29/05/2026
Precisamos esclarecer aqueles que propagam narrativas limitadas de que o Alaafin e o Reino de Oyo foram os únicos envolvidos no tráfico de escravos. Essa afirmação é historicamente falsa e ignora a realidade da época.
O tráfico transatlântico de escravos foi um sistema econômico massivo que se estendeu por séculos e envolveu praticamente todos os principais reinos, nobres e comerciantes da África Ocidental.
Durante esse período, o tráfico de escravos não era negócio exclusivo de um império. Era um grande mercado regional onde todos os reis e nobres poderosos participavam para enriquecer, adquirir armas e fortalecer seus domínios.
Oyo, sob o Alaafin, foi de fato um ator importante devido à sua forte cavalaria e ao seu vasto império, que permitia incursões em larga escala e controle sobre as rotas comerciais. Mas era impossível para outros reinos e grupos iorubas ficarem de fora.
Ife, Ondo, Ekiti, Ijebu, Egba e muitas outras áreas participaram da captura, venda e transporte de cativos em diferentes épocas. Eles forneciam escravos aos portos costeiros, trocavam-nos por mercadorias europeias e usavam os lucros para construir seu próprio poder.
Nenhum historiador sério afirma isso que nenhum reino monopolizou o comércio ou que outros eram meros observadores inocentes. O sistema era generalizado e todo governante ambicioso que tinha os meios participava.
Culpar apenas Oyo ou o Alaafin é uma distorção seletiva e ignorante da história, destinada a atacar um lado enquanto encobre o envolvimento coletivo dos líderes iorubás.
Foi um capítulo sombrio para toda a região, não o pecado exclusivo de um império. Todos os reinos poderosos, incluindo os das zonas de Ife, Ondo e Ekiti, participaram, porque recusar-se a participar os deixaria fracos e vulneráveis em uma época competitiva e violenta.
A verdadeira compreensão exige aceitar esse fato histórico compartilhado, em vez de espalhar histórias unilaterais para obter vantagens fáceis. O comércio de escravos era um grande mercado que atraía todos os reis e nobres que podiam se beneficiar dele. Oyo não o inventou, nem operou isoladamente.
Vamos além da propaganda revisionista e encarar a verdade completa do nosso passado compartilhado com honestidade.
_________________________
Fonte: FACEBOOK
Perfil: Ashiwaju Omo Yoruba
https://www.facebook.com/profile.php?id=61578417974073
Transcrição, tradução e adaptação:
Luiz L. Marins – https://uiclap.bio/luizlmarins

Nenhum comentário:
Postar um comentário