"Boa tarde a todos, estes dias, passou por uma das pastagens uma questão importantíssima a qual pode compor a História e Cultura da Nação deixada por pai Waldemar.Por isso, sem julgamentos, quem puder contribuir, terá grande valor para os nossos estudos e pesquisas.
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"Saudações a todos ... respeitosamente ... tenho uma dúvida e gostaria de perguntar:
Estas palavras ...
/// "..." Depois de mim nesta terra, não haverá mais de um, sendo um não me apresentarei duas vezes... Eu como um, só serei um, não mais pegarei cabeça, nem mais serei assentado, permanecerei como protetor da minha nação"..." ///
Como estas palavras foram ditas?
a) o pai Waldemar se ocupou com Sango Kamuka?
b) Sango Kamuka teria aparecido ao pai Waldemar (ou outra pessoa) e disse estas palavras?
c) Quem transmitiu estas palavras? Como elas chegaram até os dias de hoje?
É apenas uma dúvida, não estou questionando nada.
Por favor, se puderem responder, fico muito agradecido pelo esclarecimento.""
Ficando disponível durante a postagem, houve poucas participações, vejamos a seguir:
"Jussara Esteves Hermes
Acredito com todo respeito que é lenda mas é minha opinião
Andressa PazPoderia ter sido dito através do jogo de Búzios?
Pois antigamente se tinha o axé por merecimento e tempo, é raro mas ainda existe Babás e Yás que escutam o que o Orixá sopra nos ouvidos e enxergam o Búzio ..
Também gostaria de saber… 🙏⚖️
Santos SimoneRespeitosamente, discordo.
Penso que não foi bem assim.
A palavra pode ser interpretada de acordo com o ouvido de quem passou adiante a despedida deste Orixá dentro daquele yle, daquele filho que em breve deixaria este plano.
Certas coisas foram corrompidas de acordo com o interesse particular de alguns babalorixas e yalorixas, questão que ainda é bem atual.
Jackson Filho ·Desde que passou essa postagem também fiquei me perguntando. Mas como disse na outra, isso foi passada de pai pra filho e vem de geração em geração.
Por isso digo cada um acredita naquilo que quer e muita coisa na nação gaúcha ou Candomblé é questionável.
Ótima Terça-feira a todos.
Erick Wolff[Jackson Filho, Santos Simone, Jussara Esteves Hermes, Andressa Paz, Jardel Rodrigues] e amigos desta comunidade.
Todas as pontuações foram importantes para as pesquisas, e serão analisadas, no entanto, "uma tradição oral não é uma folha seca ao vento, necessita das devidas fontes"... Além disso, necessitamos considerar se todas as famílias descendentes do pai Waldemar corroboram com fala:
/// "..." Depois de mim nesta terra, não haverá mais de um, sendo um não me apresentarei duas vezes... Eu como um, só serei um, não mais pegarei cabeça, nem mais serei assentado, permanecerei como protetor da minha nação"..." ///
Erick WolffNesta comunidade, a qual é formada pelos Kambina, descendentes religiosos do pai Waldemar, onde preservam os costumes e tradições deste segmento religioso, onde:
Há famílias que possuem a segurança do Kamuka no meio do salão;
Há famílias que possuem o Kamuka sento, sendo cultuado como orixá no pátio ou no quarto de orixá;
Há famílias que não possuem o Kamuka sento e nem a segurança dele no meio do salão.
Em todos estes exemplos existe a preservação dos costumes e tradições familiar, e o fundamento de uma família não deprecia a outra por tê-lo ou não sento, pois todos a seu modo praticam o respeito e o culto ao Kamuka.
Porém, a frase em questão, que até alguns anos, era considerada verídica, hoje por falta de referências, falta de fontes e possuir conflitos conceituais, começa a levantar dúvidas da sua veracidade… e nestes dias que aguardamos nenhuma manifestação em defesa foi trazida, aguardaremos mais alguns dias caso alguém tenha alguma informação que possa acrescentar.
/// "..." Depois de mim nesta terra, não haverá mais de um, sendo um não me apresentarei duas vezes... Eu como um, só serei um, não mais pegarei cabeça, nem mais serei assentado, permanecerei como protetor da minha nação"..." ///
Erick Wolff
*REFLEXÕES*
Abrimos uma postagem em 02/09/2024, no grupo Kambina do RS, com 27,2 mil membros, entretanto, até hoje 15/09/2024, ninguém se pronunciou em defesa do tema.
Nesta postagem, solicitamos informações de como frase a seguir teria sido coletada, por quem ou como, tem levantado a curiosidade de muitos:
"Depois de mim nesta terra, não haverá mais de um, sendo um não me apresentarei duas vezes... Eu como um, só serei um, não mais pegarei cabeça, nem mais serei assentado, permanecerei como protetor da minha nação"
Segundo informam, pai Waldemar era de Xangô Agodo, e possuía um Kamuka no pátio, lhe dando a fama de pai Waldemar do Kamuka.
Segundo informam, que Xangô Kamuka seria um orixá guardião, por isso não pegaria cabeças.
Sendo assim, a frase tema da postagem estaria se referindo ao Xangô Agodo de pai Waldemar, ou, ao Xangô Kamuka que ele possuía sento no pátio?
No caso, ao qual estaria se referindo ao Xangô Agodo de pai Waldemar, não teria motivos para associações com o Xangô Kamuka.
Caso se referisse ao Xangô Kamuka, em quem ele estaria manifesto, pois segundo informam pai Waldemar era de Xangô Agodo e não do Xangô Kamuka.".
Imagens comprobatórios
Transcrição:
[00:00 - 00:08] Entrevistador: "Sangô Kamuka, Pai. O que o senhor acha sobre as pessoas que falaram que eram de Sangô Kamuka logo após o falecimento do Pai Valdemar?"
[00:08 - 00:30] Pai Raul: "Eu posso dizer uma coisa que eu aprendi com meu Pai de Santo. Meu Pai de Santo, inclusive, está até hoje lá — o dia que tu fores na minha casa eu vou te mostrar — o Kamuka do meu pai era sentado do lado da casinha do lode dele, na rua, tá?"
[00:30 - 00:41] Pai Raul: "Kamuka específico, dizem, contam a lenda, que era do Pai Valdemar. Foi fundamento passado para ele."
[00:41 - 01:08] Pai Raul: "Então esse fundamento foi passado para ele, então terminou ali. Se tu leu o que deu assim, 'não haverá não sei o quê, não sei o quê'... porque eu não li. Eu não li porque não me interessa, tá? Eu estudei tanto na minha vida, me formei, para hoje odiar livros e leituras, né? (risos)"
[01:08 - 01:21] Pai Raul: "Então não haverá... então terminou ali. É igualmente, vamos falar no Alexandre Xapanã: eu sentei o fundamento de Sapatá para ele. Esse fundamento termina com ele. Não pode ser passado para ninguém."
[01:21 - 01:46] Pai Raul: "Tem alguns fundamentos que não podem ser passados. Outros se faz o Apejo, dá-se em vida, herdam... o jêje tem uma coisa de herdar algumas coisas, entendeu? Por exemplo, Ode e Otim, herdam. A cabinda, tu herdas se tu jogar, fizer um Apejo, passa alguma coisa para ti."
[01:46 - 02:08] Entrevistador: "Mas isso é tudo com Apejo, né Pai?"
[01:48 - 02:08] Pai Raul: "Sim! Para isso tu ganha o búzios. O búzios é para isso. Ou o próprio Santo chegar e determinar, entendeu? E garantir que vai dar certo, né? Não é chegar e dizer 'eu vou ali' e um carro atropela... aí é diferente, né?"
[02:08 - 02:37] Pai Raul: "É isso aí. E vi tantas coisas, tantos fundamentos diferentes, por isso que eu não quero falar certas coisas, tá? Porque é para puxar, para dar briga, para dar discussão... e eu não quero. Porque as pessoas do lado de lá, eu quero amizade, entendeu? Deixa eu com o que eu ouvi, com o que eu sei que o meu pai falava."
Entrevista completa no canal Kizomba: https://www.youtube.com/watch?v=B71DRMKMssA




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