sexta-feira, 31 de julho de 2020

BABA OLOSUN DE OSOGBO CONTESTA SOLAGBADE POPOOLA

Dr. Adigun Olosun
Baba Olosun of Osogboland
Oba Olomitutu Olosun Agbaye.
29/07/2020


"Oluwo Solagbade Popoola atirou pedras nos outros, morando em uma casa de vidro; por isso, ele deve receber uma enxurrada de pedras atiradas contra ele.

Quando você estiver morando em uma casa de vidro, não jogue pedras nas pessoas. Ele ligou para mim, e alguns outros [que ele chamou de] fraudadores, porque uma mulher irresponsável conhecida como chantagista, uma grande mentirosa e que nunca se saiu bem, ordenou que ele fizesse isso, e ele o fez.

Apenas para acertar pontuações pessoais.

Todos os meus esforços para convencê-lo a escrever um desmentido caíram em seus ouvidos surdos. Eu sei que não sou um fraudador, e levei meses para investigar aqueles a quem ele chamou de fraudadores também, eles não são fraudadores.

A ofensa que recebemos, e pela qual Oluwo Popoola nos chamou de fraudadores é que recebemos títulos. A concubina dele disse que ninguém deveria ter esse tipo de título, apenas o marido dela. Ele não queria ir contra sua concubina.

Oluaye é para o povo Ogboni, enquanto Araba Agbaye é para o povo Ifa e agora você está dizendo que outros seguidores de Irunmole não devem ter seus próprios títulos?

Fiquei honrado com meu título. Eu não paguei nenhum dinheiro por isso e da mesma forma outros também não. Eu não conseguo entender por que conseguir um título agora faz com que alguém se torne um fraudador. Com seu nível de escolaridade, sua exposição e sua idade, eu esperava que ele soubesse a definição de fraudador, honrar alguém com um título não está incluído. Como ninguém o homenageou com esse tipo de título, isso não significa que os outros não possam tê-lo. Se você merece, você o receberá.

Oluwo Solagbade Popoola é o pior fraudador da tradição iorubá.

Após sua formação universitária, ele viu que não conseguiria um emprego que o tornasse rico e ganhasse fama. Ele acreditava que ao se iniciar na tradição iorubá, vindo de sua religião estrangeira, lhe daria fama e da riqueza. Ele se tornou um Babalawo e começou sua jornada duvidosa em Ifa. Ele reunia mais de 20 pessoas e arrecadava 1.000 dólares cada e, sozinho, faria uma iniciação Ifa falsa e insolente. Mesmo para iniciar uma pessoa em Ifa por 3 dias feita por muitos babalawos, já é um trabalho muito tedioso; imagine fazendo mais de 20 pessoas sozinho!

Um Babalawo cheio de fraudes.

Isso significa que seu objetivo é reunir os dólares, os verdadeiros desenvolvimentos espirituais das pessoas envolvidas não são da sua conta. Isso é pura destruição de vidas inocentes. Ele começou a escrever tratados e os chamou de livros, ele apenas reunia o conhecimento dos outros e os chamava de seus, unindo-os, dando-lhes nomes extravagantes e colando seu nome lá como autor. Isso é puramente plágio, é crime. Quando os olhos dos proprietários originais dos materiais estiverem abertos, eles o reportarão às autoridades e você pagará grandes danos aos proprietários dos materiais.

O conselho de Ifa que você está dirigindo hoje é filho da conspiração.

Todos nós já estávamos no Congresso Mundial da Orisa, fundado por Baba Wande Abimbola. Alguns oficiais roubaram o dinheiro do Congresso da Orisa e foram chamados para pagar, mas não podiam pagar; eles se juntam a um mentor externo que os pressionou a ingressar e reformar o conselho de Ifa e abandonou o congresso da Orisa.

A rivalidade começou.

O primeiro golpe foi a tomada do congresso de Orisa do Oke Itase, pelo congresso de Ifa. Todos nós ficamos chocados de como eles puderam ir tão longe. Até hoje nós suspeitamos do Conselho de Ifa, e decidimos ficarmos afastados. Alguns dos líderes do Conselho de Ifa gostam de pedir fundos em nome de Ifa e parte do dinheiro chegaria aos bolsos dos líderes do conselho de Ifa. No conselho de Ifa, é uma turbulência após a outra. O que se esperaria de uma criança nascida de conspiração? É corrupção por excelência. É esse tipo de organização que você está dirigindo, significa que você também não está correto.

Você está fazendo ainda mais destruição na tradição iorubá. Além dos pontos acima mencionados, você estava dizendo às pessoas que queriam nos apoiar durante a nossa crise de Osun Osogbo, que elas não deveriam nos apoiar. Alguns deles vinham nos dizer que você os impediu de nos apoiar. Você pensou que Osun perderia, mas Osun venceu. Qualquer movimento para melhorar a tradição iorubá, você, geralmente, trabalhava contra. Você também levou o festival Oke Itase Ifa para Ekiti, a mesma coisa que estamos fazendo em Ile Ife com a Iwase. Quando montamos o festival Oke Itase Ifa, onde você estava?

Graças a Irunmole, o Oke Itase Ile Ife está se fortalecendo, apesar do seu objetivo de enfraquecê-lo e destruí-lo, para cuidar do seu Oke Itase em Ekiti. Você está jogando demais com Olodumare. Desde que você estava realizando suas ações destrutivas, você não conseguiu e nunca terá sucesso.

O conselho de Ifa tomou o Ile Ife Oke Itase do Congresso Mundial da Orisa e o Conselho de Arabas assumiu o comando do Conselho de Ifa. Agradeço aos arabas por terem dado os passos ousados.

Em breve, apoiaremos o Congresso Mundial da Orisa, porque isso inclui todos os seguidores de Irunmole, incluindo os babalawos.

Você é um quinto colunista da tradição iorubá. Você se juntou a nós para trabalhar para as pessoas de fora na destruição de nossa tradição. Mais uma vez, Irunmole não permitirá que você tenha sucesso. Você não está contribuindo para o crescimento da tradição; você está destruindo isso.

Baba Wande Abimbola me ajudou quando eu estava prestes a iniciar minhas atividades acadêmicas, recomendando-me a admissão quando meu nome foi removido após a minha admissão. Ele me deu uma nota ao registrador para me admitir se eu realmente passasse. Recebi minha admissão de volta, se você estivesse nessa posição, não me ajudaria, pois não gosta de ver outras pessoas progredindo.

Graças a Deus, você é um mortal como todos nós, seu poder é limitado. Você é um tradicionalista sem ileke, [trabalha] apenas para os de outras religiões que o enviaram para nos espionar, para não saber que você está realmente conosco em seu coração.

Também podemos tomar medidas legais contra você por nos chamar de fraudadores, sem nenhum fato real.

Os títulos que estão deixando você com raiva agora são comuns entre os mais jovens. Eles estão aumentando cada vez mais. Vá e lute contra eles e veja o que eles farão com você.

Uma senhora se chama Aare Oba Olori Olosun Worldwide, vá lutar com ela. Se você estiver na minha posição, estaria lutando com ela, o título dela não tem nada a ver com a minha vida. Isso não me impede de adorar e acreditar em Irunmole.

E você, um homem de 60 anos, está se comportando assim, que vergonha. Esteja esperando mais ataques de outras pessoas. Seu comportamento, invejando as pessoas que estão brilhando, aumentará sua pressão alta, o que pode levar ao seu túmulo precoce.

Vou deixar você com estas palavras Ifa:

“quando elementos destrutivos estiverem destruindo, aqueles que o repararão os seguirão, e farão o reparo”."

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Publicado no Facebook de Baba Olosun

Prova da publicação:




terça-feira, 28 de julho de 2020

INICIAÇÃO NÃO É SINÔNIMO DE SACERDÓCIO

Hérick Lechinsk

11/06/2020



Sábias palavras da Ìyá Oníyemọja Omítọ̀nàdé Ifáwẹ̀mímọ́, Sacerdotisa de Yemọja na cidade de Ìbàdàn, no estado de Ọ̀yọ́, na Nigéria:

"A iniciação em Ifá ou qualquer Òrìṣà não faz de você um sacerdote ou sacerdotisa. Faz de você um iniciado. Um sacerdote ou sacerdotisa deve passar uma vida inteira de compromisso em aprendizado e prática. Ire O!"

As pessoas deveriam entender isso...
 
Uma pessoa que viaja a Nigéria uma, duas, ou três vezes, se consagra em Ifá ou em alguns Òrìṣà, passa alguns dias lá na Nigéria e já volta ao Brasil consagrando pessoas, se considerando sacerdotes, sem nem saberem falar o iorubá direito, quem dirá recitar Ìtàn/Ẹsẹ do seu Odù Ifá ou recitar Oríkì do seu Òrìṣà, como vai consagrar alguém?
 
Ir para a Nigéria se consagrar, não é sinônimo de sacerdócio...
 
Assim como obrigação de sete anos no candomblé não deveria ser sinônimo de sacerdócio, mas sim de maioridade religiosa...


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Publicado em:  


EGUNGUN x OKU ORUN

Hérick Lechinski
18/07/2020


Eégún é a abreviação de Egúngún, assim como Òòṣà é a abreviação de Òrìṣà.

Egúngún (Eégún) é o culto a ancestralidade masculina entre os iorubás, não é nada ruim, perverso, são ancestrais, como os ancestrais vão fazer mal aos seus descendentes? Isso não existe. 

Culto a Egúngún é bom, é saudável, é importante. É cultuar um ancestral masculino que "venceu a morte", ou seja, que divinizou-se e hoje pode ajudar seus descendentes sanguíneos e também os espirituais, no caso de estrangeiros que se consagram neste culto.

No Brasil, através do Candomblé e da Umbanda, erroneamente o termo "Eégún" foi associado ao mal, espíritos errantes, perdidos, que trazem malefícios aos seres humanos, ISSO É ERRADO. 

Espíritos (tanto masculinos, quanto femininos) de mortos que não são divinizados, são chamados pelos iorubás de Òkú Ọ̀run e não de Eégún (Egúngún). Na Umbanda o termo correto é Almas e quando se trata de espíritos zombeteiros e maléficos o termo correto é Kiumba.

E para finalizar, sempre tem alguém embaixo da roupa (Ẹ̀kú) de Egúngún (Eégún), seja na Nigéria, no Benim ou no Brasil.

*Foto: Egúngún no Benim.

Plágio é crime!
Todos Direitos Reservados ©

***Copyright***

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Publicado em: 

segunda-feira, 27 de julho de 2020

CANÇÃO PARA IYALODE EGBE


SONG FOR IYALODE EGBE

Canção para a Iyalode (Senhora) do Egbe (Sociedade).

Muitas cidades ioruba possuem uma "Sociedade das Mulheres", 
e a chefe desta sociedade é chamada de Iyalode.

https://www.facebook.com/100006974929059/videos/vb.100006974929059/2687768988132239/?type=2&video_source=user_video_tab

vídeo: Omo Ifa Ifadayo Ainde

sexta-feira, 24 de julho de 2020

ESPECULAÇÕES SOBRE QUALIDADES DE ORISA

Por Renata Barcelos
Publicada em 24/7/2020
Minha avaliação é puramente especulatória sem comprovação de qualquer tipo e se baseia apenas na capacidade de observação.

Sabemos que no Brasil muitos desdobramentos dos Orisa foram estabelecidos, que chamamos de qualidade de Orisa.

Comecei por Yemoja, a descobrir que algumas das qualidades de Yemoja coincidentemente são também nome de locais yoruba - Asaba, Asesu, Igana (qualidade em Cuba), Ogunte uma vila no norte de Oyo - algumas outras qualidades estabelecidas são títulos e nomes de Yemoja,, mas tenho um texto mais apurado sobre isso que não pretendo colocar agora.. kk... Caso de Sango mais fácil , muitas das qualidades, nomes de alaafins Oyo ou seu próprio apelido.. isso para outra hora.

Observei que não há uma regra geral, nome de louvor, apelidos e nomes de locais PODEM ter originado do que se conhece como qualidade na América e cada Orisa seu universo - e ainda algumas qualidades de alguns Orisa são nomes que aquele Orisa ganhou em outra região como o caso de Obatala (Ifé) para Ogyian (Ejigbo) para Olufon...

Área Yoruba tudo é uma variedade sem fim, alguns locais apuram aspectos dos Orisa na iniciação outros não, e dentro da cidade pode até variar sobre qual Orisa se apura ou não.

Na minha tradição de Oyo não é comum ou usual apurar aspectos do Orisa.

Deixo a nota que: Baba Awodele Zarcel, disse que na tradição que ele segue de Abeokuta é comum apurar o aspecto de Osun em uma iniciação.

To eu aqui. fuçando documentos antigos yoruba como gosto de fazer.. para entender a história de cada cidade yoruba.. e cai em um documento sobre Osun Osogbo.

Autor Ademola Adejumo (yoruba) e sua Tese de Doutorado de Filosofia na Universidade de Ibadan baseado nas Imagens do Festival de Osogbo - Osogbo Festival of Images and Yoruba art History 1994

Com a foto de cada estatua o autor destaca:
"Osun -Ijumu: Ijumu é uma cidade Yoruba com a qual Osun é associada. Osun-Ijumu (Ilustração) simboliza a divindade de um dos afluentes do rio Osun, daí é considerada o mensageira de Osun.

Osun-Iponda: simboliza a deusa do rio Iponda, também um dos afluentes da rio Osun portanto, um de seus subordinados. O rio Iponda deságua em Osun a cerca de trinta quilômetros de Osogbo na cidade de Ijesa , a origem do povo de Osogbo.

Ogbaagbaa: A deusa de um pequeno rio que deságua no rio Osun em um local a cerca de quatro quilômetros de Osogbo.

Este tributário em si é chamado Ogbaagbaa


Okoro: Representa a deusa de um rio que leva o mesmo nome.

O rio corre através da parte nordeste da cidade de Osogbo no rio Osun. A deusa é considerada um dos numerosos assistentes de Osun.

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Em muitas regiões Yoruba alguns Orisa tem uma estatua "ere' representativa que dizem ser uma espécie de mensageira da Orisa e que tb se dão de diferentes maneiras.. ta sim é é mesmo uma complexidade infinita...

No caso de Osun interessante avaliar os afluentes e nomes de locais associados a ela e evidente entre os próprios moradores de Osogbo.


E fico; aqui construindo pensamentos. - só achei legal compartilhar e reafirmar mais uma vez que cada local tem sua tradição e é importante respeitar cada uma seja aqui... ou seja em área yoruba.





Beijos Renata Barcelos - Yemojagbemi Arike

NOSSO ORI É UM POUCO MÍOPE - REFLEXÃO.

Renata Barcelos
Yemojagbemi Arike

24/07/2020

Orisa, muitas vezes, está a frente do entendimento do nosso Ori, como aquela que passa uma mensagem que não teríamos, até então, sacado. Um ori pode ser limitante, o Orisa não. O Ori muitas vezes precisa de ""correções e fortalecimento". 

Como diz Luiz L. Marins, no artigo Ori Nikan: "ori é um culto e rito praticamente monoteísta, único para cada pessoa", e continuará sendo único, ainda que 100 pessoas se inicie no mesmo Orisa, mesmo com o mesmo sacerdote.

Na Religião Yoruba, um Orisa pode ser cultuado em comunidade compartilhando um mesmo ojubo (altar coletivo), mas um Ori é sempre individual, e cada um terá e continuara tendo seus próprios desafios.. uma pessoa iniciada precisara ainda de muitos boris, e muitos ebos, e também, evidentemente, continuará a cultuar seu Orisa.

Não é exatamente que a religião Orisa busque a "evolução" pessoal, mas compreende que o ser humano passará a vida tendo que tomar conta de seu Ori, e sua conduta. 

Como diz ainda Luiz L. Marins: "está subentendido que iwa (pele e rere) está em Ori". 

Kola Abimbola disse uma vez, que é o  Orí que movimenta o Ese, nossa pernas, nosso pé. Esse caminho de Ori, Iwa e Ese, e no MEU entendimento não significa que abandonaremos os cuidados com pós iniciação do Orisa.

Voltando.. quando Ori está fortalecido, ele nos ajuda até mesmo a entender melhor Orisa e as mensagens que pode nos passar, pois Orisa, muitas vezes "abre o olho do ori" (expressão), saca? Ori tá lá teimando em fazer algo, aí, orisa fala: não faça, ou faça.

Orisa está a frente no sentido da comunicação e no corpo do conhecimento. Já Ori é em si o resumo de nós, e o acumulado de nós, com o traço pré fabricado vindo do Orisa e ancestral.

O Orisa, então, tá melhor identificado como aquele que possui algo, no mínimo, superior e/ou não faria sentido invoca-lo. Eu posso pedir para Orisa me ajudar com Ori .. mas ele fará mas sem saca rolhas na mão - poderá dizer: "vá dar um bori"; e pedir para olharmos nosso comportamento.

Pedimos a Orisa que ajude nosso Ori, e Orisa o faz, muitas vezes, mostrando um melhor caminho, pois todos, em algum aspecto, é um pouco míope - nunca conheci o ser perfeito, você já?

Para nosso propósito, o Ori nos identifica como único dentro do grupo Orisa, mas é Orí quemdá a personalidade não estereotipada que identifica cada membro de uma família de Orisa - de um mesmo Orisa, como um sujeito diferente do outro.

Na foto a família de Yemoja de Iseyin, e também de Oyo .. todos de Yemoja partilham tudo na comunidade, e preservam, ainda assim, suas características. Alguns gostam mais de dançar, outros não, uns cantam outros não, alguns são bravos outros não..

* cabe aqui destacar que alguns precisam apenas de egbe orun, ou egungun, etc ..

Beijos

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quinta-feira, 23 de julho de 2020

CONSIDERAÇÕES SOBRE REALINHAMENTO DOS RITOS AFRO-BRASILEIROS, NA TRADIÇÃO BATUQUE DO RS

Por Erick Wolff de Oxalá
REVISADO E AUMENTADO EM 19/11/2020


BUSCAR A NOSSA ORIGEM
Os nossos ancestrais afro religiosos, vieram de algum lugar da África, desta forma cabe a nós buscar esta herança cultural e religiosa, e que seja feita na sua origem. Ou seja, a nossa referencia será a matriz Africana.

Realinhar com a origem religiosa, não é mudar iniciações, feituras ou o que cultua, mas poder rever e realinhar com o que os nossos antigos praticavam, e que possivelmente com o passar dos tempos foi gradativamente mudando.

Como cita o Pai Chiquinho do Oxalá, sobre mudanças que o Batuque sofreu com o passar dos anos;


Mãe Santinha do Ogum fala que iniciou no orixá, a mãe de santo dela, foi a cada ano dando um orixá.



 
SOBRE AS DIVINDADES CULTUADAS NO BATUQUE DO RS.
A origem das divindades cultuadas no Batuque do RS, mesmo que a iniciação tenha se feito aqui na diáspora, a sua origem será sempre divindades cultuadas entre os povos ioruba.

O Orixá irá se comunicar no nosso idioma, se assim ele desejar, pois, na necessidade dele se comunicar, o fará da forma mais clara.


CANTIGAS DO BATUQUE
Sabemos que em determinado momento, alguns antigos, resolveram mudar as orin (cantigas), supostamente para facilitar cantar, esta mudança foi feita sem qualquer estudo cientifico, causando assim um dilaceração idiomática sem precedentes. Por isso, a necessidade de aprendermos o idioma, e rever o que cantamos, para cantar adequadamente cantigas aos orixás.

Assim o alagbe e babalorixá Antonio Carlos de xangô, informa que quando ele era pequeno o babalorixá dele assentou um Bara o orixá dele e a passagem, para que ele pudesse tocar. E ainda no mesmo vídeo, informa que em determinado momento começaram a mudar as letras das cantigas, para facilitar a forma de cantar, por que tinham dificuldade com o idioma, e sem estudo, criando um idioma afro-brasileiro, com um vocabulário próprio. Veja a seguir;

Transcrição da fala do Onilu Antonio Carlos.

[...] A língua que nós falamos, é uma língua afro-brasileira.... entendeu?... por que um exemplo que eu vou dar... (cantando)... antigamente era diferente.... (cantando)... então as pessoas de hoje teria uma dificuldade para desenvolver na língua... entendeu?.... então o qui que aconteceu nesse.... facilitaram mais... entendeu?... não tão afro puro [...]

FUNDAMENTOS E INICIAÇÕES
Os fundamentos não mudam, mas podemos melhorar o que fazemos, para possibilitar uma comunicação adequada com os orixá.

Rever os conceitos de Bori e Ori, para que através disso possamos voltar a praticar o culto ao Ori, conforme algumas famílias ainda preservam o que os nossos ancestrais ensinaram.


ATUALIZAR E REALINHAR


 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SUGESTÕES
 
Estudar o idioma para cantar adequadamente e saber o que canta.

Aprimorar o conhecimento sobre folhas, para manusear o poder destas ervas, conforme as suas propriedades.

Estudar sobre a divindades, para conhecer a sua cultura.


E ao olhar para o Batuque, devemos visualizar a sua origem, não nos prendermos no atual momento, pois este é o resultado, não a origem. 



SABER O QUE CULTUAMOS PARA SABER QUEM SOMOS.



quarta-feira, 22 de julho de 2020

CONHEÇA ARALOLA OLAMUYIWA, MAIS CONHECIDA COMO ARA ( RAIO)

A Nigeriana Yoruba de Ondo, que fez do Ilu ( tambor) "TAMBORES FALANTES " um sucesso internacional.

Ela já se apresentou para a Rainha da Inglaterra, ex-Presidente dos Estados Unidos da América, Bill Clinton e ex-Presidente Olusegun Obasanjo, o partido dos prefeitos na América, Evander Holyfield, WESLEY SNIPES na Broadway executives amongst entre outros notáveis.

Na terra ioruba, o tambor falante é uma percussão na qual as pessoas podem dançar ritmicamente, mas não é só isso. A Sua majestade Alaafin Oyo em entrevista ao jornal Daily Sun diz que “O tambor falante é uma importante avaliação cultural do povo Yoruba e foi dado o salto e o pioneirismo dos Oyo Yoruba. Quando as pessoas ouvem falar do tambor falante, elas acreditam que é apenas um instrumento a ser tocado para as pessoas dançarem, mas não é assim, podemos usá-lo como um meio de transmitir mensagens. Pode-se transmitir mensagens em diversas formas, pode-se transmitir mensagens em uma distância longa ou curta, dependendo da situação. "

ARA, está levando mesmo a sua mensagem ao mundo, com tambores nas mãos, e fazendo sucesso dentro e fora de terra yoruba, em 2016 gravou seu primeiro álbum chamado ARA DE.

Aralola, 2 anos atrás ainda revelou ter sofrido violência domestica, e também foi vitima da exploração de uma gravadora.

As lutas de Ara, ainda são maiores recentemente foi noticiada pois em visita as autoridades de transporte de Lagos - Nigéria defendeu a necessidade de prioridade para deficientes, idosos, gestantes e mulheres com bebês para todos países.

ARA é mesmo um raio! um trovão! uma força da natureza!

Se quiser ver mais:


CALENDARIO PRIMORDIAL DOS YORUBA



O povo Yoruba conta o tempo através do sistema lunar para ser capaz de controlar a produção de alimentos, plantio e colheita e também através de observar certas aves , insetos para ajudá-los a determinar a mudança sazonal, que esta ligada aos festivais anuais para divindades específicas , a fim de alcançar seu próprio equilíbrio como resultado do equilíbrio da natureza.
O antigo Calendário anual Yoruba passa por diferentes fases de evolução
• cosmologia Yorubá
ciclos agrários
• ciclos Sazonais
• ciclos lunares
A fim de compreender a ideia anterior pré-colonial de um sistema de calendário anual, é pertinente chegar ao período aborígine Yoruba e ao mito da criação do mundo, sendo este a base do calendário divinatório primordial, que é o primeiro pilar da estrutura social Yoruba.
Ele é baseado no número fixo (4), cujo conceito está relacionado com as crenças tradicionais sobre o Universo sendo este redondo e sua criação começou com 4 cantos.
Esta é a base da semana Yoruba de 4 dias, chamada Orita - estrada do cruzamento.
Os 4 cantos reunidos no centro do círculo de origem.
Retirando os 4 cantos do círculo, significa que os 4 cantos foram levados para o centro.
A organização tradicional das aldeias Yoruba e dos grupos familiares pode servir como uma ilustração social.
O chefe do grupo familiar tem sua casa no centro do complexo da família, Baale Agbo Ile, O Chefe fica no centro das casas.
Esta é a semente primordial que define a estrutura social Yoruba.
A reconstrução semântica do sistema do calendário divinatório é puramente oral através de histórias orais Oriki- e cânticos.
Os Dias da Semana sao 4
Estes marcam valores das 4 divindades mais importantes do cosmologia iorubá e o ciclo do mercado.
O calendário tem uma matriz divinatório muito simples, que nos leva ao passado dos Yoruba, atingindo a aborígine do período de Òrìsà NLA, passando por status cosmológicos do sagrado espiritual.
Origem dos Dias
A religião tradicional do povo Yoruba é conhecida como “Esin Orisa Ebile” ou ABOÒRÌSÀ.
Olodumare (O Creador Supremo) enviou o Orisa criar a Terra, atribuindo-lhes diferentes funções relacionadas com a natureza e operação do mundo.
Olodumare delegou os seus poderes ao Orisa e deu-lhes autonomia e autoridade para agir, de acordo com o poder recebido dele.
No início, não havia Dias de semana e Olodumare decidiu dar ao Orisa 4 dias na semana.
• Dia 1 dedicado a Ògún Ose Ògún
• Dia 2 dedicado a Sàngó Ose Sàngó /Jakuta
• Dia 1 dedicado a Obàtálá Ose Obàtálá
• Dia 1 dedicado aos outros orisa Ose Ayo (joy)
Este tem uma semana 4 dias, 28 - dias mês , 13 meses em um ano e 2 estações principais, que são sub- divididas .
O ano Yoruba não atravessa para o ano seguinte em um dia de ou mês fixo.
É de salientar que o calendário tradicional ainda continua a ser uma referência ate ao dia de hoje para os caçadores, fazendeiros , povo tradicional e comunidade. O último dia do mês (28 ), conhecido como OJO OLOYIN é muito importante na sociedade Yorubá . Durante este período os agricultores e caçadores voltam para a cidade para as suas famílias , bem como a comunidade se reúne na cidade e no palácio.
• 4 dias = 1 semana ( calendário tradicional )
• 7 semanas = 28 dias = 1 mês
• 91 semanas = 1 ano
• 13 meses = 1 ano
ASA ORISA ALAAFIN OYO

Fonte ´Dra Paula Gomes

O ANCESTRAL ABENÇOANDO O RECÉM NASCIDO

Por Oje Adebayo Ifamuyiwa Ojebisi

Postado em 17/01/2020 



Sim não gosto muito porque misturam com voodoo as vezes até práticas do hinduísmo. Mas está imagem não há como não amar, um ancestral trazendo seu descendente no colo 😍 certamente vão preparar os ritos de batismo aos moldes do Benin eu acho já que não há nenhuma legenda e é comum o Oje entrega seu filho ao fim dos ritos para Egungun apresentar a comunidade. Detalhe o rito é 100% feito dentro da sociedade de Egungun. Não há nem mesmo intervenção de nenhum Orisa. Aos moldes Yorubá é lindo os cânticos são de rancar lágrimas porque lembra seus parentes mortos contando a história...

sábado, 11 de julho de 2020

ṢÀNPỌ̀NNÁ


"A Divindade se chama Ṣànpọ̀nná (Xampanã), nome que não deve ser pronunciado na hora em que o sol está quente e nem em estações quentes e secas...

Ọbalúayé (Rei e senhor na Terra) é o nome que esta Divindade possui quando encarnou na Terra, Ọmọlú (Filho de Ọlú) é um título de Ọbalúayé apenas em Ọ̀yọ́, e como o Candomblé sofreu grande influência das tradições de Ọ̀yọ́, este título de Ọbalúayé foi conservado no Brasil, não é um título usado para este Òrìṣà em outras cidades iorubás...

Outros títulos da Divindade Ṣànpọ̀nná são: Jagun, Olóde, Bàbá Oyè, Àjàkáyé, Ìgbóná, etc...

Ṣànpọ̀nná (Ọbalúayé) entre os iorubás não se veste de ìko (palha da costa), mas no Candomblé sim, devemos respeitar esta maneira de culto...

Ṣànpọ̀nná/Ọbalúayé NÃO É UM VÒDÚN...

SAKPATA É UM VÒDÚN. SAKPATA É O CULTO DE ṢÀNPỌ̀NNÁ EM TERRAS FONS..."

*Foto: Ṣànpọ̀nná em Ọ̀yọ́, foto Àṣà Òrìṣà Aláàfin Ọ̀yọ́.
Hérick Lechinski

domingo, 28 de junho de 2020

ORO FESTIVAL

Ifakayode Oladoke

26/06/2020

[tradução digital]

Orò é um culto ancestral yoruba, como o culto egun mais conhecido, podem ser chamados de ′′ irmãos gêmeos ". Ambos se manifestam em festivais anuais de fantasias.

Os devotos de Orò dirigem as suas atenções a um coletivo de antepassados em vez dos pessoais. 

Espíritos dos mortos desempenham um papel ativo na vida quotidiana dos vivos, procura-os para proteção, orientação e consulta-os através da adivinhação.

Orixá Orò ordena aos espíritos dos criminosos executados e aqueles que derramaram sangue humano sobre a terra, o que só os jogadores mais poderosos puderam fazer no passado, os Ọba (Reis), os membros de bongbôni e os adivinhos de Ifá.

Com o seu poder, Orò permite que esses antepassados mortos intercedam nos assuntos humanos atuais para estabelecer a ordem social na comunidade.

No enterro dos membros mortos de Orò, ìsìnkú, os rituais de Orò serão realizados como um ritual de iniciação.

A necromancia, ìpàdẹ, permite consultar a alma dos membros falecidos para esclarecer questões em conflito.

Na cerimônia Oròópagi ou Oròójẹgi (literalmente matando ou comendo uma árvore), a roupa de uma pessoa falecida aparece pendurada em uma árvore, que é completamente despojada de suas folhas por encantamentos mágicos.

Isso é especialmente importante para o Ọba, o rei. Quando se instala no trono, o rei torna-se èkejí Òrìṣà, um semideus parcialmente desindividualizado para o resto da sua vida terrena.

Após sua morte, sua alma individual tem que passar por um conjunto de cerimônias para se libertar da existência imortal da Ọba. Isto é dirigido pelos membros do culto Orò.

Embora Orò tenha perdido seu poder político oficial, Orixá ainda é venerada até hoje nas cidades yoruba para garantir a paz e evitar o mal na comunidade.

O festival anual, Orò doko, quando Orò sai da floresta sagrada, geralmente comemora-se no final da temporada de colheita de inhame por volta de agosto e dura vários dias.

Nas cidades modernas isso pode causar conflitos a vários níveis. A crença yoruba exige que mulheres e crianças fiquem em casa durante estes dias, pois nunca devem ver a procissão de Orò movendo-se pela cidade. Se o fizessem, ORI os mataria, pois é um tabu absoluto que as mulheres vejam a entidade viril de Orò.

Segundo Adunni Olorisa, mesmo encontrar uma posse de Orò ou vaguear pelas florestas de Orò seria catastrófico para a mulher tradicionalmente sintonizada. A mulher que entra ali de propósito ou até mesmo por acidente será estéril para o resto da sua vida ou dará à luz um monstro, gerado por um dos escravos de Orò, ẹrú, os criminosos executados por ele também chamados de páakọ̀kọ̀.

Durante o festival toma conta da terra exterior, ′′ Orò GB ' ode ", e leva todos os delinquentes e delinquentes que devem ser punidos. 

No passado, você podia encontrar cadáveres decapitados depois que Orò estava na cidade, ou as pessoas simplesmente desapareceram e nunca mais a viram, com a roupa pendurada nas árvores. O Orò levou-os.

O som do toureiro anuncia a chegada das atividades assustadoras de Orò e os homens nas ruas gritam ′′ Páakọ̀kọ̀, páakọ̀kọ̀!", chamando os espíritos dos criminosos executados que sempre acompanham os Orixá.

Durante o festival, vida pública e negócios nas ruas podem ser severamente interrompidos. O estilo de vida moderno, cristianismo, Islã e as crenças tradicionais entram em conflito.

A diversidade étnica nas cidades modernas também faz parte da luta atual com o culto a Orò. Em 1999, cerca de 60 pessoas morreram em conflitos étnicos em Sagamu, uma pequena cidade a nordeste de Lagos.

Uma mulher hausa saiu à rua à noite durante a procissão de Orò e morreu, o que causou mais explosões violentas entre os yoruba e o povo hausa.

Fonte:

Ìṣẹ̀ṣe/Ẹ̀sìn Òrìṣà Ìbílẹ̀ - Religiosidade Tradicional Iorubá

Transcrição: Luiz L. Marins

sábado, 27 de junho de 2020

OS CAÇADORES NAGO DO REINO BANTE (BENIN)

Eles foram estabelecidos no século XIV, formando uma irmandade de caçadores, colocados sob a autoridade de um rei tradicional. O Reino está localizado no coração de Benin, na floresta de Bantè.

Guardiães de uma rica tradição intimamente ligada à floresta, os caçadores notadamente conservam um conhecimento excepcional de tratamentos baseados no uso de plantas medicinais e magias para proteção contra animais selvagens. A espingarda além de fazer parte do uso do dia a dia, também faz parte de muitos assentamentos.

Fotos: Desde o início dos anos 2000, o fotógrafo Jean-Dominique Burton viaja por toda a África, revelando a riqueza das civilizações e a beleza de sua herança.

Ọdẹ ainda é vivo pelas matas na terra ancestral!!!








FONTE:
Carlos Terra Santos
Grupo Baba Obatala Ajala Ori o
https://www.facebook.com/groups/1483488885057512/
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Nota:

Bantè é uma cidade comunidade a oeste de Benin. Está localizada na antiga província de Zou, da qual desde 1999 faz parte do Departamento de Collines.

A comunidade ocupa uma área de 2695 quilômetros quadrados e, em 2013, tinha uma população de 106.945 habitantes.

A maioria da população é etnicamente NAGO, especificamente do subgrupo Isha, um subgrupo dos iorubás.

É famosa pela exposição de arte Nago Hunters of the Bante Kingdom, de Jean-Dominique Burton.
 
Fonte: Wikipedia


___________________________________________ Publicado no grupo ORISA UNIVERSITY, Facebook, em 27/06/2020 
https://www.facebook.com/groups/orisauniversity/permalink/961807337628127/

sexta-feira, 26 de junho de 2020

OSE DUDU; SABÃO DA COSTA



"Publicado por Oyo Alaafin Brasil
Em 21/06/2019

Ose Dudu conhecido como sabonete preto tradicional, é um sabonete natural feito a partir de cinzas de Cacau (Eru Koko) e óleo de palma preto ou branco (Adi Dudu / funfun).
O sabonete preto é uma prática tradicional e cultural que originou em Òyó, Nigéria e se espalhou para outras comunidades iorubá devido à influência do império.
Para além das suas funções domésticas de banho, lavagem ele pode ser usado:
Em Rituais de Orixá, para o ritual de banho de bebês recém-nascidos e para ritos funerários.
O sabão feito tradicionalmente é tão natural que pode ser ingerido para curar enjôo e outras enfermidades conforme a orientação.
O Ose Dudu tem uma mistura adequada de ingredientes hidratantes e de limpeza que ajuda também a combater à varicela, sarampo, micose, eczema, etc.
Advertência : o ose dudu que é ingerido e que tem efeitos de cura tem sua fórmula original intacta, por favor atenção aos que são comprados em lojas e não se sabe a composição."

TIKTOK ERICK WOLFF