quinta-feira, 23 de setembro de 2021

ESU IJELU

Publicado na página Orisa Brasil

Em 23/09/2021


Sra. Abigail Dada, 95, guardiã dos rituais em Ijelu-Ekiti, contou ao DailySun (jornal Nigeriano) parte da história de Esu Ijelu:

“A chegada a Ijelu de um homem estranho, forte, ficou conhecido como Esu Ijelu.
“Todos os anos celebramos Esu a divindade nos dá bênçãos, filhos e avanços no trabalho ou negócios, entre outros. ”
O Elejelu de Ijelu-Ekiti, Oba Adetoyinbo Ajayi, disse que Esu Ijelu era um homem poderoso e um ser bastante estranho que migrou de Ile Ife e veio para Ekiti em sua missão de lutar contra monarcas tradicionais. Ele derrotou vários monarcas da época, incluindo o Oloye de Oye-Ekiti, Onitaaji de Itaaji-Ekiti e Elekole de Ikole-Ekiti:
“Quando ele chegou para lutar com Elejelu de Ijelu que, com a ajuda de alguns rituais de apaziguamento, o derrotou. Isso fez com que Esu fizesse de Ijelu sua casa.
“Ele caiu no local da luta, ele jurou permanecer como uma divindade, e desapareceu em nossa terra naquele local e tornou ali o seu santuário até hoje. Desde então, tem sido chamado de Odo Oro, que significa lar da divindade. ”
“Eleju o daa mi. Lati eni lo, Ijelu ni ma ma gbe o. Masi ma run yin lowo. " Quer dizer: “Elejelu, você me derrotou. A partir de hoje, ficarei aqui e ajudarei seu povo em todos os momentos. ” Ele acrescentou: “Enquanto dizia isso, ele derramava sangue de um dos olhos e lágrimas do outro.
“Ijelu, embora fosse uma cidade de guerreiros muito poderosos, armados com encantos muito potentes, era devastada por guerras constantes. Esu Ijelu, usou seus poderes para frentes de guerra.
“A divindade Esu Ijelu ajudou muitos de Ijelu durante a guerra civil de forma que nenhum de nossos filhos morreu no fronte de guerra.”
O Obaloro, porta-voz da divindade Olaseinde Ogunniyi, disse:
“Esu Ijelu traz prosperidade e avanços.
“Hoje, Esu Ijelu se propicia com uma vaca, bebida, Obi, roupa branca, caracol, sal e orogbo entre outros.
“Os homens não usam nenhuma roupa, exceto um invólucro branco durante o festival para apaziguar Esu Ijelu"
Jornal sunnewsonline nigeria 2018
Imagem : sunnews -santuário de Esu ijelu - Nigéria
Revisto e Traduzido Yemojagbemi Arike
Dá trabalho pesquisar! de créditos ao menos se copiar.
Beijos
Yemojagbemi Arike


Fonte - Link acessado 23/09/2021 às 12:15
https://www.facebook.com/orisabrasil/photos/a.902781413172060/4317985244984976

terça-feira, 21 de setembro de 2021

#KAMBINA OU #CABINDA

Por Ramão DeOxalá

Postado em 21/09/2021


NOSSAS ORIGENS E MATRIZES.  Peço escusas para a minha ousadia e impertinência, mas quero externar sobre a dificuldade que tenho de reconhecer que a nossa matriz de origem étnico-cultural seja oriunda do vatíssimo tronco Banto/Bantu, por diversas características e por diversos indícios. Respeitosamente, considerando toda a riqueza cultural dos irmãos do centro-sul da África, tenho convicção de que nossas matrizes rituais provém das porções mais ocidentais daquele continente.

A primeira evidência é pautada pela língua, o maior bem cultural de um povo e que a proferimos, mesmo de forma caricata, de um linguajar adaptado ou aportuguesado, a utilizamos para denominar as divindades com idioma yorubá;

ORIXÁ A segunda evidência aparece quando cantamos, invocamos e saudamos em um dialeto, seja por não existir um padrão na pronúncia ou uma fluência e um entendimento padronizado nos orins e nas rezas, como são conhecidos os cânticos de louvação ao nosso sagrado.

Ademais, os itans (lendas) dizem que nosso rei é Xangô, senhor de Oyó, reino (hoje cidade) localizados na Nigéria, na yorubalândia (Ìlẹ-Yorùbá);

Terceira evidência se dá na origem das deidades de nosso panteão, que são as mais diversas, seja Fon, Jeje, Ijexá, Ewe, Oyó, etc… todos oriundos de uma macrorregião conhecida como sendo os sudaneses, denominada “mina” (Costa da Mina, na faixa litorânea dos atuais estados de Gana, Togo, Benim e Nigéria).

Quarta evidência ocorre onde os mais antigos no nosso Estado, se denominavam Cambina/Cambinda (Kambi/Kànbína) que Erick Wolf atribui à linhagem dos Alafins de Oyó, em sua obra “A Entronação do Aláààfin e sua conservação: a nação Kambina no Batuque Nàgó do R.S”. Como contraponto, digamos que fôssemos mesmo de origem do território de Cabinda (cidade/província da Angola), deveríamos, por princípio, falar ou ter grande influência dos diversos idiomas daquele vasto e riquíssimo tronco, que inclusive historicamente modificou o idioma português em terras brasileiras, como bem define e orienta a professora Yeda Pessoa de Castro; porém, são raríssimas as palavras que utilizamos, muito em função do uso nacional e devido a presença da miscigenação, como o dendê, a kangika, kilombo, umbanda, kizomba, etc.. se fôssemos bantos, denominaríamos as divindades (Orixás) de Inkices, a alimentação (ounjẹ/ajeum) de makuriá, as festas (xirê) de Kumbi ngôma, etc, etc, etc,… o que ao meu ver, não ocorre.

Para ler:
WOLFF, Erick. A entronização do aláààfin e sua conservação: a raiz religiosa Kànbína, na religião batuque nàgó do rio grande do sul. Revista Olorun n, 2014. http://www.olorun.com.br/documentos/kamuka-nago-kobi.pdf
CASTRO, Yeda Pessoa de. Marcas de africania no português brasileiro. Africanias. com, v. 1, p. 1-7, 2011. http://www.africaniasc.uneb.br/.../n_1_2011/ac_01_castro.pdf Imagens comprobatórias Artigo adaptado para o Blog por Erick Wolff de Oxalá

sábado, 18 de setembro de 2021

LÚCIFER NÃO É O DIABO!

Respeitando a liberdade e a fé de cada um, este ensaio tem por finalidade registrar um vídeo com informações sobre Lúcifer, nele relata que a palavra Lúcifer é mau interpretada.






Fonte - tiktok @lucas_belami, acessado em 18/09/2021 as 14:30



TIKTOK ERICK WOLFF