terça-feira, 15 de dezembro de 2020

O CARGO DO CANDOMBLÉ: OGAN OU OGÃ

Ẹ kú ọ̀sán, ènìyà féran láti kọ́ èdè Yorùbá!



Lóní, a yíò kọ́ ìtúmọ̀ náà ọ̀rọ̀ ọ̀gá. Fetísílẹ̀, jọ̀wọ́!

No Candomblé, temos a figura do "Ogan" ou "Ogã". Esta figura tem a sua instituição baseada em uma necessidade social há época em que a religião era perseguida. Os primeiros se quer eram "feitos", apenas apontados, vindo a sentar na cadeira para que socialmente fossem reconhecidos.

Os primeiros "ogãs" eram pessoas com forte influência política e policial, geralmente altos cargos dentro da segurança pública. Bem, esta parte histórica é longa e incito-os à pesquisa.

Mas "ogã", agora falando de idioma Yorùbá, é uma palavra distorcida, uma corruptela de ọ̀gá. Essa significa: chefe, líder, alguém importante. Realmente o eram, vide a forma como os antigos vestiam-se quando havia um festejo ou toque!

Pela semântica da palavra, fechamos o raciocínio simples que até mesmo o zelador ou zeladora são ọ̀gá, são líderes. A sua ìyálórìṣà é uma ọ̀gábìnrin, uma líder; o seu bàbálórìṣà é um ọ̀gákúnrin; uma ìyánífá é uma ọ̀gábìnrin, assim como um bàbáláwo é um ọ̀gákúnrin. Todos esses são líderes dentro de sua comunidade religiosa e possuem seus àwọn ọ̀gá também.

Note como pegaram uma palavra indicando importância, liderança e a atribuiriam àqueles que estavam ali defendo o terreiro de ataques da polícia, vide como era a época!

O tempo passou, criam-se fundamentos e mais fundamentos, ìtàn, regras, dogmas e ritos onde a figura do ọ̀gá passou a ser então cultuada, sem mais a antiga função necessária.

"Ogã" é pai! Cuidado com essa afirmação. Um "ogã" ser chamado de bàbá não é por ser pai, isso indica um desconhecimento da ampla semântica da palavra bàbá. Ela também significa mestre, aquele que possui grande conhecimento em algo.

Por fim, cuidado ao corroborar com lendas doidas que tetam justificar a palavra escrita de forma errada "ogan". "Ogan" não é o senhor do gan (O + gan = senhor do gan)! Cuidado!

Atenção: Tudo a cerca deste cargo é criado aqui no Brasil e de acordo com as necessidades aqui impostas. Nada vem fundamentado em odù ou lendas! As atuais atribuições refletem as necessidades atuais dos terreiros: cantar, cortar, alguns àwọn orò e etc.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2020

PRECEITOS E TRADIÇÕES: BATUQUE X CANDOMBLÉ.

Por Erick Wolff de Oxalá
Atualizado e revisado em 16/12/2020

Com todo o respeito com a fé e a liberdade de cada um, que a constituição garante. Este artigo tem como finalidade pontuar algumas tradições e costumes da diáspora.



O Batuque do Rio Grande do Sul, é um culto a orixá e segue os seus fundamentos, entre eles;

1 - Não guardamos a sexta feira de Branco e nem precisamos.

2 - Não usamos odu e nem precisamos.

3 - Não raspamos e nem precisamos raspar.

4 - Nossos orixá se portam como na matriz, com olhos abertos, falam e possuem liberdade total para comandar os rituais.

5 - Paramentamos o orixá e chegamos a vestir, mas não temos o candomblé como referencia.

6 - A iniciação de orixá no Batuque e no Candomblé possuem seus rituais e ambas são cultos praticados na diáspora e possuem seus fundamentos reconhecidos.

7 - O iniciado do Batuque do RS, não é um Iyawo.




Referencias: 

Oba não usa e nem precisa de odu - 
Orisa Oba usa apenas oraculo de obi, nao precisa de odu. - YouTube 

Iyawo - ILÊ AXÉ NAGÔ KÓBI: ÌYÁWÓ – A ORIGEM DA PALAVRA E SEU REAL SIGNIFICADO. (iledeobokum.blogspot.com) 





TIKTOK ERICK WOLFF