O jornal Porto Alegre 24h, publicou um artigo que revela a realidade das religiões de matrizes africanas no sul do país.
"Por Bruna Canali (jornal Porto Alegre 24H)
Postado em 27/04/2026, acessado em 28/04/2026 às 8h36min
O Sul do Brasil também é território de Axé — e com características únicas que desafiam estereótipos. Dados recentes do IBGE revelam que o Rio Grande do Sul é, proporcionalmente, o estado com maior número de adeptos de religiões de matriz africana no país.
Diferente do imaginário popular, que costuma associar essas práticas principalmente ao Candomblé, no território gaúcho são outras vertentes que predominam: Umbanda, Quimbanda e Batuque. Essas tradições estruturam a vivência religiosa em grande parte dos terreiros, com fundamentos, entidades e rituais que refletem a construção histórica e cultural da região.
Em cidades como Porto Alegre, essa presença se intensifica ainda mais. A capital gaúcha figura entre os municípios com maior concentração de praticantes dessas religiões, consolidando-se como um importante polo de expressão espiritual afro-brasileira.
Segundo os dados, cerca de 3% da população do estado se declara adepta dessas religiões — índice significativamente superior à média nacional. O número evidencia não apenas crescimento, mas também maior visibilidade e afirmação dessas tradições no Sul.
Entre as
vertentes, o Batuque se destaca como uma das expressões mais antigas e
enraizadas da cultura afro-gaúcha. Já a Umbanda segue em expansão,
dialogando com diferentes públicos e contextos urbanos. A Quimbanda, por
sua vez, mantém uma identidade própria, muitas vezes cercada de
preconceitos, mas firmemente presente no cotidiano religioso.
O cenário reforça uma ideia central: o Axé no Sul não é uma reprodução de outras regiões, mas uma tradição construída ao longo do tempo, com identidade própria e forte enraizamento cultural.
Mais do que números, os dados revelam diversidade, resistência e a pluralidade de formas de viver a espiritualidade no Brasil.
Foto: Reprodução/Ilustrativa"


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