sexta-feira, 1 de maio de 2020

FELIZ INÍCIO DE MÊS, ÒSÈ ÒGÚN

Publicado em 01/05/2020


Feliz mês novo e feliz outro òsè Ògún a todos os devotos e praticantes de ifá e òrìsà na Nigéria e na diáspora.

Imploro a todos nós que adoremos Òrìsà Ògún hoje porque é o primeiro òsè Òrìsà deste novo mês.


E como todos sabemos que Ògún é o Òrìsà que é feroz o suficiente para liderar e abrir caminhos para os Òrìsà quando estão vindo do céu.


Oro para que Deus Todo-Poderoso Olódùmárè e Òrìsà Ògún limpem nossos caminhos, abençoem todos os nossos empreendimentos, ajudem-nos a conquistar todos os nossos inimigos e a remover quaisquer bloqueios em nossas vidas.


* Feliz mês novo
* Feliz òsè Ògún
* Ìsèse é a mãe da tradição
* Ìsèse l'àgbà.
Àse Òrìsà 

Fonte  https://www.facebook.com/okunola.ifayemiifanla.3


terça-feira, 28 de abril de 2020

REIGNS OF OYO ALAAFIN / REINADOS DOS ALAAFINS DE OYO English / Português


Publicado em 28/04/2020


Português
1-892 -Oranyan – Oyo-Ile foi fundado
2- 1042-Ajaka Dada
3-1077-Tella Oko conhecido como Sango
4-1137-Ajaka Dada
5-1177-Aganju Sola
– 1300- Interregnum Regente -Iyayun
6- 1351-Kori -Osogbo foi fundado
7-1357-Oluaso
– Eko é nomeado LAGOS pelos portugueses – 1472
8- 1530-Onigbogi
9-1532-Ofinran
10-1534-Egungun Oju – Igboho foi fundado / Nupe ocupou Oyo- Ile
11-1554-Orompoto
12- 1562-Ajiboye
13-1570-Abipa – Oyo-Ile reconstruido
14-1588-Obalokun -Sal introducido (Cloreto de sódio)
15-1600-Ajagbo
16-1658-Odarawu
17-1660-Kanran
18-1665-Jayin – 1 Awujale de Ijebu nomeado
19-1676-Ayibi – Oyo estendeu-se 150.00 km2
20-1690-Osiyago
21-1698-Ojigi – Alaafin viaja no Império / Oyo invade o Daomé -1728
22-1732-Gberu
23-1738-Amuniwaye
24-1742-Onisile
Daomé subjugado-1748
25-1750-Labisi – Reinou 15 dias e comete suicídio devido a Basorun Gaha
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26-1750-Awonbioju – Reinou 130 dias
27-1750-Agboluaje
28-1772-Majeogbe
29-1774/1789-Abiodun
30-1789/1796-Awole
31- 1796/1797-Adebo
32-1797/1798-Maku
– Interregnum – Regente Basorun Ojo Aburumaku
33-1801/1827-Majeotu  – Fulani apreendeu Ilorin  / Revolta do Daomé -1823
34-1827/1834-Amodo
35-1834/1837-Oluewu  – Jihad Fulani ataca Oyo -1835
– Are-Ona Kakanfo Afonja, mestre de Illorin,
convidou um estudioso fulani do Islã chamado
Alim al Salihem suas fileiras. Ele esperava
garantir o apoio de Muçulmanos iorubás e
voluntários do Hausa-Fulani norte em manter
Ilorin independente, mas não teve sucesso
36-1838/1858-Atiba Atobatele – Ago d’Oyo / Um campo de guerra iorubá implementado
por Oyo comandantes em Ibadan
37-1859/1875-Adelu agunloye – Grã-Bretanha abolui a escravidão – 1857  / Alaafin para a Guerra batedo em nome de Sango entre Ijebu & Egbas -1864
38-1876/1905-Adeyemi I  – Oyo tornou-se um protetorado da Grã-Bretanha -1888
39-1905/1911-Agogo Ija Amubieya Lawani
40-1911/1944-Ladigbolu I
41-1945/1954-Adeyemi II
42-1956/1968-Ladigbolu II
43-1971-Adeyemi III
Por Chief Samuel Ojo & Bada Saki


Inglês
1-892 -Oranyan – Oyo-Ile was found
2- 1042-Ajaka Dada
3-1077-Tella Oko known as Sango
4-1137-Ajaka Dada
5-1177-Aganju Sola
– 1300- Interregnum Regent-Iyayun
6- 1351-Kori -Osogbo was found
7-1357-Oluaso  – Eko is named LAGOS by the Portuguese – 1472
8- 1530-Onigbogi
9-1532-Ofinran
10-1534-Egungun Oju – Igboho was found / Nupe occupied Oyo- Ile
11-1554-Orompoto
12- 1562-Ajiboye
13-1570-Abipa – Oyo-Ile rebuilt
14-1588-Obalokun – Salt introduced (Sodium Cloride)
15-1600-Ajagbo
16-1658-Odarawu
17-1660-Kanran
18-1665-Jayin – 1 st Awujale of Ijebu appointed
19-1676-Ayibi – Oyo spanned 150.00 km2
20-1690-Osiyago
21-1698-Ojigi – Alaafin travelled around the Empire / Oyo stats invade Dahomey -1728
22-1732-Gberu
23-1738-Amuniwaye
24-1742-Onisile – Subjugating the Dahomey-1748
25-1750-Labisi – 15 days on throne committed suicide because of Basorun Gaha

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26-1750-Awonbioju – 130 days on the throne
27-1750-Agboluaje
28-1772-Majeogbe
29-1774/1789-Abiodun
30-1789/1796-Awole
31- 1796/1797-Adebo
32-1797/1798-Maku
– Interregnum – Regent was Basorun Ojo Aburumaku
33-1801/1827-Majeotu – Fulani seized Ilorin / Dahomey revolt -1823
34-1827/1834-Amodo
35-1834/1837-Oluewu – Oyo razed by the Fulani Jihad -1835
– Are-Ona Kakanfo Afonja , master of Illorin,
invited a Fulani scholar of Islam called Alim al Salih
into his ranks. He hoped to secure the support of
Yoruba Muslims and volunteers from the Hausa-Fulani
north in keeping Ilorin independent, but no succeed
36-1838/1858-Atiba Atobatele – Ago d’Oyo /  A Yoruba war camp settled by Oyo
commanders in Ibadan
37-1859/1875-Adelu agunloye – Britain abolish slavery- 1857
– Alaafin stopped Batedo War in the name of Sango between Ijebu & Egbas – 1864
38-1876/1905-Adeyemi I – Oyo became a protectorate of Great Britain -1888
39-1905/1911-Agogo Ija Amubieya Lawani
40-1911/1944-Ladigbolu I
41-1945/1954-Adeyemi II
42-1956/1968-Ladigbolu II
43-1971-Adeyemi III
By Chief Samuel Ojo & Bada Saki


Tradução do inglês:

Paula Gomes
Embaixadora Cultural Aláàfín Òyó


Publicado em 27/04/2020 em ÀSÀ ÒRÌSÀ ALÁÀFIN ÒYÓ 

domingo, 26 de abril de 2020

COMO É VISTO O CULTO DE KIMBANDA OU QUIMBANDA NA NAÇAO DE ANGOLA

Este artigo foi publicado em 18/01/2014, coletamos da internet para registrar a diferença entre Kimbanda e Quimbanda.


Autor .



Kimbanda significa algo como "cu­ran­deiro" em kimbundu, um idioma bantu falado em Angola.



  1. Kim­banda é uma espécie de xamã africano. O ofício do kimbanda é chamado de "umban­da"... Todos já ouvimos essa palavra por aqui
  2. Quimbanda é um culto afro-brasileiro com forte influência bantu e muito influ­enciado pela magia negra europeia. 

Kimbanda e Quim­banda se confun­dem, mas são cultos distintos e com objetivos dife­rentes. O kimbandeiro é um membro ativo de sua comunidade, um doutor dos po­bres e intérprete dos espíritos da Natureza. Ético, ele sempre trabalha para o bem, a paz e a har­monia. O quimbandeiro é um feiticeiro. Nor­mal­mente vive afastado, não se envolve social­mente. (o grifo é nosso)

Na África, o kimbandeiro faz a ponte en­tre os Makungu (ancestrais divini­zados), os Minkizes (espíritos sagrados da Natureza) e os seres humanos. Ele entra em transe profundo, incorpora os seres invisíveis que consultam os necessitados e os aconselham na resolução dos proble­mas. 

Os espíritos no corpo do kimbanda falam, fumam e bebem. Como autêntico xamã, ele sabe que a mata é um ser vivo que respira, come e sen­te. Ela é densamente habitada por diversos tipos de entidades, que trans­mitem seu conhecimento aos sacerdotes eleitos. Alguns destes seres se parecem a "duendes". Eles tem uma perna só, um olhos só ou falta algum braço. Moram dentro da mata e podem cruzar o caminho de algum caçador. 

Um Ponto Cantado para os exus na Umbanda, diz: 
"Eu fui no mato, oh ganga! Cortar cipó, oh ganga! Eu vi um bicho, oh ganga! De um olho só, oh ganga!" 

Ganga vem de Nganga, um dos no­mes pelo qual o kim­banda é conhecido. Nosso querido Saci Pererê é um de­les. Ele usa o filá (gor­ro) vermelho dos kim­­bandas, o ca­chim­bo dos pretos velhos e o tabaco dos caboclos!

O quimbandeiro centra seu trabalho na figura de Exu, que é um Orixá yoruba e não um Nkizi bantu. A entidade que se assemelha a Exu entre os bantu é chamada de Aluvaiá, Nkuvu-Unana, Jini, Chiruwi, Mangabagabana e Kitunusi dependendo do dialeto e da região. Aluvaiá pode ser "homem" ou "mu­lher" e sua energia permeia tudo e todas as coisas. Ele se adapta muito bem à noção umbandista de exu (entidade masculina) e pomba gira (entidade masculina).

O quimbandeiro também invoca e incorpora as entidades associadas ao culto do magnífico Orixá Exu, os exus e pombas giras. A visão das entidades também pode mudar... 

O kimbandeiro invoca as almas dos antigos Tatas (pais espirituais ou sa­cerdotes curandeiros) e Yayas (mães espi­rituais ou sacerdotisas curandeiras). Estas almas transcenderam o limite da mate­rialidade e da ignorância. Elas possuem bondade, conhecimento e luminosidade. Algumas não precisam mais encarnar, pois, já evoluíram o suficiente neste mundo. 

O quimbandeiro invoca almas de entidades que em vida foram feiticeiros, malandros, mercadores, homens ou mu­lheres comuns, etc... Na África o sangue é um elemento sacrificial. 

O kimbandeiro oferece um ani­mal a uma entidade, prepara a carne e entrega a primeira porção ao espírito. O resto do animal, que se tornou agora ali­mento, é compartilhado com a comuni­dade se isto acontece em data festiva.

O quimbandeiro, não está interessado em "sacrificar" (tornar sagrado), ele está preocupado com os poderes mágicos do sangue, vísceras e couro do animal. Por­tanto, teologicamente falando, ele não sacrifica.

As imagens utilizadas no culto do kim­bandeiro são feitas de pedra, madeira e barro. Os artesãos procuram modelar as entidades da Natureza de forma natural e simples. A imagem é consagrada cerimo­nial­mente e uma porção do espírito da entidade passa a habitar a efígie. 

Na Quimbanda, na maioria das vezes, são utilizadas imagens de gesso que re­presentam os espíritos aliados. Comu­mente estas imagens tem aspecto aver­melhado, podendo ter chifres ou não.

O kimbandeiro é um agente social. Ele depende da comunidade e a comu­nidade depende dele. Quando aceita um pagamento para seu trabalho, ele retira do mesmo a sua sustentabilidade. Todo mundo sabe e pactua com isso. Não existe abuso. Trocas de mercadorias e favores podem substituir o dinheiro como paga­mento. 

As pessoas empobrecidas são aten­didas sem nada precisar dar em troca. As vestes do xamã bantu são normais e naturais. Quando está trabalhando usa filá, guias de sementes, cinturão com amuletos e roupas sóbrias. 

Três são os pilares do kimbandeiro: amor, honra e caridade. 

O universo da Kimbanda é composto por três mundos que se interpenetram: 
O mundo celeste onde moram os espíritos celestiais e originais (alguns Minkizis e ancestrais divinizados), o mundo natural habitado pelos homens e pelos espíritos da natureza (elementais) e o mundo sub­terrâneo da morte e dos ancestrais.

O médium na Kimbanda é um canal entre os espíritos e os que precisam dos espíritos. Ele é um instrumento mágico, um servidor da humanidade que pratica um transe profundo, pois, somente ador­mecendo o ego o divino pode fluir.

Os espíritos utilizam o médium com gentileza e cuidado, sem esgotar suas reservas de energia psíquica. A Umbanda, certamente, bebeu das águas tradicionais da Kimbanda. 

Os negros bantus trouxeram sua herança espiritual, legítima, luminosa, ecológica e antiquíssima. Oremos para que as antigas almas dos Tatas e Yayas nos ajudem a separar o trigo do joio.

Publicado no Blog - http://encontronocruzeiro.blogspot.com/2014/01/como-e-visto-o-culto-de-kimbanda-ou.html

TIKTOK ERICK WOLFF