Postado por yemoja_arike
Em 20/11/2021, acessado em 15/12/2021 às 13:12
1-Existem muitos nomes de egungun. Não é considerado Orisa para muitos e sim uma sociedade ancestral, mas tb há quem considere.
Postado por yemoja_arike
Em 20/11/2021, acessado em 15/12/2021 às 13:12
1-Existem muitos nomes de egungun. Não é considerado Orisa para muitos e sim uma sociedade ancestral, mas tb há quem considere.
1-Ìyá mi Osoronga-Não é Orisa Elas estão mais p/ 1 das forças controladoras do mundo, e tb uma força do poder feminino. Iyami não pode ser resumida a condição ‘feiticeiras” ou “bruxas”, elas possuem um poder oculto, àjé para mim está mais para aquela-que-age-e-não-vê-de-onde-veio. Elas ajudam os seres na terra, a solucionar problemas causados por más ações que despertam Ajogun (as negatividades).
Postado por yemoja_arike
Em 14/12/2021, acessado em 15/12/2021 às 12:57
1-Olokun é a/o Orisa ligado ao mar e oceano - òkun é a palavra para mar em Yorùbá
Postado por yemoja_arike
Em 15/11/2021, acessado às 13:00
ORISA OBA - TRADIÇÃO DA CIDADE DE OYO
Postado por yemoja_arike
Em 09/12/2021, acessado em 15/12/2021 às 12:57
1- Olosa - Osara é Orisa ligada a água lagoas
Postado por yemoja_arike
Em 15/11/2021, acessado em 15/12/2021 às 12:57
1 - Orole é um outro Orisa de Ikere, que da o nome de uma montanha vizinha a Olosunta.
[...] Não será casual que o pai-de-santo Paulo Tadeu Ferreira justifique o seu livro (Fundamentos Religiosos da Nação dos Orixás – Nação de Cabinda) como uma forma de suprir aquele saber que os pais-de-santo por negligência, falta de conhecimento, egoísmo, e, até mesmo, em alguns casos, para que os futuros Babalorixá e Ialorixá fiquem na dependência religiosa de seu mestre de ensinamentos (Ferreira, 1983:13). [...]
[...] Se recusaram a dar, nada escreva sobre os eguns. Talvez tenha sido exatamente isso que levou Bastide (2001) a pensar que a “casa dos mortos” havia desaparecido em Porto Alegre, provavelmente em função, pensava ele, do “caráter mais proletário da religião, o que impede o sacerdote de comprar terreno suficientemente vasto para compreender mais de uma habitação” (Bastide, 2001: 79). [...]
[...] Há sempre alguma história sobre um chefe que tentou exceder essa fronteira, sendo então acusado de autoritário, explorador etc. O limite da autoridade, aqui como alhures, é a defecção. Existem inclusive aqueles que entendem que o problema da religião é sempre a hierarquia, e esses, mesmo prontos para serem pais-de-santo, preferem, no entanto, não ter casa nem filhos. Borel (tamboreiro) é um deles. Quanto a filhos de santo e casa de Religião aberta é taxativo: “eu nunca tive filho de santo. Eu não quero saber dessas coisas comigo. Sou meio cabuloso”. Na verdade, contrário à estrutura hierárquica das casas de Religião em torno do pai de santo com poderes absolutos (o que segundo ele seria uma deturpação da tradição africana), se nega a ter filhos e filhas de santo iniciados desta forma (Braga, 2003: 53). [...]
[...] Particularmente, não conheci nenhum chefe com “poderes absolutos”, mas esse depoimento, que pode também ser lido pelo seu inverso, atesta a enorme importância concedida à autonomia ritual. Borel, por outro lado, pôs no chão (apenas) duas pessoas, uma delas a sua cunhada e outra cujo vínculo desconhecemos, evitando, em ambos os casos, que se “criassem laços de parentesco ritual”, argumentando que “há muito malandragem nisso. Muitos pais e mães de santo estimulam os filhos a abrirem casas de Religião para aumentar os seus ganhos, pois, ao alastrarem a sua descendência, consequentemente multiplicam os lucros, já que cobram para realizar obrigações religiosas para eles. Uma de suas mães de santo procedia assim, por isso não a comunicou quando botou no chão aquelas duas pessoas. (Braga, 2003: 53). [...]
[...] A expressão “casa aberta” pode ser encontrada em outros contextos (Birman, 1985: 74). É muito difícil avaliar a quantidade de tais casas, mas é razoável supor que elas existem em um número significativo, sobretudo porque, ao que parece, não são incomuns essas situações em que um filho tem consigo os seus santos sem, contudo, interessar-se em ter filhos ou mesmo em atender clientes. [...]
[...] Reginaldo Braga, destacava a presença desse tema entre os responsáveis pelos tambores rituais. O tamboreiro Carlinhos da Oxum disse ter aprendido vários lados com os mais antigos, recolhendo mais de 700 axés (cantos) ao longo de sua atividade como tamboreiro, mas não deixa que seus alunos tenham acesso completo a essa compilação ritual, aos quais, portanto, não ensina tudo aquilo que sabe. (Braga, 2003: 159). [...][...] Noto ainda que o número de tamboreiro que conhece os cantos dedicados aos orixás parece bem maior do que aqueles que conhecem os axés dos eguns. Nenhuma pessoa, veremos mais tarde, sabe tudo, precisamente porque há um lado do saber que nunca se fecha. (Braga, 2003: 159) [...]
[...] Serra (1995) ajudou a situá-lo em uma perspectiva comparativa mais ampla. Na religião iorubana, pode-se distinguir um culto doméstico de outro “sacerdotal” como constitutivos de tradições relativamente distintas. Embora na Bahia, por exemplo, a primeira tenha tido certo desenvolvimento, prevaleceu a segunda, propagada por organizações religiosas estruturadas em bases “conventuais”, como colégios místicos. Aliás, verificou-se em todo o Brasil a tendência para a desaparição do culto (“nagô”) doméstico ou sua absorção pelo “de sacerdócio” – absorção que em Laranjeiras se faria, quiçá, mediante interferência dos especialistas no rito “conventual” de implantação mais antiga (1995: 73). Acrescento que a etnografia haitiana fornece um testemunho adicional a respeito do mesmo fenômeno, pois lá, tanto quanto cá, a forma comunitária do culto parece ter predominado sobre a forma doméstica, embora, como aqui, os arranjos e passagens entre elas sejam também bastante complexos. [...]
[...] Assim, por exemplo, afirmava eloquentemente Pai Diamantino de Oxalá, chefe de uma casa Cabinda localizada na cidade de Pelotas. Então dizem: “vocês idolatram todos os deuses”. Nós dividimos deus em forma de natureza, em forma de orixá. Na verdade, é um deus só. Tu entendeste? Só que se eu quiser falar com deus em forma de Iansã, eu vejo o vento. Para mim, deus está no vento ‟(Kosby, 2009: 45). [...]
[...]É comum que o terreiro tenha como nome o do/dos Orixás principais do chefe. Mais ainda, uma resposta típica à pergunta porque uma pessoa abriu seu próprio terreiro é de que seu Orixá chefe assim o ordenou porque não podia subordinar-se ou continuar se subordinando a outros Orixás. (Brumana e Martínez, 1991: 153). [...]
[...] Das quatro casas em que Corrêa (2006: 151) concentra mais a sua pesquisa de campo, duas introduzem algumas das primeiras complicações internas a essa classificação. Mãe Moça da Oxum e Mãe Ester da Iemanjá praticavam o chamado “Batuque puro”, embora a primeira tivesse em sua casa um Congá da Umbanda, religião em que atuara quando mais jovem, abandonando-a depois. Entretanto, algumas das integrantes do templo faziam ocasionalmente sessões de Umbanda. Por estes motivos, a visão dos acontecimentos [o autor se refere aqui ao ritual fúnebre chamado de Orissum], por parte da Mãe Moça, mostra, bem mais do que a outra, influência espírita-kardecista. No templo da segunda, também, havia muitas pessoas que frequentavam ou eram proprietárias de terreiros de Linha-Cruzada (o que inclui a Umbanda), cuja interpretação dos acontecimentos influenciava os outros, inclusive a chefe. A influência da Umbanda e sua visão kardecista, aliás, em grau maior ou menor, não é incomum nos praticantes do Batuque. É importante notar que Mãe Moça da Oxum teria se afastado da umbanda por conta de uma exigência feita pela própria Oxum, que, segundo consta, avisou que se a Indaiá (cabocla que Mãe Moça recebia pelo lado da umbanda) baixasse novamente, ela levaria o cavalo (mataria Mãe Moça) (Corrêa, 2002: 246). Foi então que esta mãe-de-santo entregou „a chefia da parte umbandista para uma filha-se-santo (2002: 246). [...][...] Marília Crosby, em sua etnografia sobre religiões de matriz africana em Pelotas, também se deparou com um caso (o único nesses termos) em que a terreira de Umbanda foi fechada porque o orixá do pai-de-santo, que é Bará, trancava as incorporações dos exus. Os filhos-de-santo desta casa, com a permissão do pai-de-santo, passaram a frequentar terreiras de Umbanda em outras casas. (Crosby, 2009: 77). [...][...]Em sua etnografia sobre as relações entre religião e política em três casas localizadas na cidade de Pelotas, Carla Ávila relata uma belíssima experiência pessoal. “Eu estava auxiliando Mãe Nara do Xapanã na limpeza do quarto de santo – local de maior energia de uma casa de religião, onde ficam os assentamentos dos orixás – e senti que estava correndo água sobre os meus pés, olho para o chão e percebo que está tudo seco. Continuo a ajudá-la a enfeitar com flores uma cortina de renda branca que cobria as obrigações e sinto novamente uma corrente de água em meus pés, como se eles estivessem molhados mesmo. Relato a sensação à Mãe Nara, ela sorri e diz que são os orixás das águas me saudando, no caso Oxum e Iemanjá ‟(Ávila, 2011: 18). [...]
[...] Chefes experientes e detentores de grande saber, como o Ayrton do Xangô, são unânimes em dizer que a cada dia adquirem conhecimentos novos: O búzio, diz ele, é o principal amansa-burro da gente, e a cada dia a gente aprende com ele. Uma vez eu estava patinando com um serviço e a coisa não ia, e então eu fui para o búzio. Sabe qual era o problema? Tinha que despachar (entregar ritualmente) o galo num monte de lixo! Eu não podia imaginar, mas o Xangô queria e pronto, foi bater e valer. (Corrêa, 2006: 88). [...]
[...]Note-se aqui uma significativa inflexão relativamente ao modo como os abiku, as “crianças nascidas para a morte”, são referidos na etnografia do candomblé, onde a sua iniciação devia justamente ser evitada, pois, caso passassem por ela, morreriam na hora. É que o rito tem por função estabelecer, se assim se pode dizer, a permeabilidade da cabeça às forças do além. Então nenhuma barreira deixaria de se opor aos chamamentos da confraria (dos abiku). Os ritos de iniciação incluem uma experiência de morte simbólica. Aquele a quem se subtrai cotidianamente à morte não deve, portanto, se expor jamais a ela. (Augras, 1994: 78). [...][...] No lugar de tais ritos, multiplicam-se, contudo, “as precauções mágicas para impedir essa criança de voltar a brincar com seus companheiros” (Augras, 1994: 77). [...][...] A iniciação, para Pai Luís, foi uma dessas “precauções mágicas”. Pai Darci era irmão-de-santo de Mãe Moça da Oxum, célebre mãe-de-santo de Porto Alegre, e a respeito de quem Norton Corrêa escreveu um belíssimo estudo (Corrêa, 2002). Mãe Moça, como destaca Corrêa, era também abiku, iniciando-se ainda criança. (Corrêa, 2002: 245). [...]
[...]O mesmo dizia Alfredo do Xangô (também conhecido como Ecó) sobre sua casa: “No batuque eu já toco o outro lado, porque o pessoal está acostumado, mas a minha matança é Oyó, a feitura dos meus orixás e todo o procedimento é Oyó” (Braga, 2003: 144). [...]
[...]Principalmente o pessoal do nosso lado, eles não estão tocando o nosso lado. Eles querem agradar o povo, pois a maioria das visitas que estão na casa deste povo de Oyó, não são Oyó, são o povo de Ijexá e povo de Cambina. A feitura até pode ser feita a do Ijexá, do Oyó, da Cambina, mas na festa o povo está usando a mistura dos três lados, o Ijexá, o Cambina e o Oyó, então eles não fazem um lado completo. [Para] encher o repertório, eles botam os três lados juntos e fica um batuque enorme, é um três em um ‟(Braga, 2003: 130). [...]
| Enviado por Paula Gomes em 06/12/2021 |