Estas palavras imortais de Alexander Graham Bell, "os homens mais bem sucedidos no final são aqueles cujo sucesso é o resultado de um acréscimo constante - É o homem que cuidadosamente avança passo a passo, com sua mente se tornando mais ampla e mais ampla – e progressivamente mais capaz de compreender qualquer tema ou situação - perseverando no que ele sabe ser prático, e concentrando seu pensamento sobre ele , que é obrigado a ter sucesso no maior grau" – resumir a viagem de vida nos últimos 82 anos de Sua Majestade Imperial, Iku Baba Yeye, Oba [Dr.] Lamidi Olayiwola Adeyemi III, o Alaafin de Oyo, um enigma com uma paixão inigualável pelo grande bem de todos.
Hoje, há tantos artigos a crédito de Oba Adeyemi.
Oba Adeyemi entregou muitos trabalhos como palestrante convidado em ocasiões organizadas por entidades profissionais e grupos.
Mas de grande importância e significado foram dois desses artigos escritos desde 1968, que hoje são profetizadas.
O primeiro foi "serei grande" e o segundo "serei o próximo Alaafin".
Apenas uma semana após a segunda foi escrita, o jovem Adeyemi foi escolhido como o Alaafin-eleito por seis dos sete membros de Oyo-Mesi em Março de 1968 e que marcou o início da tortuosa jornada ao exaltado trono do Alaafin.
Dizer que Oba Adeyemi, hoje, é um grande rei é um eufemismo.
Montando o trono aos 32 anos, o Alaafin tornou-se um dos monarcas altamente respeitados e influentes na era iorubá moderna.
Para uma escola de pensamento, que vê Alaafin Adeyemi III como um workaholic, energético, diligente, corajoso, irreprimível e um governante consciente, seu passado duro, apesar de ter nascido com uma colher de prata na boca, sem dúvida, preparou-o para a tarefa que está por vir, apesar dos desafios desdobrados.
Tendo como pano de fundo as dificuldades que enfrentou enquanto crescia, Oba Adeyemi tornou-se um homem de muitas partes e um deles é que ele é gentil e compassivo e um filantropo, usando o que Deus lhe doou para tocar a vida do povo.
Oba Adeyemi tem levado a chefia tradicional a outro nível, usando sua exposição, riqueza e poder para beneficiar a humanidade.
Alaafin tem demonstrado muita engenhosidade em trazer toques de modernidade ao antigo Palácio Oyo sem perder sua essência tradicional, um desenvolvimento que transformou o local em um centro turístico.
Esse toque não é apenas sobre a infraestrutura e o projeto arquitetônico do palácio, mas também sobre os indivíduos que têm funções estatutárias e tradicionais no palácio.
Por exemplo, 'Oyo-Mesi', membros do gabinete do Alaafin agora andam individualmente em carros pessoais como contra a prática no passado, quando todos eles andavam em um ônibus, enquanto acompanhavam o monarca em uma função.
Segundo o Alaafin, "um governante tradicional deve ser visto como a personificação perfeita da cultura do lugar, bem como a síntese das aspirações e objetivos da nação".'
É para crédito de Oba Adeyemi que um grande número de Obas em toda a terra iorubá hoje são o que eles são em status, tendo usado sua posição como um monarca altamente reverenciado, seu robusto senso de história, habilidades de escrita poderosas e consideração para os outros seres humanos avançarem suas causas.
Alaafin depende muito da vontade e desejos de seus súditos.
Na política também, ele está preocupado com a santidade de sua posição aconteça o que acontecer e com o bem-estar de seu povo.
Assim, para garantir seu apoio, um político deve convencê-lo a oferecer à sua posição exaltada o mais alto grau de dignidade, respeito e honra que merece, bem como o cuidado de seu povo através dos dividendos usuais da democracia.
Um homem de família completo, o monarca adora esportes e treina como boxeador até o momento.
Algumas personalidades importantes, incluindo governantes tradicionais, derramaram encomiums sobre os Alaafin, descrevendo-o como um guardião da cultura e tradição iorubá, um pai que sempre projetou a cultura e a tradição dos iorubás, e que sempre levou em consideração a segurança e o bem-estar de seus súditos e nunca comprometerá a tradição, a cultura e o desenvolvimento de seu povo''.
Eles acrescentaram: "Estamos celebrando o alto-chefe da realeza e principal governante tradicional com paixão inigualável, seu papel paternal entre o povo não poderia ser quantificado, e ele vive além das expectativas de seus súditos em termos de conselhos paternos, serviço à humanidade e contribuições para o desenvolvimento do iorubá".
Palácio do Alaafin Fonte - https://www.facebook.com/pgfoundation.oyo/posts/1734369503407124?__tn__=K-R0.g
1-Osoosi é encontrado em muitas áreas Yoruba, mas sem dúvidas o maior festival em sua homenagem é realizado em Ile ifé.
2-Obalesun Obatala Agbaye, o alto sacerdote de Obatala em ifé onde o principal templo de Osoosi fica diz que a compressão deles é que Osoosi é um habilidoso caçador é guardião de Obatala e irmão mais novo de Ogun.
3-Obalesun ainda diz que a casa de Oososi foi pintada de branco pela primeira vez por um servente chamado Ka to ka ki ki ki, ka fi enu re so le, ele diz também que a casa de Osoosi se tornou um ponto de amparo a pessoas que precisam de ajuda, e que distribuem frutas e alimentos diariamente.
4-Em Ifé Osoosi se transformou em um pedra “viva’ que é também cultuada ( a cabeça), Obalesun ainda conta que antes de Osoosi virar pedra ele ordenou que Ka to ka ki ki ki, ka fi enu re so le não tivesse filhos, mas que sempre deixasse a casa aberta para ajudar as pessoas;
5-Em alguns lugares que estive de Abeokuta Osoosi também é conhecido como irmão de Ogun, vi algumas vezes assentado juntos, outras vezes separado.
6-Em Oyo foi me dito de Osoosi é a yawo (esposa) de Ogun, no entanto cabe uma analise profunda sobre a compreensão da distinção de genero em área yoruba, Ogun foi predominante em Oyo, a função dos seus devotos para com a comunidade pode ter ajudado Osoosi ter se qualificado a estar em funções mais internas e domesticas e compreendia a segurança da comunidade enquanto outros estavam fora, mulheres do clã de Ogun nascida na família em alguns casos são chamadas de Osoosi.
7-Ogun e Osoosi em muitas famílias de Ogun em Oyo são assentados juntos - ojubo feitos juntos e comem as mesmas coisas compartilhadas.
8-Em alguns lugares é possível ver como sua insígnia dentro do seu ojubo um ofa um arco flecha, outros lugares uma grande pedra, em Oyo a ferramenta de Osoosi é um guarda chuvas de ponta cabeça com um pássaro na ponta.
9-Em Oyo disseram que não há a iniciação para Osoosi e sim fazem Ogun porque ogun já leva Osoosi, em outros locais foi dito que fazem iniciação.
10-Assim como o culto de Ogun, em Oyo, Osoosi tem como oráculo Obi e apenas Obi.
1- Ire - Ekiti guarda um templo de Ogun, onde ele entrou pela terra , cidade onde Ogun matou os chefes no conselho após não terem falado com ele.
2- Onire até hoje é o nome da coroa real dada ao Rei de Ire-Ekiti
3- Em Oyo uma saudação comum é - O sogun e a resposta é Iku eran - com complemento , Eniyan o ye, Aja ode o wale "Ògún, Ofereço para ÒGÚN, a caça , o humano ficará vivo. E o cachorro do caçador voltará para casa."
Também se ouve a saudação para Ogun - Ogun Ye! Mo ye!
4- Além dos ferros encontrados nos Ojubo de Ogun, algumas famílias usam uma pedra chamada de Ako okuta.
5- Muitas famílias de Ogun em área Yoruba tem como seu principal oráculo o Obi, e não fazem qualquer uso de Odu - para fazer esentaye ( ritos de nascimento) ou iniciações usam obi.
6- Tieko é o nome de uma flauta que algumas famílias de Ogun usam.
7- nA familia de Ogun em Oyo- Ogun e Osoosi são “assentados’ juntos.
8- Algumas famílias de ogun ainda ocupam as mesmas posições do passado, caça, proteção das estradas e do povo, fabricação de metais.
9- Ode em Yoruba é uma palavra para se referir a caçador. Algumas famílias dizem que Ogun é o grande líder dos ode.
10- Os ijala são cantos próprios das famílias de Ode, alguns animais também possuem ijala.
11 - Iremoje -são cantos que fazem parte do rito de morte dos devotos dos “Ode”, exaltam os feitos na vida para que se torne um ancestral que continue a proteger as funções dentro da comunidade desde o Orun.
12-Gobi( espécie de gorro, Gberi estilo , compõe o vestuário tradicional dos Ode, e junto o Aparu.
13- As vestimentas dos devotos podem ser de varias cores, verdes , preto, marrom. Em Oyo o ileke de Ogun é da cor preta, em outros lugares é possível encontrar o vermelho sendo usado para Ogun.
14- Ogun pode ser cultuado para qualquer tipo de coisa que um devoto precisar.
15 - Ogun é um Orisa muito popular em area yoruba, seus festivais espalham por todos os lados, ogun é dado como aquele que fundou dezenas de cidades. #ogun#ogum beijos Renata Barcelos - Yemojagbemi Arike. Siga a página - tem mais curiosidades de outros Orisa a caminho ..
1- Osun é também conhecida como Olomi Tutu ( a dona da agua fria/fresca) e muitos outros nomes.
2- O metal conhecido em área yoruba para Osun é o Bronze |latão.
3- Osun tem um dos maiores festivais em número de pessoas, em área Yoruba - Osogbo que acontece agosto de cada ano.
4- As cor mais comum dos ileke Osun é o amarelo, mas em algumas regiões pode ser amarelo e verde, até branco.
5- Assim como Yemoja, é comum ver representações de Osun sendo desenhada com rabos de peixe.
6- Ifé, Ijesa, e Ekiti gostam de reivindicar que são a origem de Osun, e reafirmam que ela esteve ali, Osogbo por sua vez foi onde Osun também fez um pacto para protege a cidade, em Oyo foi a esposa de Sango.
8 - Os devotos de Osun usam o eerindilogun o jogo dos 16 búzios e o Obi - em Oyo, a mitologia da família de osun conta que Obatala quem deu o oráculo a osun, e a família de Obatala também conta em sua mitologia que deu o oráculo para Osun.
9- O rio Osun nasce em no Estado de Ekiti, atravessa o Estado de Osun (OSUN TEM UM ESTADO COM SEU NOME) e desagua em uma Lagoa chamada Lekki no Estado de Lagos, próximo ao rio ògùn rio Yemoja.
10 - Em área Yoruba, Osun é uma das orisa femininas que mais apresentam artigos de metais em seus templos, Abebe (que são leques), ide (pulseiras) e muitos outros metais feitos de bronze/latão. #osun#oshun#oxum
Extra - 11- Homens são também iniciados em Osun em área yoruba e cultuam Osun e possuem hierarquias dentro do culto dela!
Este texto tem por
finalidade revelar as recentes informações sobre o tema Kamuka nas atuais
terras nigerianas. O trabalho apresenta o CEP da região Kamuka, informações
sobre a etnia Kamuka, além de registros de famílias e, até mesmo, o parque
nacional Kamuka, devidamente localizado em terras nigerianas.
CONCEITO DE NAÇÃO Muitos debates atualmente envolvem temas sobre Nações Afro-brasileiras e as Nações Africanas. Neste artigo abordamos este assunto, esclarecendo ao leitor as dúvidas e conceitos que envolvem os debates.
O livro KANBINA: ORIGENS IORUBÁ E CONTINUIDADE NO BATUQUE DO RS.
Um trabalho de 10 anos recolhendo informações e dados para seguir os rigores acadêmicos, este livro conta a história da Kanbina (tradição do Batuque do Rio Grande do Sul) e a sua origem, fazendo um paralelo com o Ioruba e seus costumes.
Mogba - Koso é um título dado pelo Alaafin como o chefe supremo de Koso e o guardião do santuário principal de Sango.
Kòso é um bairro suburbano de Òyó, um dos lugares mais sagrados da cidade, onde o espírito de Sàngó habitou o local sagrado.
Não há Aláàfin em Òyó, que será instalado sem realizar todos os ritos de coroação dentro do templo Kòso.
Mogbà Kòso desempenha um papel crucial na sucessão real, uma vez que é o guardião do antigo santuário de Sàngó Kòso e da coroa ancestral de Sàngó “Adé Séséefun”, sendo responsável pela coroação do novo rei.
Kòso é onde o antigo poder de Sàngó é colocado e preservado; portanto, pertence a todos os Aláàfins, onde eles fazem sua aliança com seus ancestrais antes de receberem a coroa.
Este texto tem por finalidade pontuar alguns conceitos de Nação, pois constantemente nos deparamos com textos que sugerem que a Kanbina e Kamuka sejam Banto, apenas pela semelhança do nome aos povos Banto.
Recentemente, a página Ile Ase Igbomina, no Facebook, publicou na data de 09 de setembro de 2020, algumas considerações sobre Kamuka, que respeitosamente resenharemos neste artigo alguns tópicos.
Procuramos pontos concordantes mas não foi possível encontrar, ao qual o próprio autor informa que, não foi uma tarefa fácil, pois o autor pertence a outro segmento batuqueiro, e que pela dificuldade de informações pode ter cometido qualquer equivoco, assim relatado pelo Igbomina.
[...] tentar falar sobre este Orixá tão introspectivo não é uma tarefa das mais fáceis para mim tendo em vista que sou da Nação Ijexá [...]
Começaremos pontuando que, Paulo Tadeu, informa no seu livro "Quem é o orixá Xangô Kamucá da Nação Religiosa Cabinda?", que o patrono da Kanbina, pai Waldemar foi escolhido por Xangô (divindade ioruba) ainda no ventre."
Assim, poderia ser uma divindade Banto, conforme também chegamos a pensar, um dia.
Norton Correia registra em 1992, no seu primeiro livro O Batuque do Rio Grande do Sul, a palavra Cambini ou Cambina, o que, para aquela época era como os antigos a chamavam.
Porém, com o tempo, Paulo Tadeu, sem qualquer estudo científico, informava para a sociedade religiosa do Batuque, que era totalmente errado e deveriam falar Cabinda.
Nos trechos que destacaremos, faremos algumas resenhas sobre as divergências e questões apresentadas na página Ile Ase Igbomina:
1. [...] E o que sei é que Kamuká só seria cultuado na cabinda e que nenhuma outra nação deveria ou poderia cultuá-lo, pois esse Orixá é o do fundador dessa nação [...]
Segundo informações do escritor Paulo Tadeu, Kamuka sempre foi da Kanbina. Paulo Tadeu informa ainda que Pai Waldemar era de Xangô Agodô. Então, como explicaria Pai Waldermar ser conhecido como Waldemar do Kamuka?
O Xangô do Povo, na tradição do Batuque Oyo, tem a finalidade de proteger a comunidade, e por isso seu local de culto era no pátio, mas nem por isso registramos algum relato de que Xangô do Povo foi ou é um Egun, mesmo por que, orixá não vira Egun, nem morre.
2. [...] O que sei também é que o assentamento desse Orixá é feito no balé, pois teria ele grande aproximação com eguns. Meu tio-avô carnal, Cláudio de Oxum Docô, falecido babalorixá de Cabinda me disse inclusive que nem devemos pronunciar esse nome (Kamuká) dentro de casa, pois poderia atrair algum tipo de mal, porém sou totalmente cético sobre isto.
Dizem ainda que Kamuká reside no cemitério, mais precisamente no forno (lugar onde se cremam os ossos) e que, por conta disso, se prestaria só ao dano [...]
O conceito de que o assentamento de Kamuka é feito no igbale, que até pouco tempo comentavam, é um equivoco, pois conforme citamos acima, não há possibilidade de orixá ser egun, e no local de culto aos ancestrais do Batuque são cultuamos os mortos.
Existem registros que algumas famílias fazem uma segurança para Kamuka no meio do salão, o que em momento algum faria sentido ser um assentamento de egun, afinal o templo pertenceria a um orixá, o que seria inapropriado uma segurança no meio do salão para Kamuka caso fosse um egun, onde muitos fundamentos para orixá seriam feitos em cima desta segurança.
Xangô é uma divindade da etnia Ioruba, sabemos que os ioruba não enterram seus mortos no cemitério, mas no próprio quintal da casa, ou até mesmo, dentro de casa; por isso, na origem do culto a orixá, também não existe orixá do cemitério.
3. [...] pois esse Orixá é o do fundador dessa nação [...]Esses são alguns dos motivos pelos quais não se dá cabeça de filhos para esse Orixá (que a essa altura me pergunto se é Orixá mesmo)[...]
Notem neste trecho, primeiramente refere-se ao Pai Waldemar era de Kamuka e a seguir, informa não dá cabeça de filhos, fato que contradiz e ao mesmo tempo, sanciona, a fala do Paulo onde diz que o orixá de Pai Waldemar era Agodô.
4. [...] Por outro lado tenho minhas pesquisas históricas e o que encontrei é que, segundo Norton Corrêa, quem fundou a nação Cabinda em Porto Alegre foi um africano chamado Gululu.
No entanto a insistência dos descendentes de Cabinda em afirmar que o surgimento dessa nação se dá com o Esá (título que se dá a pais e mães-de-santo falecidos) Valdemar Antonio dos Santos, me leva a questionar se Gululu e Valdemar não seriam a mesma pessoa [...]
Conforme publicado no livro KANBINA, Origens ioruba e a continuidade no Batuque do RS, que Gululu é o Pai Antoninho da Oxum, filho de mãe Donga da Oxum, tradição Oyo, onde explica a Kamuka no pátio, assim como o Xangô do Povo herdado da Mãe Donga pelo Pai Antoninho. Sobre os Banto e suas divindades, as fontes não foram informadas.
5. [...] Diferentemente das crenças bantus, na metafísica dos sudaneses para onde eles iam suas divindades e ancestrais os acompanhavam. Por isso, ao chegarem no Brasil, trouxeram consigo sua cultura religiosa. É bem provável que uma parte dos bantus também tenham migrado para a religião desses sudaneses cultuando os Orixás[..]
Cite ao menos um local no Brasil onde exista, comprovadamente, cultura religiosa tradicional de Cabinda.
6. [...] É possível que Gululu seja um desses africanos de origem bantu que aprendeu a cultura dos Orixás aqui no Brasil com sudaneses, mas resolveu fundar uma sociedade religiosa com negros originários da mesma região, batizando sua nação, então, de Cabinda [...]
Qual seria a base para esta possibilidade do Gululu? Possibilidades, embora existam, não são provas irrefutáveis para nenhuma conclusão.
7. [...] Mas isso não explica o Kamuká no culto [...]
Talvez não explique por que esteja ignorando o conceito de Nação e etnia, por isso não o enxerga! veja a seguir;
Sim existe, o que nos fez pensar nesta possibilidade. Porém, há uma grande distancia entre Cabinda, e Kamuka, que fica ao norte da republica do Congo. Observem os mapas:
No Zambia?
Neste mapa é possível ver a distancia da província Cabinda para Os Angola, inclusive:
9. [...] Isso não diz muito exceto que a origem do nome Kamuká, agora comprovadamente, é bantu [...]
Ainda que exista um local chamado Kamuka ao norte da Republica Popular do Congo, tal fato não embasa a tese que a Kambina do Batuque é um culto bantu.
Quer nos parecer que, aos investigadores que pesquisam sobre as nações afro-brasileiras, falta-lhes o embasamento do que é o CONCEITO DE NAÇÃO conforme já estudado pelos professor Vivaldo Costa Lima (UFBA).
Assim, conforme o Conceito de Nação acima exposto, cujas leituras foram sugeridas acima, conceituar nações afro-brasileiras, no caso a Cambina, ou Cambini, ligando-a à Cabinda, na Africa, apenas pela semelhança do nome, não serve como base conclusiva.
No exemplo abaixo, qual deles seria o correto?
10. [...] E se hipoteticamente Gululu for o nome africano de Valdemar já que os escravizados eram batizados com nomes ocidentais quando chegavam no Brasil? Daí a coisa começa a se encaixar.
Segundo o escritor Paulo Tadeu, Waldemar teria nascido em agosto de 1883, no Brasil, sob a lei do ventre livre.
11. [...] Kamuká pode ser um Nkisi nsi, espírito ancestral ligado a um clã familiar. Esse espírito pode ser de um ente falecido que volta incorporado num descendente seu [...]
[...] Agora refletindo: se Valdemar (ou Gululu) cultuava Kamuká por que este era o Nkisi nsi de sua família, fica explicado o porquê de Kamuká não pegar mais filhos, nem de poder baixar em alguém. Por outro lado, também fica explicado do porquê desse “Orixá” ser cultuado próximo ou junto ao balé, pois na cosmogonia iorubá Kamuká seria um egun[...]
Esta possibilidade existe, pois segundo Paulo Tadeu, Waldemar era de Xangô, e não de Kamuka ... mas ainda que Kamuka seja "um espírito ancestral ligado a um clã" de sua, talvez, família banto do Congo, esta possibilidade não faz da nação Cambina um culto banto, mas antes, uma nação de culto Ioruba que cultuaria junto um ancestral/divindade banto, assim como as nações do batuque cultuam a divindade Sapata, sem serem rotuladas de nação "fon".
Como reflexão, imaginemos um oriental que tenha sido escolhido por Xangôpara ser iniciado para ele, e ele venha se iniciar para Xangô; independente da etnia oriental de origem, ele praticará o culto ioruba de Xangô, sendo que sua origem oriental, em momento algum transformaria o culto de Xangô que ele agora pratica, em culto asiático.
CONSIDERAÇÕES FINAIS:
O que necessitamos no estudo da Kanbina e Kamuka é o conceito de Nação, por isso não é possível afirmar que Kamuka seja Banto, mas caso fosse, apenas por hipótese, isso não transforma a Kanbina em culto Banto, assim como Sapakta não transforma o Batuque em culto Fon.
Mesmo que pai Waldemar possa ser um descendente do povo Banto, ao adotar o orixaismo, ele estava praticando rituais e costumes dos povos iorubas e não Banto.
Orixá não é egun, por isso, não deve ser cultuado como morto.
Neste vídeo pai Raul Dorneles, infirma que o pai Henrique da Oxum possui um Kamuka ao lado do Lode, vejamos:
Transcrição:
[00:00 - 00:08] Entrevistador:
"Sangô Kamuka, Pai. O que o senhor acha sobre as pessoas que falaram
que eram de Sangô Kamuka logo após o falecimento do Pai Valdemar?"
[00:08 - 00:30] Pai Raul: "Eu posso dizer uma coisa que eu aprendi com meu Pai de Santo. Meu
Pai de Santo, inclusive, está até hoje lá — o dia que tu fores na minha
casa eu vou te mostrar — o Kamuka do meu pai era sentado do lado da
casinha do Olode dele, na rua, tá?"
[00:30 - 00:41] Pai Raul: "Kamuka específico, dizem, contam a lenda, que era do Pai Valdemar. Foi fundamento passado para ele."
[00:41 - 01:08] Pai Raul:
"Então esse fundamento foi passado para ele, então terminou ali. Se tu
leu o que deu assim, 'não haverá não sei o quê, não sei o quê'... porque
eu não li. Eu não li porque não me interessa, tá? Eu estudei tanto na
minha vida, me formei, para hoje odiar livros e leituras, né? (risos)"
[01:08 - 01:21] Pai Raul:
"Então não haverá... então terminou ali. É igualmente, vamos falar no
Alexandre Xapanã: eu sentei o fundamento de Sapatá para ele. Esse
fundamento termina com ele. Não pode ser passado para ninguém."
[01:21 - 01:46] Pai Raul:
"Tem alguns fundamentos que não podem ser passados. Outros se faz o
Apejo, dá-se em vida, herdam... o jêje tem uma coisa de herdar algumas
coisas, entendeu? Por exemplo, Ode e Otim, herdam. A cabinda, tu herdas
se tu jogar, fizer um Apejo, passa alguma coisa para ti."
[01:46 - 02:08] Entrevistador: "Mas isso é tudo com Apejo, né Pai?"
[01:48 - 02:08] Pai Raul:
"Sim! Para isso tu ganha o búzios. O búzios é para isso. Ou o próprio
Santo chegar e determinar, entendeu? E garantir que vai dar certo, né?
Não é chegar e dizer 'eu vou ali' e um carro atropela... aí é diferente,
né?"
[02:08 - 02:37] Pai Raul:
"É isso aí. E vi tantas coisas, tantos fundamentos diferentes, por isso
que eu não quero falar certas coisas, tá? Porque é para puxar, para dar
briga, para dar discussão... e eu não quero. Porque as pessoas do lado
de lá, eu quero amizade, entendeu? Deixa eu com o que eu ouvi, com o que
eu sei que o meu pai falava."
Entrevista completa no canal Kizomba: https://www.youtube.com/watch?v=B71DRMKMssA
Links de trabalhos e artigos para estudo e possível referencia;
Anualmente no mês de janeiro, vários devotos do Candomblé, simpatizantes e até mesmo curiosos, participam de um tradicional evento sincrético, ao qual, afro religiosos, militantes e ativistas negros reúnem-se para louvar e comemorar a tradicional lavagem das escadarias do Senhor do Bonfim. Um monumento decorado e criado por um traficante de escravos, o mesmo encontra-se enterrado na própria igreja.
O que os devotos talvez não tenham ciência, que a praça diante da igreja homenageia um dos principais traficantes de africanos escravizados da Bahia. Muitos nem fazem ideia que o seu túmulo está em destaque dentro do próprio templo, onde procissões se faziam às suas portas, já que, foi ele o responsável por trazer a imagem que permitiu o culto ao Senhor do Bonfim.
Diante as constantes ameaças dos direitos humanos, inclusive ataques racistas e às próprias religiões de matriz africana, incentivou à um grupo de historiadores trazerem a público a realidade, para os locais históricos de Salvador ligados a escravidão.
Segundo sabemos, Salvador foi o segundo maior porto de desembarque de africanos nas américas durante o tráficos de seres humanos, ficando atrás apenas para o Rio de Janeiro. Estimando-se que mais de 1,2 milhões de africanos chegaram à Bahia de forma degradante, e foram vendidos como mercadoria.
O português Teodósio Rodrigues de Faria, foi capitão de um navio mercante, na década de 1740, se estabelecendo em Salvador, onde fez carreira como traficante de escravos. O próprio investiu pesado na decoração, pintura e detalhes da igreja do Senhor do Bonfim, morrendo em 1757, sendo enterrado na própria igreja, palco da mais famosa e tradicional festa afro religiosa, a Lavagem do Bonfim. (talvez poucos ou quase ninguém saiba, pois estes detalhes são omitidos)
O Alaafin de Oyo, Oba [Dr.] Lamidi Olayiwola Adeyemi 111, advertiu os sacerdotes Ifá na metrópole de Oyo contra permitir que sua herança caísse no esquecimento por meio de práticas antiéticas.
Oba Adeyemi deu o aviso na quinta-feira, quando recebeu em audiência alguns sacerdotes de Ifá na cidade antiga. O governante Supremo observou que
"o que mais destaca os iorubás em todos os lugares onde são encontrados é seu forte apego à sua cultura, religião e tradições, acrescentando que mesmo com a civilização, a luz da cultura permaneceu efervescente entre o povo.
É lamentável que aqueles a quem foi confiada a preservação e promoção de nossas tradições e cultura dotadas sejam os que as profanam por causa da avareza e da cobiça.
Eles zombam de nossas tradições diante desses estrangeiros, sem recorrer aos seus efeitos devastadores no futuro previsível. Esta é mais uma razão pela qual as partes interessadas não devem ficar em cima do muro, mas se unir com determinação a fim de se livrar desses criminosos que se disfarçam de sacerdote de Ifá, para enganar os desavisados membros do público e ridicularizar a querida tradição de Ifá."
Os sacerdotes de Ifá de Oyo informaram durante a visita solicitada ao monarca a escolha de Ifaleye Ikusanu, como o novo OLUWO ALAAFIN DE OYO. Mas Oba Adeyemi se opôs veementemente à seleção de Ifaleye Ikusanu como o novo OLUWO ALAAFIN, descrevendo-o como,
"um sujeito rebelde, desrespeitoso, não confiável, indigno de confiança e ganancioso, cujos antecedentes e precedentes não são apenas ridículos para a reverenciada instituição do Alaafin, mas para a cidade antiga como um todo''.
O governante supremo lembrou como o sacerdote Ifá, Ikusanu, conferiu um título de chefia a um estrangeiro e o coroou de forma fraudulenta com um rabo de cavalo e uma coroa real, contrariando as regras de adivinhação de Ifá ou qualquer prática religiosa tradicional.
" Apenas iroke e bonés brancos devem ser usados em sua instalação, como costumava ser a prática, ao invés da coroa e do bastão. Não importa o domínio da religião tradicional de Ifá e a proficiência de sua prática e mitologia, nenhum praticante tem o direito de conferir a alguém o título de rei de Ifá e apresentar a tal pessoa um bastão. Como sacerdote Ifá, você deve interpretar o oráculo e não conferir títulos de chefia. É ilegal e inconstitucional ".
E acrescentou,
''Como se não bastasse, Ifaleye Ikusanu, também liderou um protesto em Ibadan, capital do estado de Oyo, contra o atual governo liderado pelo Engenheiro Oluseyi Makinde, por não aprovar uma data como Dia de Isese no Estado. Ele e seus companheiros fizeram isso sem me informar."
"Para evitar dúvidas, todos os adeptos das religiões tradicionais em Oyo e seus arredores não estão envolvidos nos ataques e confrontos com o Governo do Estado, exceto este homem, Ifaleye Ikusanu e seu grupo dissidente ’’.
"Além do mais, suas ações e feitos são antitéticos ao palácio, bem como à paz e ao progresso da cidade antiga. Você quer que uma pessoa tão rebelde seja escolhida como OLUWO ALAAFIN? Deus proíbe."
Qualquer movimento secreto para faze-lo [Ikusanu] e sem meu consentimento significará a ruína para todos vocês. é uma pena que ele [Ifaleye Ikusanu] não seguiu o exemplo do seu falecido pai, que era honesto, diligente, confiável, respeitoso e dedicado.
Alaafin afirmou que,
"os iorubás reconhecem a necessidade de se ter uma sociedade onde prevaleça a lei e a ordem, acrescentando que, ao contrário do que existe na contemporaneidade, os iorubás consagram os valores e o ethos da sanidade em todas as facetas da vida."
Destacou Oba Adeyemi, incluindo ele próprio,
Os Alaafins anteriores foram imunes às mudanças, pois consta que contribuíram e ainda contribuem de forma não pequena, moral e financeiramente, para a preservação e renascimento do património tradicional do povo.
Pessoalmente, o registro que os antigos Alaafins deixaram para trás [escrito e oral] foi uma fonte de inspiração e orgulho para mim desde que subi ao trono e fui exposto a seus ricos arquivos no palácio. Os recursos indígenas da epistemologia iorubá são elaborados de forma a moldar os pensamentos e a visão do mundo e também orientar as condutas diárias do povo iorubá.
Curiosamente, ele observou,
"Uma das principais razões pelas quais o vínculo da tradição na sociedade ioruba permanece relevante é a natureza aparentemente entrelaçada dos elementos associados aos mesmos na visão de mundo ioruba. Para os iorubás, a cultura é a constituição não escrita da sociedade. É um guia para a moralidade, um determinante da ética e um paradigma das relações interpessoais. A tradição iorubá é essencialmente orientada para o oral ’’.
Ele, no entanto, alertou que,
"As tradições e cultura iorubá estão sendo bastardizadas além de seus limites de tolerância em maneiras que sugerem perigo, acrescentando que a hora de pôr fim aos atos criminosos desses descontentes sacerdotes de Ifá é agora."
Os mortos sofreram ação da morte, mas isto não os converte em algo sujo ou repugnante... Os ancestrais são e sempre foram adorados lado a lado de suas divindades... Com respeito, com honra...