sexta-feira, 4 de fevereiro de 2022

O PRÍNCIPE CUSTÓDIO DE XAPANÃ/SAKPATÁ ERUPE E SEU CULTO NÀGÓ

Por Hùngbónò Charles 
Postado em 01/02/2016 acessado em 04/02/2022 às 10:43


O “Príncipe Negro” ou Príncipe Custódio de Xapanã é uma das mais importantes e controversas personalidades dentro da formação e estruturação da religião afrosul, denominada Batuque do Rio Grande do Sul, praticada sobretudo nos estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina (além de outros estados em menor proporção) e também em países como Argentina e Uruguai, para onde este culto migrou através de seus sacerdotes.

A figura de Custódio, é sempre associada ao povo Fon (Jeji) e a ele se atribui a vertente Jeji/Jeje-Glefe/Jeje-Nagô, praticadas nas liturgias do Batuque, e os Voduns que fazem parte do mesmo. No entanto é uma precipitação atribuir esta personalidade como sendo um Fon/Daomeano, ou mesmo dizer que ele foi o responsável pela estruturação do culto de alguns Voduns no Batuque (que nesta religião não tem um culto exatamente organizado e que são cultuados segundo a cultura yorubá, na forma de “qualidades de Orixás”). O Príncipe Custódio de fato era africano, mas não daomeano. Trata-se de um dos príncipes da dinastia do povo Bini ou Edo, habitantes do antigo Reino de Benin, localizado a sudoeste da antiga cidade de Ifé (hoje, Lagos), na atual República da Nigéria.

Para entendermos um pouco da cultura do povo Bini ou Edo, vamos analisar como esse povo emergiu como civilização.


O Reino de Benin e o Povo Edo

O Reino de Benim formou-se entre os séculos XII e XIII, onde tem sua História montada através das investigações arqueológicas e também através dos mitos que envolvem sua fundação. Os mitos que envolvem a fundação de Benin, estão intimamente relacionados aos mitos de fundação de Ifé; Acredita-se que Ifé fora fundada por Odudua, um dos orixás da criação, a mando do deus supremo, Olorum. Benin, por sua vez, teria sido fundado por Oraniã, orixá das profundezas da terra e filho de Odudua. A lenda sobre Oraniã ainda faz referência a um suposto filho que ele teve, Eweka, que teria sido o primeiro rei, ou Obá (nome adotado dos Yorubás), de Benin. O fato é que o Reino de Benin contou, ao longo de sua trajetória, com poderosos Obás. No século XV, um desses obás, Ewuare, promoveu intensas reformas no reino, transformando Benin em uma grandiosa potência subsaariana. A língua falada por este povo chama-se igualmente edo, aproximando-se a língua yorubá, e sua cultura também encontra-se atrelada a cultura do povo Yorubá.


Obá Ovonramwen de Benin e Osualele Okizi Erupé

Ovonramwen Nogbaisi (Obá de Benin, entre 1888-1897), também chamado Overami, foi o Obá (rei) do Reino de Benin até a expedição punitiva britânica de 1897.

No final do século XIX, o Reino de Benin ainda havia conseguido manter a sua independência com relação ao monopólio britânico. O território, no entanto, a muito estava sendo cobiçado por um influente grupo de investidores por seus ricos recursos naturais, como óleo de palma, borracha e marfim.  O reino foi em grande parte resistente ao controle britânico, e uma pressão contínua de figuras como o vice-cônsul britânico James Robert Phillips e Capitão Gallwey, que se empenhavam para a anexação britânica do Império Benim e a remoção do Obá Ovonramwen.

A força de invasão britânica chefiada por Phillips, foi estabelecida, para derrubar o Obá em 1896. O plano de Phillips era ganhar acesso ao palácio de Ovonramwen, dizendo que queria fazer negociações. Mensageiros de Ovonramwen no entanto emitiram várias advertências para não violar a soberania territorial de Benin, alegando que o Obá era incapaz de ver Phillips naquele momento devido a deveres cerimoniais. Tendo sido avisado em várias outras ocasiões no caminho, Phillips provocou o Obá, um insulto deliberado destinado a provocar o conflito que iria fornecer uma desculpa para a anexação britânica. A expedição de Phillips no entanto falhou e muitos de seus homens mortos. Posteriormente, uma operação militar contra o Reino de Benin, em 1897, liderada por Harry Rawson resultou na queima da Cidade de Benin (capital do Reino) e na mortes de um número incontável de seus habitantes. Embora os britânicos tivessem ordem para executar o Obá, Ovonramwen escapou, mas logo depois se rendeu, conseguindo fazer um acordo com os britânicos, que ele e sua família iriam se exilar. Ovonramwen foi exilado em Calabar com suas duas mulheres, e lá morreu em 1914.

Segundo os relatos citados em muitas bibliografias que abordam o Batuque Afrosul, um dos filhos de Ovonramwen era Osuanlele, considerado por alguns como seu primogênito. A Osuanlele é atribuida a figura de Custódio Joaquim Almeida (nome adotado no Brasil), o nome que ele teria adotado ao mudar-se para o Brasil, onde residiu até o final de sua vida na cidade de Porto Alegre/RS.


Um conflito na História

No entanto, apesar de a Custódio ser atribuído ser Osuanlele, o filho de Ovonramwen e por conseguinte “príncipe” de Benin, existem muitas discordâncias históricas; uma delas é que na história do Reino de Benin, não há nada que relate alguns dos filhos de Ovonramwen sendo exilado no Brasil.

Outra discordância seria assimilar um nobre de etnia Edo, ao culto Vodun e chamá-lo de pai dos Jejis no Rio Grande do Sul, pois há inúmeras evidências de que Custódio Almeida praticava um culto nàgó. Com estas evidências alguns escritores e historiadores chegam a acreditar que Custódio teria tido conhecimento do exilio do Obá e sua família e teria se aproveitado do fato para se intitular um nobre, um dos príncipes Edo.

Há também escritos que denominam Custódio como “Príncipe de Ajudá”, referindo-se ao porto de Ouidah, na atual República de Benin (antigo Reino de Danxomè), de onde partiram vários negros de etnia yorubá para o Brasil e talvez esse teria sido o motivo de uma associação entre a figura de Custódio e o povo Jeji, no entanto não há nenhuma evidência história de que algum “Príncipe de Ajudá” tivesse vindo para o Brasil, ainda mais em épocas tardias da escravidão como se referem os relatos voltados a figura de Custódio.


O Culto dos Voduns Reais

Como se sabe, a realeza daomeana tinha uma maneira própria de culto. Seus Voduns (Hennu-vodun) eram Voduns familiares, ou seja, o culto de seus próprios ancestrais que eram divinizados e tornados Voduns. Não existe no Rio Grande do Sul vestígios ou relatos de algum culto semelhante; diferente do que existe no Maranhão na Casa das Minas, uma casa de tradição Jeji, que teria sido fundada pela rainha Na Agotimé, esposa do Rei Agonglo que teria sido exilada e mandada como escrava para o Brasil por seu enteado Adandozan. A Casa das Minas realiza uma prática única de culto aos voduns ligados a família real de Danxomè (Daomé).


Conclusão

A origem exata de Custódio Joaquim Almeida, apesar de diversos estudos realizados a seu respeito, continua um mistério. Sem dúvida foi uma personalidade que teve muito prestígio e criou laços com personalidades da elite, importantes na época. As conclusões que se pode tirar é que foi e ainda é uma importante figura e um dos pilares na formação do Batuque do Rio Grande do Sul como é conhecido hoje. No entanto, dentre os relatos que o citam, sempre apontam uma forma de culto nàgó, e não Jeji, como afirmam as tradições orais do Batuque. Uma das hipóteses é que ele tenha se integrado a comunidades de negros ditos Jejis que aqui ja estavam e que ele teria se autodenominado Jeji e sua raiz religiosa assim se perpetuou, absorvendo uma porção de costumes e rituais praticados por ele.


Estudo de imagem

Na foto abaixo vemos Ovonramwen ao centro; suas duas esposas uma de cada lado, envoltos pelos filhos. O rapaz mais alto, atrás de Ovonramwen é tido como sendo Osuanlele.

Texto: Charles da Silva (Hùngbónò Charles),

Formação em História (Unopar), especialista em História e Cultura Afrobrasileira (Uniasselvi)

 

 

Fontes e Referências:

-Redescobrindo o Nàgó do Príncipe Custódio (https://ileaseekundeyi.files.wordpress.com/2013/04/redescobrindo-o-culto-nago-do-principe-culstodio.pdf)
– Alberto da Costa e Silva, Um chefe africano em Porto Alegre, in “Um rio chamado Atlântico”. Rio de Janeiro: Nova Fronteira;UFRJ, 2003

-Mundo Escola – Reino de Benin (http://mundoeducacao.bol.uol.com.br/historiageral/reino-benin.htm)

-Thomas Uwadiale Obinyan, The Annexation of Benin, in Journal of Black Studies, Vol. 19, No. 1 (Sep., 1988), pp. 29-40


Fonte - https://ocandomble.com/2016/02/01/o-principe-custodio-de-xapanasakpata-erupe-e-seu-culto-nago/

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2022

CURIOSIDADES SOBRE ÒRÌṢÀ EM TERRA YORÙBÁ:

Nesta postagem Nathan, que já morou por muitos anos entre os Ioruba., fala da sua vivencia com este povo. 

Postado em 03/02/2022 revisado e aumentado


"Tem pessoas, principalmente ocidentais do Brazil ou Cuba, que afirmam que tem famílias em terra Yorùbá que cultuam apenas um òrìṣà. Ou pior - ainda existe no Brazil e entre pessoas praticantes da Santeria Cubana o mito que apenas um òrìṣà é cultuado em cada cidade, povoado ou aldeia em Terra Yorùbá. 

Porém, todas as familias que eu conhecí en terra Yorùbá até agora, que são mais de 20 anos indo pra terra Yorùbá, tem sempre mais de um orisa. Alias, quase sempre são vários òrìṣà numa familia só.

Quem tiver apenas um òrìṣà deve ser porque uma pessoa só da família é de òrìṣà e os demais são muçulmanos e/ou cristãos. Também pode ser o casa de uma familia que voltou à cultuar òrìṣà depois de muitos anos ter deixado o culto dos òrìṣà para o islã ou cristianismo.

E tem varias familias assim que eu conheço pessoalmente - não preciso especificar estes últimos exemplos. Mas existem, e estão recebendo outros òrìṣà aos poucos.

Estou falando de Iorubalândia, tanto na maior parte que fica dentro da Nigéria como também na República de Benin.

***Foto cortesia de @obatala_efunwale do santuário da casa da familia consanguínea de @seyiadebanjo"


Fonte - https://www.facebook.com/oluwin/posts/10158294897337161

Imagem comprobatória:


Comentários complementares, atualizado em 18/01/2023, às 08:59: 

Olatunde Aninure
Isso é muito verdade. Cada Orisa tem propósitos diferentes que não são peculiares a uma única família. Só que alguns Orisa são mais dominantes em uma família do que em outra.

Nathan Lugo
Sul Olatunde "Só que alguns Orisa são mais dominantes em uma família do que em outra."
👏 👏 👏
Exatamente!
(tradutor online)

Imagem comprobatória 

CALENDÁRIO YEMANJA

Por Yemojagbemi Omitanmole Arike

Postado em 03/02/2022



Yemoja não tem um dia fixo de festival em área yoruba.

Também aqui nas Américas muitas datas são dadas a ela, ainda que no Brasil a mais popular seja o dia 2 de fevereiro.
Abaixo o calendário mais yemojaistico que alguém pode ter, as datas de Ose 2022 e também datas dos principais festivais nas Américas e também em área yoruba.
Fonte - https://www.facebook.com/yemoja.renata/posts/1105053850290563?comment_id=1105589193570362&notif_id=1643896023490307&notif_t=close_friend_comment&ref=notif

CANDOMBLECISTAS NO BATUQUE

 Por Erick Wolff de Oxalá

Sacerdote de orixá desde 1989, na tradição do Batuque do Rio Grande do Sul

02/02/2022



Respeitando o direito de cada um e a liberdade de culto, este ensaio tem por finalidade esclarecer alguns conceitos e rituais de origem Ioruba sobre o Orixá e a tradição do Ilê Axé Nagô Kóbi, da religião Batuque do Rio Grande do Sul. 

Diante do crescente movimento e da divulgação do segmento Batufá (Batuque + Ifá) e Batublé (Batuque + Candomblé), que não sabemos quem deu origem, mas que tem tomado visibilidade nas atuais mídias sociais, o Axé Nagô Kóbi, vem a publico esclarecer alguns pontos sobre os seus costumes e tradição. 

Primeiramente na família Kóbi existem ex-candombecistas que abandonaram a sua antiga religião para seguir e amar o Batuque, assim como houve Batuqueiros que abandonaram a sua tradição e seguiram Ifá, ou o Candomblé. Todos possuem o direito de ir e vir, e ao se converterem à uma nova religião é natural que abandonem a antiga e recomecem tudo de novo. E será sobre este recomeço que iremos pautar este ensaio. 

1 - Qualquer individuo que se converta para o Batuque dentro do Ilê Axé nagô Kóbi, este irá despachar todos os seus fundamentos, louças e okuta, caso tenham, e recomeçar tudo de novo, pois respeitosamente não reaproveitamos igbas, okuta ou qualquer louça que tenha sido sacralizado em outra religião. 

2 - A iniciação: o orixá ao qual aquele individuo foi feito será mantido, houve casos aos quais a pessoa não era de determinado orixá ao qual informava, e, diante um apejo ( de alguns sacerdotes da família, foi feito um apejó (assembleia de sacerdotes) e definido qual procedimento será tomado, acompanhado pela orientação do oraculo e das próprias divindades. 

3 - Orixás não cultuados na tradição do Batuque: respeitaremos e, esta pessoa será indicada para casas de candomblé (conhecidas) para que possam cuidar e dar continuidade do espiritual daquele individuo. Assim não trocando de orixá da pessoas, somente para manter na nossa casa. 

4 - O orixá do Batuque é o mesmo Orixá do Candomblé, desta forma, não haverão duas possessões, mas quando assim houver manifestação do orixá, este seguira os fundamentos e costumes do Batuque inclusive ao referido tabu da ocupação, e terão liberdade de serem eles mesmos. Não poderão falar até o dia ao qual seja dado o axé de fala, pois o orixá do Candomblé não passa pelo axé de fala e nem possui o mesmo.  


CONSIDERAÇÕES FINAIS

Em nossa casa, o individuo que migrar do Candomblé para o Batuque deverá seguir apenas o Batuque. 
O orixá do Batuque e do Candomblé é o mesmo, sendo assim não existe duas manifestações do mesmo orixá.
O orixá quando desejar manifestar, seguirá os fundamentos e costumes do Batuque, se comportando como os orixás do Batuque se portam.  
Importante destacar que não haverá múltiplas iniciações, nem mesmo terá orixás diferentes um para cada religião.   

Orixá do Batuque possui o axé de Fala, e quando assim o tiver pode cantar e falar livremente no salãoo orixá do Candomblé não possui axé de fala. 

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2022

O BATUQUE PRESERVOU MUITO MAIS DA MATRIZ DO QUE PENSAVÁMOS XXIII

Por Erick Wolff de Oxalá

Postado em 02/02/2022



YEMANJA NA TRADIÇÃO DO BATUQUE DO RIO GRANDE DO SUL


A sua saudação no Batuque tradicional é Omi (água) Odo (rio), o seu culto na matriz nasce no rio Ogun. Onde houver água está o axe de Yemanja. https://iledeobokum.blogspot.com/2020/01/yemanja-na-tradicao-do-batuque-do-rio.html

domingo, 30 de janeiro de 2022

O BATUQUE PRESERVOU MUITO MAIS DA MATRIZ DO QUE PENSÁVAMOS IIl

Por Erick Wolff de Oxalá

Postado em 06/01/2022

 

Nesta postagem destacaremos que o jogo do Batuque não usa e nem precisa de odu-orisa ou odu-ifa, assim como Oba, Ogun e outras divindades.
Sabemos que sacerdotes de Obatala em Ekiti usam 8 búzios como oráculo.
[…] Tradução online; Solomon Omojie-mgbejume Jeff Gonzalez verdade. Você se lembra de dez kolanut lançando quando egbe estava sendo feito ib ilaro?
Em algumas áreas em Ekiti, sacerdotes Oxalá usam 8 búzios também. […]

https://iledeobokum.blogspot.com/2020/04/o-opasoro-de-oosaala.html

O BATUQUE PRESERVOU MUITO MAIS DA MATRIZ DO QUE PENSAVÁMOS IX

Por Erick Wolff de Oxalá
Postado em 17/01/2022



OGUN E A SERPENTE
Este artigo foi escrito em 2013 e atualizado em 2017, quando o Batuque era perseguido por outros segmentos afro-religiosos que debochavam e criticavam os costumes e tradições do Batuque, por não se enquadrarem com as “referencias” da diáspora, sem olhar diretamente para a matriz, pois a segundo aquela época, a serpente só poderia pertencer ao culto de Osumare, Ewa, Dã e mais algumas divindades.... Jamais Ogun, no entanto, segue o artigo para que nunca mais nos persigam pelos nossos costumes e tradição:

https://drive.google.com/file/d/0B7oGeEZgb95gbmNRdFcxcHdEMFE/view

O BATUQUE PRESERVOU MUITO MAIS DA MATRIZ DO QUE PENSAVÁMOS XIV: ORISA OTIM

Postado em 21/01/2022, 

Revisado e aumentado em 22/04/2026

Rio Otim


Neste vídeo coletado no festival de Otim, Nigéria.

Transcrição do vídeo online.

[...] 0:022 segundos A maioria das comunidades na terra iorubá tem festivais culturais que unem seus filhos e filhas anualmente. Um deles é o Festival Cultural RTA em Eco, na verdade, em uma área de governo local adjacente à área de governo local de Austrian Saint Ortegral.
 

0:1717 segundos Anualmente, no dia do cavalo, uma comunidade em uma área de governo local adjacente à área de governo local do estado de Osun se junta a amigos e filhos e filhas da NASA Shades para o dia do cavalo.
 

0:2525 segundos Aproveitaram o festival para se reunir e celebrar sua Unidade. Após o entretenimento dos convidados, tiveram um palácio no alto do queijo de diferentes
 

0:3333 segundos As categorias prestaram uma homenagem real ao elode de um coinde Oba Abdural Orlando.
 

0:4040 segundos O festival tem características semelhantes ao Festival do Oceano, que é celebrado sete dias antes de Otsego.
 

0:4848 segundos A assembleia inclui uma procissão das Donzelas da Árvore do Outono, conhecidas como Aruba, até o bosque sagrado de todas as bacias para a deusa de
 

0:5555 segundos rio otin a atmosfera do Grover poderia ser melhor descrita como cultura em sua forma mais pura Fazenda aqueles que vieram de nosso título testemunharam a primeira de todas
 

1:021 minuto e 2 segundos especialmente pela quarta vez então as histórias que foram contadas informaram a decisão Eu posso ver que
 

1:131 minuto e 13 segundos Estou dando testemunho aqui alguns com seus pais eles disseram que dão à luz alguns que eles estão procurando Progresso
 

1:201 minuto e 20 segundos eles disseram que eles alcançaram algo bom no final do dia da Índia que falou sobre o significado de rtéko
 

1:291 minuto e 29 segundos O Festival expressou as Alegrias pelo apoio e cooperação recebidos para sustentar a cultura da comunidade sobre depender, no entanto, pareceu tanto
 

1:371 minuto e 37 segundos o governo estadual e federal para apoiá-lo na promoção do festival e decidir um centro turístico cultural
 

1:451 minuto e 45 segundos único e estou muito, muito feliz porque como sempre você pode ver você mesmo pode ver como muitos de nós
 

1:54 1 minuto e 54 segundos costumavam vir ao Festival, eles vêm aos milhares, assim como
 

2:01 2 minutos e 1 segundo os consumidores dizem: Estou muito feliz, tenho um convidado especial hoje com alguns dos meus
 

2:08 2 minutos e 8 segundos assuntos, alguns deles voltaram para casa desde o ano passado, nos conhecemos hoje, nos casamos, estamos felizes juntos, eu
 

2:16 2 minutos e 16 segundos estou tão feliz que nossa correspondência relatada como uma tradição estava sendo observada no bosque sagrado pelos devotos, o rei e muitos outros ficam para trás em
 

2:26 2 minutos e 26 segundos o centro da cidade, desfrutando de entretenimento musical e outras atividades divertidas[...] 

Fonte - https://www.youtube.com/watch?v=lYSAp4ai62A 

 

Continuando no tema orixá Otin. Observem seu povo indo homenagear esta divindade, se existe povo e culto, existe filhos, desta forma Otin tem filhos em terras Ioruba e no Mundo todo.

"ORIXÁ OTIM

Por Maike Figueredo Gomes

Hoje vamos falar sobre uma divindade de muita sagacidade e poder de sedução, que é Otim. Orixá feminino e que possui o seu próprio culto dentro da Cultura Yorubá. Nasceu em um pequeno povoado chamado Otan, onde não ficou por muito tempo; assim que cresceu, seguiu viajem para o povoado de Okuku.


Orixá cuja a principal finalidade de culto em terra Yorubá, é a proteção contra os inimigos e todo tipo de mal em geral, promovendo também prosperidade, abundância, sedução e longevidade.


Otim foi uma grande mulher guerreira, descendente de uma família de caçadores, onde conseguiu obter a garra e estratégia para vencer os seus obstáculos. Sendo assim, por sua sagacidade, foi viver em Okuku para estar guerreando durante um longo período em que seu povoado estava em guerra com os Ijexás.


Assim que Otin conseguiu o seu objetivo de vitória junto aos demais caçadores, ela passou a ser ainda mais conhecida em toda a região, chamando a atenção de muitos homens que passaram à querer o amor dela. Otim dizia que só iria se casar quando existisse um homem que fosse merecedor de ser seu marido.

Pouco tempo depois veio a falecer o chefe dos caçadores de Okuku, que se chamava Agbona. O seu sucessor foi Erinlé, Orixá masculino e guerreiro, por sua valentia e poder. Erinlé ficou muito famoso, até sua fama chegar aos ouvidos de Otim, que muito curiosa e intrigada, foi conhecer Erinlé. Convencida de que era ele o indicado, se casou com ele e se tornaram juntos e infalíveis na proteção dos seus povoados.

Dentro dos mitos sobre Otim, após cumprir com seu papel aqui na Terra, ela parte se transformando em um grande Rio, que de certa forma continuou protegendo o seu povoado, chamado de Odo Otin (Rio Otim). A partir de então, começaram a venerar Otim como uma divindade.

De antes dos meus estudos em terra Yorubá, o Culto à Otim se espalhou para Inisa, Igbaye, Iragbiji, Ijabe, entre outros lugares perto de Okuku. Todos os anos se comemora o Festival de Otim na beira desse Rio, que por sinal, acredita-se que a sua água traga fertilidade à quem o visita. O culto deste Orixá tem dois Sacerdotes principais, que é a Sacerdotisa Iyangba e o Sacerdote masculino chamado Aworo Otin. Geralmente, nos templos desta divindade em terra Yorubá, Otim está sempre acompanhada do seu marido Erinlé."


Que os Orixás nos abençoem!

Foto: Festival de Otin em Inisa - Nigéria.

Edição do texto CK.

#Povodafloresta 🍃☘


https://iledeobokum.blogspot.com/2020/10/orixa-otim.html

Neste segundo material de autoria da Yemoja Arike, coletado do Instagram, é outro registro da divindade Otim.  

"Publicado or yemoja_arike
Em 30/10/2020




1-Segundo dados do governo local de Otan -Ile, Akindugba descendente de Oduduwa, fundou a cidade e se casou com duas esposas Otinhunmu e Olamoke - Por isso dizem que a origem de Otin é Otan e que era uma rainha.


2-Foi após defender a cidade de Kookin- Okuku que Otin ficou conhecida como uma guerreira junto com Oluku (que tb é orisa em Okuku) e Oka Agbona.


3-Otin é percebida como o dona da riqueza e como possuidora da habilidade de conceder grandes vendas aos seus devotos mercadores.


3-Segundo a lenda reportada, Erinle vai para a cidade de Oluku para ajudar na defesa e lá conhece Otin, após uma briga entre os dois, ambos fogem,no percurso da fuga, as aguas brotaram e formaram rios com seus nomes.


4-O rio Otin é tributário do rio Erinle, o rio Erinle agora teve sua parte represada e seu desenho já destoa dos mapas.


5-Arugba Otin é proibida de adentrar ao rio para depositar as oferendas e um cargo chamado Elemoso quem tem que fazer isso. Aworo é aquele que coloca e retira a cabaça da cabeça da Arugba Otin


6-A arugba aquela que carrega as oferendas a Otin para o festival são sempre meninas novas, podem em algumas regiões estarem com os seios completamente amostra ( se quiser ver vá a pagina do facebook da orisabrasil e busque por otin - o instagram não deixa colocar a imagem aqui)


7-Homens e mulheres podem ter possessão de Otin e são iniciados.


8-Os ilekes de otin podem ser vistos da cor branca e para alguns cargos do culto na cor coral.


9- Muitas cidades cultuam Otin.. Okukum, Inisa, Ijabe, Ilobu, Igbaye, Ede, Okua, Otan, Eekosin


10-O rio Otin, tem cerca de 32 quilometros e até hoje devotos de Otin cultuam no rio, suas aguas assim como de outras orisa que também tem rios proprios, tem na crença de seus fies o poder de curar e dar fertilidade.


Fonte: Oyeronke Olajubu"

 Fonte - https://iledeobokum.blogspot.com/2022/01/o-batuque-preservou-muito-mais-da_56.html

O BATUQUE PRESERVOU MUITO MAIS DA MATRIZ DO QUE PENSAVÁMOS VIII

Por Erick Wolff de Oxalá

Postado em 16/01/2022



FESTIVAL DE OBALUAYE (XAPANÃ) EM OYO, 2022
Notem que Obalaue, Omulu ou Xapana são a mesma divindade, postaremos a seguir sobre o tema, mas vale observar que ele não se veste de palha (somente divindades doentes vestem palha), por que ele não pode estar doente para entrar no corpo das pessoas para curar.
Observem que Xapanã esta com uma vassoura na sua mão, assim como a vassoura é um símbolo de xapanã tanto no batuque quando na matriz, e, que ele anda com olhos abertos, fala com as pessoas e abençoa o palacio do Alaafin.
Notem a capa purpura que ele carrega e sabemos que a cor do seu fio de contas é preto e vermelho.

https://iledeobokum.blogspot.com/2022/01/festival-de-obaluaye-xapana-em-oyo-2022.html

O BATUQUE PRESERVOU MUITO MAIS DA MATRIZ DO QUE PENSAVÁMOS XIX

Por Erick Wolff de Oxalá
Postado em 26/01/2022



OXALÁ OROMILAIA NÃO É ORUNMILÁ-IFA
Oxalá Oromilaia da tradição do Batuque do RS, nunca foi, e não é Orunmilá-Ifá.
Entretanto, em virtude das muitas informações que temos hoje na internet sobre o culto de Ifá, alguns sacerdotes do batuque, não se sabe por que, querem a todo custo ligar Oxalá Oromilaia à Orunmila-Ifá, talvez apenas por uma similaridade ortográfica.

https://iledeobokum.blogspot.com/2018/05/oxala-oromilaia-nao-e-orunmila-ifa.html

O BATUQUE PRESERVOU MUITO MAIS DA MATRIZ DO QUE PENSAVÁMOS XX

Por Erick Wolff de Oxalá 

Postado em 27/01/2022


O JOGO DO BATUQUE NÃO É IFÁ

No Batuque, usualmente, a palavra Ifá sempre foi utilizada pelos mais velhos para se referir ao jogo do Batuque, que tradicionalmente utiliza oito búzios.
Apesar da nome que utilizavam, não havia nenhum paralelo com o sistema de ikin e opele, do culto de Ifá-Orunmila, tal qual se conhece hoje na internet.
Importante que tenhamos consciência de que não precisamos mudar o Batuque, mas através do conhecimento entendermos o que praticamos e o que cultuamos.
https://iledeobokum.blogspot.com/2021/01/o-jogo-do-batuque-nao-e-ifa.html

O BATUQUE PRESERVOU MUITO MAIS DA MATRIZ DO QUE PENSÁVAMOS IV

Por Erick Wolff de Oxalá

Postado em 07/01/2022




Dando continuidade nas nossas pesquisas, se enganam as pessoas pensam que o Batuque não preservou os costumes da tradição ioruba, vejamos neste artigo possuímos vários vídeos de Oya no mundo dançando e, se portando como os orixás do Batuque.
ORIXÁ OYA NA RELIGIÃO TRADICIONAL IORUBA
https://iledeobokum.blogspot.com/2021/06/orixa-oya-na-religiao-tradicional-ioruba.html

O BATUQUE PRESERVOU MUITO MAIS DA MATRIZ DO QUE PENSAVÁMOS XVII

Por Erick Wolff de Oxalá 

Postado em 24/0102022



O ÒPÁ DE ÒÒSÀÁLÁ

No Brasil até esta data tínhamos apenas um modelo de Ò de Òòsàálá, o conhecido òsóró, onde se baseiam no Ò de Ifón, no entanto o Ò de Obàtálá, é diferente do ò de Ifón, entenda esta diferença. Principalmente por que os igba (assentamento) de Oxalá na Nação Batuque do RS, possuíam um bastão, que se observarmos, chega a ser semelhante ao opa desta divindade.

Boa leitura meus queridos.

https://iledeobokum.blogspot.com/2020/04/o-opasoro-de-oosaala.html

O BATUQUE PRESERVOU MUITO MAIS DA MATRIZ DO QUE PENSAVÁMOS V

Por Erick Wolff de Oxalá

Postado em 09/01/2022



ORIXÁ FALA E DANÇA QUANDO QUISER
Observamos que na tradição do Batuque, os orixás depois de muitos anos de chegada, após alguns rituais, eles começam a falar, para se comunicar diretamente com as pessoas, se expressar ou cantar alguma orin (cantiga) quando necessário...

https://iledeobokum.blogspot.com/2022/01/orixa-fala-e-danca-quando-quiser.html

O BATUQUE PRESERVOU MUITO MAIS DA MATRIZ DO QUE PENSAVÁMOS XVIII

Por Erick Wolff de Oxalá
Postado em 25/01/2022



SETILU (AGBONIREGUN) E O ORÁCULO DE IFÁ

A importância deste texto é destacar que Orunmila-ifa depende do ikin ou do opele para oraculo, e não sabe usar jogo de búzios. Quem deseja usar odu é necessário que se decore centenas de versos, ou quem sabe milhares para que se possam fazer um uma consulta oracular, através do oráculo de Orunmila-ifa.
Lembrando que Oxalá de Oromilaia do Batuque não tem nada a ver com Orumila-ifa.

https://iledeobokum.blogspot.com/2012/04/setilu-e-o-oraculo-de-ifa.html

O BATUQUE PRESERVOU MUITO MAIS DA MATRIZ DO QUE PENSAVÁMOS VI

Por Erick Wolff de Oxalá

Postado em 13/01/2022



AMALÁ DE XANGÔ EM OYO, NIGÉRIA

O tradicional amalá de Sango servido pelo povo de Sango, Oyo, Nigéria é muito semelhante ao que fazemos no Batuque, observem que Sango não gosta de quiabo.
Em Oyo, Nigéria o amalá chama-se Oka.
Incluindo o amalá de banana
https://iledeobokum.blogspot.com/2020/12/amala-de-xango-em-oyo.html

O BATUQUE PRESERVOU MUITO MAIS DA MATRIZ DO QUE PENSÁVAMOS II

Por Erick Wolff de Oxalá
Posta em 06/01/2022


Continuidade: uma vez em São Paulo, no ano de 2012, estava com uma filha recolhida para se aprontar, e uma amiga da religião (preservaremos o tabu da ocupação) foi nos visitar e o orixá de chegou bem na hora que ela pisou em casa, levei até o quarto de orixá e depois acordei minha filha para pode falar com este orixá… e o orixá ficou algum tempo falando com a minha filha abençoando e dizendo muita coisa importante.
O mesmo ocorre com a renata da yemoja e o orixá Oya indo visitá-la, só que ocorre em Oyo, na Nigéria:
OYA VISITA EMOJAGBEMI OMITANMOLE ARIKE 
https://iledeobokum.blogspot.com/2021/12/oya-visita-emojagbemi-omitanmole-arike.html

O BATUQUE PRESERVOU MUITO MAIS DA MATRIZ DO QUE PENSAVÁMOS

Por Erick Wolff de Oxalá
Postado em 05/01/2022





Até uns 20 anos atrás éramos perseguidos por outras religiões afro brasileiras, que diziam que o batuque era uma Umbanda assassina de cabrito, ou que éramos candomblé dos cabeludos (pejorativamente), depreciando por que não raspávamos, ou porque que os nossos orixás falavam (chamavam de caboclo) ou que ficavam de olhos abertos (que estavam mistificando), no entanto com o tempo que com o poder da internet, foi mais fácil o contato com a origem do culto ao Orixá, que mandavam vídeos e entrevista especialmente para nós, e vejam o quanto o nosso batuque preservou da nossa origem, Sango ocupado no falecido elegun, em Oyo na Nigéria, falando com os devotos e abençoando, assim como os orixás do Batuque:


SÀNGÓ ABENÇOANDO E ORIENTANDO O POVO DURANTE O FESTIVAL DE 2020

domingo, 23 de janeiro de 2022

20 PONTOS SOBRE NÀNÁ BÙKÚÙ

por Oloye Obitunji Yosese

Postado em 23/01/2021, acessado em 23/01/2022 às 19:18



Sacerdote Jagun Xapanã em Oyo Alaafin


Asa Orisa Alaafin Oyo


1. O mítico Nàná Bùkúù (Òrìsà) veio de Ìkòlé Òrun durante o tempo de Ìgbà Ìwásè (Início do Mundo) na Era de Odaye.


2. O mítico Nàná Bùkúù (Òrìsà) em Ìkòlé Òrun é um amigo próximo de Sànpànná, Obàtálá, Òsun e Ògún.


3. O mítico Nàná Bùkúù (Òrìsà) em Ìkòlé Òrun deu a Obàtálá o Òjé e a Ògún o Ferro.


4. Durante o tempo de Ìgbà Ìwásè (Início do Mundo) na Era de Odaye Nàná Bùkúù não se reuniu no primeiro grupo de Òrìsà.


5. Elédùmarè deu a Nàná Bùkúù o poder de controlar Ìgbóná (pequenos potes).


6. Elédùmarè deu a Nàná Bùkúùthe èrò (remédio para varíola).


7. A adoração de Nàná Bùkúù e Sànpànná é muito semelhante.


8. Tanto Nàná Bùkúù quanto Sànpànná são responsáveis ​​pela Ìgbóná (varíola).


9. Nàná Bùkúù e Sànpànná têm a mesma função de afastar Ìgbóná.


10. Nàná Bùkúù não usa faca.


11. Nàná Bùkúù não utiliza nenhum tipo de ferro


12. Nàná Bùkúù usa Pépé (Bambu) ao invés de faca.


13. Nàná Bùkúù é muito gentil


14. O símbolo Nàná Bùkúù é uma ère (escultura) feita de Bàbà (cobre).


15. Nàná Bùkúù é consultado com orógbó (kola amarga)


16. Nàná Bùkúù não gosta de àdí


17. Nàná Bùkúù come èkuru (bolo de feijão sem óleo de palma)


18. . Nàná Bùkúù come ègo (milho branco cozido)


19. Nàná Bùkúù come èyan àgbàdo (pipoca)


20. Nàná Bùkúù come èko 

quinta-feira, 20 de janeiro de 2022

O TEMPLO SOGBO ISEKE

Postado por Paula Gomes Cultural Foundation Oyo 
Postado em 20/01/2022 às 14:44 hrs

Este é o 12 templo de Oyo a ser oficialmente registrado no Governo do Estado como Patrimônio Cultural e Histórico.

O TEMPLO SOGBO ISEKE com a área de 864,22 M² MTS, localizado em Iseke.
SOGBO ISEKE em Oyo é o nosso templo 12 de Orisa entre os 21 diferentes Sítios de Orisa a ser oficialmente registrado pelo Governo do Estado de Oyo como um local oficial de oração....
Mostramos o nosso apreço a todos os membros envolvidos nesta nova conquista!!!!!!!
PRESERVAR A TERRA SAGRADA DE ORISA
PRESERVAR O PATRIMONIO..........
FUNDAÇÃO CULTURAL PAULA GOMES







Fonte - https://www.facebook.com/paulagomesculturalfoundationoyo/photos/pcb.1045397082704048/1045393786037711/

TIKTOK ERICK WOLFF