domingo, 16 de maio de 2021

IEMANJÁ NÃO É DONA DE TODAS AS CABEÇAS

Por Erick Wolff

Postado em 16/05/2021


Fragmento da entrevista com o Bàbá Omikunle (sacerdote de Iemanjá), a Dra. Paula Gomes, pergunta se Iemanjá é dona de todas as cabeças, e ele responde que não.



Dra. Paula Gomes entrevista o sacerdote de Iemanjá Bàbá Omikunle, Iyakun Compound, Sepeteri, Oyo State, tradutor Oke Adejare Adisa.

Video completo:
(3) Clarifications about Yemoja, Iyakun Compound, Sepeteri, Oyo. - YouTube

quarta-feira, 12 de maio de 2021

OMOLU NÃO É OMOLOLÚ

Por Sangodiran Ibuowo

Postado em 12/05/2021


Tradução online


Maike Figueiredo Gomes Vi seu post sobre Obalúayé e gostaria de comentar.

Agradeço seu interesse por nossa tradição, mas nossa cultura é muito complexa, especialmente nossa língua Yorùbá.

A história de cada Òrìsà está nas famílias e em seus Oríkì é preciso um trabalho profundo para que não haja erros.

Òrìsà Sànpònná é conhecido como Obalúayé ou Omolú.

Obalúayé é conhecido como Omolú, porque Obalúayé era filho de uma mulher chamada Olú em Tapa, então o chamado Omo Olú que significa filho de Olú, contraído é Omolú.

Òrìsà Omololú é conhecido como Omolú ou Nàná Burúkú em Abeokuta, Estado de Ogun, Nigéria.

Omololú significa Omo ni olú - “a criança é importante” e a palavra contraída também é Omolú.

Assim, chegamos à conclusão de que tanto Òrìsà Obalúayé quanto Nàná Burúkú são conhecidos como Omolú na terra Yorùbá, mas em diferentes localidades

Consideração final:

Omo Olú, filho da mulher Tapa, não é o mesmo Omololú adorado em Abeokuta.

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Versão Original

Maike Figueiredo Gomes I saw your post about Obalúayé and would like to comment.
I appreciate your interest in our tradition, but our culture is very complex, especially our Yorùbá language.
The history of each Òrìsà is in the families and in their Oríkì , there is a need for deep work so that there are no mistakes.
Òrìsà Sànpònná is known as Obalúayé or Omolú.
Obalúayé is known as Omolú, because Obalúayé was the son of a woman named Olú in Tapa, then the so-called Omo Olú which means the son of Olú, contracted is Omolú.
Òrìsà Omololú is known as Omolú or Nàná Burúkú in Abeokuta, Ogun State, Nigeria.
Omololú means Omo ni olú – "the child is important" and the contracted word is also Omolú.
Thus we come to the conclusion that both Òrìsà Obalúayé and Nàná Burúkú are known as Omolú in Yorùbá land, but in different localities
Final consideration:
Omo Olú, son of the Tapa woman is not the same Omololú worshipped in Abeokuta.

Fonte - (4) Facebook

Imagem comprobatória:



segunda-feira, 10 de maio de 2021

DIFERENÇAS DOS RITUAIS FUNEBRES PARA OS MORTOS DO BATUQUE

Por Erick Wolff de Oxalá

Sacerdote de orixá desde 1989, na tradição do Batuque do Rio Grande do Sul

26/04/2021

Respeitando o direito de cada um e a liberdade de culto, este ensaio tem por finalidade esclarecer alguns conceitos sobre o Arissun e o Egun, e rituais de origem Ioruba, na tradição do Ilê Axé Nagô Kóbi, tradição Batuque do Rio Grande do Sul. 

A palavra Ibo é uma introdução recente que expressa adequadamente o que praticamos. Não há registro de que os mais velhos a utilizavam, usualmente utiliza-se a palavra Balé. Nesta imagem poderemos ver a tradução:


O templo possui um local reservado para o culto aos ancestrais, onde se fazem sacrifícios e oferendas para os mortos.

No Ibóku ficam os assentamentos de Egun, onde veneramos a memória dos nossos ancestrais.

Filhos e netos são descendentes, não são ancestrais, por isso, não se abre Ibóku com filhos nem netos.

No Ibóku ou no Balé não se cultua orixá, pois orixá não é, nem vira Egun.

Não há culto de Egungun ou Baba Egun, no Batuque do Rio Grande do Sul. Não é possível dizer que um Babalorixá quando morre virará Baba Egun, simplesmente baseando-se no cargo dele.

Homens e mulheres são cultuados no Ibóku do Batuque do Rio Grande do Sul. 

Os iniciados terão seus rituais fúnebres garantidos, que poderão variar conforme a sua graduação.  Todo e qualquer iniciado no Batuque, tem o direito de um ritual fúnebre, no entanto, nem todos terão um arissun completo, pois dependerá da sua graduação e iniciação.  

Antes de rituais de Bori, iniciações ou eventos religiosos, são feitas oferendas ou sacrifícios no Ibókuconforme a orientação do orixá da casa através do jogo de búzios. 

Os rituais fúnebres variam, podendo durar 12Hrs, 24Hrs, 3 dias, 7 dias, 32 dias, 3 meses, 6 meses, ou, chega a um ano, conforme os ritos ou cerimonias exigidas, sendo que cada caso é um tempo de preceito.


Considerações finais:

Ibóku é diferente de balé. 

Não se cultuam Egungun, nem Baba Egun. 

O cargo do Babalorixá não o torna um Baba Egun. 

Orixá não vira Egun.

Homens e mulheres são cultuados no Ibóku.


Ilê Axé Nagô Kóbi

ILÊ AXÉ NAGÔ KÓBI | Fundado em 1989 (wordpress.com)


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