Por orisa_priestess
Postado em 01/09/2022 acessado em 02/09/2022 às 11:44
Por orisa_priestess
Postado em 01/09/2022 acessado em 02/09/2022 às 11:44
Por erick Wolff de Oxalá
Postado em 01/09/2022
Após os recentes falecimentos do Elegun de Sango e da sua majestade Alaafin, procuramos a Dra. Paula Gomes, ministra da cultura do Alaafin, para esclarecer sobre a tradição do tempo de luto.
Segundo ela "o luto dura sete dias, enquanto estão sendo feitos os rituais para o falecido, após este tempo todos estão liberados, com exceção da família, principalmente esposas que chegam a ficar 40 dias neste luto."
Postado pelo Jornal Caxias
Em 4/6/1931, acessado em 30/08/2022 às 7:00hrs
Transcrevemos estes artigo que relata a perseguição e intolerância da policia e da população contra o Batuque, não ficou claro sobre a origem do babalorixá ao qual foi preso, mas se refere a um Waldemar dos Santos do Xangô, talvez seja o pai Waldemar.
"Caxias, como os grandes centros, conta também, no tocante á seitas, com adeptos de "Xangô", espécie de "Deus" no cérebro dos crentes da celeberrina "religião" de fazer "bem ao próximo", nossos irmãos em Christo.
A existência desses antros denominados "batuques", onde, á luz da liberdade profissional se praticam toda a sorte de mandingas, não é um caso isolado na vida de Caxias.
A pratica da magia "negra" na qual são usados o mais exóticos apetrechos, como "tambores", "xicaras", "panelas", "xabumbas", etc. é exercida em nossa cidade em vários recantos, não sendo, portanto, estranho o facto que vamos narrar ocorrido domingo ultimo.
Oxalá a nossa policia, que teve conhecimento, nesta cidade, de um templo de Xangô, extermine, de uma vez para todas, com essa "religião", trancafiando na cadeia os "santos", inclusive o próprio "Xangô".
Na semana finda, a convite do sr. João Lucena Junior ativo subintendente e subdelegado de policia, fomos ao prédio n 1543, da rua Pinheiro Machado a fim de apreciar um dos celebres "batuques'.
E um chalet de madeira, entramos. Fomos em seguida ao 2 andar. A um canto vimos um altar com imagens, algumas flores, copos com água e galhos de arruda e ou plantas. Xicaras, pratos, gamelas, etc. Em uma massa de cor estão pregadas penas brancas de ave. Todos esses objetos misturados com outras missangas, davam um aspecto de pavor! Velas acesas em redor das imagens.
A um lado uma taboa pintada de preto com 4 cruz nos cantos, além de outros signaes pertencentes a seita.
No outro quarto, havia uma cama onde dormia o batuqueiro. Ao lado uma mala de viagem com o letreiro Waldemar Bragatti. Dentro havia roupas de uso e embrulhos com marmelada sobre a parede pendurados viam-se galhos de plantas medicinais. Aquilo tudo dava um aspecto de verdadeiro "caça níquel".
Num quarto no andar térreo, estava um doente que nos disse ser condutor de auto em Porto Alegre, que se achava em tratamento médico com o homem dos "batuques".
Este é um senhor Waldemar dos Santos, gordo, presto, bem conversado e que devido a energia ação da policia foi metido no Xadrez para acabar com as suas feitiçarias.
Os vizinhos do prédio onde estava instalado o "batuque" ficaram satisfeitos por ter terminado o enorme barulho que ali faziam.
Felizmente que a nossa ativa e enérgica policia fez o homem ir barra a fora, visto aqui ninguém precisa dos seus "serviços"."
Fonte - http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=882216&pesq=batuque&pasta=ano%20193&hf=memoria.bn.br&pagfis=986
Publicado pelo Dário de notícias
Em 23/04/1955 acessado em 28/02/2022 às 17:18hrs
Para fim de pesquisa e estudo, neste trabalho transcrevemos apenas os trechos que se referem ao Batuque da mãe Apolinária, ignorando o que não possuía teor afro religioso.
Carlos Galvão KrebsNo "terreiro" de Apolinária, durante a grande festa pública, surge na sala de danças rituais a imagem de ogum, deus da guerra e do ferro. Na realidade é de São Jorge, santo católico ao qual ogum está assimilado no Rio Grande do Sul. Na festa de 23 do corrente a casa de Apolinária estava tão cheia que dificilmente se conseguia um lugar.
"A Passagem por esta Capital do músico e folclorista alemão Fritz Joede - Revigorou as canções e corais alemães no Estado e precipitou o contato da cultura germânica com a cultura negra no Rio Grande do Sul - Pela primeira vez descendentes de alemães visitam em grupo um "terreiro" de batuque, em atividade oficialmente programada pelo Estado. " (Carlos Galvão Krebs)
[...] Como nota espetacular assistimos ao sacrifício de um touro, dentro da casa de culto. O sangue tingia o assoalho, a cabeça e as mãos dos crentes em catadupas. Principalmente quando foi abatido o touro, cuja cabeça decepada dançou sobre o crânio de Apolinária, como um lanuto capacete de Guarda Real do palácio de Buckingham. Com a vantagem das aspas, ao sabor dos velhos guerreiros das "bandas" germânicas.
NA "CÔTE D'AZUR"
A uma quadra do "terreiro" de Apolinária está localizada uma "boite", a "Côte D'Azur". Em meio à matança o senhor Cônsul Hagermann teve a gentileza de convidar-nos para descansar e matar a sede na "boite". Lá fomos. Fizeram-nos uma grande exceção: deixaram entrar apenas homens, sem as damas de acompanhamento. [...]
[...] Depois disto, voltamos à sala de sacrifícios, na casa de Apolinária. O professor Joede, o Cônsul Hagemann e o professor Marcheler tiveram de desertam em função de seus compromissos da manhã seguinte. Os outros ficaram até mais tarde e nós até o fim.
A FESTA PÚBLICA DO "TERREIRO" DE APOLINÁRIA
Foi esplêndida, concorrida, vibrante, Lamentavelmente Apolinária havia determinado o "uniforme" do dia: cor branca. Não pode, por isto, apreciar o belo espetáculo do colorido variado, segundo as cores dos diversos orixás. No entanto, estavam de chefes-de-culto das religiões afro-gaúchas. Foi uma festa brilhante, com assistência acima do normal. A gente se apertava como sardinha em lata , para poder estar na sala de dança. Em atenção ao professor Joede, o Instituto de Tradições e Folclore havia programado uma visita oficial à festa, aberta a todos os interessados, e com a aquiescência de "mãe" Apolinária. Lá compareceu a fina flor da colônia Alemã na Capital [...]
[...] A "GAFE" DE UM VISITANTE
Uma pessoa da cultura alemã foi junto com todos até a cozinha, sem saber para quê. Na entrada nós nos encontrávamos ao lado de uma das mais diretas auxiliares de Apolinária, a Sidoninha. Essa pessoa de cultura alemã perguntou sobre o que se iria fazer. Respondemos que iriamos saborear as "comidas de santo", ao que obtivemos a resposta: (o grifo é nosso)
- Hum! Isso eu não como!
Nós tentamos amenizar a situação, insinuando que poderia comer com absoluta confiança aquelas que cozinhavam as "comidas de santo" eram as mesmas cozinheiras das nossas casas de famílias.
Mas a situação não ficou bem resolvida, com a intransigência do protagonista. Isto, para nosso desgosto e de Sindoninha, sempre gentil e prestativa. Na realidade, era como tivesse sido recusado um chimarrão gaúcho, na roda de mate. Mas, dentro da cozinha, a situação modificou completamente. Todos os visitantes comiam com gosto. Uma grande mesa com as comidas rituais, mais refrigerantes e cerveja. Dentro de pouco tempo vimos o protagonista agarrado a uma perna de galo, provavelmente sacrificado a bara. E terminou no amalá, com um entusiasmados digno de nota. Ao fim acercou-se de nós, perguntando angustiado: [...]
Disponibilizamos o link do acervo do jornal, para que possam acessar o artigo na integra afim de checar informações adicionais.
Fonte - http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=093726_03&Pesq=1959&pagfis=3943
Postado por Àsà Òrìsà Aláàfin Òyó Èsìn Òrìsà Ìbílè
Em 27/08/2022 acessado em 28/08/2022 às 8:36 hrs
Postado por Ẹ̀dá Dúdú TV
Em 26/01/2022 acessado em 28/8/2022 às 08:24hrs
Cenas do festival de Obatala em Ile-Ife.
Link - https://www.facebook.com/edadudutv/videos/232643352281103/
Postado por Paula Gomes Aduke
Em 27/08/2022 acessado às 10:30
![]() |
| Oferenda Asaro (inhame cozido com dendê) ao lado Eko (uma fina farinha de canjica pilada e cozida) |
"Uma das Ojubo de Òsùn mais antiga em Oyo.
Continuamos a preservar o Orisa de família."
Link - https://www.facebook.com/paula.gomes.aduke/photos/a.103343675341244/367732698902339/
Revisado e aumentado em 21/03/2023
Por Luiz L. Marins
Publicado no Wordpress em maio de 2016
https://luizlmarins.wordpress.com
Com o crescente interesse
pelo culto de Ìyámi Òsòròngà convém lembrar que a literatura afro-brasileira
apresenta informações importantes sobre a ligação delas, com Èsù.
Pierre Verger (1965)
registra um ese (verso) do odù ogbè ògúndá, signo divinatório do
oráculo de Ifá, o qual revela que Èsù
não só conhece o segredo das Ìyámi,
como também ensina o ebo correto à Òrúnmìlà,
para, por intermédio dele, apaziguá-las.
OGBÈ ÒGÚNDÁ
[...]
62. Nijó ti nwon mu omi meje ti nwon kókó mu,
63. Nijó ti nwon bèrè si mu ú, isejú
Èsù ni nijó
náà.
64. Nijo nwon nse
ipadé, ìsejú Èsù ni. [1]
[...]
62. Le jour qu’elles ont bu ces sept eaux, em premier,
63. Le jour où ells ont commencé à boire, c’était en presence
d’Èsù
64. Le jour où elles ont fait l’assimblée, c’était en présence
d’Èsù [2]
[...]
62. No dia que elas beberam das
sete águas,
63. No dia que elas começaram a
beber, foi na presença de Èsù
64. No dia que elas fizeram a
reunião, foi na presença de Èsù. [3]
[...]
Também Juana Elbein (1976) no livro Os Nàgó e a Morte faz algumas considerações conceituais sobre Èsù,
onde demonstra que Èsù é o òrìsà que recebeu um àse especial de Olódùmarè para resolver todas as
situações, inclusive no trato com as Ìyámi:
“Em virtude da maneira como Èsù
foi criado por Olódùmarè, ele deve
resolver tudo o que possa aparecer e isso faz parte de seu trabalho e de suas
obrigações [...] Olódùmarè fez Èsù
como se fosse um medicamento de poder sobrenatural. ”
“Olórun delegou este poder a Èsù
ao entregar-lhe o àdó-iràn, uma
cabaça de longo pescoço apontando para o alto que Èsù carrega em sua mão. Èsù
só precisa apontar seu àdó para
transmitir a força inesgotável que tem. ”
“Èsù é o princípio reparador do
sistema nàgó. [...] por isso, os
quatrocentos irúnmalè deram um pedaço de suas próprias bocas à Èsù, quando ele foi
representa-los aos pés de Olórun. Èsù uniu estes pedações em sua própria boca
e, desde então, fala por todos eles. [...] apenas por seu intermédio é possível
adorar as Ìyámi. ” [4]
[1]
VERGER, Pierre. “Grandeur et Décadence du Culte de Ìyámi Òsòròngà”, in, Journal de la Societe des Africaniste,
1965, T. 35, p. 180
[2]
______________. “Grandeur et Décadence du Culte de Ìyámi Òsòròngà”, in, Journal de la Societe des Africaniste,
1965, T. 35, p. 181
[3]
______________. Grandeza e decadência do
culto de Ìyámi Òsòròngà. Ed. Corrupio,
Artigos Tomo I. São Paulo, 1992, pg. 50.
[4]
DOS SANTOS, Juana Elbein. Os Nàgó e a Morte. Ed. Vozes. Petrópolis, R. J.,
1976, pgs. 131; 134; 163
Por Luiz Claudio
Postado em 22/08/2022 acessado em 23/08/2022 às 17:15
Esta postagem pertence ao Luiz Claudio e foi compartilhada pelo Chico Neto, na comunidade Nação Cabinda do RS, replicaremos algumas informações de relevância ao tema, segue:

(Tata Matamoride Ijoba Angola)
Transcrição de algumas respostas que completam a explicação do nKissi.
Erick Wolff
Para quem não está familiarizado com o termo PORRÃO, se refere aos quartilhoes que são usados para confecção de um nKissi… estes quartilho és podem ser de barro ou louça variando conforme a origem do nKissi.
Erick Wolffexemplo dos quartilhões, alguns chegam a quase um metro:
Erick WolffIlê Asé Igbomina o culto de nkissi não é semelhante ao culto de orixá, conforme o Matamoride informa que o nKissi é feito na terrina, e fica sobre o quartilhão (porrão), algumas vezes ficam alguns fundamentos dentro deste quartilhão, não tem nada a ver com as seguranças de orixá que são feitas no Batuque.
Não podemos tomar como base a nossa cultura para entender a cultura dos outros.
Link - https://www.facebook.com/groups/1444295859135612
Imagem comprobatória
Por Erick Wolff de Oxalá
23/08/2022
![]() |
| Créditos da imagem - ignorados: a saber. |
O Òrìsà possui identidade e existência própria, desta forma o Òrìsà só depende de Olódùmarè.
Diferente do Òrìsà, o odù não possui existência própria, não é uma divindade, ele (odù) é um "livro de registro" dos acontecimentos tanto dos Òrìsà como de todo o cotidiano yorùbá, e que hoje é utilizado por alguns sacerdotes durante o oráculo.
Odù - Conjunto de signos do sistema de Ifá que revela a história em forma de poemas, que servem de instruções diante de uma consulta. (Beniste, pg. 558)
Odún - ano, estação, período próximo das festividades anuais. (Beniste, pg. 606)
Possivelmente pela semelhança entre as palavras odún (ano) com odù (signos), algumas pessoas se equivocam ao usar estas palavras do idioma yorùbá.
Concluindo
Desta forma, o oráculo do Batuque, baseado na personalidade, na mitologia, rituais e todo o conhecimento que se tem dos Òrìsà compõem o fundamento oracular do Batuque, não precisando do odù por que ele (Batuque) utiliza o próprio Òrìsà para o seu oráculo.
BENISTE, José, Dicionário Yorubá Português, Editora Bertrand Brasil, 2011
Postado por osuntejumade_priestess
Em 20 agosto de 2022 acessado em 22/08/2022 às 13:11
Durante o festival de Osun em Osogbo, a manifestação de várias Osun.
Por Dra. Paula Gomes
Postado em 18/08/2022
Este extrato, foi recolhido da postagem ao qual a Dra. Paula responde ao público sobre os costumes fúnebres em terras ioruba.
Por Paula Gomes
Postado em 30/07/02018 acessado em 1808/2022 às 13:08
Neste vídeo a Dra. Paula Gomes explica que existe uma cobra com dois chifres branca, que aparece a cada três anos, e que eles não devem matar ou maltratar.
Link - https://www.youtube.com/watch?v=AgKdPHIAGaA