sexta-feira, 5 de maio de 2023

RESUMO: AS NAÇÕES DO RIO GRANDE DO SUL

Por Afrobras - Federação das Religiões Afro-Brasileiras

Postado em 01/05/2023

RESUMO: AS NAÇÕES DO RIO GRANDE DO SUL.

Os rituais do batuque seguem fundamentos, principalmente das raízes da nação Ijexá, proveniente da Nigéria, e dá lastro as outras nações como o Jêje do Daomé, hoje Benim, Kambina não confundir com Cabinda (enclave Angolano) e Oyó, também, da região da Nigéria.

O batuque surgiu como diversas religiões afro-brasileiras praticadas no Brasil, tem as suas raízes na África, tendo sido criado e adaptado pelos negros no tempo da escravidão. Um dos principais representantes do batuque foi o Príncipe Custódio de Xapanã. O nome batuque era dado pelos brancos, sendo que os negros o chamavam de Pará. É da Junção de todas estas nações que se originou esta cultura conhecida como batuque, e os nomes mais expressivos da antiguidade, e da atualidade, que de uma maneira ou de outra contribuíram ou contribuem para a continuidade dos rituais são:

IJEXÁ:
Paulino de Oxalá Efan, Maria Antonia de Assis (Mãe Antonia de Bará), Manoel Matias (Pai Manoelzinho de Xapanã), Jovita de Xangô; Miguela do Bará, Pai Idalino de Ogum, Estela de Yemanjá, Ondina de Xapanã, Ormira de Xangô, Pedro de Yemanjá,Pai Tuia de Bará,Pai Tita de Xangô; Menicio Lemos da Yemanjá Zeca Pinheiro de Xapanã, Mãe Rita de Xangô, entre outros.

OYÓ:
Mãe Bibica de Ogum Ipolé, Mãe Cesária de Xangô Oba-Leri, Mãe Emília de Oyá Lajá, Pai Donga da Yemanjá, Mãe Gratulina de xapanã, Mãe “Pequena” de Obá, Mãe Andrezza Ferreira da Silva, Pai Antoninho da Oxum, Nicola de Xangô, Mãe Moça de Oxum, Miguela de Xangô, Acimar de Xangô, Toninho de Xangô, Tim de Ogum, Pai André do Ogum, Mestre e Pai Fernando de Bará, Pai Jauri de Oxum Funiké, Mãe Ritinha de Xangô Aganju, Pai e Mestre Borel de Xangô, Pai Clovis de Xangô, Mãe Sueli de Iemanjá, Mãe Neneca de Xangô, Mãe Araci de Odé, Mãe Dirce de Nanã, Pai Fábio de Oxum, Mãe Eulinda de Oyá, Pai Máximo de Odé, Pai Mozart de Iemanjá, Mãe Ieda de Ogum, Pai Hélio de Xangô, Pai Chiquinho de Oxalá, Mãe Jane de Oxum, Mãe Vera de Ossanha, Mãe Norinha de Oxalá, Pai Gululu de Oxum, Mãe Zeti de Bará, Mãe Ercília de Bará, Mãe Vera de Oyá, Mestre e Pai Adãozinho de Bará, Mestre e Pai Passarinho de Bará, Pai Adilson de Oxum, Mãe Sueli de Xangô, entre outros.

NAGÔ:
Grandes nomes desta nação, podemos citar: Paulo de Agandju, Imbrain de Oyá Mesan, Aldirio de Xangô, Aída Ricciardi Chiarelli de Agandju, Volni de Ogun, Enio Gonçalves de Ogun, Leda Feijó de Oxum, João Carlos Lacerda de Oxum, Norma Feijó de Xangô, Baba Evanisé de Xangô Alafin Exê, João Cunha de Xangô Djakuta, Veleda de Bará, Arminda de Xapanã, Vó Lúcia de Xango (embora da Nação Oyo, influenciou muito o Nagô em Pelotas) , Zé Coelho de Odé Otulú, Professor Lino Soares de Odé, Albertina de Bará, Vó Diva de Odé, Vô Lourenço de Odé, Paulo Vieira Nunes de Bará-Odé.

JEJE:
Mãe Chininha de Xangô, Príncipe Custódio de Xapanã, João Correa de Lima (Joãozinho do Exú By) responsável pela expansão do batuque no Uruguai e Argentina, Zé da Saia do Sobô, pai Santiago de Oxum, mãe Otília de Ogum, Loreno do Ogum, Nica do Bará, Alzira de Xangô, Pai Pirica de Xangô;Mãe Dada de Xangô; Leda de Xangô; Pai Tião de Bará; Pai Nelson de Xangô, Mãe Haidê de Oxum, Pai Vinícius de Oxalá, Pai Max de Xangô Agodô; Mãe Cleusa de Bará,Pai Ivonir de Ogum Onira, pai Pedro de Oxum, mãe jalba de yansa, pai Alexandre de oxalá, pai Mário de oya, mae juvelina de yansa, mae nirlete de Yemanjá, pai Ivan de Yemanjá, mãe Dulce de Oxum doco, pai luis do bara talade, pai Marco Aurélio de Oxum, pai Alexandre de xango entre outros.

KABINDA(Cabinda):
Gululu de Xangô, Waldemar Antonio dos Santos (Tiemar) de Xangô Agodô, também conhecido por Waldemar de Kamuka; Pai Cleon de Oxalá, Maria Madalena Aurélio da Silva de Oxum, Palmira Torres de Oxum, Pai Henrique de Oxum, Pai Romário de Oxalá, Pai Gabriel da Oxum, Mãe Marlene de Oxum, Pai Tati de Exú Lanã, Mãe Ole de Xangô, Pai Genercy de Xangô Agandju, Pai Adão de Bará, Pai Mário da Oxum, Pai Nazário do Bará, Pai Didi de Xangô, Mãe Alice de Oxalá, Pai Enio de Oxum Miuá, Mestre e pai Xamim de Xangô, Mestre e Pai Antônio Carlos de Xangô e Mestre e Pai Jango de Xapanã entre outros.

O uso do nome Kambina (Cabinda) parece ser recente na etnografia, pois a tradição oral coletada por Norton Correa (1996, 55)[1] registra o nome de Cambina ou Cambini. Devido à similaridade, pode ter sido associada ao enclave angolano citado. Estudos recentes mostram possibilidades da nação Cambina ter suas origem entre os Iorubás, e não os bantus (Wolff, Revista Olorun, Julho 2014, n. 18)[2], Revisada e aumentada (Wolff, Revista Olorun, Fevereiro 2016, n. 35) [3].

As entidades cultuadas são as mesmas em quase todos terreiros, os assentamentos, tem rituais e rezas muito parecidos, as diferenças entre as nações é basicamente em respeito ás tradições próprias de cada raiz ancestral, como no preparo de alimentos e oferendas sagradas.

O Ijexá é atualmente a nação predominante, encontra-se associado aos rituais de todas nações.
#viasoaxe





Imagens comprobatórias:




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quarta-feira, 3 de maio de 2023

OFERECER COMIDA A SÀNGÓ NO OPON (GAMELA)

Recentemente foi divulgado na comunidade Batuque do Rio Grande do Sul uma lenda de SÀNGÓ.

SÀNGÓ foi sentenciado a comer como os escravos, por algum tempo está lenda se fez presente na diáspora, coletada em casas do Candomblé.



PORQUE XANGÔ SÓ COME EM GAMELAS ?


“Xangô é condenado por Oxalá a comer como os escravos

Airá, aquele que se veste de branco, foi um dia às terras do velho Oxalá para levá-lo à festaque faziam em sua cidade. Oxalá era velho e lento, Por isso Airá o levava nas costas. Quando se aproximavam do destino, vira a grande pedreira de Xangô, bem perto de seu grande palácio. Xangô levou Oxalufã ao cume, para dali mostrar ao velho amigo todo o seu império e poderio. E foi lá de cima que Xangô avistou uma belíssima mulher mexendo sua panela. Era Oiá! Era o amalá do rei que ela preparava!

Xangô não resistiu à tamanha tentação. Oiá e amalá! Era demais para a sua gulodice, depois de tanto tempo pela estrada. Xangô perdeu a cabeça e disparoucaminho abaixo, largando Oxalufã em meio às pedras, rolando na poeira, caindo pelas valas. Oxalufã se enfureceu com tamanho desrespeito e mandou muitos castigos, que atingiram diretamente o povo de Xangô.

Xangô, muito arrependido, mandou todo o povo trazer água fresca e panos limpos. Ordenouque banhassem e vestissem Oxalá. Oxalufã aceitou todas as desculpas e apreciou o banquete de caracóis e inhames, que por dias o povo lhe ofereceu. Mas Oxalá impôs um castigo eterno a Xangô. Ele que tanto gosta de fartar-se de boa comida.

Nunca mais pode Xangô comer em prato de louça ou porcelana. Nunca mais pode Xangô comer em alguidar de cerâmica. Xangô só podecomer em gamela de pau, como comem os bichos da casa e o gado e como comem os escravos.

 

Lenda tirada do livro

 

Mitologia dos Orixás”

As fontes e referências deste lenda: 

Publicada no livro Mitologia dos Orixás, Reginaldo Prandi, editora schwarcz ltada, 2008. (p. 279), (referencia 158 p. 544):

[...]

Xangô é condenado por Oxalá a comer como os escravos. Reginaldo Prandi, pesquisa de campo, Recife, 1992, narrado por Maezinha, Maria do Bomnfim, do sítio do pai Adão; São Paulo, 1993, narrado por pai Doda Aguéssi Braga, babalorixá do Ilê Axé Ossain Darê. Este mito justifica o assentamento de Xangô em recipientes de madeira, de preferencia gamelas, e faz referencia ao ciclo de festas do Candomblé de nominado Água-de- Oxalá. Muitos relatos populares enfatizam que os escravos no Brasil comiam em cochos de pau, como come "Xangô nos Candomblés"

[...]

 

Entretanto sobre o costume de entregar comida para SÀNGÓ no opon (gamela), não é uma penitência, mas um costume antigo.

Dra. Paula, informa que:

Dra. Paula Gomes, Ministra da cultura do Alaafin OYO, Nigéria

“Bom dia, não. O opon surgiu para sango e antigamente as pessoas comiam em recipientes de madeiras  juntas. Talvez daí tenha surgido a gamela para dar comida a sango” (informação pessoal, 04/05/2023)


E completa, sobre a gamela ser um símbolo de escravos:

"Bem eu nunca ouvi e não duvido da história, pois não sei tudo, a única coisa que sei é k é comum aqui as famílias comerem juntas do mesmo pote, então antigamente tanto era em pote de barro ou madeira"


Link https://www.facebook.com/groups/399644985225461/permalink/735149321675024/?mibextid=W9rl1R


Imagens comprobatórias:

O APRONTE NOS ANOS 90, BATUQUE DO RS.

Coletamos esta postagem dos anos 90.

Fátima relata os costumes da família dela. vejamos a seguir: 








Lembranças... meu pai carnal sempre foi de religião e sempre nos levou junto( eu e minha irmã). Então cresci acompanhando obrigações com ele. Em junho deste ano completo 30 anos de pronta de bará a Oxalá com axé de búzios e faca. Em setembro completo 29 anos de assentamento de Lodê e Avagan . Minha rua foi feita quando eu tinha 27 anos e nunca me atrapalhou em nada. Lembranças... um pouco de minha vivência religiosa. Casa aberta há 24 anos! Esta sou eu: Yalorixá Fátima de Oxum Adokô. Com várias testemunhas vivas: Rozane Barbosa , Cezar Augusto Ribeiro Cezar Ribeiro Rose Martins Rosangela Martins Cleusa Wentz Milton Dos Santos Eliani Santos Luis Gustavo Ribeiro Paulo De Xango Aganju Paulo Roberto Lopes Leal Lisiane Petroni Valeria Thies Maffioletti Carla Froehlich Anelise Costa Joao Eberti Maria Terezinha Ribeiro Sonia Maria Silva da Rosa Jorge Hoffmeister e tem muito mais...


Fátima informa que foi feita por Joãozinho de Oxum Dokô, jeje- ijexá, feito pela Falecida Sueli de Lodê, neto do falecido Euclides de Xangô e bisneto da falecida Ondina de Xapanã.


Imagens comprobatórias:






Link:



Revisado e aumentado em 04/05/2023

Entramos em contato com a autora da postagem, para mais detalhes, informações pessoais colhidas melo msn, em 04/05/2023 por volta das 11:00hrs.

Perguntamos para Fátima quem cuidava do Lode:

"Sempre fui eu... quando foi feito o Lodê, eu tinha 27 anos, aliás, nem tinha ainda, ele foi feito em setembro e eu fiz 27 em dezembro... nunca afetou meus relacionamentos amorosos, inclusive tive filhos depois"

E completa:

"Tinha alguns cuidados para lidar com ele... Não usava maquiagem, nem adornos nem saia."

Sobre o Lado que segue atualmente Fátima informa que:

"Sou Cabinda há 17 anos"

Perguntamos sobre como foi o apronte:

"08 orixás primeiro com os axés. Ano seguinte o restante do irunmole e em seguida a rua"

E completa:

"somente levei meus e ele abriu minha casa quase 5 anos após"







 

TIKTOK ERICK WOLFF