terça-feira, 3 de novembro de 2020

ORIGEM DE OSUN EM IGEDE- EKITI & ASSENTAMENTO EM OSOGBO

Postado por Paula Gomes Alaafin Cultural Ambassador 
Em 03/11/2020



O bosque de Osun, em Osogbo, no Estado de Osun, é rico em história, mas pouco se sabe de suas ligações com Igede-Ekiti, Estado de Ekiti. Nesta entrevista de AKIN ADEWAKUN, comemorando a cerimônia de aniversário da coroação de 60 anos do Onigede de Igede-Ekiti, Oba James Aladesuru, o governante tradicional fala sobre a história do bosque e a relevância da antiga cidade para a cultura iorubá e religião.

Há três casas governantes - Onaowuro, Oborolada e Okiribiti e todas elas têm direitos sobre o trono, um após o outro. Eu sabia que meu pai era um rei. Ele faleceu quando eu tinha oito anos e dois reis reinaram depois dele antes de eu ser instalado em 1959.

Antes da era do cristianismo, Igede- Ekiti tinha sido a casa ancestral da lendária Osun, a lagoa elemi e outros pontos históricos que são relevantes para a origem da comunidade. De acordo com a literatura oral passada de uma geração para outra, a popular Osun Osogbo realmente deixou Igede como resultado de desacordo com seus irmãos em Igede e se estabeleceu em Osogbo, no atual Estado de Osun.

O povo de Igede se estabeleceu em Oke Esu e viviam em paz até que o seu pai e o rei Ake morreram. Após o falecimento de Ake, que tinha dezesseis filhos, não conseguiam concordar com quem sucederia seu pai. O desacordo levou às coisas desmoronarem. No final do dia, eles se transfomaram em para coisas diferentes, incluindo rios e lagoas. Ibaja entrou no chão, enquanto Orunro, Elemi, Ogbese e Osun se transformaram em água.

Se Osun era originalmente de Igede, como é que agora se tornou uma deusa em Osogbo com pouca referência a Igede?

Acabei de mencionar o fato de que os dezesseis filhos de Ake, incluindo Osun brigaram entre si e as coisas desmoronaram como Chinua Achebe diria. Osun encontrou o seu caminho para Osogbo depois de deixar Sango, seu marido em Oyo. Em Osogbo, ela se deparou com uma comunidade problemática, que procurou a sua ajuda. Sua intervenção valeu a pena , pois a calamidade na terra diminuiu. Claro, as pessoas imploraram para ela ficar e ela ficou. É por isso que até ao presente momento, as orações estão sendo respondidas no bosque de Osun Osogbo. Em sua fonte em Igede, as orações também estão sendo respondidas até a data.

Será que o povo de Osogbo sabe disso ou há alguma coisa que lembra os adeptos de Osun que tem sua fonte em Igede?

Os principais guardiões de Osun Osogbo e a instituição tradicional da cidade sabem , até ao dia de hoje , Osun Osogbo está sendo eulogizada como” Onibu Ola Ere Igede”. Não se esqueça, ainda temos Elemi e outros aqui. Elemi flui para o norte e para o leste em direção a Ogbese em Ikare , enquanto Osun flui para lá.

Surpreendênte é que os rios em Igede não nascem em nenhum lugar, mas têm suas fontes na comunidade.

Mais uma vez, até a presente data, uma pedra no modo de uma poltrona ainda está sentada no local Osun Igede. Temos também Aworo Osun e Iya Osun na pessoa da Sra. Victoria Ajiyegbe Ayodele. Oguardiões do núcleo de Osun Osogbo anualmente fazem uma visita à fonte em Igede antes do festival anual de Osun Osogbo.

Por
Oba Aladesuru, the Onigede of Igede-Ekiti
Nigeria Tribune Online- Aug 13, 2019

O ENTERRO DE MÃE APOLINÁRIA, O MAIOR JÁ REGISTRADO NO RIO GRANDE DO SUL

Por Dinajara Sampaio
Publicado em 28/10/2019

Neste Artigo, republicando recortes do maior velório da tradição do Batuque do Rio Grande do Sul, publicado pelo Correio do Povo, em 14, junho de 1959. 




 


Mãe Apolinária se destacou na época divulgando o Batuque


[...] Antes de vir para cá, dizia ela ter feito o santo na Bahia, a meca das religiões negras no Brasil. Não obstante, tôda a estrutura de seu culto era predominantemente gaúcha, apresentando maior afinidade com o "Xangô" pernambucano do que com o Candomblé da Bahia. Traço aliás, que nos parece geral nas casas de nação de Porto Alegre [...]






Imagem comprobatória: 




sábado, 31 de outubro de 2020

ORIXÁ OTIM

Por Maike Figueredo Gomes



"Hoje vamos falar sobre uma divindade de muita sagacidade e poder de sedução, que é Otim. Orixá feminino e que possui o seu próprio culto dentro da Cultura Yorubá. Nasceu em um pequeno povoado chamado Otan, onde não ficou por muito tempo; assim que cresceu, seguiu viajem para o povoado de Okuku. 


Orixá cuja a principal finalidade de culto em terra Yorubá, é a proteção contra os inimigos e todo tipo de mal em geral, promovendo também prosperidade, abundância, sedução e longevidade.


Otim foi uma grande mulher guerreira, descendente de uma família de caçadores, onde conseguiu obter a garra e estratégia para vencer os seus obstáculos. Sendo assim, por sua sagacidade, foi viver em Okuku para estar guerreando durante um longo período em que seu povoado estava em guerra com os Ijexás.


Assim que Otin conseguiu o seu objetivo de vitória junto aos demais caçadores, ela passou a ser ainda mais conhecida em toda a região, chamando a atenção de muitos homens que passaram à querer o amor dela. Otim dizia que só iria se casar quando existisse um homem que fosse merecedor de ser seu marido. 


Pouco tempo depois veio a falecer o chefe dos caçadores de Okuku, que se chamava Agbona. O seu sucessor foi Erinlé, Orixá masculino e guerreiro, por sua valentia e poder. Erinlé ficou muito famoso, até sua fama chegar aos ouvidos de Otim, que muito curiosa e intrigada, foi conhecer Erinlé. Convencida de que era ele o indicado, se casou com ele e se tornaram juntos e infalíveis na proteção dos seus povoados.


Dentro dos mitos sobre Otim, após cumprir com seu papel aqui na Terra, ela parte se transformando em um grande Rio, que de certa forma continuou protegendo o seu povoado, chamado de Odo Otin (Rio Otim). A partir de então, começaram a venerar Otim como uma divindade.

 

De antes dos meus estudos em terra Yorubá, o Culto à Otim se espalhou para Inisa, Igbaye, Iragbiji, Ijabe, entre outros lugares perto de Okuku. Todos os anos se comemora o Festival de Otim na beira desse Rio, que por sinal, acredita-se que a sua água traga fertilidade à quem o visita. O culto deste Orixá tem dois Sacerdotes principais, que é a Sacerdotisa Iyangba e o Sacerdote masculino chamado Aworo Otin. Geralmente, nos templos desta divindade em terra Yorubá, Otim está sempre acompanhada do seu marido Erinlé." 


Que os Orixás nos abençoem!


Foto: Festival de Otin em Inisa - Nigéria.


Edição do texto CK.

#Povodafloresta 🍃☘

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