segunda-feira, 15 de novembro de 2021

UMBANDA PARA TODOS

Por Erick Wolff de Oxalá

Em 15/11/2021


Figura 1 - peji; crédito: autor

Todos os médiuns, já passaram por dificuldades ou passam, isso, não quer dizer que ele esteja sofrendo por demandas, ou, que as entidades não estão presentes, muitas vezes, são problemas externos que levam o médium a sofrer algum problema financeiro, saúde ou pessoal. 

Numa época bem distante, no começo do meu desenvolvimento, eu acabei tendo que fazer escolhas, que me fizeram lutar pela minha sobrevivência, onde fui em busca dos meus sonhos inclusive meu caminho espiritual. E foi naquele momento que descobri o conforto e esperança que um caboclo, na sua simplicidade consegue ajudar a seguir e buscar os nossos caminhos. 

Foi o meu caboclo pai Indaiano, e quando eu era jovem, que nos piores momentos que me guiou e orientou, e não foi apenas com banhos e oferendas, mas com muito amor e sabedoria. Por isso, que hoje e sempre eu sou muito grato por esta entidade e tantas outras que fazem parte do Ilê Axé Nagô Kóbi.  

E seja num peji* ou num congá** que uma entidade esteja incorporada ou espiritualmente presente, que eu sempre respeitarei e amarei.


Mais sobre a Umbanda.

* O peji (altar) de um terreiro de Umbanda é o local sagrado, onde ficam os paramentos religiosos que representam as entidades, representando a Aruanda (mundo espiritual).

** Congá (espaço) são pequenos e muitos médiuns acabam trabalhando incorporados ou camboneando. 

Crédito 
Figura 1 - A imagem foi editada para preservar os paramentos e fundamentos das entidades, não costumamos expor o sagrado, todas as imagens são previamente consultadas as entidades, para podermos divulgar. 

sábado, 13 de novembro de 2021

APIB - ARTICULAÇÃO DOS POVOS INDÍGENAS DO BRASIL

Por APIB - Articulação dos Povos Indígenas do Brasil

Postado em 1 de agosto de 2021, acessado em 12/11/2021 às 22:16



Com a queda do primeiro umbu maduro, os Pankararu iniciam seu ritual, em virtude de como acontecerá sua safra anual.

A tradicional festa do umbu é um evento ritualístico no qual se comemora a safra do fruto do umbuzeiro nas comunidades indígenas descendentes dos Pankararu-PE, ação praticada especificamente pelos povos Karuazú, Jeripankó e Katokinn localizados no município de Pariconha, Alto Sertão do Estado de Alagoas.
As festas são organizadas por famílias zeladoras dos Praiá (indígenas cobertos de fibra de caroá, que conduzem o Toante e o Toré ao som dos maracás e gaitas manifestando a força encantada aos presentes).
O ciclo começa em meados do mês de fevereiro e encerra-se no mês de março, tendo duração de quatro finais de semanas.










Fotos: @anawe.valentim
@_ludmyla08
Siga a @apiboficial e acompanhe mais do povo Pankararu nas redes sociais via @povopankararu e @aldeiakatokinn

quinta-feira, 11 de novembro de 2021

ALINHANDO OS CONCEITOS DOS TERREIROS BATUQUEIROS

Erick Wolff de Oxalá

Sacerdote de orixá desde 1989, na tradição do Batuque do Rio Grande do Sul.

Porto Alegre, 23/09/2021



(Figura 01)


Este ensaio tem por finalidade pontuar os conceitos e finalidades que envolvem os templos afro religiosos da religião Batuque do Rio Grande do Sul. 

Resumo

Os terreiros Batuqueiros afro-brasileiros possuem um papel importante para a sociedade brasileira e para a própria diáspora do Batuque, dos países vizinhos aos quais esta religião se instalou.


PONTUANDO AS DIFICULDADES

A busca do conhecimento e fundamentos

Entre as dificuldades, se destaca a cultura, que aqueles indivíduos que não tiveram oportunidade de ter acesso ao que o Batuque pode oferecer através das suas famílias religiosas, acabam por procurar em outras religiões este conhecimento, dando origem a pratica da dupla pertença, em sua maioria dando início a novas religiões misturando um pouco de cada religião, ou tudo.

Esta mistura acaba descaracterizando o Batuque perdendo sua identidade, e ao usar elementos do Candomblé como adjas, fios de contas que não são tradicionais do Batuque, roupas, panos de cintura e etc..., como cita Alexandre Custódio em "O costume do Belo", estes indivíduos ficam entre dois mundos e não praticam corretamente nem um nem outro culto, apenas usando indumentárias de outras religiões sem o devido fundamento; mas questionam quando os fios de contas do Batuque e suas indumentárias acabam sendo usadas por outras religiões como Quimbanda ou Umbanda os adeptos do Batuque sempre contestam e não aceitam.


Idioma e cantigas

Em destaque a perda do idioma, que conforme relata o Onilu (tamboreiro) Antônio Carlos neste fragmento de uma entrevista:

[...] A língua que nós falamos, é uma língua afro-brasileira.... entendeu?... por que um exemplo que eu vou dar... (cantando)... antigamente era diferente.... (cantando)... então as pessoas de hoje teria uma dificuldade para desenvolver na língua... entendeu?.... então o qui que aconteceu nesse.... facilitaram mais... entendeu?... não tão afro puro [...]

Notamos pelo relato que em determinada época, os mais velhos que sabiam o idioma foram morrendo, ficando os mais novos com dificuldade, e foram “melhorando”, quer dizer, não sabiam, e o "melhorar" nada mais foi que destruir as orin (cantigas), criando o suposto "ioruba arcaico" de hoje, que muitas palavras são misturas de gírias do nosso idioma com algumas palavras ioruba, que geralmente não fazem sentido. 

Os maiores problemas se encontram nas orin, que não formam uma frase completa ou com sentido, com isso as supostas traduções não possuem validade alguma. Pois cada Onilu canta na melodia, mas usa palavras diferentes para cada cantiga das cerimonias do Batuque, ou seja, não é a mesma cantiga nem que tente copiar.

Vale ressaltar que recentemente alguns onilu introduziram orin do candomblé no Batuque, não se sabe o porque. Da mesma forma quando o mestre Borel viajou para o nordeste para dar aula de tambor, tocando e ensinando as cantigas do Batuque aos candomblecistas, que possivelmente cantam as cantigas do Batuque nos terreiros de Candomblé, sendo assim, atualmente adeptos do Candomblé ao ouvir as nossas orin pensam que são de origem Candomblecista.
    

Registros do Mestre Borel ensinado toques de tambor e cantigas

O onilu do Batuque Borel de Xangô participou de várias edições do Alaiande Xire, encontro nacional de ogãs, onilus e tamboreiros organizado por Roberval Marinho e Cleo Martins, ambos filhos do Ile Axé Opô Afonja. 

(https://pt.wikipedia.org/wiki/Alaiand%C3%AA_Xir%C3%AA)

Nestas ocasiões ele teve a oportunidade de apresentar as cantigas do Batuque para os ogãs do candomblé, inclusive dentro do próprio Opô Afonja. (Informação pessoal de Aulo Barretti Fº, apud, Luiz L. Marins).

Figura 2

Figura 3

Figura 4

Observação, na figura 2, o onilu mestre Borel é referenciado como representante do Candomblé, na verdade em momento algum nas imagens 2, 3 e 4, citam que ele pertencia ao Batuque. 


Cantigas para folhas

Com a dificuldade do idioma, encontramos alguns equívocos, como cantar para Odé (caçador) uma cantiga que soa a palavra "Mi n' eró, mi n' ero Odé" que se transformou em Omiero de Odé, sendo que nas transcrições do livro Axés dos Orixás do Rio Grande do Sul, se cantava assim:

[...] 

- mineró mineró Odé mineró Odé o

[...] (pág. 47)

A questão de ressignificar, é preciso esclarecer que não é a mais cantiga original, neste caso não seria problema, mas ao mudar a orin para Omiero, para ser usada no ritual de Omi ero (água calmante) para macerar ervas para banhos ou rituais para lavar a cabeça e iniciações, transforma o ritual exclusivo para Odé para todos do terreiro.

O mesmo ocorre ao cantar para Ossanhe, onde todo o ritual pertenceria a este orixá, independente dele ser uma divindade que manipula as ervas.  

Entendemos que ao colher ervas devam ter cantigas exclusivas para isso, a menos que a erva seja para ritual exclusivo de determinada divindade, neste caso canta-se para a divindade que será feito o ritual. Assim também ocorre com a maceração de ervas onde necessita de uma cantiga exclusiva para macerar, ou, no caso de ser um banho ou água de axé para determinada divindade, canta-se para ela.


O Tabu da ocupação

A manifestação das divindade pelo nossos registros sempre foi mantida em segredo pelos adeptos, evitando assim comentar para as pessoas que estão com seus orixás manifestas, ou, até mesmo fotografar. 

Entendemos que o Tabu da ocupação ajudou a preservar as semelhanças do comportamento das divindades com a sua origem nas terras Ioruba, pois, conforme poderemos ver neste artigo, os orixás do Batuque dançam e se porta muito semelhante a Oya no festival de oyo, Nigéria: 

https://iledeobokum.blogspot.com/2021/06/orixa-oya-na-religiao-tradicional-ioruba.html 

E ao mesmo tempo que o tabu da ocupação preserva os ritos e os orixás, para que não caiam nas mídias sociais e sejam alvo de pessoas maliciosas e mau intencionadas. 

Pelo que relatam os antigos, o Tabu da ocupação teve início lá no inicio onde mulheres e homens da corte ao frequentar os toques acabaram entrando em transe e a divindade manifestando, para que estas pessoas pudessem voltar e não abandonarem por motivos particulares ou medo, não contavam e assim ficou até os dias de hoje. Outra versão do Tabu da ocupação é para evitar que os filhos abandonem a religião pelas provas e testes de fogo, dendê ou mel fervendo que são feitos secretamente ou abertamente em dias de toques ou festas. 


Axé de fala

O axé de fala do Batuque é uma ritualística que o orixá passa por vontade própria, quando convidado pelo orixá da casa ou pelo Babalorixá/ Iyalorixá para que seja apresentado para a comunidade e a partir deste momento possa falar com qualquer pessoa quando necessário, ou tire orin nos toques ou em rituais. 

No Candomblé, na saída o orixá, irá falar o nome dele e dar o seu "hun be" (uma espécie de berro ou lamento) que ao chegar ou durante o transe emitem. O orixá do Candomblé não tem permissão de fala e não o faz como os orixás do Batuque ou na tradição Ioruba, na Nigéria.


Comidas dos orixás

As comidas de orixás do Batuque possuem identidade culinária e padrão, muitas delas se assemelham as que são feitas em terras iorubas como:

O Akassa (Eko):  

https://iledeobokum.blogspot.com/2020/05/omiidun-eko-ogi.html

O Amalá de Xangô de Oyo, Nigéria que é muito semelhante:  

https://iledeobokum.blogspot.com/2020/12/amala-de-xango-em-oyo.html

Entre outras comidas e bebidas que poderemos encontrar nos costumes da tradição ioruba que facilmente acharemos semelhança com os feitos no Batuque tradicional. 


Consultas e oráculo

O jogo de Búzios do Batuque originalmente usa 8 búzios, e Solomon informa que Ekiti, sacerdotes de Oxalá jogam com 8 búzios. 



Tradução online: 

 

"Solomon Omojie-mgbejume Jeff Gonzalez verdade. Você se lembra de dez kolanut lançando quando egbe estava sendo feito ib ilaro?
Em algumas áreas em Ekiti, sacerdotes Oxalá usam 8 búzios também."


O jogo tradicional do Batuque é baseado no orixá, através do jogo de búzios é feita a consulta, em momento algum usa-se ou necessita de odu (registros de signos de ifá ou orixá); sabemos que nem todos orixás na tradição Ioruba usam ou necessitam de odu. Veja o caso do povo de Obá:



Raspagem da cabeça

Nem todos os orixás necessitam raspar, entre eles Oxóssi e Ogum não raspam na tradição Ioruba, desta forma, o Batuque não precisa e nem raspa.

Baba Zarcel informa (apud Marins, 2017) que nem todos necessitam raspar, e completa que tem pessoas que não devem raspar, veja a seguir entre trecho:

[...] 

A raspagem do cabelo não é um ritual obrigatório. É dos vários rituais que podem ou não acontecer durante uma iniciação. Inclusive, existem pessoas que não podem raspar a cabeça, como alguns filhos iniciados para Xangô, não todos. Mulheres que tem determinado odu Ifá, como por exemplo, Oxé Meji, que proíbe ter cabelo curto assim igual ao meu, e orienta a pessoa ter cabelo grande. Então, não se raspa. [...] 

O ato de raspar é necessário para que seja colocado o idosu, um preparado que contem vários componentes sagrado para feitura do orixá, neste caso, somente os iniciados para aquele orixá participam e o sacerdote deverá ser do mesmo orixá ao qual o iniciado. 

No entanto, nem todas as divindades tem o idoxú em suas feituras, caso de Ogun, por exemplo (Paula Gomes, Oyo Alaafin). 

No Brasil, o Candomblé, na sua ritualística possui a tradição de raspar, no entanto o idosu do candomblé é um idosu casa da casa de axé, e não do orixá, pois, diferente da tradição ioruba, várias pessoas de outros orixás manipulam o novo idosu que está sendo iniciado, não possuindo nenhuma ligação com a divindade do noviço que está sendo iniciado, exceto o axé da casa a qual o iniciado esta sendo feito. 


CONSIDERAÇÕES FINAIS

O Batuque possui conhecimento e cultura, passado por sacerdote responsáveis que pertencem a casas tradicionais do Batuque. 

O idioma e as cantigas necessitam de maior atenção e carinho para que os batuqueiros possam resgatar o que perderam. 

Muitas cantigas do Batuque foram ensinadas pelo mestre Borel e por outros mestres batuqueiros, para o Brasil, desta forma é normal que outras religiões possam estar cantando algumas orin do batuque no candomblé, assim como também houveram tamboreiros que introduziram cantigas do Candomblé no Batuque. 

Cantigas para folhas e rituais necessitam atenção, ou corremos o risco de estar fazendo rituais para outros orixás em nossas iniciações.

O Tabu da ocupação e o axé de fala são fundamentos do Batuque, da mesma forma que não há necessidade de raspar, sendo que nem todos orixás raspam e nem levam idosu. 

O jogo de búzios do Batuque não usam e nem precisa de odu, e pode orientar em todos os momentos e problemas dos seres humanos. 


Bibliografia 

VERARDI, Jorge, Axés dos Orixás no Rio Grande do Sul, Impresso no Brasil, edição 1990.


Referencias 

BARRETTI Fº, Aulo - Pagina pessoal no wordpress. 

https://aulobarretti.wordpress.com/ 


MARINS. Luiz L. - Pagina pessoal no wordpress

https://luizlmarins.wordpress.com 


MARINS. Luiz L., OGAN, EKEDI E O ATO DE RASPAR: BABA ZARCEL FALA SOBRE OS COSTUMES DA RELIGIÃO TRADICIONAL IORUBA, REVISTA OLORUN, n. 56, 2017.

WOLFF. Erick, CONSIDERAÇÕES SOBRE REALINHAMENTO DOS RITOS AFRO-BRASILEIROS, NA TRADIÇÃO BATUQUE DO RS, acessado em 22/09/2021 as 18:44

https://iledeobokum.blogspot.com/2020/07/consideracoes-sobre-realinhamento-dos.html?m=1 


CUSTÓDIO. Alexandre, O COSTUME DO BELO, OS NOVOS ELEMENTOS INTRODUZIDOS NO BATUQUE, REVIST, revista OLORUN, n. 57, janeiro de 2018.

https://luizlmarins.files.wordpress.com/2019/06/o-costume-do-belo-os-novos-elementos-adicionados-ao-batuque.pdf

quarta-feira, 10 de novembro de 2021

A NOSSA RAIZ VEIO DA ÁFRICA

O Terreiro do pai Leandro, onilu (tamboreiro) e Babalorixá, confirma a origem ioruba da Kanbina, importante informação:

Em 21/08/2020 acessado em 10/11/2021 às 16:42





[...] 

Festival mundial de Xango (Sàngó). Um dos principais festivais de Oyo, um pedaço de nossa origem e nossas sementes, o termo semente pois nossa raiz está aqui embora a semente veio de Africa 

🙏🏾
✊🏿
.
Praticantes de ifá a Koso, onde fica o santuário de Xango, o festival será realizado até 24 de agosto. Curiosidade O Alafin não participa das festivais pois não pode ver Sangò duas vezes o festival duram até dia 24 de Agosto.
Fonte Adejare Osaleti
Texto
Alagbê e babalorisà
Leandro dos Santos [...]


LEANDRO, Babalorixá Leandro dos Santos, filho do Babalorixá e Tamboreiro Antonio Carlos de Xangô (póstuma), neto de Pai Cleon de Oxalá (póstuma).

Fonte - https://www.facebook.com/watch/?v=818072588867371&ref=sharing

terça-feira, 9 de novembro de 2021

BARA O SENHOR DO MERCADO

Comentários de Luiz L. Marins pulicado no canal do Patrick Olivera, em 09/11/2021 às 9:29, vídeo Bara o senhor do mercado. 







Reconheço a boa vontade do autor em louvar Èsù, entretanto, há alguns equívocos conceituais sérios que precisam ser comentados para que os mais novos possam compreender melhor a religião iorubá, sem os vícios da literatura acadêmica afro-brasileira.


Em 00:55, Èsù não dá a vida, pois isto é um ato de Olódùmarè, após Obàtálá criar o corpo.

Em 03:31, Èsù não é o princípio cósmico, pois a atributo da criação foi dado a Obàtálá por Olódùmarè.

Em 03:54, Èsù é representado por um ota-pedra (não confundir com òtá -inimigo, nem com òta -aquele que é o melhor de todos), mas não existe na cultura ioruba o conceito que Èsù dá vida ao ayé (mundo físico), pois na religião tradicional iorubá, o Òrìsà da criação da criação no ayé, é Obàtálá.

Em 04:31, Olódùmarè não criou o ayé diretamente, porque isto é um conceito teísta cristão. Na religião tradicional ioruba, o ayé foi criado por Obàtálá com o àse (poder) que ele recebeu de Olódùmarè.

Em 04:35, Èsù não é princípio da existência, pois, repetindo, o atributo da existência está nas mãos de Olódùmarè e Obàtálá.

Em 05:00 a 06:00, Èsù não vive no corpo de ninguém. Ninguém nasce com Èsù no corpo (Elegun Sango Oyo Alaafin). O que há aqui é uma confusão de "Bará" (abreviatura de Elégbárá, aquele que tem o poder), com, Báara (a parte espiritual da própria pessoa, que acompanha o corpo do ser humano). Um equívoco do livro "Os Nagô e a Morte" devido à autora não compreender a Noção de Pessoa Ioruba.
 
Em 06:15, Èsù não é dono do corpo e não tem nada a ver com a manutenção da vida. Isto é um equívoco conceitual no tema Noção de Pessoa Ioruba. A vida é garantida ao ser humano por èémí (respiração) - não confundir com èmí (espírito) - e Èsù não tem nenhuma relação com isso.

O QUE HÁ PARA SE LER:

* Introdução à Noção de Pessoa Ioruba (Luiz L. Marins)  
* Os Nago e a Morte, um estudo das fontes (Luiz L. Marins)
* Noção de Pessoa e Linhagem Familiar entre os Iorubas (Pierre Verger)
* Etnografia Religiosa Ioruba e Probidade Científica (Pierre Verger)
* Reflexo Negro em Olhos Brancos (Brumana)

Estes trabalhos podem ser encontrados em: 

Um extrato da fala do elégun Sango Oyo Alaafin dizendo que não existe Èsù do Corpo pode ser encontrado no Youtube, no endereço abaixo:
https://www.youtube.com/watch?v=DG21xryXCM8&t=7s

(sugiro aos leitores que explorem este canal que esclarece muitos equívocos conceituais afro-brasileiros).


Para o bem da verdade científica, peço amigavelmente ao autor que mantenha esta postagem.

Àse a todos!



segunda-feira, 8 de novembro de 2021

RITUAL YORUBA PARA ENTERRAR O MORTO EM CASA

Por Paula Gomes Aduke
Postado em 07/11/2021, acessado em 02/11/2021 às 11:15


Mais um pouco sobre a tradição do povo yorùbá.

Hoje é o 3 dia que o Baba Sangodare Ajala foi enterrado e as mulheres mais velhas fazem os ritos na sepultura . Este ato chama se Ipale ou Ibole que significa pintar, limpar e preparar a sepultura para os rituais do 3, 5 e 7 dias serem realizados.

O povo yorùbá tem a tradição de enterrar os mais velhos dentro de casa para que estes continuem a proteger os seus descendentes.

Baba Sangodare foi enterrado na sala da sua casa, onde todos os filhos se reúnem.



Créditos do vídeo ao
Baba Osunkolade Olosun

Fonte - https://www.facebook.com/watch/?ref=saved&v=183209887334751
 

TIKTOK ERICK WOLFF