Publicado na página Orisa Brasil
Em 23/09/2021
Sra. Abigail Dada, 95, guardiã dos rituais em Ijelu-Ekiti, contou ao DailySun (jornal Nigeriano) parte da história de Esu Ijelu:
Publicado na página Orisa Brasil
Em 23/09/2021
Sra. Abigail Dada, 95, guardiã dos rituais em Ijelu-Ekiti, contou ao DailySun (jornal Nigeriano) parte da história de Esu Ijelu:
Por Ramão DeOxalá
Postado em 21/09/2021
NOSSAS ORIGENS E MATRIZES. Peço escusas para a minha ousadia e impertinência, mas quero externar sobre a dificuldade que tenho de reconhecer que a nossa matriz de origem étnico-cultural seja oriunda do vatíssimo tronco Banto/Bantu, por diversas características e por diversos indícios. Respeitosamente, considerando toda a riqueza cultural dos irmãos do centro-sul da África, tenho convicção de que nossas matrizes rituais provém das porções mais ocidentais daquele continente.
A primeira evidência é pautada pela língua, o maior bem cultural de um povo e que a proferimos, mesmo de forma caricata, de um linguajar adaptado ou aportuguesado, a utilizamos para denominar as divindades com idioma yorubá;
ORIXÁ A segunda evidência aparece quando cantamos, invocamos e saudamos em um dialeto, seja por não existir um padrão na pronúncia ou uma fluência e um entendimento padronizado nos orins e nas rezas, como são conhecidos os cânticos de louvação ao nosso sagrado.
Ademais, os itans (lendas) dizem que nosso rei é Xangô, senhor de Oyó, reino (hoje cidade) localizados na Nigéria, na yorubalândia (Ìlẹ-Yorùbá);
Terceira evidência se dá na origem das deidades de nosso panteão, que são as mais diversas, seja Fon, Jeje, Ijexá, Ewe, Oyó, etc… todos oriundos de uma macrorregião conhecida como sendo os sudaneses, denominada “mina” (Costa da Mina, na faixa litorânea dos atuais estados de Gana, Togo, Benim e Nigéria).
Quarta evidência ocorre onde os mais antigos no nosso Estado, se denominavam Cambina/Cambinda (Kambi/Kànbína) que Erick Wolf atribui à linhagem dos Alafins de Oyó, em sua obra “A Entronação do Aláààfin e sua conservação: a nação Kambina no Batuque Nàgó do R.S”. Como contraponto, digamos que fôssemos mesmo de origem do território de Cabinda (cidade/província da Angola), deveríamos, por princípio, falar ou ter grande influência dos diversos idiomas daquele vasto e riquíssimo tronco, que inclusive historicamente modificou o idioma português em terras brasileiras, como bem define e orienta a professora Yeda Pessoa de Castro; porém, são raríssimas as palavras que utilizamos, muito em função do uso nacional e devido a presença da miscigenação, como o dendê, a kangika, kilombo, umbanda, kizomba, etc.. se fôssemos bantos, denominaríamos as divindades (Orixás) de Inkices, a alimentação (ounjẹ/ajeum) de makuriá, as festas (xirê) de Kumbi ngôma, etc, etc, etc,… o que ao meu ver, não ocorre.
Artigo adaptado para o Blog por Erick Wolff de OxaláRespeitando a liberdade e a fé de cada um, este ensaio tem por finalidade registrar um vídeo com informações sobre Lúcifer, nele relata que a palavra Lúcifer é mau interpretada.
Fonte - tiktok @lucas_belami, acessado em 18/09/2021 as 14:30
Por Yemojagbemi Omitanmole Arike (Renata Barcelos)
Postado em 07/11/2018
Por Maike Figueredo Gomes
Postado em 03/06/2019
Link acessado em 10/09/2021 às 10:45 - https://www.facebook.com/babakekere1/posts/2233661623408167
Por Erick Wolff de Oxalá
Publicado em 06/09/2021
Me perguntaram sobre a iniciação do meu filho no Batuque. Farei algumas considerações:
1 - O Pietro possui outro nome, assim que a documentação ficar pronta, seu novo nome (Pietro) será oficial.
2 - O Pietro ficou no abrigo, desde o seu nascimento. Desta forma não foi batizado em nenhum segmento da igreja cristã.
3 - Não necessitamos batizar em nenhum segmento cristão, pois não seguimos a fé cristã, desta forma não tem fundamento batizá-lo.
4 - A escolha de esperar que o Pietro tenha maior idade para optar por sua religião, inclusive iniciar ou não no Batuque, partirá da sua vontade, não devemos impor algo.
5 - A opção de não batizar segue com apoio e bênçãos das divindades, que nos asseguram que a nossa religião possui axé e poder, para não precisarmos recorrer a nenhuma outra religião.
6 - A nossa religião tem muito a oferecer além da iniciação, fornecendo opção para que o Pietro possa ter acesso a cultura, tradição e axé, sem que seja necessário a iniciação.
O nosso conhecimento, cultura e o apoio das divindades (orixás) já é o suficiente, para sabermos que o nosso filho terá tudo que necessita para crescer sadiamente e com muito amor. Não precisamos e não iremos recorrer a nenhuma outra religião, pois como sacerdotes do Batuque do Rio Grande do Sul, já obtivemos axé e benção dos orixás.
Today the palace of the Alaafin receives the Elesu priest for prayer
Hoje o palácio do Alaafin recebe o pai Elesu para oração (tradutor online)
Postado por Àsà Òrìsà Aláàfin Òyó Èsìn Òrìsà Ìbílè em 16/08/2021
Link acessado em 02/09/2021 às 11:17 https://www.facebook.com/asaorisaalaafinoyo/photos/a.623713781420406/1300537127071398/
Por Erick Wolff de Oxalá
O conceito que um rei de uma nação afro-brasileira precisa ter sangue nobre africano para ser reconhecido é utópico. Não existe nenhuma prova exata e certa que algum rei, rainha, príncipe ou princesa africanos que aqui fundaram qualquer nação pura, tal qual em África.
Sempre em algum momento da história das religiões afro-brasileiras surgiram “reis” desta ou aquela nação religiosa aqui formada que, ou se auto intitularam, ou foram titulados pelos seus seguidores. Reis não nasceram com o mundo, eles foram feitos reis pelos homens, e para os homens.
Se as nações religiosas afro-brasileiras não são nações políticas africanas, reis e os príncipes religiosos afro-brasileiros também não são, nunca foram. Exigir sangue nobre como base para seu reconhecimento e legitimação não faz sentido, até porque tal, mesmo que verdade fosse, não se poderia provar.
Afirmar através de documentações discutíveis que um africano puro vindo de uma nação africana pura, veio ao Brasil há “duzentos” e aqui fundou uma nação pura, é zombar da inteligência dos estudiosos e explorar a boa-fé dos leigos.
O que dá legitimidade a um “rei” religioso afro-brasileiro (ou em qualquer lugar do mundo) é o reconhecimento de seus súditos e a reverencia a ele prestada, independentemente de ser autointitulado, ou de ter sido titulado. É importante para uma nação religiosa afro-brasileira aqui formada conhecer suas origens e ser respeitada através de um ícone.
Mas estas origens estão aqui mesmo no Brasil, todas as nações religiosas afro-brasileiras têm seu fundador mítico. Estas nações devem respeitar-se mutuamente respeitando seus fundadores. Se o rei em questão é reconhecido por seus súditos, então ele é rei, independente do sangue de família e de sua suposta origem africana, ou não. O mesmo conceito vale para os príncipes e princesas.
Entre os iorubas, o conceito de principado é diferente do europeu, pois não é preciso ter sangue nobre para ser príncipe. Quando um rei é coroado, todas as crianças que nascem no lugar de origem do rei, a partir desta data, são considerados príncipes (Nathan Lugo).
Por Ìdílé Ọdẹ Ògúnrọ̀gbà
Postado em 31/05/2020
Na tradição de Ògún em Òyó, dentro das famílias de culto, existem 7 divisões exercidas. Deixo claro, que não se trata de 7 tipos de Ògún ou 7 caminhos, Ògún é um só! Outras tradições podem entender como personalidades, não é o caso da minha tradição.
Ògún Alara - Famílias que carregam esse título, são aquelas que se especializaram no sacrifício do animal de predileção de Ògún, que é o aja. Não existe animal que tenha maior relevância ritualística, que o cão.Ògún Onire - Famílias que são responsáveis pelo sacrifício dos carneiros para Ògún.Ògún Molamola - Famílias que são especialistas na feitura do ekuru, que é ofertado a Ògún, quando da vontade do mesmo.Ògún Ikola - Famílias que são especialistas em fazer às marcas étnicas faciais. Os instrumentos que são usados nesse processo passam por rituais, e são essas famílias que conduzem esses rituais.Ògún Onigbajamo - Famílias que são especialistas em cortar cabelos. Os instrumentos que são usados nesse processo, também passam por rituais que essas famílias conduzem.Ògún Wado wado - Famílias que são especialistas em pescar com instrumentos de ferro, e que ofertam peixes a Ògún.Ògún Gbenagbena - Famílias que são especialistas em confeccionar esculturas, e que fazem rituais específicos para Ògún.
Entrevista do Príncipe Alatise Oyeleke
Por dra. Paula Gomes
Em 12/07/2018
Acessado e formatado o extrato da fala do príncipe Alatise, para o resumo sobre o oráculo original de Obatala.
Fonte - (2) Obatala and Obalufon, Prince Alatise Oyeleke, Sepeteri, Oyo State - YouTube
Erick Wolff de Oxalá
Postado em Porto Alegre, 13/07/2021 Revisado e atualizado em 17/01/22 às 19:00 hrs
Este ensaio tem por finalidade demonstrar os fios de contas tradicionais que alguns sacerdotes usam na tradicional religião ioruba.
"Abaixo estão as séries de fotos que representam a primeira etapa dos rituais culturais e tradicionais de celebração, uma iniciação à irmandade dos Detentores do Título do Mais Alto Obatalá de lle lfe que é realizada no EREKETA. Aqui, os Detentores do Título dançam de acordo com sua hierarquia e o novo detentor do título dança pela primeira vez com os outros detentores do título. Sua Majestade Espiritual Kubura Oluwa Yeye Alaa Obatala Agbaye, agora se junta à caravana de uma aventura espiritual e tradicional, avançando e promovendo a filosofia e práticas da Divindade Obatala. Parabéns" [Fatah Toromade]
[...]
Membros da lsokan Olorisa ati Asa Africa e Organização da Diásporas em reunião.
[...] [Fatah Toromade]
Festival Osogbo de 2020
Festival de Obatala 2020
REFERENCIAS
Por Baba Maike
Postado em 16/09/2020
Editado e publicado o extrato por Luiz L. Marins
Vídeo acessado em 21/07/2021, às 09:51, Egungun não tem transe (Baba Maike) - YouTube
INGLÊS