quinta-feira, 4 de abril de 2024

NOVOS COSTUMES: INICIAÇÃO DE OSUN NO BRASIL

Este ensaio tem por finalidade registrar novos costumes e tradições da diáspora.
A nativa Iya Osun, em solo brasileiro, praticando diáspora, conforme veremos a seguir:

Por Diógenes Sales
Postado em 31/03/2024

"Quero agradecer mais uma vez a minha Iya Osun, Yeye @oladunniolosun42 pelo amor, dedicação e inúmeras confirmações de todo esse processo de novo de mais um renascimento em vida com a senhora do meu destino, minha amada mãe Osun.
À honrada princesa de Osogbo, representante desta feminina, mágica, amada e respeitada mãe das águas doces de todo o planeta...força universal. Deusa do amor e da beleza:
Minha eterna gratidão!
Minha maravilhosa sacerdotisa de Osun @oladunniolosun42...Agradeço primeiramente pela sua vida, pela sua disposição e pela sua atenção constante como voz de Oxum na Terra.
Ore yeye osun oooo
Eu tambem agradeco aos melhores pais do mundo que um filho de Oxum poderia ter....meus amados, maravilhosos e essenciais em minha vida, meus pais Vera e José Carlos na última foto.
Eu Sou OSUNFÉMÌ (Diógenes Sales) conhecido e amado desde a gravidez de minha mãe pela Orixá Osun como seu filho legítimo.
Babá Ifaniyi Ojeleke Osunfémì Akanni

I want to thank again my Iya Osun, Yeye @oladunniolosun42 for her love, dedication, and countless confirmations of this entire process of one more rebirth in life with the lady of my destiny, my beloved mother Osun.
To the honored princess of Osogbo, the better priest of Osun, representative of this feminine, magical, beloved and respected mother of fresh waters on the entire planet...universal force. Goddess of love and beauty!
My eternal gratitude!
My wonderful priestess of Osun @oladunniolosun42...I thank you first for your life, your disposition and your constant attention as the voice of Osun on Earth.
Ore yeye osun oooo
I also thank the best parents in the world that a son of Oxum could have....my beloved, wonderful and essential in my life, my parents Vera and José Carlos on last picture.
I am OSUNFÉMÌ (Diógenes Sales) known since my mother's pregnance by the beloved Orixá Osun as her legitimate son."

terça-feira, 2 de abril de 2024

ANTROPOLOGIA DIGITAL: O ESTUDO DA RELAÇÃO TECNOLOGIA-HUMANO

Pelo blog Agenciahugz
Em 14 de março de 2023



"Entender o público-alvo no mercado digital, há muito tempo, é uma necessidade. Porém, existem diversos estudos que podem ser desenvolvidos, abarcados pelo que chamamos de antropologia digital.

Mas você sabe o que esse conceito significa? Hoje, vou tentar explicar da forma mais clara possível, um pouco sobre o tema.
Então, o que é antropologia digital?

A antropologia digital estuda a relação entre a tecnologia digital e a cultura humana.

Ela se concentra em como as pessoas usam e interagem com a tecnologia digital, bem como em como isso afeta suas experiências e relacionamentos sociais.

A antropologia, por si só, representa o estudo do homem como ser biológico, social e cultural. Assim, fica meio óbvio que, aplicada ao meio digital, ela se concentra em entender como as pessoas usam as tecnologias digitais e como isso afeta suas experiências e relações sociais.

Ou seja, os antropólogos digitais estudam como as pessoas interagem e se comunicam on-line, como constroem suas identidades digitais e como as tecnologias digitais afetam a cultura e as práticas sociais. Eles usam uma variedade de técnicas de pesquisa, incluindo etnografia online, análise de redes sociais e entrevistas online para coletar dados sobre como as pessoas usam a tecnologia em suas vidas cotidianas.
O que estuda a antropologia digital?

Segundo Mônica Machado, “a antropologia nos ensina que os vínculos entre humanidades e culturas digitais salientam a alteridade, as diferenças e os modos de usos distintos que fazem da experiência digital um universo rico para análise e investigação.”

E ela faz isso através de diferentes áreas de atuação, que são, por exemplo:
1. Identidade digital

Ou seja, a representação de uma pessoa na internet, composta por todas as informações pessoais que uma pessoa publica online, incluindo fotos, textos, postagens em redes sociais, comentários e outros tipos de conteúdo.

A antropologia digital estuda como as pessoas constroem, apresentam e gerenciam sua identidade digital. Da mesma forma, entende como as informações que as pessoas publicam online podem afetar como elas são percebidas por outras pessoas e podem até mesmo ter impacto em suas oportunidades de emprego ou em outros aspectos de suas vidas.

Ou seja, a antropologia digital estuda como as pessoas gerenciam sua identidade digital, incluindo questões relacionadas à privacidade, segurança e reputação online. Os antropólogos digitais também examinam como diferentes grupos sociais constroem e apresentam sua identidade online, incluindo diferenças culturais e geracionais.
2. Comunicação digital

Em segundo lugar, temos a comunicação digital, que é a forma como as pessoas se comunicam usando tecnologias digitais, como a internet e dispositivos móveis. Neste caso, a antropologia digital estuda como as pessoas usam a comunicação digital para se conectar e interagir com outras pessoas.

Entendemos que esse é um aspecto importante da vida online e pode incluir uma ampla gama de formas de comunicação, como e-mails, mensagens instantâneas, redes sociais, fóruns de discussão e outras plataformas online. Assim, estuda-se como as pessoas usam essas diferentes formas de comunicação para se conectar e se comunicar com outras pessoas, bem como como isso afeta a forma como elas constroem e mantêm relacionamentos.

Além disso, a antropologia digital também examina como a comunicação digital afeta a cultura e as práticas sociais. Por exemplo, o uso generalizado de plataformas de mídia social mudou a forma como as pessoas se comunicam e interagem em público, bem como como elas constroem e apresentam sua identidade digital. Os antropólogos digitais também estudam como as tecnologias digitais afetam a linguagem, a criatividade e a forma como as pessoas expressam suas emoções online.
3. Práticas sociais on-line

As práticas sociais online referem-se às interações e atividades que ocorrem em espaços digitais, como redes sociais, comunidades online, jogos e fóruns de discussão. A antropologia digital estuda como as pessoas interagem e colaboram em espaços digitais, incluindo como elas constroem e mantêm relacionamentos online.

Essas práticas podem incluir uma ampla variedade de atividades, como bate-papo online, troca de mensagens, compartilhamento de conteúdo, jogos em equipe e colaboração em projetos. Assim, os antropólogos digitais estudam como essas atividades são afetadas pelo ambiente online e como as pessoas adaptam suas práticas sociais ao ambiente digital.

Por exemplo, é possível estudar como as comunidades on-line se formam em torno de interesses comuns e como as pessoas constroem relacionamentos e colaboram nesses espaços digitais. Eles também podem investigar como as práticas sociais online são afetadas por fatores como privacidade, segurança e governança na internet.
4. Uso de tecnologia em contextos culturais e sociais específicos

Outra área de atuação da antropologia digital refere-se à maneira como diferentes grupos culturais e sociais utilizam tecnologias digitais em seus próprios contextos culturais e sociais. Nesse caso, estuda-se como as tecnologias digitais são adaptadas e usadas em diferentes contextos culturais e sociais, incluindo comunidades locais, grupos étnicos e outros grupos específicos.

A adaptação de tecnologias digitais em diferentes contextos culturais e sociais pode ser influenciada por fatores como a história cultural e social de uma comunidade, suas práticas e crenças culturais, e a disponibilidade de recursos tecnológicos. Por exemplo, a maneira como as pessoas usam tecnologia em uma comunidade rural pode ser muito diferente da maneira como ela é usada em uma cidade grande, devido às diferentes práticas culturais e sociais dessas duas comunidades.

Os antropólogos digitais estudam como a tecnologia é usada em diferentes contextos culturais e sociais, incluindo como as pessoas usam tecnologias digitais para preservar e transmitir suas culturas e tradições, como as tecnologias digitais são usadas para alcançar objetivos sociais e políticos, e como as tecnologias digitais afetam as relações sociais e as interações entre diferentes grupos culturais.
5. Impactos sociais e culturais da tecnologia

Por fim, também estuda-se o impacto social e cultural da tecnologia, que refere-se às mudanças que ocorrem nas sociedades e culturas como resultado do uso e da adoção de tecnologias digitais. A antropologia digital estuda esses impactos, investigando como as tecnologias digitais afetam as práticas culturais e sociais, as relações entre diferentes grupos culturais, as estruturas de poder e a identidade cultural.

Os impactos sociais e culturais da tecnologia podem ser positivos ou negativos, dependendo do contexto e das práticas culturais e sociais envolvidas. Por exemplo, as tecnologias digitais podem ser usadas para promover a inclusão social e a democratização da informação, mas também podem criar desigualdades sociais e gerar novas formas de exclusão social.

Os antropólogos digitais estudam esses impactos sociais e culturais da tecnologia em diferentes contextos, como o uso de tecnologias digitais em comunidades rurais, grupos étnicos, minorias sexuais e em contextos políticos e sociais. Eles também podem investigar como as tecnologias digitais afetam a construção da identidade cultural, as relações de poder e as práticas sociais em diferentes contextos culturais.

Concluindo tudo o que falamos até aqui, a antropologia digital se preocupa em entender como a tecnologia digital afeta a vida humana, incluindo suas culturas, práticas sociais e relacionamentos. Conta pra gente: você já tinha ouvido falar sobre isso?"
Fonte - https://agenciahugz.com.br/antropologia-digital/

domingo, 31 de março de 2024

O ADOXU NA INICIAÇÃO DO CANDOMBLÉ

A raspagem durante a iniciação, alguns segmentos afro-brasileiros praticam e outros não praticam e nem precisam.

Porém, a necessidade de raspar, é para que acomode sobre a cabeça do iniciado o "Adoxu".

Beniste explica a origem do adoxu do candomblé:

[...] A utilização do osú como marca que distingue o iniciado substitui todas  as outras formas utilizadas em terras yorubá, como o osú, que representado por um tufo de cabelos deixado no alto da cabeça raspada, nos rituais de Sàngó [...] 


Imagem 1

Aqui Beniste informa que o Adoxu é um fragmento da casa:

Imagem 2



Considerações
 
  • O Candomblé convencionou raspar e adoxar, mesmo aqueles orixás que não necessitam de raspagem.
  •  
  • O adoxu é um ipin da casa e não do orixá.


Fonte imagem 1 - Òrun Àiyé, o encontro de dois mundos (J. Beniste) 1997, p. 325


Fonte imagem 2 - Aguas de Osala (J. Beniste) 2001, p. 177

TIKTOK ERICK WOLFF