terça-feira, 8 de março de 2022

KANBINA / CABINDA

 

Por Erick Wolff 

Postado em 08/03/2022 revisado e aumentado em 01/05/2022



Este post tem a finalidade de registrar que os mais antigos chamam por Cambina, a nação fundada pelo Pai Waldemar Camuca. 

Nos anos 80, o escritor Paulo Tadeu, por sua conta e risco, e sem nenhuma prova, mudou o nome para Cabinda. 

Norton Corrêa

Norton registra Cambina e Cambini, em seu livro O Batuque do Rio Grande do Sul, editora Cultura & Arte, 2 edição, 1992, pág. 50... Nesta mesma citação associa a Cabinda, província de Angola... entretanto sem explicação de como foi que ele chegou a esta conclusão. 


Professor e Babalorixá Denis de Odé

Denis de Odé afirma que a "Cabinda é nago", contestando a fala do professor Norton, na Live: "Aulinha de Domingo: Cambinda/Cabinda X Kabini/Kabina", que foi ao ar (link abaixo) no dia 27, fevereiro, 2022, pelo canal no Facebook: Heranças Afro.




33:29 min, professor Denis fala a Cabinda é nagô.

[...]
Então esta questão aí, é complexa, i o pessoal que está propondo também o nome Cambini, ele esta dizendo, ahhh então vocês provem que a Cabinda, ahhhh, é Banto, só um pouquinho, o nome não tem nada a ver com o culto, tá, o Waldemar, o Pai Waldemar, pode ter se iniciado com o Gululu e ter outras relações depois de um certo tempo ter mudado, a gente não sabe também se o Gululu não cultuada orixá direto, entendeu, então, não tem disso aí, ahhh, por que vocês são Banto, você tem que cultuar nKissi, uma coisa, é uma coisa, outra coisa, é outra coisa, o nome, não tem anda a ver com o culto, isso é que deixa claro, é que o nosso culto não cultua nKissi, então cultua orixá, vocês são Nagô, não, a CABINDA É NAGÔ, a gente não sabe o nome de Cabinda, não foi uma homenagem a algum ancestral, a gente não sabe nem se o Gululu, também não fez isso a uma homenagem a um ancestral, entendeu [...]

Acessado em 11/03/2022 às 11:10hrs

Link:https://fb.watch/bDb9J4WvBR/


Assim, este post, sem querer converter ninguém, pretende mostrar aos mais novos, como os antigos chamam e conhecem a nação fundada pelo Pai Waldemar:


Pai Leandro dos Santos

Imagem 01: coletada em 12/11/2021


Luiz L. Marins

Imagem 02: coletada em 05/09/2021


Marco de Oxalá 

Imagem 03: coletada em 05/03/2022
https://www.facebook.com/babalorisa.marcodeoxala.9


Roberto de Xangô Aganjú

Imagem 04: recebida em 19/02/2022


Leonardo Martins

Imagem 05: coletada em 08/03/2022

Está Sra da foto, chamava-se Nelça. Dona Nelça de Ogun Itabojã

Ela veio para o nosso Axé em 1998 Antes disso ela era de outra família, filha do Bàbá Nelson da Oxum (PoA)... E quando qualquer pessoa perguntava para ela de qual "lado" era antes de vir para nossa casa ela dizia... "Eu era de Kanbina!"

Eu, me lembro de uma vez, tentar "corrigir" ela, dizendo que era "Cambinda"... Prontamente me disse "Não, Leozinho, é Kanbina!"... Então eu conheci gente QUE SIM, chamavam de KANBINA. (apud Leonardo Martins)

Fonte - https://www.facebook.com/leonardodeaganju/posts/4944527922293679 


Adilson Piedras

Imagem 06: coletada em 15/07/2021

 
Pai Jairo D'Adiolá

Imagem 07:coletada em 15/07/2021


Pai Elias de Oxalá

Imagem 08: coletada em 15/03/2022



Estudioso e pesquisador Luciano de Xangô, informação pessoal, coletada em 27/03/2022 às 11:53, através de conversa do WhatsApp:
Imagem 09: informação pessoal pelo whastaap



Mãe Nara de Bara



Transcrevemos agora a fala da mãe Nara de Bara, da Live "Aulinha de Domingo: Cambinda/Cabinda X Kabini/Kabina" , que foi ao ar (link abaixo) no dia 27, fevereiro, 2022, pelo canal no Facebook: Heranças Afro.

Mãe Nara de Bara, minuto 23:50

[....]

Eu concordo com Dênis que a função de Cabini, Cabinda, Cambinda, que antigamente era Cambinda, eu me criei escutando, os antigos falarem Cambinda, né, e aí, de uns tempo para cá Cabinda, acredito que seja... ah... acredito sim que seja uma questão de oralidade, né...[...]

Acessado em 08/03/2022, às 12:00hrs

Link:https://fb.watch/bDb9J4WvBR/


Informações recentes atualizam:




Imagem 10: Diário de Notícias


Imagem 11: Diário de Notícias


Imagem 12: Diário de Notícias




Entretanto, neste vídeo, Borel (Walter Calisto), muda de opinião, e, não sabemos por qual motivo ele passou a usar o termo Cabinda, para a qual em 1959 se referia a Cambina. 


O vídeo completo pode ser



O prof. Norton Correa, no artigo "Mãe Moça de Oxum", 2002, registra claramente o nome "Cambina":

Imagem 14


No mesmo trabalho, Norton fornece um dado interessante, que Gululu seria praticante do Cambina:

Imagem 15



Em nota,  o professor Norton informa que conservou a pronuncia de certas palavras, que foram "alteradas" com o passar do tempo:

Imagem 16


Aulinha de Domingo, Heranças Afro, Conversando com os professores, 01/05/2022

Neste extrato o Professor Norton Corrêa, informa que nos anos 70 se falava Cambina/Cambini.



Link vídeo completo: 
https://www.facebook.com/HerancasAfroOficial/videos/577213326813571

Pai Nado do Oxalá contribui com mais informações sobre a Cambina:


“Ivete de Xapanã, filha de Mãe Lurdes de Ogum
Mãe Lurdes deOgum
Dona Helena de
Ontem foi um dia maravilhoso, cheio de história, enciclopédias vivas nobatuque. Mãe Lurdes e dona Helena são filhasde ventre da grande Mãe Maria Antônia de Bara ( Ijexá) foram filhas do Pai Paulino de Oxalá e depois feitas pelo Pai Romário de Oxalá, possivelmente as primeiras filhas de Pai Romário, conheceram grandes Babalaos e Babaloas. Momento único em minha vida e que Oxalá e os orixás me possibilitem a mais momentos como esse. Dona Helena, um ser humano de memória magnífica, perguntei a ela, somos casinha ou cambinda? E na mesmo hora ela disse, sempre fomos cambinda meu filho.
Muitas especulação que não podemos apenas querer ter certeza, é preciso ainda estudar muito pra um dia pode chegar mais próximo da legitimidade. Religião não é política nem futebol que cada um toma pra si um lado e o defende com unhas e dentes, religião é religação é construir, é pegar o conhecimento de todos para juntos fazemos algo melhor.... Vamos seguir estudando”

Fonte- postado em 17/09/2022 acessado em 11:47, imagem comprobatória:




Revisado e aumentado em 29/06/2025

Coletamos este vídeo do perfil do André de Aganju, TikTok, que contém informações sobre a Kambina.

 

 Comentários:


"Ijo Ifa Ogbeyonu
Quem assentou kamuka (qualidade de Sango) para Valdemar se para fazer Kamuka seria necessário tê-lo? Ora, se Valdemar era o fundador, quem fez ele para Godo ou Agodo se na Nigéria não há qualidades de Sango? Francamente Baba, tem Sango Agodo na Nigéria? Ps. O maior culpado da palavra Cabinda tão difundida foi o Cleon que foi para a Angola buscar terra de Orisa, que se não fosse triste, seria engraçado.

Ijo Ifa Ogbeyonu
[@erickwolffz] mas o Sr entende que as atuais teorias não respondem estas perguntas.

erickwolffz
[@Ijo Ifa Ogbeyonu] não se tem documentos que certifiquem a fundação de nenhuma nação afro brasileiras, de norte a sul, ainda que possamos encontrar informações do pai Waldemar, pois é a nação mais recente que possuímos registros, inclusive onde ele estava enterrado…

Ijo Ifa Ogbeyonu
Ah, entendi. Ok.

erickwolffz
[@Ijo Ifa Ogbeyonu] um ponto importante da sua fala é que realmente que não encontraremos orixá em território banto.

Ijo Ifa Ogbeyonu
Então, esta é uma prova irrefutável de que KABINDA (da Angola) não possui nenhum vínculo com Orisa, já KANBINA o Sr tem encontrado co-relação.

erickwolffz
Caro baba [@Ijo Ifa Ogbeyonu], não há documentações das origens de nenhuma nação afro-brasileira.
 
erickwolffz  
Entretanto, possuimos registros da origem da Kambina, fundada por pai Waldemar, em compração as demais nações afro brasileiras....

erickwolffz
Não há registro de quem foi o feito de mae rita do ogun (batuque), nem de quem plantou o chao da casa branca, nem que fez os axe das casas mina." 

Imagens comprobatórias:

 
Revisado e aumentado em 03/07/2025
 
Neste trecho a sacerdotisa Mary Faleiro, descendente de Pai Romário de Oxalá, posta um comentário em defesa a Kambina/Cabinda, a seguir:
 
 


"Mary Faleiro
QUER TER ENGAJAMENTO? FALE BEM OU FALE MAL DA NAÇÃO CABINDA OU CAMBINA. TEM BASTANTE CONTEÚDO, PORQUE PARECE QUE A TUA NÃO TEM MUITO.
NÃO DESVALORIZE O QUE TU NÃO CONHECE, APRENDE A TUA PRIMEIRO."
 
Imagem comprobatória:
 

 
 
 
 
Referências:

Biblioteca digital Brasil, Diário de Notícias, 05, julho de 1959, acessado em 18/04/2022 às 22:45
(imagens 10 a 13)

CORREA, Norton F. "Mãe Moça de Oxum: um cotidiano e sociabilidade no Batuque gaúcho", pág 236-265, em Caminhos da alma, Coleção Memória Afro-brasileira. Vol I, São Paulo. Summus/Selo Negro, 2002 (1a edição).
E disponível em: 
CORREA, Norton F. "Mãe Moça de Oxum: um cotidiano e sociabilidade no Batuque gaúcho"
(imagens 14 a 16)


Sobre vídeos publicações, vídeos e postagens: Lei 9610/98 art. 46, I a/a
https://www.jusbrasil.com.br/topicos/10625543/artigo-46-da-lei-n-9610-de-19-de-fevereiro-de-1998 

O BATUQUE PRESERVOU MUITO MAIS DA MATRIZ DO QUE PENSAVÁMOS XLIII

Por Erick Wolff de Oxalá

Postado em 07/03/2022, na comunidade - https://www.facebook.com/groups/1444295859135612 



DEUS NÃO É UM SÓ

É totalmente equivocado pensar que Deus é um só, ignorando a concepção e cultura espiritual de cada povo. 

Sabemos que o Deus cristão cria o mundo e os seres humanos, se comunica pessoalmente, amaldiçoa sua própria criação e mata, quando assim deseja. 

Povo Ioruba
Olodumare cria o mundo espiritual, cria Obatala o primogênito e após as demais divindades. Delega poderemos a Obatala para criar o mundo físico e os seres humanos. Sabemos que Olodumare ignora os seres humanos, cabe aos orixás cuidar e lidar com os humanos. 


Povo Fon
Mawu divindade feminina cria o mundo espiritual e físico junto com Lissa. Interage com os seres humanos. 

Agama vodun ligado a criação do mundo, horas representado por um camaleão, horas é considerado Lissa. 



E no caso dos Ioruba, não são considerados teísta, pois, a religião dos orixás possui uma estrutura pessoal e diferenciada. Fonte:

ORIXAÍSMO, UM ESTUDO DA RELIGIÃO IORUBA

Este artigo tem por finalidade levantar a questão para a sociedade do culto a orixá sobre o conceito do estudo das religiões dos orixás, uma estrutura religiosa que não se alinha com o teísmo.

segunda-feira, 7 de março de 2022

O BATUQUE PRESERVOU MUITO MAIS DA MATRIZ DO QUE PENSAVÁMOS XLII

Por Erick Wolff de Oxalá

Postado em 07/03/2022, na comunidade - https://www.facebook.com/groups/1444295859135612



ÒSUN RECEBEU O ÈRÌNDÍNLÓGUN DE OBÀTÁLÁ

Em terras Iorubá OBÀTÁLÁ, é considerado o pai da adivinhação, e é ele que dá o jogo de búzios a ÒSUN, YEMOJA e outras divindades

Leia mais = https://luizlmarins.files.wordpress.com/2017/11/osun-recebeu-o-erindinlogun-de-obatala-osunkolade.pdf

Veja o vídeo - https://www.youtube.com/watch?v=tUg4e2R-mDg&t=

sábado, 5 de março de 2022

O BATUQUE PRESERVOU MUITO MAIS DA MATRIZ DO QUE PENSAVÁMOS XLI

Por Erick Wolff de Oxalá

Postado em 05/03/2022, na comunidade - https://www.facebook.com/groups/1444295859135612

QUANDO À NÃO É AXÉ



O Iorubá é uma língua estrangeira que não dominamos, isso não é descredito algum, mas poderemos estudar e aprender mais sobre este maravilhoso idioma, língua natal dos nossos orixás.


Indico a leitura do artigo: 

QUANDO À NÃO É AXÉ

Por Luiz L. Marins

Leia mais - https://luizlmarins.files.wordpress.com/2015/02/quando-ase-nao-e-axe-2.pdf

sexta-feira, 4 de março de 2022

O BATUQUE PRESERVOU MUITO MAIS DA MATRIZ DO QUE PENSAVÁMOS XL

Por Erick Wolff de Oxalá

Postado em 02/03/2022

Na comunidade - https://www.facebook.com/groups/1444295859135612


Neste pequeno texto demonstra a diversidade entre os mitos dentro da própria tradição Iorubá, onde os nativos convivem com a diversidade pacificamente. 

Importante pontuar que usam Oya ou Iansa, para se referir a ela.

Que nos deixa explicito que Oya não é energia da natureza. 

Pela primeira vez registra que Oya e Ogun tiveram um relacionamento. 

Que até então conhecia que Oya não tinha filhos, mas recentemente informa que Oya teve nove filhos. 


Entre outros pontos aos quais são informados. 

Veja o artigo na integra - 
https://iledeobokum.blogspot.com/2022/03/24-topicos-sobre-oya-iyasan.html

24 TÓPICOS SOBRE OYA / IYASÁN

Publicado por Paula Gomes Aduke

Em 08/02/2022


De acordo com o sagrado Òrìsà Dídá / Érìndínlógún

História oral

Pelo  falecido Sangodina Agbolori, falecido Sangodele Ibuowo, Sangowale Ibuowo and Sangodiran Ibuowo.


1. A Mítica Oya (Òrìsà ) veio de Ìkòlé Òrun (céu)  conhecida como Oya Òríirì,  Oya Aràká e Oya Òkàrá.

2.  A histórica Oya (Humana) conhecida como Iyasán Akanbí.

3. Oya Òríirì (Òrìsà ) é o seu nome no Òrun(céu), porque ela gostava de vestir muitas roupas.

4. Oya Aràká (Òrìsà ) é outro nome no Òrun (céu), devido à sua capacidade de ver o céu e a terra ao mesmo tempo.

5. Oya (Òrìsà ) no Òrun (céu)   era muito importante entre as divindades, devido à sua posição em Egbé Òrun (Sociedade celestial do céu).  

6. Oya (Òrìsà ) não tinha a intenção de deixar o Òrun(céu).

7. Oya (Òrìsà ) deixou o Òrun (céu)  com outras divindades para habitar a terra, devido ao seu amor por Ògún, seu marido no céu, que deixou Òrun céu para a terra.

8. Oya (Òrìsà ) deixou o Òrun (céu) para vir habitar a terra, mas sempre voltava para o Òrun(céu)  para se encontrar com sua sociedade Egbé Òrun.

9. A Histórica Oya (Humana) conhecida como Iyasán Akanbí, viveu na terra juntamente com Ògún até que eles brigaram, por causa dos mistériosos encontros no (céu), que fizeram Oya deixar Ògún.

10. Oya Iyasán= Iyá Mésàn-án

Oya (Humana) é conhecida como a mãe de 9 filhos. Ela estava sempre cercada de crianças e era conhecida por ser estéril, porque não se ter conhecimento de filhos nem com Ògún nem com Sàngó. O outro lado  da historia de Oya é que ela se casou com um caçador desconhecido chamado de Olúkòsi Èpé e teve 9 filhos dele, por isso é chamada de Iyasán.

11. Olúkòsi Èpé era um caçador, que encontrou a roupa do Egungun de Oya no mato e levou para sua casa, onde morava com sua esposa e filhos.

12. Agò Egungun de Oya. 

Oya recebeu de sua sociedade de Egbé Òrun no céu uma roupa com 2 olhos e 2 chifres de búfalo para usar na terra toda vez que ela queria se juntar à sociedade no céu. 

13. Esta roupa  Agò Egungun era apenas para ela ser capaz de ir para o céu e voltar, não estava ligado à adoração dos antepassados.

14. Oya (Humana) escondia essa roupa na casa das formigas (òbobò).

15. Oya (Humana) voltando do Òrun (céu) para a terra, ela não conseguia mais encontrar a sua roupa e a chuva caindo naquele dia permitiu que ela visse e seguisse os passos que chegavam à casa de Olúkòsi Èpé, com quem ela casou e teve os 9 filhos.

16. Oya (Humana) um dia brigou com a outra esposa de Olúkòsi Èpé, e ficou furiosa devido à roupa de Egungun que estava escondida, se transformando em um búfalo e acabando por matar a esposa com os filhos.

17. Oya (Humana) deixou os 2 chifres de búfalo para seus próprios filhos para eles se  lembrarem dela,  deixou-os com o pai e desaparece de novo para a floresta.

18. Sàngó seu amado marido. 

Um dia, na floresta, Sàngó avistou um búfalo, que queria caçar, mas este se transformou numa linda mulher e Sàngó se apaixonou.

19. Oya casou-se com Sàngó, ela era a sua esposa amada e deu-lhe o acesso para lidar com sua pedra do trovão. (Edùn àrá).

20.   Depois que Sàngó desapareceu no chão, ela agarrou  coragem de seguir seu exemplo e se escondeu entre um rebanho de ovelhas, ajudando-a a não ser encontrada e desaparecer. Devido ao apoio que lhe foi dado pelas ovelhas, seus seguidores são proibidos de comer carneiro (ovelhas adultas).

21.  Oya entrou no chão num lugar chamado Igbo-Oya em Irá e se tornou num rio chamado Odò Oya ou rio Níger, dividindo-o em 9 braços.

22. Oya adora comer um vegetal chamado ìsápá.

23. Oya come ègbo – (milho branco cozido) 

24. Carneiro/ ovelha é um tabu para Oya

Créditos 

Asa Orisa Alaafin Oyo
Fonte - 
https://www.facebook.com/paula.gomes.aduke/photos/a.103343675341244/233304192345191

quinta-feira, 3 de março de 2022

O BATUQUE PRESERVOU MUITO MAIS DA MATRIZ DO QUE PENSAVÁMOS XXXIX

 Por Erick Wolff de Oxalá

Postado em 03/03/2022


KAMUKA OU KAMUKÁ



Todos nós ficamos chateados quando não pronunciam adequadamente o nosso nome, por isso, por Kamuka pertencer a um idioma estrangeiro, ao entrar em contato com o consulado da Nigéria, que me informaram a pronuncia adequada. 

Por isso gravei este vídeo para que possamos pronunciar adequadamente o nome do rei da Kanbina. 

quarta-feira, 2 de março de 2022

ANGOLA O ESQUECIDO DRAMA DE CABINDA POR ORLANDO CASTRO

Por Orlando Castro



Os cabindas continuam a reivindicar, e desde 1975 fazem-no com armas na mão, a independência do seu território. No intervalo dos tiros, e antes disso de uma forma pacífica, nomeadamente quando Portugal anunciou, em 1974, o direito à independência dos territórios que ocupava, a população de Cabinda reafirma que o seu caso nada tem a ver com Angola.


Em termos históricos, que Portugal parece teimar em esquecer, Cabinda estava sob a «protecção colonial», à luz do Tratado de Simulambuco, pelo que o Direito Público Internacional lhe reconhece o direito à independência e, nunca, como aconteceu, a integração em Angola.


Relembre-se que Cabinda e Angola passaram para a esfera colonial portuguesa em circunstâncias muito diferentes, para além de serem mais as características (étnicas, culturais etc.) que afastam cabindas e angolanos do que as que os unem.


Acresce a separação física dos territórios e o facto de só em 1956, Portugal ter optado, por economia de meios, pela junção administrativa dos dois territórios.


Com perto de dez mil quilómetros quadrados, Cabinda é maior que S. Tomé e quase do tamanho da Gâmbia. Possui recursos naturais que lhe garantam, se independente, ser um dos países mais ricos do Continente. A nível agrícola, das pescas, pecuária e florestas tem grandes potencialidades mas, de facto, a sua maior riqueza está no subsolo: Petróleo, diamantes fosfatos e manganês.


A procura da independência data, no entanto, de 1956. Quatro anos depois da união administrativa com Angola, forma-se o Movimento de Libertação do Enclave de Cabinda (MLEC) e em 1963, dois anos depois do início da guerra em Angola, são criados o CAUNC - Comité de Acção da União Nacional dos Cabindas e o ALLIAMA - Aliança Maiombe.


A FLEC - Frente de Libertação do Enclave de Cabinda é fundada nesse mesmo ano, como resultado da fusão dos movimentos existentes e de forma a unir esforços que sensibilizassem Portugal para o desejo de independência. Era seu líder Luís Ranque Franque.


Alguns observadores referem, a este propósito, que o programa de acção da FLEC (elaborado na altura da junção de todos os movimentos cabindas) era nos aspectos político, económico, social e cultural muito superior aos dos seus congéneres angolanos, MPLA e UPA.


Cabinda, ao contrário do que se passou com Angola, foi «adquirida» por Portugal no fim do Século XIX, em função de três tratados: o de Chinfuma, a 29 de Setembro de 1883, o de Chicamba, a 20 de Dezembro de 1884 e o de Simulambuco, a 1 de Fevereiro de 1885, tendo este anulado e substituído os anteriores.


Recorde-se que estes tratados foram assinados numa altura em que, nem sempre de forma ortodoxa, as potências europeias tentavam consolidar as suas conquistas coloniais. A Acta de Berlim, assinada em 26 de Fevereiro de 1885, consagrou e reconheceu a validade do Tratado de Simulambuco.


No caso de Angola, a ocupação portuguesa remonta a 1482, altura em que Diogo Cão chega ao território. E, ao contrário do que se passou em Cabinda, a colonização portuguesa em Angola sempre teve sérias dificuldades e constantes confrontos com as populações, de que são exemplos marcantes, nos séculos XVII e XVIII, a resistência dos Bantos e sobretudo da tribo N´ Gola.


É ainda histórico o facto de a instalação dos portugueses em Angola ter sido feita pela força, sem enquadramento jurídico participado pelos indígenas, enquanto a de Cabinda se deu, de facto e de jure, com a celebração dos referidos tratados, subscritos pelas autoridades vigentes na potência colonial e no território a colonizar.


Segundo a letra e o espírito do Tratado de Simulambuco, assinado por príncipes, governadores e notáveis de Cabinda (e pacificamente aceite pelas populações), o território ficou «sob a protecção da Bandeira Portuguesa».


Vinte cruzes e duas assinaturas de cabindas e a do comandante da corveta «Rainha de Portugal», Augusto Guilherme Capelo, selaram o acordo.


Duvida-se que a terminologia jurídica de então, e constante do tratado, tenha sido percebida pelos subscritores cabindas. No entanto, crê-se que a síntese do texto tenha sido entendida, já que se referia apenas à «manutenção da autoridade, integridade territorial e protecção».


No contexto histórico da época, o Tratado de Simulambuco reflecte tanto à luz do Direito Internacional como do interno português, algo semelhante ao dos protectorados franceses da Tunísia e de Marrocos.


Apesar da anexação administrativa, Cabinda sempre foi entendida por Portugal como um assunto e um território distintos de Angola. A própria Constituição Portuguesa, de 1933, cita no nº 2 do Artigo 1 (Garantias Fundamentais), Cabinda de forma específica e distinta de Angola.


Partindo desta realidade constitucional, a ligação administrativa registada em 1956 nunca foi entendida como uma fusão com Angola.


Repressão religiosa


Ao longo dos tempos, sobretudo a partir da independência de Angola (11 de Novembro de 1975), a Igreja Católica em Cabinda denuncia um constante clima de repressão sobre os seus fiéis imposto pelo Governo de Luanda.


Recentemente, Março de 2006, o padre João de Brito Luemba, afirmou publicamente que católicos que frequentam a a Igreja da Imaculada Conceição são constantemente perseguidos pela polícia.


Este clima demonstra, segundo o sacerdote, uma autêntica intromissão do poder político, nomeadamente dos agentes de segurança, na suposta liberdade religiosa propalada pelo Governo de Luanda.


É cada vez mais vulgar ver nas paróquias de Cabinda militares armados e, como se isso não bastasse, exercerem vigilância apertada e intimidatória as residências dos sacerdotes.


Acresce que, a título da luta contra a criminalidade, Luanda continua a prender todos aqueles, sobretudo jovens, que encontram na Igreja Católica o apoio social para continuarem a sobreviver.


Um dos casos mais recentes reporta-se à prisão do secretário-geral do Conselho da Juventude da Paróquia da Imaculada Conceição, Xavier Tati, acusado de ter cometido injúrias contra alguns superiores da igreja.


Tese do Governo de Luanda


Apesar do Governo angolano ter proposto uma resolução de paz para o conflito de Cabinda, os seus homólogos no enclave ainda não foram convidados. O Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas Angolanas, general Agostinho Nelumba "Sanjar", afirma que “o Governo abriu um diálogo e, num futuro próximo, o problema será resolvido”, mas parece esquecer que não é pela via militar que a situação será resolvida.


De acordo com Raul Danda, representante da Organização Não Governamental (ONG) Mpalabanda – Associação Cívica de Cabinda (MACC) e membro do Fórum Cabindês para o Diálogo (FCD), “Sanjar afirma que haverá muito em breve uma solução de paz para Cabinda, mas esquece-se de envolver as partes locais e de ouvir a população sobre o assunto”.


Danda afirma que o FCD recebeu no dia 2 de Fevereiro um documento oficial do Governo angolano “sobre o estatuto especial para Cabinda”, que estipulava essencialmente os princípios de discussão que conduzem à autonomia.


O FCD, que inclui representantes da Frente de Libertação do Enclave de Cabinda (FLEC), da MACC, da Igreja de Cabinda e de outros grupos da sociedade civil e dos direitos humanos, é reconhecido como o corpo representante dos movimentos separatistas do enclave. “Concordamos com três princípios: o princípio da negociação directa com o Governo angolano, o princípio do cessar-fogo e o princípio de conceder um estatuto especial a Cabinda,” observou Danda.


Diferentes teses sobre Simulambuco


Eugénio Costa Almeida, um especialista em questões da Lusofonia, considera que Simulambuco não é um Tratado mas, antes, um Acordo.


Acordo e não Tratado porque, diz Eugénio Costa Almeida, o que foi celebrado em 1885, segundo a jurisprudência internacional foi um Acordo de suserania (apesar de no referido documentos estar “protectorado de Portugal, tornando-nos, de facto, súbditos da coroa portuguesa”) e não um Tratado.


«Este é o primeiro erro que alguns analistas continuam a manter. O segundo, que não deixa de ser grave porque são os dirigentes locais que o sustentam, prende-se com a data da celebração do Acordo: este foi celebrado entre alguns príncipes e chefes locais cabindas e o capitão-tenente Brito Capelo, comandante da corveta “Rainha de Portugal” em nome da coroa portuguesa, não a 1 de Fevereiro, mas a 22 de Janeiro de 1885», diz Eugénio Costa Almeida.


Enquanto este especialista diz que, “como angolano não se vê separado de Cabinda”, eu como angolano só me vejo angolano de pleno direito quando os cabindas tiverem dito livremente como querem ser e estar no contexto das nações.


Apesar da tese que defende, Eugénio Costa Almeida reconhece que “as especificidades do território lhe dão garantias para gozarem do direito a um estatuto especial: uma autonomia incorporada: por outras palavras, uma autonomia política, social e económica, sob a tutela governativa (defesa e relações externas) de Luanda”.


À luz do direito internacional a potência administrante de Cabinda ainda é Portugal e Lisboa terá, por muitas que sejam as pressões de Luanda, de perceber que Cabinda não é, nunca foi, nunca será uma província de Angola.


Aceito que, por manifesta ignorância histórica e política, os governantes portugueses pensem que Cabinda sempre foi parte integrante de Angola. Mas se estudarem alguma coisa sobre o assunto, verão que nunca foi assim, mau grado o branqueamento dado à situação pelos subscritores portugueses dos Acordos do Alvor.


Quanto aos outros subscritores, desde sempre Agostinho Neto, Holden Roberto e Jonas Savimbi souberam que Cabinda era algo diferente. Basta ver as posições mais recentes tanto da FNLA como da UNITA que defendem uma solução negociada para Cabinda.


Impor a paz pela força não leva à paz


Atrocidades cometidas pelas Forças Armadas angolanas em Cabinda e susceptíveis de fundamentar a actuação do Tribunal Penal Internacional são constantemente denunciadas, pelo que, como diz o padre Raul Tati, "se há país em que os Estados Unidos da América deveriam intervir, esse país é Angola, devido ao que se passa em Cabinda".


"Não basta fazer denúncias. É preciso realizar acções que visem uma responsabilização penal dos autores morais e materiais das violações" que estão a ser perpetradas em Cabinda, salienta o padre Tati.


No mesmo sentido se pronuncia o jornalista angolano Rafael Marques, que sustenta a necessidade de sentar no "banco dos réus" (o presidente de Angola) José Eduardo dos Santos e os seus "cabos de guerra".


Partidário de uma declaração de independência do enclave, Raul Tati considera que "a negação de uma independência separada em relação a Angola deve ser assumida efectivamente como a primeira grande violação que o regime do MPLA impôs impunemente ao povo de Cabinda desde 1975, altura em que, com a cumplicidade activa de Portugal, invadiu e ocupou" aquele território.


Tati apela às opiniões públicas portuguesa e internacional para que "façam tudo, mas absolutamente tudo, para se acabar com a chacina em Cabinda e para se devolver a dignidade ao seu povo".


Imputando ao presidente José Eduardo dos Santos o "pleno conhecimento" do que se passa em Cabinda, "por acção dos seus subordinados", Rafael Marques é de opinião que o chefe de Estado angolano "assume, por mandato ou consequência, a responsabilidade criminal por esses actos".


Martinho da Cruz Nombo, que exerceu entre 1995 e 1999 as funções de vice-governador provincial de Cabinda, salienta que se assiste "hoje a cenas deploráveis e incompreensíveis à luz de um Estado que se diz de Direito e democrático".


Entre essas cenas, Martinho da Cruz Nombo evoca detenções arbitrárias, intimidação psicológica, ameaças e ofensas corporais permanentes, execuções sumárias, buscas em residências particulares sem mandado judicial, violação de menores, destruição de aldeias e de campos agrícolas e saque de bens.


Face ao conflito em curso, o ex-vice-governador provincial sustenta que a sociedade civil e as duas alas militares da Frente de Libertação do Enclave de Cabinda (FLEC) "podem constituir o verdadeiro interlocutor para discutir o futuro" do território.


Nesse sentido, desafia as instituições internacionais a promoverem "com urgência" uma investigação internacional independente sobre as denúncias de "limpeza étnica" realizadas pelo regime de Luanda e que "indiciam crimes de guerra e crimes contra a humanidade".


Partidário, a médio prazo, da obtenção de autonomia, mas "sem fechar as portas a outras soluções", manifesta-se Justino Pinto de Andrade, militante do MPLA.


Justino Pinto de Andrade prefere situar a génese do "Caso Cabinda" no que classifica "triste herança colonial", defendendo que a "violência que tem lugar (no enclave) deve cessar imediatamente, antes mesmo que se ajustem formas adequadas para o relacionamento futuro".


Além de Cabinda, persistem situações de "miséria, de autêntico abandono" noutras partes de Angola, e Justino Pinto de Andrade receia que depois do enclave "amanhã, outras ondas de choque se propaguem para o resto do país".


Crítico do "formato centralizador" que o regime angolano tem adoptado no relacionamento com as diferentes regiões do país, e que "será sempre um verdadeiro barril de pólvora, pronto a explodir", aquele militante do MPLA é de opinião que essa situação pode ser prevenida.


"Basta exorcizarmos todos os fantasmas, quer os do passado, quer os resultantes de algumas deformadas ideologias, ou até os decorrentes de meras ambições pessoais", defende.


Cabinda, segundo N’Zita Henriques Tiago


«É com o sangue no corpo e as lágrimas nos olhos que nos dirigimos a vós, o nobre povo Luso. Nós Cabindas aprendemos a admirar o Infante Dom Henrique, Diogo Cão, Vasco da Gama. Ouvimos falar de El-Rei D. Carlos, do 5 de Outubro e do 25 de Abril. Foi-nos prometido o diálogo, mas ele nunca se consubstanciou. O roubo por parte dos angolanos das nossas riquezas (o petróleo, madeiras, diamantes, ouro, etc.) mantém o povo de Cabinda na miséria, e quem as rouba é o MPLA, com a ajuda da multinacional Chevron Texaco. Eles vivem acima da lei e são impunes às leis internacionais», afirma N’Zita Henriques Tiago.


«Angola, que nos invade, é o país mais corrupto do mundo, é sem surpresa um dos mais pobres, apesar das riquezas que possui e das que rouba à nação de Cabinda. Em Angola uma em cada quatro crianças morre antes de chegar ao primeiro aniversário.


Assim está o país que as autoridades portuguesas nos deixaram entregues. Angola recebe em receitas de petróleo 5 biliões de dólares por ano, 4 biliões são provenientes do petróleo roubado à nação de Cabinda. Mas o dinheiro do petróleo só tem enriquecido aos Luandenses. O presidente criminoso Eduardo dos Santos e’ o angolano mais rico do país.


Nós somos um espinho cravado na alma lusitana, que não encontrará sossego enquanto não se redimir do esquecimento a que nos tem votado.


Há novas Aljubarrotas a travar, para que se cumpra o desígnio que vos trouxe até estas paragens.


A História não acabou com a descolonização. A descolonização ainda não acabou.


Há aqui uma diocese escravizada, onde os padres são os melhores amigos do povo. Há ainda a esperança num milagre.


A Independência de Cabinda é uma inevitabilidade histórica, que mais cedo ou mais tarde terá que suceder. Nós sabemos que vós sois o povo de Santo António, da Rainha Santa. Rezai por nós.


Quem tão bem soube aplaudir D. Ximenes Belo, bispo de Dili, também saberá com certeza ouvir D. Paulino Fernandes Madeca, o nosso bispo, quando a todos chama a atenção para aquilo que sofremos. Temos um vigário-geral e temos sacerdotes que são os nossos autênticos anjos da guarda, benzendo-nos e curando-nos as feridas quando caímos por terra, vítimas da violência. Temos, acima de tudo, o desejo de preservar a nossa identidade, que não é a mesma dos congoleses ou dos angolanos. É apenas a de um povo de 600 ou 700 mil almas que tem uma cultura própria, alicerçada há mais de 120 anos.


Nós vos pedimos que no vosso Parlamento, nas vossas escolas, nas vossas rádios, falai de nós, os Cabindas, aqueles que sofrem mas não desistem, os que preferem ser mártires a claudicar, a ceder.


Em Lisboa, no Porto, no Funchal, em Angra do Heroísmo, falai de nós, ajudai-nos!

Ajudai-nos a lutar pelo que é justo e é devido ao povo de Cabinda!»




Orlando Castro

Texto inserido em:7/02/2006
Fonte - 
https://old.eusou.com/premium/cronicas.asp?id=396&det=1634

O BATUQUE PRESERVOU MUITO MAIS DA MATRIZ DO QUE PENSAVÁMOS XXXVII

Por Erick Wolff de Oxalá

Postado em 02/03/2022

Na comunidade - https://www.facebook.com/groups/1444295859135612

OXALÁ DAKÙN

Imagem 01 - Fonte agrolink


Estudando um pouco sobre o culto do Batuque, e as suas divindades, muitas não são encontradas em outras religiões da diáspora, possivelmente isso ocorra, pela localidade e origem do culto destas divindades estarem ligadas a origem do Batuque. 

É comum vermos um ou outro igba de Oxalá, com o okuta (pedra do orixá) em cima do algodão, sendo que Dakùn traduz o fiador de algodão, o mesmo nome dado a uma divindade aglutinada entre os Oxalá, cultuados na tradição do batuque do RS.

Porem a feitura e forma de tratar esta divindade preservaremos o fundamento. 


Dakùn - fiar algodão e prepara-lo para vender. (pg. 183)
BENISTE, José, Dicionário Yorubá Português, Bestrand Brasil, 2011.

Fonte imagem - https://www.agrolink.com.br/noticias/algodao-ogm-melhora-seguranca-alimentar_462827.html

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2022

O BATUQUE PRESERVOU MUITO MAIS DA MATRIZ DO QUE PENSAVÁMOS XXXVI

Por Erick Wolff de Oxalá

Postado em 20/02/2022
na comunidade - https://www.facebook.com/groups/1444295859135612 



Neste momento, estamos diante de alguns fundamentos do enterro do sacerdote de Xangô, na Nigéria, onde encontraremos similaridade com o nosso culto. 

Notem, que o Elegun de Xangô morreu, e foi feito um cortejo, de onde ele saiu de um local sagrado, fez algumas paradas depois indo para a própria casa, ao qual foi enterrado no quarto ao qual dormia. 

Assim como, o seu Xangô (que ele foi feito), fica dentro de um local sagrado na própria casa (quarto para orixá), onde após o sepultamento, o Xangô foi levado até a sepultura, para comer um Oka (amalá), junto com o Egun (morto), e depois o Xangô retorna para o local que ele é cultuado (quarto para o orixá).

O ritual de morto possui origem na cultura Iorubá, assim como constantemente apresentamos pontos da nossa origem, que nós batuqueiros não somos descendentes sem origem.

TIKTOK ERICK WOLFF