sexta-feira, 3 de fevereiro de 2023

MARIA GENOVEVA DO BOMFIM - TWENDA KWA NZAAMBI

A postagem publicada pelo candomblecista Ozéias, informa que Maria Genoveva do Bonfim era gaúcha, e foi para o nordeste do país se iniciar no Candomblé Bahiano.

Postado por Ozéias Santos



Em 14/09/2022

"Maria Genoveva do Bonfim - Maria Neném (Twenda Kwa Nzaambi).

(1865 - 1945).

Segundo relatos e estudos, Maria Neném era gaúcha, corretora de imóveis, possuía um temperamento enérgico e semblante fechado, riso difícil, mas de caráter irrepreensível e de bom coração. Contam os mais antigos que ela adotou 17 crianças, outros narram 21 filhos adotivos que criou até a fase adulta. No entanto, o que mais importa ao Munzenza é que a partir dela o candomblé bantu gerou muitos frutos.

 

A Nzo Tumbensi foi fundada em 1850, aproximadamente, considerado o primeiro terreiro de candomblé Angola no Brasil. Como fundador, o senhor Roberto Barros Reis, angolano escravizado pela família que lhe emprestara o sobrenome. Barros Reis como sacerdote era conhecido pela dijina (nome espiritual que todo iniciado recebe) Tata Kimbanda Kinunga.

 

Tata Kinunga foi o líder da Nzo (casa) Ntoombesi, terreiro cujos ritos têm a predominância linguística da linhagem Muxikongo. Em 1909, quando faleceu, Kinunga deixa a tradição religiosa para Maria Neném, cujo nome religioso (dijina) é Twenda Kwa Nzaambi, na tradução literal: protegida por Deus!

 

Maria Neném foi alçada ao posto de “mãe do candomblé angola na Bahia”. Até os dias atuais é considerada a matriarca desta tradição na religiosidade brasileira. A nengwa (mãe) era iniciada ao Nkisi/Mukixi Kavungo.
Fonte: Argumento de Pesquisa - Munzenza: O brado do tempo."

Fonte acessada: https://www.facebook.com/photo?fbid=2126376954221369&set=pcb.2126378904221174

____________________ /// ____________________ 

Por Alcides Dos Santos Barreto Obánilè

Alcides dos Santos (2009), em seu trabalho de conclusão apresentado na Universidade Internacional da Integração da Lusofonia Afro-Brasileira-Unilab, presta mais informações, sobre Maria Neném.


A Gaúcha Maria Genoveva do Bonfim, nasce no Rio Grande do Sul, no entanto, não informam quando ela chegou na Bahia, ou se iniciou lá no Candomblé, e com o tempo Maria assume a casa de Candomblé tradição Banto, onde foi iniciada.


[...] Maria Genoveva do Bonfim (MARIA Neném), Mameto Tuenda Dia Nzambi – nascida em 1865, no Rio Grande do Sul (RS) e faleceu em 1945, na Bahia (BA). Conforme registro no Blog do Nzó Tumbensi o pesquisador e professor Paulo Sergio Adolfo diz que ela foi iniciada no Terreiro Tumbensi [  1º Terreiro da nação Congo Angola da Bahia.], por Roberto Barros Reis (Tata Kinunga), passou a comandar esta casa a partir de 1909, após o falecimento do seu Tata Kimbanda Kinunga. Como disse acima, Maria Neném, Nengwa Twenda Kwa Nzaambii Nome Sacerdotal após a iniciação ou dijina, espécie de apelido que a comunidade tradicional reconhece como nome do recém iniciado], era gaúcha e nasceu no dia 20 de janeiro de 1865 e faleceu no dia 01 de abril de 1945. Seu Terreiro se localizava no antigo Bairro do Beiru na rua Melo Morais Filho, com o Nome de TUMBENSI. Atualmente o Terreiro continua na mesma rua, sendo o Bairro conhecido hoje como Tancredo Neves, e tem á frente a Senhora Geurena Passos Santos, tendo como nome sagrado Nengwa Kwa Nkisi Lembamuxi. [...]

 Fonte

https://repositorio.unilab.edu.br/jspui/bitstream/123456789/1767/1/2019_mono_alcidesobanile.pdf

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2023

OS ÒRÌSÀ CULTUAM ORÍ

Este extrato coletado do artigo Orí Nìkàn, Luiz L. Marins, publicado na Revista Olorun n 88, dez 2021/jan 2022.

Os versos narram que Iemanja dá bori para ter filhos, o odu mencionado pertence ao jogo de búzios, no entanto, precisamos lembrar que nem todos orixás usam ou nem precisam usar odu. 

Tradução e adaptação Luiz L. Marins



[...] Um ese do odù ògúndá, recitado pelo Bàbálórìsà Salako de Òyó, coletado e publicado por Bascom (1993, pg. 451), mostra que Iyemoja cultuou seu Orí para conseguir ter filhos. 

Resumo: 

“Iyemoja consultou o oráculo porque não tinha filhos. Foi dito a ela que ela deveria fazer uma oferenda para seu Orí. Ela seguiu a receita do oráculo, e ofereceu tudo para seu Orí. Depois que ela fiz isso, ela passou a gerar muitos filhos, inclusive, Dàda, Sàngó e Egúngún.”


Ògúndá ( O terceiro signo do jogo de búzios)


1. Quando sacrificamos ìgbín (caracol) 

2. Nós não encontramos épón (vermelhão) 

3. Ode ògòngò (larvas da palmeira) precisam ter sempre omi 

4. Jogo para Iyemoja Omígbadé Àdùfé 

5. Filha de Aje'gòngò 

6. Iyemoja disse: 

7. “O que posso fazer para ter muitos filhos?” 

8. Eles disseram que ela deveria fazer uma oferenda 

9. O que ela deveria oferecer? 

10. 26.000 búzios 

11. 1 aso funfun (pano branco) 

12. Omi tútù11 (água fria) 

13. 16 ìgbín (caracóis) 

14. 16 ògòngò 

15. Eles disseram que ela deveria oferecer tudo para seu Orí 

16. Ela deveria que ela deveria pegar um pote de omi tútù (água fria) 

17. Colocar os dezesseis ògòngò e os dezesseis ìgbín, dentro

18. E beber dessa água todos os dias 

19. Iyemoja ouviu, ela fez o sacrifício. 

20. Depois que ela fez as oferendas 

21. Ela começou a ter filhos, 

22. E seus filhos foram numerosos 

23. Ela deu nascimento a Dàda 

24. Ela deu nascimento a Sàngó 

25. Ela deu nascimento a Egúngún 

26. Ela estava louvando os awo 

27. E os awo estavam louvando Òrìsà 

28. Eles estavam cantando: 

29. “A pà'gbín” 

30. “Nwon ò k'épón” 

31. “Nós sacrificamos ìgbín (caracol)” 

32. “Não encontramos épón (vermelhão)” 

33. Jogo para Iyemoja Omígbadé Àdùfé 

34. Filha de Aje'gòngò 

35. Òrìsà diz: ire omo! 

36. Òrìsà diz assim.  [...]


Fonte - https://luizlmarins.files.wordpress.com/2022/01/ori-nikan.pdf 

Crédito da imagem: Kawsgirl YEMANJÁ A LUA E AS ESTRELAS

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2023

BERE FESTIVAL, OYO, NIGÉRIA, 2023

Postado por Paula Gomes Aduke

Em 01/02/2023



"Amanhã vamos celebrar mais um festival tradicional conhecido como Bere.

Muitos me perguntam mas qual significado de Bere e o que acontece durante este festival ?


Primeiro Sango é também celebrado durante esta época. É nesta celebração que Sango como Ewedu.

Este festival é celebrado sempre durante está época quando estamos na época seca durante a estação do calor.

O verdadeiro significado de Bere é palha e antigamente durante os velhos tempos, era nesta a época que se mudavam os telhados construídos com palha e o palácio era o 1 a ser mudado.

Antigamente, durante esta celebração, ocorria o Akòó, quando o Aláàfin e Mogbà Kòso guardavam um pouco de palha atada, a fim de poderem contar os anos que o Aláàfin estava no trono.

Hoje em dia os devotos de Sàngó e Mogbà Kòso comem juntos o delicioso àmàlà com Ewédù e dão continuidade a tradição de Sango Koso e Alaafin.

Vamos celebrar ..."

OSE OGIYAN

Apesar do Batuque tradicional não cultuar este Orixá, nós achamos importante registrar os costumes da matriz ioruba. 

Postado por Omo Ogiyan está em Ejigbo.

Em 01/02/2023 acessado às 07:49h


"Primeiras horas da manhã do primeiro dia do mês de fevereiro. Momentos sagrados no palácio de Ejigbo. Os sacerdotes de Ogiyan reunidos para fazermos o Ose do Orisa.

Hoje pedimos por vitórias para todas as filhas e todos os filhos desse Orisa. Que Ogiyan sempre seja vivo na vida de vocês.
Epa Osa! Osa eeepa!!!
—-
Créditos: Moisés Lino e Silva"




Outros artigos do tema:

ERRO OU CONFUSÃO NA AFROCUBANA, ENTRE OGITÁLÁ E OGIYAN ???

domingo, 29 de janeiro de 2023

MÃE MADALENA DE OXUM

Esta postagem fornece o atestado de óbito da mãe Madalena da Oxum.

Postado pela página Página "Babalorixa Nado de Oxala"

Em 27/01/2023



"Em 27/01/1944 as 11:30, exatamente há 79 anos parte para o Orun MADALENA AURÉLIA DA SILVA. Nascida em 1899, Mãe Madalena morreu de tuberculose pulmonar com apenas 45 anos de idade, morava na Rua José Zambecari,235, atual Rua Tito Livio Zambecari, Mont Serrat, Porto Alegre, a casa que morava era de Miguel Sasso , comprada por ele em 1935 e vendida em 1948, vizinha e amiga da Mãe Maria Antônia de Bara Elupanda, nação Ijexá, mãe carnal de Mãe Lurdes de Ogum. Foi sepultada no cemitério da Santa Casa, seu túmulo foi arrendado até o ano de 1968 por Manoel Rodrigues Dias, Pai Tati de Bara, teve sua sepultura aberta e seus restos mortais exumados em 29/01/1970.
Penso no amor e carinho que esse filho tinha por sua Sacerdote, Pai Tati partiu no início de 1969.
Mãe Madalena que inclusive já ouvi dizer que nunca existiu, por ninguém até então ter conseguido algum registro, foi um grande ícone na nação cabinda ou kambinda, deixando grandes nomes como que seguiram seu legado como Pai Romário de Oxalá, Pai Tati de Bara, Mãe Luiza de Oya, e vários outros, dizem que Mãe Madalena foi responsável por terminar as obrigações de vários filhos de Pai Waldemar..."

Imagem comprobatória 



quinta-feira, 26 de janeiro de 2023

YEMOO ESPOSA DE OBATALA

Postado por babaifalanapt 

Em 26/01/2023 acessado às 10:40




"Yemoo a esposa de Obatala.


A divindade da fertilidade, a qual rogamos por filhos, por saúde, por solo fértil e prosperidade.


Rogamos a Yemoo que toda nossa vida e nossas ações sejam férteis."

 
Fonte https://www.instagram.com/p/Cd3Atb2ovSw/

quarta-feira, 25 de janeiro de 2023

NOVOS ACHADOS EM OYO ILE

Esta postagem foi publicada por Orisa Brasil, em 23/01/2023 acessado em 25/01/2023 às 17:32




"O Projeto de Arqueologia e Patrimônio do Império de Oyo completou recentemente sua sexta temporada de campo. O trabalho de campo deste ano revelou descobertas mais impressionantes. Nossa pesquisa foi dividida em duas partes. O primeiro focou na cidade controlada pelo estado de Old Bara (perto de Oyo-Ile), ca. 1600-1836, onde realizamos escavações em três áreas residenciais para entender economia política, classe, dependência social e relações de gênero no império através das lentes da organização doméstica. Também continuamos nosso levantamento das estruturas monumentais e "públicas da cidade antiga para estudar abordagens de planejamento urbano na área metropolitana do império. A descoberta de paredes de pedra mais maciças rendeu novas informações sobre as estratégias de criação de lugares, territorialidade, defesa, mobilização de trabalhadores e espetáculos de poder. Também coletamos mais dados sobre práticas de uso da terra, terraços.

A segunda parte de nossa pesquisa foi a continuação das escavações no BSM6. Após sei anos de trabalho aqui, vi o que nunca me contaram e sei que não vi tudo. Este local produziu a mais longa sequência continua de ocupação humana no sudoeste da Nigéria. Não foi surpresa termos nesta área artefatos da Idade da Pedra Posterior (LSA), na forma de micrólitos. Esses materiais poodem remonara sovo as Tronossa aleona descoor um complexo residencial da Idade do Ferro (EIA) no topo da ocupação LSA. Esta comunidade EIA ocupou o local em 400 aC (se não antes) e viveu lá continuamente por pelo menos 400 anos Este foco residencial incluía vários enterros, mas mal preservados, sOD Os pisos das casas. Há evidências de artesanato, serviço de alimentação elaborado e tarefas domésticas em todos os depósitos. Eles também se envolveram no comércio de longa distância com a área do Alto Niger. Uma estatueta de terracota nos dá um vislumbre de sua vida espiritual centrada no feminino. Existem outras fases de ocupação empilhadas no topo do EIA. Após 1000 DC, o local foi utilizado para diversas atividades, inclusive cerimoniais e residenciais. Os arranjos de pedra peculiares que inicialmente tornaram o BSM6 perceptível para nós provavelmente estão relacionados a observações astronômicas, mas precisamos de mais trabalho sobre esse assunto. Outra descoberta foram os extensos pavimentos de cacos de cerâmica que datam dos séculos x a xv. incluindo cerimonial e residencial. Os arranjos de pedra peculiares que inicialmente tornaram o BSMO perceptível para nos provavelmente estão relacionados a observações astronômicas. mas precisamos de mais trabalho sobre esse assunto Outra descoberta foram os extensos pavimentos de cacos de cerâmica que datam dos séculos XIII a XV. incluindo cerimonial e residencial. Os arranjos de pedra peculiares que inicialmente tornaram o BSMo perceptível para nos provavelmente estão relacionados a observações astronômicas. mas precisamos de mais trabalho sobre esse assunto Outra descoberta foram os extensos pavimentos de cacos de cerâmica que datam dos séculos XIIa XV

 

As extensas unidades de escavação deste ano, algumas tão grandes quanto 5x4 me outras tão profundas quanto 3,6m, apresentam evidências convincentes de que estamos lidando com pelo menos quatro horizontes culturais em Old Bara e seus arredores. Estes são provisoriamente rotulados: horizontes culturais Ako-Okúta (LSA), Yangi (EIA), Atökúta (LIA) e Oyó. Nos próximos anos, esperamos entender as relações entre esses horizontes. Em Old Bara, finalmente encontramos o que nos escapou por muito tempo na arqueologia do sudoeste da Nigéria: depósitos arqueológicos bem estratificados de longo prazo. Obrigado aos ancestrais e aos Orisà por nos guiar Nossa equipe de 2022 foi a maior desde que iniciamos este projeto em 2017. Trinta e um funcionários, incluindo professores, alunos, funcionários do NCMM e funcionários do National Park Service, participaram do projeto. Nossos participantes acadêmicos vieram da Universidade de Ibadan (Ibadan), da Universidade Obafemi Awolowo (Ife), da Universidade de Jos (Jos), da Universidade Ahmadu Bello (ABU), da Universidade Estadual de Kwara (KWASU). da Universidade de Abuja (Abuja) e da Instituto de Arqueologia, Jos (Comissão Nacional de Museus e Monumentos). Os alunos voluntários vieram de diferentes formações acadêmicas, incluindo arqueologia, antropologia cultural, estudos de patrimônio, ciência política, educação e idiomas. Eles também incluíram graduados, pós-graduados e graduandos. Essa diversidade de origens e interesses foi um grande trunfo para o projeto.

 

A equipe de 2022: 
Abulmalik Abdulmalik, ABU
Emmanuel Adeara, Ibadan
Segun Ajayi, Abuja
David Ajibade, National Park Service Farouk
Ajibade, Ibadan Moses
Akogun, Ibadan
Porf. , Ibadan Olugbenga Ezekiel, Ibadan Olamide Falaye, Abuja Temitope Funmilayo, Ibadan Emmanuel, Ibadan Great Iwudu, Jos"

Fonte https://orisabrasil.com.br/Loja/9703-2/
Resumo do artigo 

"Novos achados em Oyo lle, levantam a suspeita que haviam habitantes ali muito antes do que se imaginava.


[...] Oyo lle foi a antiga capital do maior império Yoruba, hoje é um parque nacional que fica no Estado de Oyo - Nigéria. O parque tem sido alvo de intensas buscas arqueológicas, a fim de desvendar e preservar centenas de anos de história.
A lembrar que Tella -Oko cujo em terra identificaram ser Sango foi o 3 °
Alaafin neste mesmo local: Oyo lle.
Hoje o Império Oyo tem sua nova capital deslocada do ponto de origem e sustenta a sucessão de seu trono de Alaafin(s) seguindo ainda a velha tradição.[...]


[...] Mapeamos completamente Bara. Escavamos os assentamentos anteriores.
As pessoas viviam aqui antes da fundação do Antigo Império Oyo.
"A Antiga Oyo era uma fortaleza com múltiplas paredes defensivas.
Mapeamos completamente Bara. Escavamos os assentamentos anteriores.
As pessoas viviam aqui antes da fundação do Antigo Império Oyo.
Eu os chamo de povo Atokuta.[...]

[...] Escavados na BSM6 estão objetos incluindo contas de Carnelian e Jasper, uma figura de terracota, bem como escórias de ferro, um subproduto da fundição de ferro. Como observa Ogúndiran, "É a aglomeração de materiais que nunca foram vistos antes, que não são conhecidos antes". "Isso abrirá a porta para entender como o Império Oyó começou.

Fonte: Akínmùmí Ògúndìran [...]


[...] A sofisticação do Império de Oyo:
"Uma evidência da importância estratégica de Barà foi a magnífica muralha que não só cercou a cidade, mas também a dividiu geograficamente em duas. Construída com pedra e lateria, a parede atingia seis metros à medida que seguia seu caminho ao redor, e subindo e descendo as colinas gêmeas de Bàra, completas com portões formidáveis. Com 6,2 km de circunferência, a equipe do projeto levou três anos árduos para mapear a parede. o Império Oyó foi construído para impressionar", diz Ogúndiran

Fonte: Akínmùmí Ògúndìran [...]

[...] As ruínas da parede de Bara são um indicador dessa visão ousada; a construção provavelmente levou anos, incorporou a topografia e exigiu mais de 500 construtores.
"O trabalho deve ter sido imenso, então deve ter havido uma razão. ", diz
Ögúndiran. "Sem uma organização social sofisticada, você não pode ter esse tipo de programa de construção em larga escala. O Império yó era tão sofisticado que eles tinham um ministro de pesquisa (para garantir] que as muralhas fossem construídas. Eles tinham um funcionário do palácio dedicado para isso.

Fonte: Akínmùmí Ògúndìran [...]


[...] Não é possível caminhar alguns passos em Bàrà sem ver fragmentos de vasos, muitas vezes com desenhos intrincados da antiga cerâmica 0yó
- milhares estão no local aqui, afirmou ainda Ogundiran
Fonte: Akínwümí Ogúndiran [...]

Fonte da Publicação - https://www.facebook.com/photo?fbid=5797086360408183&set=pcb.5797089697074516 

 

sábado, 21 de janeiro de 2023

ESU O DONO DO TAMBOR

Este vídeo registra Esu, durante o festival, ele falando para a comunidade e para os iniciados que o seguem.



Postado por Ifalola Sangowale

Em 19/01/2023 acessado às 19:32h


Link - https://www.facebook.com/100005222975862/videos/3353515538205776  

Ategbe movement
@ategbemovement
Vídeo completo 




OBALESUN

 Obalesun

Postado por Kolawole Abiola

Em 09/05/2018

Dada Obalesun em Port of Spain reacende o espírito da África na diáspora....




Ojubó de Osoosí (Oxóssi) na Nigéria

Postado por Ẹkùn Templo




Postado por World Obatala Orisanla Tradition And Culture

28 de março de 2019
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sexta-feira, 20 de janeiro de 2023

O JOGO DE BÚZIOS EM CIMA O OPON

Por Hérick Lechinski

Postado em 19/01/2023 acessado em 20/01/2023 às 9:00h



"Quando vemos uma pessoa dita adepta do Ẹ̀sìn Òrìṣà Ìbílẹ̀ (Culto Tradicional Iorubá aos Orixás) jogando búzios (Ẹ́ẹ́rìndínlógún) em cima do Ọpọ́n Ifá e ainda rodeado com Ìlẹ̀kẹ̀ Ifá (òtútùpọ́n), devemos ter dúvidas se ela realmente conhece o que pratica e o oráculo que consulta..."

*Só hoje apareceu alguns no meu Instagram.
*Lembrem pessoal, jogar búzios no Ọpọ́n Ifá é bunitinho, faz toc toc, mas não é tradicional iorubá é nem afro-brasileiro.

Fonte 
https://www.facebook.com/photo/?fbid=5927196604023697&set=pcb.5927196757357015 

 

quarta-feira, 18 de janeiro de 2023

ZOOGODÔ BOGUM MALÊ RUNDÓ (1835)

este artigo tem a finalidade de preservar a memória do povo de terreiro afro-brasileiro.

Este texto é um rico registro do mais antigo terreiro de Candomblé do Brasil.

"O Zoogodô Bogum Malê Rundó, é um terreiro de nação jeje fundado em 1835 pela Done Ludovina Pessoa. Atualmente, é liderado pela. O terreiro, segundo historiadores, é o mais velho do Engenho Velho da Federação. Possui dentre suas divindades o vodun Bafono Deká, seu patrono. A divindade máxima é Mawu-Lissa, Olissassa, Olissá, Olissasi. As suas festas realizam-se ao fim do ano, após o Ossé de Lissa, ritual restrito aos seus iniciados.


Vodunon Naadojhi Zaildes Iracema de Melo
(Naadojhi Índia)

O Bogum, além de seu culto religioso de matriz africana realiza anualmente uma missa na Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, em louvor a São Bartolomeu e São Jerônimo. A sociedade civil do terreiro fundada em 1937 chama-se Sociedade Fiéis de São Bartolomeu do Terreiro do Bogum.

A relação desse terreiro com a comunidade sempre foi intensa, inclusive o Bogum possui no final de linha do Engenho Velho da Federação o busto da Done Runhó, o primeiro busto em praça pública na Bahia de uma líder religiosa, e essa homenagem faz jus a sua atuação na sociedade. Mulher que com sua fortaleza doou muitas das suas terras para quem precisava por avaliar que “o espaço dos voduns era morada também para as pessoas”, não adiantava os voduns terem tanto espaço com tantas pessoas sem ter onde morar.

Na década de 90 existia no Bogum o projeto “Roda Baiana” em parceria com o Terreiro do Cobre e o Tanuri Junsara. O Projeto que mais durou no Bogum foi o “Pré Vestibular Universidade Para Todos”, que permaneceu por 7 anos contribuindo para vários jovens e adultos , entrarem nas Universidades, tanto privadas quanto públicas. Também tivemos o projeto “Mobilizadores Sociais para a Juventude”; o curso de fotografia”; o projeto de estética e sustentabilidade; o curso de percussão – grupo Agdavi do Jeje, que nasce no Bogum e contempla toda a comunidade com aulas de canto e percussão; o curso de alfabetização; curso de coral. O Bogum sempre foi um espaço de manutenção cultural, educacional e social que desde sua fundação no século XIX, segundo pesquisadores, já era um espaço para discutir políticas e ações que promovessem sustentabilidade social, cultural e religiosa.

O Bogum participa da Caminhada pelo Fim da Violência e Ódio Religioso, pela Paz!” desde 2004, ou seja, desde o seu início. Nesse período uma das ekedji do Bogum, Jandira Mawusí participava do projeto “Roda Baiana” e Mãe Val do Terreiro do Cobre convidou o Bogum para se juntar a esse movimento, no Zoogodô Bogum já aconteceram algumas reuniões da comissão organizadora.

O Busto da Done Runhó, tem um simbolismo para o bairro do Engenho Velho da Federação, está localizado em um ponto que mesmo sendo no final de linha recebe quem chega e quem sai do bairro. É de lá que se inicia a Caminhada, desde a 3ª edição é o lugar onde os adeptos e não adeptos das religiões de matriz africana, de Salvador e outras localidades todos vestidos de branco, realizam um grande ato de confraternização num encontro de nações jeje, keto, angola, caboclo e pedem licença a todas as ancestralidades que regem a comunidade do Engenho Velho da Federação. Não por acaso, nesse local também encerramos a Caminhada, cantando para Oxalá. Portanto, a Caminhada é esse princípio e fim, de consagrar a vida do bairro."

Fachada Zoogodô Bogum Malê Rundó

Fonte - https://caminhosdaresistencia.com.br/zoogodo-bogum-male-rundo

Imagens comprobatórias




No entanto, prof Dr. Ordep Serra informa que a data da formação do terreiro Bogun, não são conclusivas. A seguir o link do trabalho do professor. 

https://ordepserra.files.wordpress.com/2008/09/bogum-vii.pdf

LOCAL SAGRADO ONDE OGUN DESAPARECEU

Esta postagem registra peculiaridade do local que Ogun desapareceu. 


Por Yemojagbemi Arike
Postado em 18/01/2023

"Iju - Nome do Local onde Ogun desapareceu em ire Ekiti.

O local exato é fechado com uma porta, cujo apenas o Elepe (cargo de Ogun na cidade) tem a chave e pode abrir. Os devotos podem fazer todos os tipos de oferenda do local. "

 Fonte - https://www.facebook.com/orisabrasil/photos/a.900307813419420/5781382621978557/


Revisado e aumentado em 06/02/2023

"O Elepe precisa pacificar Orisa Ogun no templo de Ire Ekiti de 13 em 13 dias para garantir que nenhum mal atinja a cidade e que se tenha prosperidade.
beijos
Yemojagbemi Arike"

segunda-feira, 16 de janeiro de 2023

FESTIVAL DE XAPANÃ, 2023

Kabiesile Xapanã




Completamos o artigo com mais postagens festival de xapanã.
Como ocorre na tradição do Batuque do RS, o orixá sai a rua e limpa por onde passa. 

Dra. Paula Gomes 

"Hoje saiu às ruas de Oyo o Jagun Obaluaye do Alaafin, limpando às ruas e casas de possíveis doenças.
Uma multidão o segue incansavelmente...
Eeeepa Obaluaye..."

Na mesma postagem estas respostas completam com os costumes da diáspora e da matriz. 

Omiero Xapanã

Omiero Xapanã




Fonte - Àsà Òrìsà Aláàfin Òyó Èsìn Òrìsà Ìbílè


TIKTOK ERICK WOLFF