tempo em que, se o filho estivesse em transe e, na hora de o Orixá ir embora, o axêro chegasse chorando, aquilo era entendido como um sinal de que o Orixá estava magoado, descontente, ou que alguma coisa estava errada. Era necessário um desagravo, uma misericórdia, uma forma de apaziguar aquilo que havia acontecido.
 
Sou do tempo em que, se alguém falasse da ocupação do santo, dependendo da situação, o Orixá poderia chegar imediatamente para tirar aquela descoberta da cabeça do filho. Em outras situações, dizia-se que o santo poderia nunca mais voltar. E então seria necessária uma misericórdia para acalmar aquela situação.
 
Sou do tempo em que nossas crianças recém-nascidas eram apresentadas dentro de uma gamela aos Orixás, no quarto de santo.
 
Sou do tempo da Quinzena Seca: toques realizados de quinze em quinze dias para os Orixás, sem corte, sem imolação, apenas com frutas, balas, flores, um atã e a força da fé.
 
Sou do tempo em que, não havendo balança, num toque de dois pés, quando os Orixás não estavam se apresentando, o pai de santo entrava com uma bacia de louça branca cheia de água, coberta por uma toalha. Ao destampá-la, todos os Orixás que ele precisava se manifestavam.
 
Se precisavam de um Lodê no mundo, por algum motivo dentro do Batuque, um alguidar de pipoca era levado para o cruzeiro. Quando entrávamos novamente no terreiro, o Lodê já estava no salão.
 
E agora?
 
Agora, dizem que tudo isso é bobagem dos antigos.
Agora, dizem que era ignorância dos antigos.
Agora, dizem que essas coisas são antiquadas, ultrapassadas, que o mundo evoluiu e que o sagrado também evoluiu.
Pois é...
 
Pode ser uma imagem de tofu 
 
FONTE: Facebook
 
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Transcrição e adaptação: Luiz L. Marins
12/09/2026 
 

sexta-feira, 11 de setembro de 2026

ÁLCOOL É TABU ABSOLUTO DE OGIYAN?

Coletamos esta postagem na página de Moises Lino e Silva, no Facebook, publicado em 03/09/2026.




"ÁLCOOL É TABU ABSOLUTO DE OGIYAN?
Por Moises Lino e Silva

Amanhã, sexta-feira (04/09/26), começa oficialmente o Festival Anual de Ogiyan em Ejigbo. 

Contudo, as preparações já estão literalmente a todo vapor!

Hoje, chegando ao palácio real, encontrei diversas mulheres — das três famílias reais — reunidas e preparando uma bebida fermentada chamada otioka, produzida pela fermentação do sorgo.

Pessoalmente, nunca gostei de bebida alcoólica. No Brasil, sigo uma tradição em que a única bebida com algum teor alcoólico oferecida para Ogiyan é o aruwa (ou aluwa).

Em Ejigbo, o grande tabu alcoólico para Ogiyan refere-se ao emu (vinho de palma). O otioka é uma bebida com teor alcoólico que faz parte da ritualística do Festival de Orisa Ogiyan.

Orisa Ogiyan aceita algum tipo de álcool na sua tradição? Deixem comentários.

EPA AJAGUNAN! OLOROGUN EPA!
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PESQUISA E FOTOS: Moisés Lino e Silva (Agbasaga Ogiyan)" 

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quarta-feira, 9 de setembro de 2026

"OGIYAN E O DENDÊ NA PRÁTICA

Coletamos esta postagem publicada na pagina Agbasaga Ogiyan, no Facebook, postado em 09/09/2026. 


"OGIYAN E O DENDÊ NA PRÁTICA

Por Agbasaga Ogiyan


No terceiro dia do Festival de Ogiyan em Ejigbo (Osun State), tivemos a oportunidade de testemunhar o uso do dendê (epo pupa) na prática ritualística de Orisa Ogiyan.

Os sacerdotes trazem duas cabaças — uma aberta e outra fechada —, 4 obis (16 bandas) e uma panela branca repleta de dendê. Com esses elementos, rezam e realizam uma oferenda pública para Ogiyan, logo no início do dia.

Eeeeeepa Oosa! Epa Ajagunan!

PS: Informações e explicações mais detalhadas sobre o uso do dendê no culto de Orisa Ogiyan em Ejigbo estão em posts mais antigos de nossa página do Facebook.
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FOTOS E PESQUISA: Moisés Lino e Silva (Agbasaga Ogiyan)"
 
Imagens - 






  
 

IMPLEMENTAÇÃO DA POSIÇÃO YORUBA DO BENIN

Coletamos esta postagem publicada na página Adetutu Akikenju VI Onishabe do Facebook, em 07/09/2026.



"IMPLEMENTAÇÃO DA POSIÇÃO YORUBA DO BENIN
Publicação : Oba Adetutu Akinmu, Onishabè 



O sudeste e o centro são ocupados pelos Yoruba que vieram em ondas sucessivas de Ifè e Oyo (Nigéria presente) do século XII.


O primeiro, considerado o pré-Oduduwa, estabeleceu-se na parte central ao fundar os reinos de Ifata e Ijèguèdè. A decadência desses reinos entre 18 e 19o deu origem aos subgrupos Isha e Manigri.


Este último, de descendência de Oduduwa, criou os reinos de ketu e Sabe. Os fundadores da Ketu e da Sabè migraram diretamente do Ifè via Oké-Odan.
 

Em seguida, ele teve uma segunda migração de Oyo para Savè no início do século XVIII, a de Babaguidai, que transitou pelo Boko na região de Nikki antes de descer para Savè via Tchaurou, Kilibo e Kaboua.
 

O povo de Sakety, Pobe, Holi, Dassa e Bantè deixou OYO.
 

O terceiro estágio do stand Yorouba corresponde à penetração de Oyo, Egba e Awori. Os Oyo são responsáveis pela fundação de Ohori, Isalè-Ipobè e Ifanyi. Os Awori são originalmente os reinos de Sakete de Akoro e Ajache-Ekpo, enquanto o Egba ocupa Idasha conquistado na antiga propriedade de Ifata.
 

Fonte: Livro “Le Bénin” de Kolawalé Sikirou ADAM e Michel BOKO, página 30. EDICEF, 1983 PARIS"

 Link https://www.facebook.com/share/p/1Hm7XcKaJN/

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EJIGBO FESTIVAL OGYAN 2026

Esta postagem foi publicada na pagina Alaafin Embaixadora Cultura Paula Gomes, Facebook, em 08/09/2026.


"EJIGBO FESTIVAL OGYAN 2026
Por Alaafin Embaixadora Cultura Paula Gomes

 

Cada cidade na terra Yorubá tem a sua história, sua origem e sua ancestralidade.

A identidade de cada cidade está ligada a sua origem , a quem a fundou e a linhagem ancestral de Orisa do fundador que implanta o Asé.

Ejigbo não foge a regra, mais uma cidade cheia de patrimônio… sua origem … sua ancestralidade… Ejigbo é fundado e surge Ogiyan, o grande guerreiro que come azeite de dendê.

Histórico… patrimônio… importante preservar.

Tanto pormenor e como sempre a ligação da família real ao Orisa da cidade , pois são eles os fundadores …

Ogyan é a sua identidade , seu sangue , sua história.

Tudo tem uma história, profunda, vai além de crença….. estamos a falar de identidade …. Ancestralidade.

Vamos mergulhar um pouco em Ejigbo e sua ancestralidade…. o Palacio… o rei.. a família.. o Ojubo de Ogyan … rituais , toques… pormenores , danças, cânticos , como não preservar…."

 

Link https://www.facebook.com/share/p/1HjAKwvXSX/ 

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segunda-feira, 7 de setembro de 2026

POR QUE É NECESSÁRIO SABER QUAL ORÍ FOI ESCOLHIDO NO Ọ̀RUN ANTES DE VIR PARA ÀIYÉ NA TRADIÇÃO YORÙBÁ?

Coletamos a postagem "POR QUE É NECESSÁRIO SABER QUAL ORÍ FOI ESCOLHIDO NO Ọ̀RUN ANTES DE VIR PARA ÀIYÉ NA TRADIÇÃO YORÙBÁ?", postada no Facebook, autor Adeyinka Olaiya, republicado na comunidade Aşę Omí Odò (21)983555860, da Denise Queiroz Ifaremi



"POR QUE É NECESSÁRIO SABER QUAL ORÍ FOI ESCOLHIDO NO Ọ̀RUN ANTES DE VIR PARA ÀIYÉ NA TRADIÇÃO YORÙBÁ?
Por/ Adeyinka Olaiya
Pesquisador Yorùbá

 
Na tradição yorùbá, compreender o Orí é uma das questões mais profundas relacionadas ao destino humano. Orí não significa simplesmente a cabeça física. Dentro da cosmologia yorùbá, Orí possui uma dimensão espiritual e está diretamente relacionado ao destino, às escolhas feitas antes do nascimento, às potencialidades do indivíduo e à maneira como ele deverá conduzir sua existência em Àiyé.
 
Segundo determinadas tradições e versos de Ifá, antes de vir ao mundo, o ser humano passa pelo Ọ̀run, onde recebe ou escolhe seu Orí. Esse processo está associado a Àjàlá Mọ̀pín, conhecido nas tradições yorùbá como aquele relacionado à modelagem dos Orí. A pessoa então parte para Àiyé para cumprir aquilo que foi estabelecido para sua existência.
 
Entretanto, ao nascer, o ser humano não conserva necessariamente a memória consciente dessa escolha. Ele chega ao mundo sem saber claramente qual caminho escolheu no Ọ̀run. É por isso que, dentro da tradição de Ifá, conhecer o Orí e buscar compreender o próprio destino é considerado fundamental.

Um dos ensinamentos associados a essa compreensão aparece em versos de Ifá relacionados ao Orí: “Ifá atún Orí ẹ̀n tí ó súwon se…” O sentido desses ensinamentos aponta para a necessidade de compreender a relação entre Ifá e Orí, pois é por meio dessa relação que o indivíduo pode buscar orientação sobre o caminho que deve seguir.
 
O Orí é considerado uma força fundamental na realização do destino. Por essa razão, uma pessoa pode possuir muitas oportunidades, conhecimento, riqueza, beleza ou capacidade, mas, se não estiver em harmonia com seu Orí, poderá encontrar dificuldades para transformar essas possibilidades em realização. Na concepção tradicional, Orí pode ser favorável ou desfavorável ao caminho da pessoa, e existem expressões e ensinamentos de Ifá que tratam da necessidade de cuidar, fortalecer e despertar o Orí.

É nesse contexto que aparece a ideia de que Orí pode “adormecer”. Quando se diz que o Orí está dormindo, não se trata necessariamente de sono no sentido físico. Trata-se de uma linguagem espiritual utilizada para expressar uma situação na qual as potencialidades, a direção ou a força interior do indivíduo não estão se manifestando adequadamente.

Um Orí que não está devidamente cuidado pode fazer com que a pessoa tenha dificuldade para reconhecer seu próprio caminho. Ela pode tomar decisões incompatíveis com seu destino, escolher caminhos que não correspondem às suas potencialidades e insistir em situações que produzem sofrimento ou bloqueios.

Por isso, dentro de determinadas interpretações tradicionais, não conhecer o próprio Orí pode fazer com que uma pessoa caminhe sem direção espiritual adequada. Ela pode procurar riqueza onde não deveria procurar, estabelecer relações inadequadas, escolher determinadas atividades, realizar determinadas práticas ou assumir responsabilidades que não correspondem ao seu caminho.

Não significa que todo erro cometido por uma pessoa seja simplesmente consequência de ela não conhecer seu Orí. A vida humana é muito mais complexa. Porém, na perspectiva tradicional, conhecer o Orí fornece uma referência fundamental para compreender o que favorece ou dificulta a realização do destino individual.

É por isso que se diz que uma pessoa pode fazer muitas coisas “corretamente” segundo os padrões da sociedade e, ainda assim, estar caminhando de maneira equivocada em relação ao seu próprio Orí.

O problema não é apenas fazer ou não fazer alguma coisa. O problema é saber se aquilo que está sendo feito está de acordo com o destino e com a natureza espiritual daquela pessoa.

Uma pessoa pode observar outra alcançando sucesso em determinado caminho e decidir imitá-la. Entretanto, aquilo que funciona para o Orí de uma pessoa pode não funcionar para o Orí de outra. Na filosofia yorùbá, cada indivíduo possui sua própria trajetória e suas próprias responsabilidades.

É justamente por isso que Ifá ocupa uma posição tão importante. Ifá não deve ser compreendido somente como um sistema de adivinhação para prever acontecimentos. Ele também funciona como um sistema de orientação que ajuda o indivíduo a compreender sua relação com o destino, com o Orí, com os Òrìṣà, com seus ancestrais e com as circunstâncias da vida.

A consulta a Ifá pode revelar orientações relacionadas ao caminho da pessoa, às dificuldades que enfrenta, aos cuidados necessários e, quando indicado pelo sistema tradicional, à realização de ẹbọ e outras obrigações.

O conceito de ẹbọ também está profundamente relacionado a essa questão. O sacrifício não deve ser entendido simplesmente como uma tentativa de “comprar” prosperidade. Dentro da lógica tradicional, ele constitui uma forma de reorganização das relações entre o indivíduo, seu destino e as forças espirituais que participam de sua existência.

Além disso, existe outro princípio fundamental: ìwà, o caráter. Conhecer o Orí não significa que a pessoa possa abandonar sua responsabilidade moral. Pelo contrário. Um bom Orí precisa ser acompanhado por um bom caráter. A tradição yorùbá enfatiza que a realização do destino depende também da maneira como o indivíduo se comporta.

Por isso, ìwà pẹ̀lẹ́, o caráter equilibrado e gentil, ocupa um lugar tão importante na filosofia yorùbá.

Uma pessoa pode procurar conhecer seu Orí, consultar Ifá e realizar ẹbọ, mas se continuar cultivando arrogância, desonestidade, crueldade, inveja e falta de equilíbrio, poderá criar obstáculos para sua própria caminhada.

Conhecer o Orí, portanto, não significa receber uma autorização para fazer qualquer coisa. Significa receber uma responsabilidade maior: viver conscientemente de acordo com aquilo que foi destinado e desenvolver o caráter necessário para realizar esse destino.

Na tradição yorùbá, existe ainda uma diferença importante entre saber que se possui um Orí e compreender o próprio Orí. Todos possuem Orí, mas compreender sua natureza, suas exigências, suas potencialidades e sua relação com o destino exige conhecimento tradicional e orientação apropriada.

É nesse sentido que a pergunta “Qual Orí eu escolhi no Ọ̀run?” não deve ser tratada como uma simples curiosidade.

Ela está relacionada a uma questão muito mais profunda: “Qual é o caminho que meu Orí veio realizar em Àiyé?” Quando o indivíduo não compreende essa dimensão, pode passar grande parte da vida tentando viver o destino de outras pessoas. Pode perseguir aquilo que não lhe pertence, abandonar aquilo que deveria desenvolver e confundir desejo pessoal com propósito espiritual.

Por isso, segundo determinados ensinamentos tradicionais de Ifá, cuidar do Orí é cuidar da própria existência. O Orí deve ser despertado, fortalecido e orientado. Um Orí que se encontra “adormecido”, na linguagem espiritual tradicional, representa uma condição na qual a pessoa pode perder clareza, direção e capacidade de reconhecer as oportunidades e responsabilidades que pertencem ao seu caminho.

Assim, o conhecimento do Orí não é apenas uma questão de identidade espiritual. É uma questão de sobrevivência, equilíbrio, realização e destino.

O indivíduo que conhece seu Orí passa a compreender que nem todo caminho aberto diante dele deve necessariamente ser seguido. Nem toda oportunidade é destinada a ele. Nem todo relacionamento lhe convém. Nem toda riqueza é apropriada para sua trajetória. Nem toda prática espiritual deve ser realizada indistintamente.

O princípio é simples, mas profundo: cada Orí possui seu próprio caminho. É por isso que Ifá, na tradição yorùbá, procura colocar o indivíduo novamente em diálogo com seu destino. A finalidade não é criar medo, mas produzir consciência.

Conhecer o Orí é compreender de onde se veio, reconhecer aquilo que se deve realizar e aprender a caminhar em Àiyé sem abandonar a orientação recebida no Ọ̀run. No pensamento yorùbá, portanto, o destino não é apenas aquilo que foi escolhido antes do nascimento; é aquilo que o indivíduo precisa aprender a realizar através do Orí, do caráter, das escolhas, das responsabilidades e da orientação de Ifá.

Por isso, cuidar do Orí é, em última análise, cuidar do próprio caminho. Orí ẹni ni ń dá ẹni l’ọ́lá — é o próprio Orí que conduz a pessoa à realização de sua dignidade e de seu destino."


Comentários:
 

"Erick Wolff
Nos versos Ìtàn Ogbè Ògúndá, publicado por Abímbólá (1971), entre a “A escolha de orí na casa de Àjàlá”, Orunmila ensina o filho (Afùwàpé) a favorecer Ajala, pagando uma divida aos credores, com isso Ajala saiu de onde estava escondido, e escolheu o ori de (Afùwàpé), ele (Afùwàpé) pegou o ori e pôs sobre a própria cabeça... neste momento (Afùwàpé) abre mão do livre-arbítrio.
Observamos que na hora da escolha somente Ajala sabia o que cada ori continha, neste momento, Orunmila não esta presente.

Ade-yinka Olaiya
[Erick Wolff]
https://ancestrals.com.ng/2026/08/30/obatala-ajala-mopin-ogun-e-ori-a-criacao-do-ser-humano-segundo-a-tradicao-yoruba-de-orun-a-aiye/

Luiz L. Marins
No odu Ejiogbe (Bascom, 1980) ... Orí, após fazer oferendas, pega seu destino na casa de Òòsàála (não Ajala) tendo Èsù por testemunha (eleripin). Neste itan registrado por Bascom, não há nenhuma citação a Ifá ou Orunmila. Excelente tema abstrato na área de fé e crença a ser melhor investigado.

Ade-yinka Olaiya
https://ancestrals.com.ng/2025/10/31/ori-and-the-gallery-of-ajala-mopin-in-the-heavenly-realms-an-in-depth-mythical-description/

Erick Wolff
Segundo Ifatokun Aare Isese Alaafin Oyo, informa que:
“Òrúnmìlà não tem qualquer influência no destino das pessoas. Que ele simplesmente foi enviado para ver como é que acontecia as pessoas receberem o próprio destino”
E Completa que:
"Òrúnmìlà não ajuda o Oníbodè, e não tem qualquer influência no destino."
https://ancestrals.com.ng/2025/10/31/ori-and-the-gallery-of-ajala-mopin-in-the-heavenly-realms-an-in-depth-mythical-description/
 
Luiz L. Marins
O mito narrado por Obalesun (Ile Ife) diz que Obatala cria o ser humano com a cabeça, conforme consta no verso 199.
Isto implica que no mito narrado por Ifa, o Orí de Ajala tem outro sentido que não cabeça propriamente dita.
Ade-yinka Olaiya, por gentileza, esclareça qual é o significado da cabeça de Ajala, uma vez que não é a cabeça física, pois no mito de Ifá o ser já a possui cabeça quando vai até Ajala inclusive, segundo o mito, colocando a cabeça de Ajala sobre a cabeça dele para vir para o Aye.
Aqui o mito de Obalesun >> https://orisabrasil.com.br/Loja/a-narracao-de-uma-ideia-a-criacao-do-mundo-antes-do-1o-dia-em-ile-ife/" 


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TIKTOK ERICK WOLFF