quinta-feira, 27 de março de 2025

RITUAIS COM ERVAS - Afrobrás


 

ERVAS QUENTES


Vamos chamar de “ervas quentes” as ervas fortes cuja atuação energética é agressiva. Elas têm alto poder de limpeza, todavia, seu uso excessivo pode causar buracos ou rompimentos em nossa aura e campo energético. Devem ser usadas com moderação. São elas:

– Fumo

– Bagaço de cana

– Casca de Jurema Preta

– Guiné

– Arruda

– Casca de Alho

– Angico

– Dandá

– Beladona

– Aroeira

– Peregum

– Pimenta

– Losna

– Alpiste

– Cipó Cruz

– Cânfora

– Folha de Chorão

– Pinhão Roxo (muito indicada para quebra de amarrações e magia negra)


ERVAS MORNAS


Vamos chamar de “ervas mornas” as ervas que atuam de forma equilibradoras de energia, são ervas que não agridem, pelo contrário, atenuam efeitos negativos de ervas quentes. São ervas que ajudam a reconstruir a nossa energia, o nosso campo astral, nosso campo magnético, nossa aura, etc. São elas:

– Folha de Manga

– Alecrim

– Sávia

– Alfazema

– Cipó Caboclo

– Calêndula

– Macaca

– Samambaia

– Hortelã

– Pitanga

– Levante

– Manjericão

– Camomila

– Tapete de Oxalá

– Erva Doce


ERVAS FRIAS.


Ervas frias são aquelas não são agressivas como as ervas quentes e seus benefícios vão além de equilibrantes como as ervas mornas. Elas atuam especificamente em um determinado campo magnético.


Ervas frias “Atratoras”


– Rosa Vermelha

– Rosa Laranja

– Artemísia

– Malva

-Amora

– Maçã

– Canela

– Canelinha

– Cravo da Índia


Ervas frias “Energéticas”


– Girassol

– Emburana

– Folha de Café

– Guaraná

– Jurubeba

– Nó de Cachorro


Ervas frias “Calmantes”


– Capim Cidreira

– Maracujá ( folhas )

– Melissa

– Valeriana

– Pêssego

– Beterraba (folhas )


Atenção: 

Erva Comigo-Ninguém-Pode é somente para ser utilizada em um vaso longe de crianças e animais domésticos, visto que, é uma planta extremamente tóxica. 

Existem relatos de pessoas que foram a óbito devido choque anafilático após o banho com a mesma, muito cuidado, não se faz banho com essa erva!!!


OBS: Cada um faz como aprendeu com seu pai de santo, dirigente, etc... 

Muitos médiuns tomam banho somente com ervas de seus orixás.

Normalmente banho de descarrego, à noite.

Banho para harmonizar, pela manhã.

Para irradiações, bom para dia de desenvolvimento mediúnico, trabalhos.

Lembrando também que muitos banhos seguidos, pode desalinhar os chackras.

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Prova documental:



Transcrição e adaptação: Luiz L. Marins



segunda-feira, 3 de março de 2025

BBC NEWS: 'NA ÁFRICA, INDAGUEI REI DA MINHA ETNIA POR QUE NOS VENDERAM COMO ESCRAVOS'

Coletamos esta postagem publicado no site BBC NEWS (2016), contendo informações de um descendente de escravos retornando a sua origem.


"'Na África, indaguei rei da minha etnia por que nos venderam como escravos'

João Fellet - @joaofellet
 
Role, Da BBC Brasil em Washington
 
Postado em 14 janeiro 2016

A convite de produtora, arquiteto fez exame genético
e foi até Camarões para conhecer seus ancestrais


"Somos o único grupo populacional no Brasil que não sabe de onde vem", queixa-se o arquiteto baiano Zulu Araújo, de 63 anos, em referência à população negra descendente dos 4,8 milhões de africanos escravizados recebidos pelo país entre os séculos 16 e 19.

Araújo foi um dos 150 brasileiros convidados pela produtora Cine Group para fazer um exame de DNA e identificar suas origens africanas.

Ele descobriu ser descendente do povo tikar, de Camarões, e, como parte da série televisiva Brasil: DNA África

"A viagem me completou enquanto cidadão", diz Araújo. Leia, abaixo, seu depoimento à BBC Brasil:

"Sempre tive a consciência de que um dos maiores crimes contra a população negra não foi nem a tortura, nem a violência: foi retirar a possibilidade de que conhecêssemos nossas origens. Somos o único grupo populacional no Brasil que não sabe de onde vem.

Meu sobrenome, Mendes de Araújo, é português. Carrego o nome da família que escravizou meus ancestrais, pois o 'de' indica posse. Também carrego o nome de um povo africano, Zulu.


 Momento em que o Zulu confronta o rei tikar 
sobre a venda de seus antepassados
 
Ganhei o apelido porque meus amigos me acharam parecido com um rei zulu retratado num documentário. Virou meu nome.

Nasci no Solar do Unhão, uma colônia de pescadores no centro de Salvador, local de desembarque e leilão de escravos até o final do século 19. Comecei a trabalhar clandestinamente aos 9 anos numa gráfica da Igreja Católica. Trabalhava de forma profana para produzir livros sagrados.


Bom aluno, consegui passar no vestibular para arquitetura. Éramos dois negros numa turma de 600 estudantes – isso numa cidade onde 85% da população tem origem africana. Salvador é uma das cidades mais racistas que eu conheço no mundo.
 
"Era como se eu estivesse no meu bairro, na Bahia, 
e ao mesmo tempo tivesse voltado 500 anos no tempo", 
diz Zulu sobre chegada a Camarões

Pergunta sobre escravidão a rei camaronense 
foi tratada como "assunto delicado" 
e foi respondida apenas no dia seguinte
 
Ao participar do projeto Brasil: DNA África e descobrir que era do grupo étnico tikar, fiquei surpreso. Na Bahia, todos nós especulamos que temos ou origem angolana ou iorubá. Eu imaginava que era ioruba. Mas os exames de DNA mostram que vieram ao Brasil muito mais etnias do que sabemos.

Quando cheguei ao centro do reino Tikar, a eletricidade tinha caído, e o pessoal usava candeeiros e faróis dos carros para a iluminação. Mais de 2 mil pessoas me aguardavam. O que senti naquele momento não dá para descrever, de tão chocante e singular.

As pessoas gritavam. Eu não entendia uma palavra do que diziam, mas entendia tudo. Era como se eu estivesse no meu bairro, na Bahia, e ao mesmo tempo tivesse voltado 500 anos no tempo.

O povão me encarava como uma novidade: eu era o primeiro brasileiro de origem tikar a pisar ali. Mas também fiquei chocado com a pobreza. As pessoas me faziam inúmeros pedidos nas ruas, de camisetas de futebol a ajuda para gravar um disco. Não por acaso, ali perto o grupo fundamentalista Boko Haram (originário da vizinha Nigéria) tem uma de suas bases e conta com grande apoio popular.

De manhã, fui me encontrar com o rei, um homem alto e forte de 56 anos, casado com 20 mulheres e pai de mais de 40 filhos. Ele se vestia como um muçulmano do deserto, com uma túnica com estamparias e tecidos belíssimos.

Depois do café da manhã, tive uma audiência com ele numa das salas do palácio. Ele estava emocionado e curioso, pois sabia que muitos do povo Tikar haviam ido para as Américas, mas não para o Brasil.

Fiz uma pergunta que me angustiava: perguntei por que eles tinham permitido ou participado da venda dos meus ancestrais para o Brasil. O tradutor conferiu duas vezes se eu queria mesmo fazer aquela pergunta e disse que o assunto era muito sensível. Eu insisti.

Ficou um silêncio total na sala. Então o rei cochichou no ouvido de um conselheiro, que me disse que ele pedia desculpas, mas que o assunto era muito delicado e só poderia me responder no dia seguinte. O tema da escravidão é um tabu no continente africano, porque é evidente que houve um conluio da elite africana com a europeia para que o processo durasse tanto tempo e alcançasse tanta gente.

No dia seguinte, o rei finalmente me respondeu. Ele pediu desculpas e disse que foi melhor terem nos vendido, caso contrário todos teríamos sido mortos. E disse que, por termos sobrevivido, nós, da diáspora, agora poderíamos ajudá-los. Disse ainda que me adotaria como seu primeiro filho, o que me daria o direito a regalias e o acesso a bens materiais.

Foi uma resposta política, mas acho que foi sincera. Sei que eles não imaginavam que a escravidão ganharia a dimensão que ganhou, nem que a Europa a transformaria no maior negócio de todos os tempos. Houve um momento em que os africanos perderam o controle.
 
Se qualquer pessoa me perguntar de onde sou, 
agora já sei responder. Só quem é negro pode 
entender a dimensão que isso possui."

Um intelectual senegalês me disse que, enquanto não superarmos a escravidão, não teremos paz – nem os escravizados, nem os escravizadores. É a pura verdade. Não dá para tratar uma questão de 500 anos com um sentimento de ódio ou vingança.

A viagem me completou enquanto cidadão. Se qualquer pessoa me perguntar de onde sou, agora já sei responder. Só quem é negro pode entender a dimensão que isso possui.

Acho que os exames de DNA deveriam ser reconhecidos pelo governo, pelas instituições acadêmicas brasileiras como um caminho para que possamos refazer e recontar a história dos 52% dos brasileiros que têm raízes africanas. Só conhecendo nossas origens poderemos entender quem somos de verdade.""



Fonte - BBC NEWS PORTUGUES






TIKTOK ERICK WOLFF